segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Enquanto isso, na gaiola

Enquanto eu trabalho com ratinhos e camundongos de laboratório, sempre imagino o que eles podem estar pensando...

"_ Ô Zé, pode ir acordando aí.. lá vem o gigante de novo...
_ Quê? Mas meu Deus do Céu... hoje é domingo! Mas nem domingo ele dá folga?
_ Calma Zé, cê sabe que é rapidinho. Sempre é. Ele vem aqui, cutuca a gente de um lado, cutuca do outro, puxa o nosso rabo, dá uma espetadinha, coça nosso cangote, coloca a gente na balança, coisa rápida.
_ Rápida? Mas como você é conformado, hein! Pois ninguém vem aqui e me cutuca e fica por isso mesmo, não. Hoje ele me paga. Vou lascar uma dentada naquele dedão dele. Ele vai ver só...
_ Zé, Zé, olha a pressão alta. Você é diabético e não pode se dar ao luxo desses pitís, olhe lá. Se o gigante te vê assim alterado vai achar que tem algo de errado e você vai ficar doidão de morfina.
_ Morfina? Ah, mas é muita folga mesmo. E a liberdade? E o livre-arbítrio? Pois eu cansei, Tião. Cansei dessa vidinha besta de gaiola. Cansei desse ambiente de luz controlada. Cansei desse monte de vizinho pamonha, feliz de receber ração e água. Pois é hoje que eu fujo!
_ Zé... mas pra que tanto ódio no coração? Eu até gosto do gigante. Ele vem, faz o que tem que fazer, mas também faz cosquinha na nossa orelha, canta pra gente, lembra que semana passada ele falou que eu era o camundongo mais lindo do mundo? Me chama sempre de lindão!
_ Tião! Seu traidor! O gigante é o inimigo! Ele pode me chamar de Xuxuzinho todo dia que entra por um ouvido e sai pelo outro. Palavras pra iludir a gente aqui! E você caiu nessa, seu besta! Você é um jacu mesmo, toda vez que ele troca a palha da gaiola por uma nova você fica assim meio bocó, meio emotivo.
_ Não é assim também, né, Zé... ele é um gigante bom...ele até pôs algodão pra gente se esquentar no inverno. E o tubo de PVC que você tanto gostou? Que eu me lembre você passou dias brincando de esconde-esconde ali dentro.
_ Vendido, Tião... é isso que você é! Um vendido! Já se bandeou pro lado de lá! Pois hoje eu vou fugir. Vou pro mundo, que lá é o lugar certo pra um camundongo genial como eu! E ai dele se ficar no meu caminho! Ai dele se tentar me segurar, ai dele se... se... se....... aquilo ali é algodão, Tião??
_ É sim, Zé. Algodão e um daqueles labirintos pra gente correr dentro!
_ Bom, então... eu acho que posso esperar mais um dia antes de ir embora, né, Tião?
_ Claro, Zé, claro! É só ficar quietinho que o gigante já já acaba o que veio fazer e vai embora...
_ Tá.. mas você sabe que eu faço esse esforço por você... mas amanhã.... ahhh.. de amanhã não passa!"

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sábado, 26 de dezembro de 2009

Síndrome de abstinência

Eu já comentei AQUI sobre como me sinto em relação às séries de TV. Pois não é que hoje eu vejo que já lançaram um vídeo teaser chamando a atenção de todo mundo para a estréia da ÚLTIMA temporada de LOST! snif snif snif! Nem vou conseguir dormir!


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A ogra natalina

É algo evolutivo. A gente não consegue se controlar frente à abundância de comida boa. Porque antigamente, lá na época das cavernas, acumular gordura era uma forma de se manter vivo, vencer o inverno rigoroso e a escassez de alimento, sobreviver. Já hoje... a gente se mata de dieta, reza, superstição doida para tentar manter a forma e nada. Não adianta. O nosso instinto básico de gordo ancestral nos impele a comer mais.. e sempre.. inevitavelmente. Imaginem uma picanha. Uma picanha bem graúda. Uma picanha bem fofinha. Uma picanha no ponto certo. É claro que a boca enche de água. Pois então. Instinto. Agora pensem num feijão tropeiro maravilhoso, como torresminho, linguiça, ovo. Uma costelinha bem temperada. Uma bisteca. Uma farofa das boas. Eu já babei no computador. Não é a tôa que somos gordas mulheres descontroladas. Mas, esse tipo de comida boa, essa tentação dos infernos, só acontece de vez em quando. No geral a gente se contem e come a saladinha, faz a malhação nossa de cada dia, se sente no controle de tudo. Isso até que funciona. Pena que existe dezembro. E o Natal. E o Ano Novo. E as festas de fim de ano. Porque aí, caro leitor, não há controle que dure. É um fato que todos comemos como porcos muito nessa época. Mas como eu ando comendo desde que cheguei em Minas, não há desculpa!

Sim, eu escrevi esse monte de coisas acima só pra introduzir a minha gula natalina. Eu sei que fiquei enrolando pra entrar logo na conversa, mas foi uma forma de eu me sentir menos culpada pela comilança. Pensei que se todos vocês também se sentissem um pouquinho gordos tocados, eu não seria a única com peso na consciência por aqui. Perdoem o golpe baixo, mas é que eu não consigo mais me controlar. Acabei de voltar de um jantar em família, com tanta comida boa e variada, que eu comecei a ficar com vergonha do número de vezes que levantei da mesa para encher o meu prato. Em um determinado momento eu comecei a pensar que era uma ogra. Só de ver alguém comendo algo que eu ainda não tinha visto eu começava a ter problemas em prestar atenção na conversa. Era algo so tipo: "Ahn, quer dizer então que você (opa, preciso pegar esse frango com catupiry que está com uma cara ótima) trabalha em hospital (hmmm, tem comida japonesa e ninguém me avisou?), portanto não vai ter folga (oba oba, tem picanha!) no Reveillon (eu babei?? BABEI????)?". Sim, eu devo ser bipolar. Uma parte de mim é dominada pela comida. Eu até economizo na bebida para comer mais! E o pior, eu posso estar entupida, lotada, completamente abarrotada de tanto comer que, se tiver sobremesa, eu encaro. Como diz minha amiga, o compartimento pra doce é diferente!

E Janeiro, como sempre, vai começar com depressão pós comilança!

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A casa da chuva

E hoje eu vim pra Minas! A viagem foi ótima, longa, mas cheia de surpresas. Nunca voei em um céu tão azul, tão cheio de nuvens, tão claro! No meio da viagem o avião passou do lado de uma nuvem GIGANTE. E, assim do nada, a nuvem começou a chover. Eu olhava pro alto e tava sol. Eu olhava pro lado e a nuvem gigante chovia! Eu olhava pra baixo e via a paisagem mineira cheia de morros. E começou a sair raio da nuvem. A poucos metros da gente ela chovia e jogava raio pra todo canto. E a gente lá, de espectador. Eu só pensei: então é assim que começa a chover? Porque a visão de baixo, meus amigos, é outra coisa. Aquela nuvem estava ali a pouquíssimos metros. Contornamos e fomos embora. Metade do avião tinha ido pra janela ver o "evento". E não caiu uma gota de chuva sequer na gente!

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sábado, 19 de dezembro de 2009

Ladrão de corações e almas e memórias

"Olhando para trás, suponho que parece óbvio, mas no princípio achei que a confusão dela era compreensível e normal. Começava por esquecer onde pusera as chaves, mas quem não o esquece? Esquecia-se do nome de um vizinho, mas não de alguém que conhecíamos bem ou com quem socializávamos. Às vezes ela escrevia o ano errado quando passava os cheques, mas de novo o punha de parte como um simples erro que se faz quando se está a pensar noutras coisas.
Não foi senão quando os acontecimentos mais óbvios começaram a ocorrer que comecei a suspeitar do pior. Um ferro de engomar no frigorífico, roupas na máquina da louça, livros no forno. Outras coisas também. Mas no dia em que a descobri no carro três quarteirões mais abaixo a chorar sobre o volante porque não conseguia encontrar o caminho para casa, foi o primeiro dia em que fiquei verdadeiramente assustado. E ela também estava assustada, porque quando bati na janela, virou-se para mim e disse, "Meu Deus, o que é que me está a acontecer? Por favor ajuda-me." Senti um nó no estômago, mas não ousei pensar o pior.

Seis dias mais tarde o médico viu-a e começou uma série de exames. Não os entendia então e não os compreendo agora, mas suponho que seja porque tenho medo de perceber. Demorou quase uma hora com o Dr. Barnwell, e voltou lá no dia seguinte. Esse dia foi o mais longo que alguma vez passei. Folheei revistas que não conseguia ler e joguei jogos em que não pensava. Por fim ele chamou-nos aos dois ao consultório e mandou-nos sentar. Ela dava-me o braço com confiança, mas recordo claramente que as minhas próprias mãos estavam a tremer.
- Lamento muito ter que vos dizer isto - começou o Dr. Barnwell -, mas parece que está nos primeiros estágios da doença de Alzheimer...
A minha mente ficou em branco, e tudo o que podia pensar era na luz que brilhava por cima das nossas cabeças. As palavras ecoavam-me na cabeça: os primeiros estágios da doença de Alzheimer..
O mundo rodava em círculos, e sentia o braço dela tenso a apertar o meu. Ela sussurrou quase para si própria: "Oh, Noah... Noah ... "
E quando as lágrimas começaram a cair, a palavra veio até mim outra vez: ... Alzheimer...
É uma doença estéril, tão vazia e sem vida como um deserto. É um ladrão de corações e almas e memórias. Não sabia o que lhe dizer enquanto ela me soluçava sobre o peito, por isso apenas a abracei e embalei para trás e para diante."

O Diário da Nossa Paixão - Nicholas Spark

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Diário de uma Paixão (The Notebook) é um filme baseado nesse livro. Como já citei AQUI, é um dos meus filmes preferidos.

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Promessas de ano novo

Dezembro é sempre angustiante. Não existe mês que coloque mais pressão sobre mim. Em todos os sentidos! É porque as férias estão chegando e eu preciso deixar tudo em ordem no trabalho, para não ficar o tempo todo me remoendo de lembranças de coisas não feitas. Também porque oficialmente, pelo calendário, o ano ficou velho e será descartado em breve, portanto dá uma nostalgia estranha. O novo ano que está logo ali na esquina me deixa um pouco desconcertada. Mas antes de chegar nele ainda tem a suposta alegria do Natal e a explosão do Réveillon. Nunca gostei da comemoração de nenhuma das duas datas. Os Natais são muito cheios de emoções exacerbadas. Ou deveriam ser. Porque eu não consigo me sentir assim... me sinto na verdade triste por não conseguir me sentir assim. E o Réveillon então... acho que nunca passei um realmente bom. Sempre aquela coisa de última hora, muitas vezes desconfortável. A sensação é a de que nunca aproveitei a noite da forma que todo mundo aproveita.

Mas o motivo que eu considero o principal nesse mal estar de fim de ano, ou melhor, na incapacidade de me sentir parte da alegria/harmonia mundial, são mesmo os desejos que a gente "deveria" ter pro ano novo. Essa é a parte mais angustiante. Porque eu não sei o que prometer pro próximo ano. E não quero deixar de prometer algo pra mim mesma. Então eu sempre termino me prometendo a mesma coisa. Sempre. Basicamente eu prometo tentar seguir o que é importante pra mim. Fazer as escolhas certas, e isso quer dizer escolher de forma a ouvir o que eu desejo. Talvez por isso sempre tenha sido fácil pra mim, mudar. Desde que terminei o mestrado eu já mudei de emprego 4 vezes, nos últimos 4 anos. Só porque aquilo não me deixava mais feliz, só porque eu não me imaginava fazendo aquilo em 10 anos ou mais. E nessa eu mudei de cidade 2 vezes, troquei emprego bom por outro sem nenhuma garantia, troquei segurança por aventura. E as promessas de fim de ano me levam a isso de novo. Relembrar que a única coisa que eu quero prometer, que eu posso prometer, é ser fiel a mim mesma.

Hoje no laboratório surgiu uma conversa desse tipo. Algo sobre o motivo das pessoas estarem fazendo doutorado. Eu, por mais diferente que possa ser, faço por prazer. Ponto. Se isso aumentar minha renda no futuro, ótimo. Mas não acho tão provável, já que não tenho a menor intenção de continuar no meio acadêmico até virar uma catedrática de universidade federal. Isso é exatamente o que eu não quero. Quero manter o maravilhamento da descoberta científica. Acho que isso eu nunca vou perder. Mas catedráticos acabam virando burocráticos. E isso eu nunca quero ser.

Mas a minha promessa, esse ano, vai ser um pouco mais extensa. Além de respeitar os meus desejos, eu prometo cuidar mais de mim. Essa promessa é bem genérica, pra que eu não me sinta presa em um ponto somente. O cuidar de mim vai envolver cuidar do corpo e da alma. Porque não adianta ter uma mente boa e sã, ávida por aprender, se o resto não conseguir acompanhar. Então eu prometo ler coisas interessantes, por puro prazer, tentar conhecer gente nova e instigante, me exercitar um pouco, pra que o horror dos 30 diminua, ouvir mais música clássica, ser mais paciente, aproveitar mais o pouco tempo que eu tenho por aqui, que todo mundo tem.

E o que tiver de ser... será!


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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Momento "guti-guti felino"

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Loteria

Tá bom, eu sou pessimista pra tudo, eu admito. Mas olhe pelo lado bom, isso é uma vantagem, quase uma certeza de que as coisas vão sair pelo menos do jeito esperado. Porque se algo não dá certo, tudo bem, eu não acreditava que ia dar mesmo. Mas se dá certo... é como ganhar na loto! Diariamente o meu pessimismo me deixa feliz porque algo sempre dá certo! Foi assim quando eu passei no vestibular. Eu, passar no vestibular numa faculdade federal? Nunca! E quando saiu o resultado eu me senti ganhando na mega sena. Eu, conseguir passar no mestrado quando todos os meus amigos são tão mais inteligentes que eu? Nem pensar! Loteria de novo! Eu, conseguir passar no doutorado em Bioquímica mais desejado do Brasil? Opa! Sorte grande! Eu, conseguir que o meu resumo de trabalho seja aceito no congresso mais importante da minha área, e ainda por cima na Europa?? E num é que foi?!?!?!? E da mesma forma o desânimo não é tão absurdamente grande quando as coisas não dão certo. Foi assim quando eu resolvi que a vida de cientista não era pra mim, em 2005. Quando eu entendi que ser professora de faculdade do interior não dava mais certo. Quando eu percebi que trabalhar numa empresa sem ter que usar meu cérebro não era o que eu queria. Quando eu entendi que a ciência era o único lugar onde eu já tinha sido feliz, e resolvi recomeçar. Quando eu larguei tudo e todos pra trás e vim pra SP pra viver essa certeza. Quando eu resolvi que ficar dependente dos outros não trazia nada além de sofrimento, e resolvi seguir em "carreira solo".

É verdade, eu prefiro ser pessimista, pensar nas possibilidades que trazem menos esperança pra me preparar para o pior. Mas, verdade seja dita, não é porque eu chamo de pessimismo que deixa de ser "otimismo velado"!

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sábado, 12 de dezembro de 2009

Retrospectiva 2009

E o ano já está no fim! Quem diria que tudo seria como foi! Quando comecei esse ano, não sabia que o Carnaval marcaria o fim de uma época numa cidade chamada Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Lá eu morei até os 4 anos de idade. E foi lá pra perto que eu fui, em 2006-2007, trabalhar como professora. Meu avô morava lá. Mas agora que ele já se foi, a cidade não possui mais o atrativo de antes. O Carnaval foi realmente um "tchau", um "até logo", porque não consegui mais encontrar o sossego de sempre naquela casa grande. A verdade é que a ausência incomoda. Esse ano eu também consegui me superar ao passar na matéria mais temida/chata do meu doutorado. Foi uma vitória de verdade, a certeza de que eu consegui vencer em algo que sempre me considerei fraca. Da mesma forma, tive a chance de revisitar um congresso que marcou o meu período de aluna de Ciências Biológicas da UFMG, o SBBq. Tenho que admitir que não foi tão interessante assim. Acho que hoje procuro informações mais específicas, mais focadas no meu trabalho. E essa certeza veio com a chance de conhecer a Europa! Sem dúvida uma viagem para ser lembrada, pro resto da vida. O Congresso que aconteceu por lá me deixou extremamente satisfeita. Foi a certeza de que o caminho que eu escolhi é o certo! Esse também foi o ano da virada dos 30 e de todo o desconforto que isso me causou. Fazer o que... o tempo não para. Ano bom pra amizades também, novas e antigas. Um ano a mais, tão diferente dos outros em suas surpresas, tão igual em sua rotina. De 2010 eu não tenho idéia. Sei que continuo em SP, na USP, no meu apartamento. Sei que passarei férias em BH. Ou pelo menos espero. Mas não sei do meu próximo Carnaval. Não sei dos futuros amigos ou dos antigos que ressurgirão. Não sei que livros vou ler nem que oportunidades vão aparecer. A única certeza é que eu estou ávida pra aprender, pra viver o que o futuro me reserva, seja bom ou mau, porque tudo isso vai me levar à pessoa que eu serei em um ano. Assim como hoje eu sou o resultado de todas as experiências passadas, de todos os certos e errados, dessa cascata inevitável de eventos.

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

2001



"À sua frente, qual cintilante brinquedo a que nenhuma criança poderia resistir, flutuava o planeta Terra com todos os seus povos. Regressara a tempo. Lá em baixo, naquele globo formigante de vida, alarmes deviam percorrer os visores dos radares, grandes telescópios perscrutariam com certeza os céus - e a história, como o homem a conhecia, estava a chegar ao fim. Apercebeu-se de que, mil e quinhentos quilômetros mais abaixo, uma adormecida carga de morte acabara de despertar, e se espreguiçava indolentemente na sua própria órbita. As débeis energias que continha não constituíam qualquer ameaça; mas ele preferia um céu mais limpo. Lançou-lhes a sua vontade, e as megatoneladas em rotação floresceram numa detonação silenciosa, que fez cair uma breve e falsa madrugada sobre metade do globo adormecido. Depois esperou, ordenou os pensamentos, e meditou sobre os seus poderes ainda por testar. Pois embora fosse senhor do mundo, não sabia bem o que fazer a seguir. Mas acabaria por descobrir alguma coisa."

2001, Uma Odisséia no Espaço ; Arthur Clarke

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OBS: Esse trecho está na primeira versão do livro. Quando Arthur Clarke resolveu escrever a continuação 2010, mudou um pouco a primeira história, para que uma sequência fosse possível. É, sem a menor dúvida, um dos livros mais interessantes já escritos!

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Insônia"

No geral eu levo uma vida bem normal. Trabalho de segunda a sexta, às vezes finais de semana. Estudo pro meu doutorado e pro espanhol. Tento aproveitar certos momentos de lazer, sair com amigos, fico insuportavelmente cansada em alguns dias e extremamente animada em outros. Basicamente o meu dia a dia se repete, assim como o de todo mundo. Mas, às vezes, eu encontro algo que prende a minha atenção de uma certa forma que se torna praticamente um vício. E sempre que isso acontece eu já sei que boa parte da minha rotina será transformada, para que eu consiga "viver" um pouco essa novidade. Ler é algo que eu realmente gosto. Literatura provavelmente é a grande paixão da minha vida, empatando talvez com a Biologia. Só que as vezes eu encontro um livro, um específico, que me prende de um jeito que eu simplesmente não consigo parar. Só paro quando terminar de ler tudo. Muitas vezes eu até tento dar uma pausa, para que eu possa dormir, mas sempre acordo algumas horas depois e preciso ir até o fim da leitura. Se o livro tem uma sequência, então, o frenesi de ler chega a me deixar cansada. Eu admito, gosto de ler praticamente tudo. Desde os clássicos até coisas mais recentes, biografias, ficção científica, romance, literatura de horror/suspense e também livros infanto-juvenis. E tenho que confessar que adoro literatura fantasiosa. Ler O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Eragon, As Brumas de Avalon, Encontro com Rama, 2001 Uma Odisséia no Espaço, O Historiador, entre outros, foi complicadíssimo. Isso porque eu passava a noite inteira lendo.

Já havia algum tempo que isso não acontecia. Acho que alguns anos até. Mas recentemente eu resolvi baixar audiobooks, com o singelo intuito de me distrair no caminho que faço casa-USP-casa. Demoro pelo menos uns 25 minutos por trecho. Era só isso, tornar o caminho mais interessante. Por isso baixei o audiobook do livro Eldest, que é uma aventurazinha infanto-juvenil fácil de acompanhar, já que pego áudios em inglês. Reparei que comecei a ouvir mais do que planejado. Escutava também no caminho pro espanhol, pro supermercado, pro salão de beleza, pra casa da minha tia. Quando o livro acabou, pensei: Legal, vou pegar algo então que seja bem fácil, que não precise pensar muito. Baixei a saga Crepúsculo, tão na moda hoje em dia. Achei que ia detestar, mas realmente eu criei um monstro! Tô me sentindo a pessoa mais adolescente do mundo, por gostar de um livro bobo desses! Ouvi o primeiro livro em 3 dias. O segundo eu comecei a ouvir as 10 horas da manhã do sábado. Parei para almoçar, jantar tomar banho e ir ao mercado. Só. Quando a meia noite chegou eu pensei: "Vou apagar a luz do quarto e assim que tiver sono é só desligar o mp4". Quando reparei já eram 3 da manhã e eu bem acordada. Resolvi que ia escutar só mais um pouquinho. Às 8 da manhã eu terminava o audiolivro. Apertei o off do aparelho e desabei de sono. Acordei 4 horas depois pensando em começar o terceiro livro. Resolvi sair de casa antes que a vontade me fizesse virar outro dia ouvindo o áudio.

Então é isso. Do nada esse vício apareceu e me pegou desprevenida! Estou tentando me controlar, pensando que a cada coisa relevante que eu fizer no dia, seja de trabalho, seja coisa doméstica, eu posso ouvir mais um capítulo. Só assim, pra eu ser produtiva, no momento! E agora, dá licença que esse post já me valeu dois capítulos bônus!







OBS: Eu sei que as músicas parecem estar um pouco fora de sincronia com o post, mas é que o audiolivro atual tem tudo a ver com elas. E as duas são tão lindas...

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fotógrafa profissional!

Igreja Santa Maria in Cosmedin, Roma


Igreja KarlsKirche, Viena

Um tempinho atrás recebi um email de uma moça que fazia, todos os anos, um catálogo virtual de várias cidades da Europa. Ela tinha visto, no Flickr, as minhas fotos da viagem que fiz em Outubro e pedia permissão para colocar duas das minhas imagens em votação (essas que estão aí acima). Se uma delas fosse escolhida, seria a foto que ilustraria uma pequena descrição do local, no tal guia.

Hoje recebi outro email dela, me parabenizando pela escolha da foto que eu tirei da Igreja KarlsKirche, em Viena! A foto está nessa página AQUI, e fiquei bastante surpresa, já que não é uma imagem inteira, mas somente da "fachada" da Igreja.

Tô me sentindo "A" Fotógrafa, com minha câmera macarrônica Canon PowerShot A470. Sabe quando você tira uma foto assim, totalmente por acaso? Pois é! E viva a sorte!

OBS: Opa, só pra dizer que a foto de Roma também foi pro Guia!

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Feliz Natal adiantado!

Eu e meus elfos treinamos muito para chegar nessa dancinha perfeita! hahaha!

Send your own ElfYourself eCards

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Antigamente


_ Bisa, conta das coisas de antigamente?
A mulher centenária olhou para a garota e sorriu. A menina sempre pedia pra ouvir seus casos antigos. Fosse em qualquer tempo, a curiosidade infantil era insaciável!
_ Bem, na minha época, as mulheres arrancavam os pêlos das pernas, axilas e outros locais estranhos com cêra quente. Doía pra burro, mas era o costume. A gente ia a um lugar chamado Salão de Beleza, onde uma moça nos esperava com uma cêra fumegante. Os pêlos eram arrancados na marra mesmo. O nome disso era Depilação.
A menina olhou de soslaio, desconfiada.
_ Mas porque elas não apertavam o botão pro pêlo sumir, Bisa?
_ Ah, minha filha, naquele tempo atrasado não existia essas modernidades tecnológicas não. Cabelo não crescia e diminuía que nem hoje, que basta programar e apertar o botãozinho. As pessoas sofriam! E era costume ter duas carreirinhas de pêlos bem aqui, acima dos dois olhos, chamadas de sobrancelhas. As pessoas achavam isso bonito. Mas era preciso aparar, senão crescia e ficava feio. E pra isso tinha alguém no Salão de Beleza que arrancava fio por fio com uma pinça.
A garota arregalou os olhos, em espanto.
_ Conta mais desse Salão de Beleza, Bisa!
_ Ixi, garota, no salão existia o cabeleireiro, que penteava e cortava o cabelo das pessoas que crescia na cabeça, você já deve ter visto em foto.
_ Ai, que feio! Cabelo na cabeça é tão brega, vó!
_ Mas naquela época não era! E olha que as mulheres passavam horas arrumando o cabelo, alisando, pintando. Era muito comum um instrumento que esquentava e era chamado de chapinha. Porque ninguém nunca estava satisfeito com o próprio cabelo, mesmo depois de ficar horas no Salão de Beleza, aí a chapinha ia lá e deixava tudo liso, tudo igual.
_ Nossa, a senhora ia muito a esse... Salão?
_ Ia, Soninha, toda mulher ia, Mas eu ia mais era na manicure.
_ Manicure?
_ Sim, uma moça que cuidava das unhas da gente, pintava e deixava bem bonito.
_ Unha? Ahh.. eu sei.. é o casco né, Bisa?
A senhora teve vontade de rir. Como o mundo podia ter mudado tanto!
_ É mocinha, era o casco sim. As pessoas tinham um casco em cada ponta de dedo.
_ E servia pra que?
_ Uai, minha filha, pra unhar. Bom, não sei. Mas assim era. E a unha crescia. Todas as 10 das mãos e as 10 dos pés. E a gente tinha que cortar sempre. E de vez em quando a unha encravava e crescia pra dentro da pele. Aí doía e a gente tinha que ir ao Salão pra consertar.
_ E todo mundo achava bom ter unha?
_ Claro, Soninha, unha era muito útil. Era uma maravilha para coçar. Pra tirar espinha, então!
_ Espinho?
_ Espinha, minha filha! Umas bolinhas inflamadas que apareciam no rosto das pessoas, principalmente quando se era jovem. Tinha até gente no Salão de Beleza especializada em tratar a pele para fazer sumir as espinhas. Era comum fazer limpeza de pele. A moça que fazia isso apertava o nosso rosto até ele ficar limpinho e inchado.
_ E a espinha servia pra que?
_ Uai, espinha não servia pra nada. Só pra atrapalhar mesmo.
A menina parecia confusa.
_ E as pessoas ganhavam bem pra ir ao Salão de Beleza?
_ ... Como é Soninha?
_ As pessoas, vó, elas ganhavam muito pra ir ao Salão e sofrer essa tortura toda?
_ Minha menina, as pessoas pagavam, e caro, por tudo isso!
A boca da garota se abriu num "O".
E a bisavó riu a valer do assombro da garota moderna, que tinha nascido em um tempo evoluído 100 anos à frente do seu.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Origens

Serra do Cipó, Minas Gerais. Imagem retirada do Blog Viagem Virtual

É uma coisa que eu sinto e acho que todo mineiro sente. Eu morro de saudade de morro. Isso mesmo, morro. Montanha, serra, mato, friozinho, floresta, bosque e por aí vai! Praia é ótimo! Uma delícia! Mas como um morrinho não tem nada igual! Até sonho com a Serra do Curral! De boa parte de BH dá pra ver a Serra, que fica lá, majestosa, tomando conta da cidade!

Onde tem morro, eu já me animo. Nada melhor do que subir e descer "encostas". Me dá um sentimento de volta pra casa, de Minas Gerais. E, tenho que admitir, morro bom é morro mineiro! E nada mais charmoso do que descobrir uma cidadezinha no meio deles. É assim com Ouro Preto. É assim com Diamantina. É assim com São João Del Rei e Tiradentes. É assim com uma porção de vilarejos.

Se tem uma coisa que eu já percebi é que eu posso viajar o Brasil todo, talvez até mesmo o Mundo todo, mas o lugar a que eu pertenço é Minas Gerais. É de lá que eu vim, é lá que eu sossego, é lá que eu carrego a bateria, é pra lá que eu sempre vou voltar! Pro meu mar de morros!



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sábado, 28 de novembro de 2009

Bem natural

_ Ei moça, psiu, ô dona, eu tenho um produto aqui especial pra alisar cabelo pixaim! Tá de promoção ó! Baratinho!".
Olhei pro lado, vi aquela figura estranha meio escondida atrás de uma barraca. Levei um susto quando percebi que ele se dirigia a mim. Com as bochechas queimando de vergonha e indignação, falei:
_ Eu não preciso dessas coisas não, moço, meu cabelo ondulado assim tá na moda, tá até na novela das 8. É coisa de raiz! Chique é mostrar naturalidade!
O coisa-estranha me olhou vesgamente e disse:
_ Dona, isso do natural elegante requer muita maquiagem, cabeleireiro e produto importado. Ou você acha que capa de revista acorda naturalmente linda? Que nada, todas elas usam esse produto daqui ó! Que é até bem indicado pro seu caso.
_ Que meu caso moço? Todo mundo elogia meus cachinhos, viu!
_ "Cachinhos"? Isso tá mais pra um ninho de guaxo, com o perdão da palavra, mas se a senhora quiser eu resolvo o seu problema rapidinho. Aproveita que tá de liquidação, hein!
_ Olha aqui seu atrevido, vai incomodar outra pessoa porque eu...
_ Ixi, quando a senhora fica com raiva então parece um sharpei de tanta ruga!
_ Ruga, eu?!?!?!? Ruga nada! Tenho uns leves pés de galinha, mas isso são marcas de expressão de felicidade, coisa de quem sorri muito e...
_ Parece o Grand Canyon, Dona. Sem querer ofender, e só porque eu sou seu amigo eu te ofereço um anti-rugas que é tiro e queda. Também tenho até algo pros cabelos brancos.
_ Que????? Que cabelos brancos? Eu ainda sou muito nova pra isso!
_ Ahh, moça, mas são poucos, só os que a tintura não tingiu!
_ Tintura? Eu não tinjo cabelo não...
_ Opa, então tá na hora de começar, eu tenho uma tinta importada aqui comigo, que é o que se usa em Hollywood! Se comprar leva também uma vitamina C super concentrada que estica a pele da região dos olhos em dois dias, coisa mais fina que Botox! Acho que isso já daria uma levantadinha na sua pessoa! Pra ficar filé mesmo ainda pode levar uma máscara de tratamento facial. É nova. É praticamente uma cirurgia plástica sem corte.
_ ... Eu não preciso de cirurgia plástica, eu ... eu...
_ A gente faz não é porque precisa, dona, é porque a concorrência é desleal. Olha, só porque eu fui com a sua cara e porque a senhora tem potencial pra ficar um pitel, te faço um rascunho facial gratuito.
_ Rascunho facial?
_ É, chega mais! Com essa caneta vermelha aqui eu vou marcando o que precisa mudar. Aí a dona vê o que acha!
_ Eu não sei... eu... eu acho que não é necessário... eu...
Tarde demais, o coisa-vesga já tinha começado o seu trabalho de tracejar meu rosto inteiro.
_ Pronto, moça, marquei só algumas coisinhas básicas, que estão realmente chamando a atenção. O que a dona acha?
Um espelho apareceu na minha frente. Um rosto irreconhecível me encarou. Não havia quase lugar algum nele que não estivesse marcado de vermelho. Era uma visão do inferno. Logo eu, que me achava bem enxuta e natural, tinha ali as imperfeições do meu rosto todas evidenciadas por um doido varrido, que provavelmente só queria vender seus produtos. Mesmo assim, com tanto risco na cara, só me restou chorar copiosamente. Será que aquilo tudo existia mesmo em mim?
_ Calma dona, calma, vem comigo que a gente conserta isso rapidinho, tenho exatamente tudo que a senhora precisa. Um kit recauchutagem "Verão 2010" que vai fazer milagres! Mas só porque sou seu amigo, hein!
Cheguei em casa parecendo um carro alegórico, carregando trocentas sacolas de produtos de beleza duvidosos, rosnando de raiva contra a TPM que me deixa uma vez por mês tão à mercê das opiniões alheias.

*Picture by Alexandre Deviers

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Modernidades

Abramos a mente! Tanta coisa nova, bela, empolgante e nós aqui, com a mente fechada pro desenvolvimento! Provincianos de alma que somos, fechamos nosso pensamento crítico para aquilo que é diferente, que assombra, que causa desconforto pela novidade. Tem gente que até hoje não mexe em computador. É porque ele tem uma "tal de internet que só pode ser coisa do demo"! "Como que pode, pequenininho assim ter uma internet inteira lá dentro"! E assim vamos, sem aceitar que fazer transações por bancos virtuais é muitas vezes mais seguro que em caixas eletrônicos reais. Da mesma forma, pra muitos é inconcebível fazer compras online, seja de passagem aérea, de supermercado, de farmácia, de eletrônicos, e por aí vai. Pois eu já comprei dvd player, cds, livros, máquina de lavar, escrivaninha, notebook, celular e mais um montão de coisa dessa maneira. Se é tão fácil e ajuda a gastar menos tempo no shopping, na feira, na rua, qual o problema de entrar nessa moda?

Vamos abrir as portas para o novo! Tem gente que insiste em dizer que vitamina C é bom pra gripe, que shampoo com DNA vegetal faz bem pro cabelo, que o homem não foi à Lua, que comer manga com leite faz mal... tanta bobeira junta que até dói escutar! O que faz bem pra gripe é se alimentar bem, descansar e tomar chá, remédio pra dor de cabeça, ou um paliativo pra aguentar os 7 dias de mal estar. Sim, porque gripe dura 7 dias se você tratar assim e uma semana se tratar com vitamina C! DNA vegetal escorre pelo cabelo e vai pelo ralo, assim como o dinheiro de quem gastou mais achando que estava comprando o supra sumo da ciência capilar. O homem foi à Lua sim e deveria explorá-la mais, o que não dá é pra acreditar em qualquer bobagem de conspiração gravada em estúdios, para enganar o mundo. E manga com leite só fazia mal na cabeça dos escravos, porque era isso que os senhores de fazenda contavam, com medo deles roubarem as duas coisas.

Deixemos as barreiras caírem e aproveitemos o que há de bom nesse mundo cada vez mais globalizado! Atualização é tudo! Informação é o que não falta! E para tudo há remédio (e se ainda não há, logo logo há de haver)! Quer viajar por aí, mas não tem dinheiro pra isso? Procure trabalho remunerado no exterior. Foi o que eu fiz em 2001. Uma experiência única e muito valiosa! Quer fazer um curso de culinária/fotografia/costura/línguas? Hoje em dia pode-se começar em cursinhos grátis que existem na própria internet e daí conseguir bolsas ou cursos de baixo custo. Quer saber a quantas anda a saúde mas os exames são meio caros? Procure uma Universidade que faça pesquisa. Muitas possuem projetos de avaliação de parâmetros de saúde e os exames são feitos gratuitamente nos voluntários! Ou então doe sangue! Você ajuda quem precisa e ainda sai no lucro de saber a quantas anda sua saúde! Quer entrar em forma mas academia não cabe no orçamento? Pelos parques da cidade, pelas ruas ou centros esportivos existem uma infinidade de grupos de corrida, gente que curte pedalar nas suas bicicletas por aí, etc etc etc, tudo isso baratinho ou até de graça! Quer fazer um programa cultural diferente, mas tem medo de ter que vender um órgão pra pagar? Existem inúmeras apresentações de música clássica e popular, exposições de museus, tudo de graça ou quase! É só procurar! É só abraçar a nova realidade de um mundo cada vez mais aberto, interessante, cheio de oportunidades! É só ir atrás!

Idade não é desculpa pra deixar de viver não. A não ser que a pessoa tenha morrido de velhice, mas fora isso, Deus me livre chegar aos 60 e resolver que sou "velha demais pras modernidades do mundo"! Hoje em dia tem até cursos universitários para a terceira idade! Aprender é a chave! Deixar preconceitos pra trás ajuda a rejuvenescer e a viver! E assim vamos caminhando pra uma nova realidade, onde pessoas cada vez mais esclarecidas, felizes, cidadãs do mundo, percebem que basta querer, basta ir atrás, basta ter vontade! Porque as oportunidades estão aí! Não deixe sua cabeça envelhecer sua alma!

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ping-Pong BH-SP

Esse fim de semana fiz um bate-volta em BH. Foi super cansativo, mas valeu a pena cada minuto! Acho que não ando muito acostumada a dias tão movimentados, então fiquei um caco, só a sombra da pessoa de antes! Cheguei na sexta quase 11 da noite, como já comentei aqui. Minha mãe tava me esperando com a melhor sopa do mundo! Quem aí fez um muxoxo é porque não conhece a sopa dela. No sábado bati meu horário no salão, pra fazer tudo que eu tinha direito, me preparando pro casamento da minha prima. Saí de lá correndo e fui encontrar/almoçar com minha amiga e pegar acessórios emprestados pra festa. BH estava fervendo de tanto calor. Me arrumei como deu, e fui pro casório. Casamento é uma coisa que eu sempre gostei! A entrada das damas de honra na igreja, do noivo, dos padrinhos e, principalmente, da noiva. Eu tenho uma daquelas certezas que se um dia eu estiver no lugar dela, eu vou levar um tombo daqueles. Pânico só de pensar da idéia. Os noivos decidiram fazer votos próprios no fim da cerimônia, o que foi muito bonito e emocionante. A festa foi uma festança! E como eu tinha esquecido da sensação de festa de família! A minha família é ENORME! Tenho 8 tios, 26 primos (eu acho) e fora os "agregados" (isso só por parte de mãe). E uma boa parte do povo estava lá! Deu pra matar a saudade! No meio da festa chegou uma bateria de ESCOLA DE SAMBA! Foi muito muito bom! No dia seguinte, depois do almoço mineiro (feijão tropeiro e costelinha! hmmm!) fui ver minha amigona Carol, que está quase com 9 meses de gravidez e dá inveja a quem já engravidou e engordou muito. Ela tá mais em forma que eu! E, por fim, reuni uma turma antiga que eu adoro e fomos todos ao cinema (todos não, alguns se extraviaram!). Decidimos por 2012 que é o blockbuster do momento. Que coisa triste! Há muito tempo nao via um filme tão ruim. E o pior, eu sabia que não seria bom. Várias pessoas tinham me falado. Mas me disseram também que valia a pena pelos efeitos especiais. Sim, os efeitos enchem os olhos, mas são tão absurdamente exagerados 100% do tempo e tão repetitivos que nem isso vingou. E fora que o filme tem quase 3 horas... ninguém merece!

Carol, Helena e Eu!

No dia seguinte acordei 5:30 da manhã para pegar o ônibus pro aeroporto. Foi um fim de semana corrido, mas ótimo! E eu tive a oportunidade de ver essa coisinha fofa daqui, que cismou com a fruteira e só fica deitado nela agora. E não há quem o faça mudar de idéia! hahaha!

E ele é tão folgado que não gostou da minha sessão de fotos. Às vezes me ignorava, às vezes me olhava com cara de tédio!

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

As Pontes de Madison - um filme lindo?

Existem vários filmes clássicos que eu nunca vi. Na minha lista estão "O Poderoso Chefão", "O Nome da Rosa", "Platoon", "Ben Hur", etc. Esses dias peguei "As Pontes de Madison" emprestado. Eu me sentia até mal por ainda não ter visto esse filme, já que o mundo inteiro o considera lindo, super romântico, maravilhoso, emocionante. Coloquei o filme, com uma caixa de lenços do lado, já preparada para a história romântica e sonhadora que eu assistiria. Duas horas depois o filme acabava e eu estava completamente arrasada.Eu inchei de tanto chorar. Fiquei largada na cama, sem ânimo pra mais nada, amaldiçoando as pessoas que me indicaram esse filme e o descreveram como "lindo de morrer". Só se for pra matar a gente de sofrimento mesmo. "As Pontes de Madison" é simplesmente detonante. Lindo e romântico não sei onde! Pelo contrário, só tem solidão, amores impossíveis, resignação sofrida, desalento. Não que eu não goste de filmes dramáticos assim. Gosto muito. Tanto que um dos ótimos filmes dramáticos/sofridos que já vi é "Casa de Areia e Névoa", que simplesmente esgota as pessoas emocionalmente. Mas eu preciso me preparar para o drama.

Resumindo: A noite foi mal dormida, sonhei com tragédias em sequência e acordei com a nítida sensação de que tinha sido atropelada por uma carreta!


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sábado, 21 de novembro de 2009

A novela aérea

Tem coisa mais atrasada que a dinâmica de viajar de avião? Volta e meia eu vou para Belo Horizonte e tenho que escolher entre a viagem de ônibus, que dura uma média de 8 horas, e a de avião, que dura módicos 50 minutos. Até aí tudo bem. Voar, na teoria, é rápido e menos cansativo. Na teoria... porque na prática algo sai errado. Sempre! Nessa sexta eu resolvi vir pra BH de avião. As passagens estavam realmente imperdíveis e resolvi enfrentar todo o processo de um voo que saía de Guarulhos. Para pegar um voo as 18:20 eu tive que sair de casa as 14:30. Estava o maior calorão e eu teria que pegar um ônibus, um metrô e outro ônibus para chegar até lá. Tranquilo, pensei comigo, porque era feriado e a cidade deveria estar super vazia. Reparem o que é uma pessoa que ainda não conhece SP direito! E a minha sorte é tão grande que logo ao sair de casa começou a chover. Fui assim, molhando mala e roupa, mas eu xingava mesmo pensando no meu cabelo. Ninguém pode ser feliz com chuva no cabelo. Cheguei ao ponto de ônibus e percebi que TODOS os ônibus estavam lotados. Tive que encarar um deles. A chuva virou tempestade. Obviamente as janelas foram fechadas e o calor que era de quase 30 graus piorou consideravelmente. Saí me estapeando com as pessoas até conseguir descer no ponto certo, e tome mais chuva! Peguei o metrô até a estação certa e de lá, o ônibus para o aeroporto. Cheguei para fazer o check in as 17:00. Já tinha gastado duas horas e meia só na ida. Mas tudo bem, porque o embarque aconteceria as 17:30. Embarquei as 19:30. Aparentemente foi detectado um problema com a aeronave e eles precisaram fazer um "conserto de emergência". Que medo!!! O piloto se desculpou uma 5 vezes seguidas, explicou o problema do avião outras cinco, e começou a falar a quantos pés de altitude voaríamos, a velocidade do vento e outras coisas tão inúteis. Fala sério, eles acham que alguém entende isso? Mas tudo bem, cheguei a Confins as 20:40. Peguei a mala às 21:00. Entrei no ônibus para BH às 21:30. Cheguei em casa quase 11 da noite. Vamos analisar o tempo gasto do meu apartamento em SP até minha casa em BH. Mais de 8 horas. O mesmo tempo que gasto de ônibus. A diferença é que de ônibus eu durmo a viagem toda. Aí eu penso: essa dinâmica de aeroporto-atraso-voo-chegada é absurdamente irritante. Coisa primitiva, desorganizada, demorada! Ninguém merece! E cada vez que viajo eu prometo não mais passar por isso! Mas não tem jeito. Antes assim do que mofar dentro de casa...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vida de operário!

Ninguém é chique, elegante e sofisticado quando está morrendo de calor. A pessoa pode estar de salto alto, outfit chiquetésimo, cabelo penteado, maquiagem, mas o bigodinho de suor acaba com a visão. Minha cunhada já chegou a me dizer um dia: porque você não usa umas roupas mais "assim", combina com você, porque você é alta, se colocar um salto então, ia ficar legal. Bom, vamos ver, primeiro porque eu não tenho carro. O que isso tem a ver? Não tendo carro eu preciso andar até a USP todo santo dia e muitos finais de semana e feriados. O trecho minha casa-USP leva 25 minutos e envolve descer um morro, subir outro, andar no sol escaldante e já chegar lá desarrumada, desgrenhada, com o maior calor do mundo! Portanto, o calor não deixa eu ser arrumadinha e bonitinha no dia a dia. Segundo porque eu tenho calo no pé. Isso é uma tristeza, só quem tem sabe. Eles ficam quietinhos a maior parte do tempo mas é só eu colocar um salto que todo o "glamour" de ficar altona e me sentir a última batata do pacote some, quando eu começo a andar torto, porque o pé dói pra burro! Se eu me atrever a ir de salto pra USP algum dia, cadeira de rodas na certa. E terceiro porque na minha rotina é muito normal eu ter que ficar até bem de noite no laboratório, muitas vezes usando jaleco, luvas, touca e máscara, quando vou ao biotério trabalhar com os ratinhos e camundongos, então, saio de lá com um leve cheirinho de ração para animais, isso colocando a coisa de maneira agradável. Sinceramente, esse dia a dia não permite muito luxo e sofisticação no vestir. Apesar de ter passado da época de colégio há bastante tempo, até hoje eu uso tênis todos os dias, roupa de algodão e mochilão. Mochila sim, pois o tempo de São Paulo é louco e pode passar tranquilamente do maior calor deprimente do mundo a um frio de estalar o esqueleto. Aí na mochila eu levo blusa de frio, sombrinha, óculos de sol, protetor solar, creme para as mãos (porque elas ressecam de tanto usar luvas), garrafinha com água, mp4 (pra passar o tempo), carteirinha da USP, documentos, cartão do banco (nunca se sabe quando eu poderei arrumar um tempo para tirar dinheiro ou ir ao supermercado, é bom se precaver), e muito mais coisas! No momento a minha vida de gente "chique" tá adiada até o fim do doutorado e até que eu arrume um trabalho de gente grande. Mas quando eu chegar lá... ai ai ai... Dona Gisele Bündchen que se cuide! Hahaha! (Claro que vai vou estar mais pra uma Gisele Bundchen de meia idade, mas isso não vem ao caso!)

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Uma noite em Veneza

Recebi algumas fotos de Veneza, tiradas por um dos amigos que fiz no Congresso que participei mês passado. Ele é do Nepal e tem uma adoração por fotografia. Tanto ele como outros 3 médicos eram nossos companheiros no congresso e na cidade. Me deu uma saudade danada da viagem, das pessoas, dos locais!




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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sob o signo de escorpião

Já afirmo que eu não acredito que o signo da gente possa influenciar em nada na nossa vida. Mas que, independente disso, é legal ler e ver que bicho dá, ahhh isso é! Eu mesma nasci no começo de novembro, sob o signo de escorpião. Tudo bem que eu já disse que não acredito nessas coisas, mas pô mãe, bem que dava pra aguentar um pouco mais, pra eu nascer Sagitário, ou então ter me forçado a sair antes, pra eu ser Libra. Porque, escorpião é uma coisa "complicada"! Se a gente procurar um perfilzinho básico dos escorpianos, sempre vão aparecer coisas do tipo: pessoas extremamente mandonas, ciumentas, passionais, "brigonas", com mania de se acharem donas da verdade, "explosivas", intensas ao limite, sofrem muito e por tudo... e por aí vai. E metade disso aí eu pelo menos já fui. Todo mundo que estuda astrologia fala: "nossa, escorpião é tão transcendental!". Não que eu saiba o que isso quer dizer, mas essa pessoa querida não sabe o quanto é difícil conviver com um gênio escorpiano. E mais uma coisa.. dizem que escorpião é um signo "quente". Ahh, ainda bem que eu não acredito nessas coisas, porque só me faltava essa quentura toda pra acabar de uma vez com a integridade de uma pessoa! hahaha! E outra, segundo os textos que eu li, praticamente ninguém suporta conviver com um escorpiano. Só aqueles que o dominam ou se deixam dominar. Mas das duas maneiras não há como sair coisa boa desses tipos de relacionamentos. Quem domina vai acabar um dia estressando o pobre escorpiano, quem é dominado não aguenta o tranco por muito tempo.

E um dia eu fiquei sabendo que todo signo tinha seu par ideal. Estava com várias amigas e fomos tentando encontrar o par de cada uma. Leão combina com Aquário, Áries combina com Libra, Gêmeos combina com Sagitário, Escorpião combina com... com... com... dá pra acreditar que existia um asterisco no local onde devia estar o par perfeito dos escorpianos? Quando eu fui procurar o que aquele asterisco queria dizer, encontrei algo do tipo: nenhum signo do zodíaco se relaciona muito bem com Escorpião... pessoas que tendem a ficar sozinhas, por exigirem demais dos seus parceiros... no caso de ser um Homem de escorpião, ainda há chances de encontrar uma mulher que aceite seus mandos e desmandos.. no caso de ser uma Mulher de escorpião, desista.
COMO ASSIM DESISTA?? Gente, que absurdo! Fui procurar em outro lugar e lá falava que o signo de Touro "tende" a aguentar melhor pessoas de escorpião...........

Só digo uma coisa: ainda bem que eu não acredito em signos! (Só pra saber, tem alguém de Touro aí??)

:)

PS: Eu lembrei de algo que SÓ PODERIA acontecer com escorpianos... Enquanto todos os outros signos possuem um planeta-regente o nosso (Plutão) foi rebaixado para planeta-anão. Assim não dá! É "coisa" demais acontecendo num signo só! Fica o meu protesto!

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O círculo

Às vezes a minha vontade é dormir. Dormir por um longo tempo. Esquecer do mundo e das coisas do mundo. Às vezes cansa só o fato de pensar em tudo que precisa ser feito. E a maioria das coisas são tão extensas e vão levar tanto tempo! Às vezes eu tenho uma imagem do "todo" e quase desanimo. É muito esforço, muito trabalho, muita boa vontade, muito "abrir mão de uma parte importante da vida", muito cansaço, muita solidão. Dá vontade de fechar a mente. De pensar só no dia de amanhã. De viver um dia de cada vez, sem lembrar do peso que toda e qualquer escolha vai ter no futuro.

Hoje eu queria hibernar. Dormir e só voltar no Carnaval. Esquecer do peso das obrigações e de tudo que, por elas, eu abri mão. Deixar a calma retornar e sossegar minha cabeça, que anda tão agitada, apaziguar o desalento que às vezes dá as caras.

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Mudando um pouco o tom, apesar do dia puxado, hoje eu conheci um dos amores da minha vida hispânica: Kevin Johansen. A música dele, na aula que tive, me deu a paz que eu estava precisando:


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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Eu tenho medo de ET (ou como eu enfrentei o apagão)

Ontem foi uma daquelas noites que faz a gente pensar em muita coisa. Isso porque pensar é uma das poucas coisas que podemos fazer durante um apagão. Além de ouvir rádio, é claro. Eu estava no skype, numa conferência sem fim sobre o futuro do meu projeto de doutorado, quando tudo começou. As luzes começaram a piscar freneticamente. Na casa toda. No prédio todo. Na cidade toda! Na hora eu só pensei: "A internet vai cair!!!! Nããããããooooooo!!!". Que coisa doida... algo estranho acontecendo na cidade e meu primeiro pensamento foi pra internet. Sem ela eu fico sem mundo. Mas ela se foi também. Eram 22 horas. Na falta de energia eu fico tal qual um peixe fora d'água. Fui pra sacada e fiquei observando o breu da cidade. A Avenida Paulista apagou. Só dava pra ver os faróis dos carros nas ruas. E a luz não voltava. Pensei na quantidade de gente que seria assaltada, ao tentar chegar em casa andando, na falta do metrô e do trem. Do tanto de gente que devia estar presa em elevador. De mais tantos que estavam trancados em bancos, na área dos caixas eletrônicos. E a luz não vinha. Acendemos umas velas aqui em casa. Descobrimos uma vela sem pavio. Amaldiçõei a pessoa traiçoeira que vende uma vela sem pavio. E a luz, necas. Abri meu livro novo, que eu estava mesmo louca para começar a ler, e fiquei adiando porque tinha muita coisa de trabalho para resolver no computador. Fui lendo à luz de velas, do jeito que dava.

Uma hora depois, nadinha de luz. Fiquei entediada. Minha roommate estava escutando rádio, me passando as informações. "Parece que o apagão ocorreu no sudeste e no sul do país". "Um problema em Itaipu". "Vão demorar pra normalizar a situação". Até que ela avisou que ia dormir. Fiquei sozinha na sala, tentando persistir no livro. Até que uma coisa me veio à cabeça. Li em algum livro, provavelmente do Carl Sagan, que à noite, no escuro, todos os nossos fantasmas e demônios vem à tona. E que o cérebro é poderoso o suficiente para realmente criar imagens de "coisas" estranhas. Já arrepiei só de pensar. Foi quando eu vi uma sombra se mexer. Pânico.. pânico.. PÂNICO! Calmaaaa! Olhei pro lado e vi que era só a vela, com a chama "bruxuleante" (que chique, nunca tinha usado essa palavra antes!) que dava a impressão de coisas mexendo. Mas daí eu já tinha aberto as portinhas do meu cérebro pra imaginar medos. E o meu maior medo, maior do que o medo de nunca arrumar emprego, maior do que o medo de ladrão, maior do que o medo de ruga e celulite, é o medo de ET. (Pausa pra todo mundo rir da minha cara). Vão rindo mesmo... deixa o ET abduzir vocês, que vocês vão ver o que é bom pra tosse. O que importa é que ET pra mim é algo que desde pequena me arrepia até as unhas. Pensei num ETzinho, entrando pela sacada.. com aqueles olhos GIGANTES, aqueles dedos horripilantemente longos.. QUASE MORRI! Como diz minha amiga: tive uns três pontos de infarto no miocárdio! Pensei: "tô lascada aqui na sala, sozinha, só com uma vela (que com certeza tava a favor do ET), sem proteção". Aí meu lado cientista racional falava: "deixa de ser jacu do mato, você bem sabe que ET assim, que abduz as pessoas, não existe". É... eu sei disso... não acredito em nadinha nisso de aparição de discos voadores. Mas medo.. é medo. Medo é uma coisa, bem diferente de razão, que acontece num canto diferente do cérebro também. E a neura recomeçava. Eu pensava: "Ele tá atrás de mim! Ele vai segurar meu braço! CORRE! Vai pro quarto!!!!". Aí eu lembrava que esse ET que eu tenho medo passa pelas paredes. Então tanto faz no quarto ou na sala. Ahhhh, e o ET que me dá medo é indestrutível. Isso sempre foi o ponto freak da coisa. Porque se fosse lobisomem eu dava um tiro de bala de prata no coração. Vampiro? Sem problema.. estaca resolve. Zumbi??? É só dar uma corridinha que ele é lerdo e não pega gente ligeira. Mula sem cabeça? É só jogar água naquele fogão que sai do pescoço dela. Saci? É só dar uma rasteira nele. Mas ET? Alguém já ouviu dizer qual o ponto fraco do ET? O que mata ET? Ninguém sabe.

O meu pânico passou logo. Normalmente ele só dura o tempo de eu conseguir relembrar de todas as razões científicas para deixar de acreditar que o ET vai me pegar. E me sentindo a mais corajosa das pessoas eu ainda fui tomar um banho no escuro, na água gelada e depois fui dormir. Mas por via das dúvidas eu esperei até eles avisarem no rádio que a luz já tava voltando. E aí eu dei uma banana pro ET e fui sonhar tranquilamente!

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Diário de uma Paixão / The Notebook

Um dos meus filmes preferidos. Ganhei o DVD e ainda não tive coragem de rever. Porque é um daqueles filmes que te esgota emocionalmente. Lindo, lindo, lindo, lindo!


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domingo, 8 de novembro de 2009

Toque latino - Jorge Drexler

E a minha luta com o espanhol continua! Estou no nível intermediário e até me atrevo a dizer que já consigo me comunicar. De fome é que não morro num país de língua espanhola! Os trava-línguas estão cada vez menos confusos, apesar de eu continuar zonza como sempre com as palavras parecidas. Nessa minha "incursão" ao mundo dos nossos amigos hispânicos, tenho feito um esforço para ler algum livro, escutar músicas e até mesmo falar coisas mais profundas do que: "Hola, me llamo Ana y soy brasileña". Pois não é que recentemente minha querida amiga de laboratório, que é argentina, me colocou em contato com uns cantores hispânicos. Lá na nossa viagem pela Europa ela já tinha me mostrado algo do Jorge Drexler, um uruguaio que tem umas canções bem legais! Já de volta ao Brasil ela me emprestou o CD "12 Segundos de Oscuridad". E olha que eu gostei! Principalmente porque já consigo entender as letras só de ouvir. Eu, de cara, já caí de amores pela música Sanar. A letra é linda e a melodia acaba grudando na memória!




SANAR

Las lágrimas van al cielo
SARAR

As lágrimas vão ao céu
Y vuelven a tus ojos desde el mar. E retornam aos teus olhos, do mar
El tiempo se va, se va y no vuelve, O tempo se vai, se vai e não volta
Y tu corazón va a sanar, E o teu coração vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Va a sanar. Vai sarar


La tierra parece estar quietaA terra parece estar quieta
Y el sol parece girar, E o sol parece girar,
Y aunque parezca mentira E embora pareça mentira
Tu corazón va a sanar, Teu coração vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Y va a volver a quebrarse E vai voltar a se quebrar
Mientras le toque pulsar. Quando volte a sua hora de bater


Y nadie sabe por qué un día el amor nace,E ninguém sabe porquê um dia o amor nasce
Ni sabe nadie por qué muere el amor un día, E ninguém sabe porquê morre o amor um dia
Ni nadie nace sabiendo, nace sabiendo E ninguém nasce sabendo, nasce sabendo
Que morir también es ley de vida. Que morrer também é a lei da vida.


Así como cuando enfríeAssim como quando esfria
Van a volver a pasar Vão voltar a passar
Los pájaros en bandadas. Os pássaros, em bandos,
Tu corazón va a sanar, Teu coração vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Va a sanar. Vai sarar


Y volverás a esperanzarteE você volta a esperar
Y luego a desesperar. E logo a se desesperar
Y cuando menos lo esperes, E quando menos você espera
Tu corazón va a sanar, Teu coração vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Va a sanar, Vai sarar
Y va a volver a quebrarse E vai voltar a se quebrar
Mientras le toque pulsar. Quando volte a sua hora de bater


Abaixo a cancão mais conhecida dele, que ganhou o Oscar como música-tema do filme Diários de Motocicleta:



De aniversário eu ganhei dela um CD do Juanes, que é bem mais pop! Adorei! Mas ainda não tenho canções favoritas! Uma indicação de música fica pra outro dia!

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nascimento

O pé afundou na areia mais uma vez. Gostava daquele cenário. O mar calmo e o fim de tarde transmitiam uma calma necessária, adequada à seriedade do momento. Por enquanto o que precisava fazer era esperar, algo com o qual já estava acostumada há muito tempo. Olhou para trás e viu as pegadas na areia se desfazerem com a chegada da maré. Pensou em como se acostumara ao seu trabalho. Sempre fora ela a realizá-lo, sem descanso, sem pensar, mas ainda se admirava com a imprevisibilidade dos momentos finais. Olhou pela passagem. O pequeno garoto deitado na cama de hospital ainda respirava com dificuldade, mas logo estaria ali, naquela praia imaginária. Se tinha algo que lhe dava prazer em realizar era escolher o ambiente do "nascimento". Vasculhava a memória dos enfermos ou dos que logo estariam fazendo a transição e escolhia o local certo. Porque cada um deles tinha uma lembrança doce, um local que trazia boas recordações, um lugarzinho que inspirava confiança e paz. O do garoto era essa praia ao entardecer. Fora numa praia como essa que o menino passou os poucos bons momentos de sua vida curta, frágil e enferma. Era justo que na mesma praia ele atravessasse a passagem. E a Morte sentia-se bem ali.

Olhou novamente para a cama. O garoto já notava a sua presença, com curiosidade. A Morte sorriu e o menino olhou confuso para os lados, como se reconhecendo o ambiente. Ela esperou. Era necessário esperar. Todo nascimento é um turbilhão de emoções. Pensou nas infinitas vezes que realizou seu trabalho e como cada uma delas tinha sido diferente. Normalmente os amigos que já tinham feito a travessia esperavam do outro lado. Nessas ocasiões, a passagem era sempre iluminada e emocionante. Mas não seria assim hoje. Aquele garotinho não tinha ninguém do lado de cá. A tarefa de ajudar era inteira dela. Abriu mais o sorriso para ele. O menino levantou-se da cama e pôs um pé na passagem. Ela sabia que a experiência não seria dura para ele. Alguém tão novo e com tão pouca vivência não tivera tempo de criar raízes naquele mundo ainda. Talvez por isso as crianças fossem sempre mais corajosas, quando o momento chegava. O garoto andou pela praia, encantado com as pegadas na areia, e sorriu. A Morte estendeu os braços e disse: Vem, quero te mostrar um lugar! E o garoto foi, sem olhar pra trás.

Na pequena cama de hospital, o corpo do menino deu um último suspiro... e morreu.

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Eu acreditava...

A gente cresce e a cabeça muda que é uma coisa louca! Quando eu era pequena, tinha certeza que minha mãe sabia quando eu contava uma mentira. Sim, porque ela dizia: "se voce mentir eu vou saber, hein!". E acabava sabendo porque a mentira era tão carregada de medo e culpa que eu devia gaguejar, fazer cara de fuinha, me entregar logo. Aí, algumas vezes, vinha uma boa palmada. Ela diz que eu invento isso e que não me dava uns tapinhas não... ahhh, mas dava sim! E acho até que a palmada tem que ser reconhecida como um recurso didático incrível, porque tem criança que chora e falta implorar por uma! E tem coisa mais chata que manha infantil? Um amigo me contou que um dia fez tanta manha que foi pro castigo. Aí ele encostou na janela e disse que ia se atirar lá do alto. O pai dele falou logo: "Se você não morrer, vai apanhar!". Ele pensou melhor e achou que não era um bom negócio. Uma outra amiga das antigas me disse que a mãe dela colocava todos os meninos merecedores de palmadas/chineladas no paredão da casa. Aí passava dando uma palmada/chinelada em cada uma. E que as crianças lá já estavam tão acostumadas com o castigo que enchiam o short com meia, roupa e tudo mais que fosse eficiente para "afofar" o traseiro e não sentir nadinha do castigo! Mas voltando ao começo, quando eu falei da cabeça de criança: gente pequena tem cada idéia maluca! Eu ficava muito intrigada por certas coisas do mundo. Por exemplo, quem decidia com quem a gente devia casar? Eu fiquei pensando nisso por horas e cheguei à incrível conclusão de que a gente devia casar com quem conhecia, porque era mais fácil e prático. Na verdade eu tinha certeza que o certo devia ser irmão casar com irmã, porque já viviam mesmo na mesma casa e depois do casamento o que mudava era só dividir a comida (tadinha!). Aí quando um irmão brigava comigo eu pensava: você me paga, vou casar com meu outro irmão e você vai ficar sozinho pro resto da vida! Não sei de onde tirei essa idéia estranha, mas assim foi. Outra coisa que eu tinha certeza é que era possível se comunicar com os animais. Eu acreditava de verdade que os nossos bichinhos de estimação poderiam nos entender racionalmente. E uma vez, brincando com o meu gato, o bichinho me unhou e eu não tive dúvida, unhei ele também! Não muito tempo atrás, o meu gato atual subiu na minha cama e mordeu meu dedo. Eu olhei pra ele e falei: ahh seu safado, você me paga! Fui lá e mordi a orelha do bichano, em retaliação, e acabei engolindo um monte de pêlo. Resultado: hoje sou super hiper mega alérgica a gatos. Uma vez eu cismei que falar inglês era o mesmo que falar as palavras ao contrário, letra por letra. E eu ficava falando pras pessoas que meu nome em inglês era Aiculana. Também acreditava, como já contei AQUI, que todos os livros vinham em branco e que a história era um pouco diferente para cada pessoa que a lesse. Eu realmente inventei uma hipótese que a história só aparecia no livro na hora que eu virava a página. E eu ficava testando essa idéia virando as páginas super rápido, ou então fingindo que não tava nem aí pro livro e de repente pulava em cima dele e abria em uma página qualquer para ver se conseguia pegar o momento que as letras "apareciam"! De onde eu tirei isso, meu Deus? Eu tinha bonecas daquelas antigas, que fecham os olhinhos quando estão deitadas, e suspeitava que as bonecas ganhavam vida de madrugada. O meu pânico de acordar e ver as bonecas me olhando, piscando pra mim, era tão grande que eu virava a cabeça das pobres para trás, antes de dormir. Hoje em dia isso me parece mais bizarro do que ver uma boneca piscando!

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

De repente 30!



E foi assim mesmo, sem nem pedir licença, nessa última madrugada, que os 30 chegaram... Balzaquiei!

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Hélton, Ester e Luísa - Uma história de vida!

Esse post é uma homenagem. Durante a minha estada na UFMG, como estudante de Biologia e como mestranda do Departamento de Bioquímica, tive a chance de conhecer muita gente boa e de fazer muitos vínculos duradouros. De todas as pessoas com quem convivi lá, com certeza uma das mais marcantes foi o Hélton, médico e alguém que se tornou um bom amigo de laboratório. O Hélton é uma dessas pessoas raras, que trabalhava incansavelmente, era um modelo de cientista e que ainda assim arrumava tempo para ajudar nos experimentos de muita gente, inclusive nos meus inúmeros e repetitivos testes com a substância que eu pesquisava. O Hélton tinha um humor sensacional, sempre com tiradas ótimas sobre tudo, sempre contagiando todo mundo ao redor. O Hélton era uma referência, já como aluno de Doutorado. E por fim, o Hélton tinha uma esposa encantadora, a Ester. Eles eram assim, uma espécie de casal 20!

Meus tempos de mestrado já se foram há muito. Depois disso larguei a Ciência por um período, trabalhei em escolas, faculdades, em uma empresa e agora estou aqui na USP. O meu contato com o casal cessou. Fora algumas mensagens enviadas pelo Orkut na época dos aniversários a gente pouco se falava. Eu só sabia que os dois haviam terminado o doutorado e mudado para os Estados Unidos, ambos como pós-docs. Pouco tempo atrás vejo uma atualização do orkut. Era um vídeo postado pelo Hélton que dizia: Esse vídeo é em agradecimento a Deus pela vida de Luísa Roffê Santiago. Fui lá assistir e o que vi alí mexeu muito comigo. Resumindo uma história bem longa, os dois tentavam ter um filho há bastante tempo, mas não conseguiam. Fizeram vários testes e descobriram que ambos apresentavam certas condições que praticamente impediria a vinda de uma criança pelos meios naturais. O que eu ainda não contei é que os dois são pessoas de fé. Mas de fé MESMO. E enfrentaram um processo extremamente doloroso de fertilização in vitro. Eles tinham 3 chances para conseguir o seu bebê. As duas primeiras tentativas não deram certo. Só restava mais uma. A pressão era enorme, o medo de tudo desandar era gigantesco. Mas antes da última tentativa a Luísa veio. De uma fecundação natural, sem interferência médica. Essa história é simplesmente maravilhosa e me fez ficar horas com tudo aquilo na cabeça. É algo que vale MUITO a pena ler e que faz a gente pensar sobre nossos próprios limites. É uma lição de vida! A história completa e detalhada, escrita pela Ester, está nesse endereço: http://rose_rj.e-familyblog.com/note/4653/hist%C3%B3ria-de-sucesso-ester-gravidez-natural.html. (Enxuga os olhinhos)

A Luísa é fofa! Agora ela ainda não tem noção dos pais maravilhosos, iluminados, admiráveis que tem. Mas ela é uma criança de sorte!

Abaixo o vídeo dela, que os pais fizeram, em agradecimento a Deus:



E para a Ester e o Hélton eu deixo um abraço enorme! Do tamanho do Mundo inteiro (e mais um pouquinho!). A história de vocês inspira esperança em cada um que a lê. E fica óbvio que desistir não é uma opção. Nunca!

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

The Corrs - Home

É preciso ser muito perceptivo para acertar na escolha de um presente. Não digo um presente legal, interessante, diferente. Estou falando de quando a gente ganha algo que realmente queria já há muito tempo. É preciso prestar atenção nas pequenas conversas, aquelas que revelam os desejozinhos secretos. É preciso saber o gosto do outro. É preciso ser alguém assim como a minha roomate! A moça acompanhou o meu falatório sobre os The Corrs, neste post AQUI, e cansou de me ouvir reclamar do fim da banda. Obviamente me escutou falando que eles gravaram um último CD, chamado Home, que os levava de volta à origem Irlandesa. E não é que eu ganhei o CD?!?!? Foi um presente de aniversário adiantado, que me deixou BEM feliz! Ainda mais que esse aniversário vai ser um pouco complicado, mas disso só falo quando o assunto for mesmo inevitável.

Bom, o CD é realmente maravilhoso. A banda toca músicas diferentes, até duas delas "em irlandês", escolhidas pela mãe deles. A que eu mais gostei foi essa daqui, que tem uma letra linda:



"Heart Like A Wheel"

Some say the heart is just like a wheel
When you bend it you can't mend it
And my love for you is like a sinking ship
My heart is on that ship out in mid-ocean

They say that death is a tragedy
It comes once and then it's over
But my one only wish is for that deep dark abyss
For what's the use of living with no true lover

And it's only love and it's only love
That can break a human being
and turn him inside out
That can break a human being
and turn him inside out

When harm is done no love can be won
I know it happens frequently
What I can't understand please
God hold my hand
Is why it should have happened to me

And it's only love and it's only love
That can break a human being
and turn him inside out
That can break a human being
and turn him inside out

Some say the heart is just like a wheel
When you bend it you can't mend it
And my love for you is like a sinking ship
My heart is on that ship out on mid-ocean
And it's only love and it's only love
And it's only love it is only love
And it's only love it is only love
And it's only love it is only love

Segue abaixo uma das músicas típicas irlandesas:


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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Álbum de viagem

Demorou, mas consegui fazer o upload das fotos da viagem que achei mais interessantes. Tá tudo aqui, no Flickr. Reparei que não tenho muitas fotos onde eu e minhas companheiras de viagem aparecemos. Acho que era tudo tão bonito que só isso já foi o suficiente. Mas abaixo seguem algumas dessas fotos raras!

Confraternização brasileira em Viena

Momento Turista - Viena

Eu e minha mini-porta! Me senti a própria "Coraline"! - Mosteiro no interior da Áustria

Solzinho para aguentar o frio da sala de palestras! - Islet Study Group Meeting, Steinschaler Dörfl, Áustria

Noite de apresentação de pôsters

Coffee Break e nós no sol!

Câmera que "mostra calor". Comentário da Letícia: "Nossa, como sua barriga é quente!" - Museu de História Natural, Viena

Momento Fome e a alegria de comer um donut! - Paris

Momento Turista II - Coliseu, Roma

Momento Turista III - Fontana di Trevi

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