sábado, 30 de maio de 2009

Conheça São Paulo! Parque do Ibirapuera

Quem acredita que São Paulo é uma Selva de Pedra sem áreas verdes está enganado. A cidade abriga diversos parques e praças bem estruturados, com instalações esportivas, restaurantes/lanchonetes, áreas de piquenique, lagos, fontes, etc. Um desses “oásis” é o Parque do Ibirapuera.

Ibirapuera significa “pau podre ou árvore apodrecida” em Tupi e se refere ao terreno alagadiço que existia na região do parque, antes dele sair do papel. Na década de 20, idealizou-se a construção de uma área de lazer semelhante às de grandes cidades, como o Hyde Park, de Londres, ou o Central Park, de Nova York. Entretanto, as condições do terreno impediram que a idéia seguisse em frente, até que um funcionário da prefeitura, conhecido como Manequinho Lopes, resolveu iniciar o plantio de centenas de eucaliptos australianos, numa tentativa de drenar o solo. A idéia deu certo e em 1951 criou-se uma comissão para levar o projeto adiante e o arquiteto Oscar Niemeyer foi incumbido do projeto arquitetônico do Parque. O Ibirapuera foi entregue a São Paulo no dia 21 de agosto de 1954. Atualmente é o parque mais visitado e o que apresenta o maior número de atrações, entre elas: Planetário, Museu de Arte Moderna (MAM), Pavilhão da Bienal e Fonte “Luminosa”.

Sabia de tudo isso antes de sair de casa para passar o dia no Ibirapuera. Mas o que eu encontrei superou em muito a minha expectativa. O Parque é enorme! Existem dois lagos lindos, um deles com a tal da fonte que é, realmente, de encher os olhos. Percebe-se que toda a área verde foi muito bem projetada. Além de vários locais para esticar uma toalha e deitar na grama, existe um verdadeiro complexo esportivo, que as pessoas realmente utilizam (as quadras e pistas ficam lotadas!). Existem vários caminhos que se cruzam e cada um deles te leva para um canto bem diferente do Parque. Banheiros (limpos!) e lixeiras estão presentes em todos os locais. Pode-se encontrar todo tipo de gente em todo tipo de atividade: gente fazendo caminhada/corrida, gente namorando, gente passeando com o cachorro, gente andando de bicicleta, gente visitando os diversos museus e atrações, gente cantando, gente empurrando carrinho de bebê, gente meditando... mas é tanta gente que dá até pra ficar meio bobo, observando a multidão (tá certo que eu fui no feriado e o parque estava BEM cheio). Mas o que mais me chamou a atenção é como se perde a noção da cidade ao redor do Parque. Dentro do Ibirapuera quase não se percebe barulho de carro e poluição, por mais que se ande por todo lado.

Estendi o meu mapa do parque no chão (não tinha levado toalha por imaginar que ninguém estaria deitado na grama em um parque), sentei, encostei numa árvore e fiquei tal qual um lagarto tomando sol. Fiquei a tarde toda assim, me arrastava de árvore em árvore, me esticava, espreguiçava, só levantava pra ir assistir uma apresentação no Planetário, mas logo voltava e fazia um cafofinho aproveitando o tempo bom e a paz do local!

O Parque do Ibirapuera é um refúgio para todos que querem se livrar um pouco da cidade. Uma verdadeira jóia em São Paulo.

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pra distrair!

Fiquei fã das tirinhas do Carlos Ruas, em que Deus, Adão e Eva são representados em situações cômicas, logo no começo da Criação.
De morrer de rir!




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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Cosmos

No dia 20 de Dezembro de 2007, a 62ª Assembléia da Organização das Nações Unidas proclamou 2009 como o Ano Internacional da Astronomia. Este ano, celebramos a primeira observação telescópica, feita por Galileu Galilei, há 400 anos atrás. Desde então, a humanidade se empenhou para conseguir explorar e conhecer o cosmos e o que encontramos, de tão imenso em distâncias e significado, nos mostrou o quanto somos pequenos frente a um universo tão grandioso, e o quanto somos raros.

As comemorações do ano internacional da astronomia são inúmeras e vários projetos que levam a ciência espacial para leigos estão sendo desenvolvidos. Mês passado, numa visita ao Parque do Ibirapuera, tive a chance de assistir a duas apresentações no planetário de São Paulo. São 3 sessões diárias, muito interessantes e informativas, que valem a visita.

Sempre gostei de astronomia. De uma forma bastante leiga, é claro, mas sempre encarei com espanto o estudo do espaço. Talvez essa minha predisposição tenha sido o fator chave para o impacto que senti ao conhecer as idéias e a obra de Carl Sagan.


Carl Sagan foi um astrônomo que impressionou, principalmente por dois motivos: se dedicar ao estudo da exobiologia, área da astronomia um tanto quanto desacreditada, focada na busca de vida extra-terrestre, e à divulgação magistral da ciência para o grande público. Sagan foi um crítico ferrenho das chamadas pseudociências e iluminou a vida de tantas pessoas com sua visão privilegiada do mundo. Como cientista e consultor da NASA, ampliou o nosso conhecimento sobre vários planetas do nosso sistema solar e esteve envolvido no projeto que culminou no lançamento das sondas Voyager, que carregam uma mensagem da humanidade caso algum dia sejam resgatadas por outra civilização. Nestas sondas, além de um mapa de onde os seres humanos estão “localizados no Universo”, também foram enviados sons comuns na Terra, entre eles a voz do próprio filho de Carl Sagan.

Carl Sagan foi, ainda, o apresentador de uma série muito popular chamada COSMOS, que lindamente passava ao público as maravilhas da astronomia. O show fez tanto sucesso que, por diversas vezes, Carl interrompia suas atividades do dia a dia para receber o cumprimento de inúmeras pessoas que só queriam agradecer por ele ter “apresentado o Cosmos” ao mundo. Sagan também escreveu muitos livros, entre eles “O Jardim do Éden”, que ganhou um prêmio Pulitzer, e “Contato”, que se tornou um clássico do cinema. Seu fascínio por Marte e sua possível colonização fez com que o cientista gravasse uma mensagem emocionante, direcionada aos futuros colonizadores do planeta.

Carl Sagan morreu de pneumonia aos 62 anos, em 20 de dezembro de 1996, após lutar por 2 anos contra uma mielodisplasia. Sua obra até hoje encanta e inspira tantas pessoas. The Carl Sagan Portal, site oficial que agrega informações sobre o astrônomo, é uma verdadeira homenagem!

PS: Mas nada que encontrei ali foi tão emocionante quanto a mensagem escrita pela astrônoma Ann Druyan, a esposa de Carl, 10 anos após sua morte.

SAGAN E A EDUCAÇÃO
"Eu acredito que parte do que impulsiona a Ciência é a sede de maravilhamento. É uma emoção muito poderosa. Todas as crianças a sentem. Em uma sala de aula de primeira série, todos a sentem; em uma sala de aula do último ano do ensino médio, quase ninguém a sente, ou sequer a reconhece. Algo acontece entre a primeira e a última séries, e não é só a puberdade. Não somente as escolas e a mídia não ensinam muito ceticismo, mas também há pouco incentivo dessa agitante sensação de maravilhamento. Ciência e pseudociência, ambos despertam esse sentimento. Popularizações pobres da Ciência estabelecem um nicho ecológico para a pseudociência."

SAGAN E A COMUNICAÇÃO COM CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES
Através de toda a nossa história, temos meditado sobre as estrelas e imaginado se a humanidade é de fato única ou se, em algum outro lugar na escuridão do céu noturno, haverá outros seres comtemplando e imaginando da mesma forma que nós, como colegas pensantes na imensidão do cosmo.

SAGAN E A BELEZA DO UNIVERSO
Se olharmos para qualquer ponto do universo, encontraremos algo de estupendo. Antes de mais nada, encontraremos um universo extremamente belo, construído de maneira sutil e intrincada.

SAGAN E O CETICISMO (filosófico)

"Parece-me que é necessário um equilíbrio muito cuidadoso entre duas necessidades conflitantes: o escrutínio mais cético de todas as hipóteses que nos são oferecidas e ao mesmo tempo uma grande abertura a novas idéias. Obviamente que essas duas modalidades do pensamento estão em alguma tensão. Mas se você puder exercitar somente uma delas, qualquer que seja, você tem um problema sério.

Se você for somente cético, então nenhuma idéia nova chega até você. Você nunca aprende nada de novo. Você se transforma em uma velho excêntrico convencido de que o absurdo é que governa o mundo (evidentemente que há muitos dados para lhe dar apoio.). Mas, de quando em quando, talvez uma vez em cem casos, uma nova idéia acaba acertando, válida e maravilhosa. Se você estiver no hábito demasiado forte de ser cético com tudo, você não a perceberá ou se sentirá agredido, e de qualquer maneira estará barrando o caminho da compreensão e do progresso.

Por outro lado, se você estiver aberto a ponto de ser crédulo e não tiver um grama de ceticismo, então você não conseguirá distinguir as idéias úteis das sem valor. Se todas as idéias tiverem validade igual então você está perdido, porque então, me parece, nenhuma idéia tem validade alguma.

Algumas idéias são melhores do que outras. O aparato para distingui-las é uma ferramenta essencial para lidar com o mundo e especialmente com o futuro. E é precisamente a mistura dessas duas modalidades de pensamento que é central ao sucesso da Ciência.

Os cientistas realmente bons fazem ambas as coisas. Quando estão por sua própria conta, falando consigo mesmos, eles criam um monte de idéias novas e as criticam sem piedade. A maior parte das idéias nunca chega ao mundo exterior. Somente as idéias que passam por rigorosos filtros pessoais conseguem sair e são criticadas pelo restante da comunidade científica. Acontece às vezes que as idéias que são aceitas por todos acabam por se mostrar erradas, ou ao menos parcialmente erradas, ou ao menos substituídas por idéias mais gerais. E, se por um lado, naturalmente, existem algumas perdas pessoais -- vínculos emocionais a idéias que voccê mesmo ajudou a criar --, não obstante a ética coletiva é de que toda vez que uma idéia assim cai e é substituída por algo melhor, a Ciência beneficiou-se. Em Ciência, freqüentemente acontece que os cientistas digam, "Sabe, esse é um argumento bom mesmo; minha posição está errada", e então mudam mesmo de idéia e você nunca mais ouve aquela visão antiga. Isso acontece mesmo. Não tão freqüentemente como deveria, porque os cientistas são humanos e a mudança às vezes é dolorosa. Mas acontece todos os dias. Mas ninguém consegue lembrar qual foi a última vez em que algo assim aconteceu na política ou na religião. É muito raro que um senador, por exemplo, diga "esse é um bom argumento. Vou mudar minha afiliação política."


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terça-feira, 26 de maio de 2009

Bittersweet

Bittersweet é uma palavra inglesa que eu adoro, simplesmente por ser tão antagônica, que é usada quando se quer dizer que algo é “amargo e doce” ao mesmo tempo ou, se tratando de sentimentos, triste e feliz. Assim é a vida do pós-graduando brasileiro!

Porque, vamos falar a verdade, tem coisa mais estranha do que alguém que vive de uma bolsa de mixaria, trabalha mais de 40 horas por semana, repete infindáveis experimentos que só Deus sabe quando decidirão parar de funcionar, estuda como se aquilo fosse pré-requisito pra vida, possui uma pseudo vida social, E AINDA GOSTA DO QUE FAZ!?!? E nem tente explicar para alguém o que se faz no dia a dia do laboratório ou qual o objetivo da sua tese, pois isso normalmente requer tanto conhecimento prévio que quase ninguém consegue acompanhar (ou ver muito sentido do porque gastar a vida em algo tão cheio de detalhes). Sinceramente, pós-graduação é pra quem tem inclinação pra coisa.

Eu, já tendo diploma de graduação, resolvi enfrentar um mestrado, que defendi em 2005. Resolvi, então, ganhar dinheiro e fui trabalhar em empresas, ser professora, explorar minhas opções. Hoje vivo de bolsa de doutorado. Ponto.

Às vezes me dá uma agonia e eu fico pensando: em que ponto da vida eu olhei minha conta bancária, que ia muito bem obrigada, minha vida social, que estava melhor ainda, meus planos de viagens, passeios, compras e resolvi que o bom mesmo seria passar aperto? Vai saber! Acho que quando eu nasci o mesmo anjo torto que mandou Carlos Drummond ser “gauche” na vida virou pra mim e disse: Vai, minha filha, ser pobre na vida!

Certas situações no dia a dia dos pós-graduandos são tão comuns, apesar de um tanto quanto absurdas e sem sentido, que existe até mesmo uma tirinha (em inglês) que tenta retratar esse cotidiano: http://www.phdcomics.com/comics.php

Bobeiras à parte, ciência no Brasil é difícil, sofrida e realmente para quem está disposto a abrir mão de vários tipos de comodidades. É uma área muito competitiva, eu diria até que é um modo de vida para aqueles que querem ter reconhecimento. Apesar de não saber se vou continuar trabalhando em laboratórios após o doutorado, essa foi uma escolha muito bem pensada que fiz. E muito bem acertada. O que me encanta na Ciência é a oportunidade de conviver em um ambiente de troca de idéias, de perguntas inteligentes e respostas empíricas, de CONHECIMENTO!

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A lucidez perigosa

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.

Clarice Lispector

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Conheça São Paulo! Parque da Independência


Já desde outubro de 2007 estou morando em São Paulo. Vim para fazer doutorado e, apesar de ser uma fã de museus, ainda não tive nem tempo nem ânimo de conhecer a cidade. Algumas semanas atrás, por livre e espontânea "pressão", resolvi criar um projeto pessoal "Conheça São Paulo". Um dos locais que escolhi visitar foi o Museu do Ipiranga, local onde Dom Pedro soltou o famoso grito da Independência.
Ah, como algumas decisões são acertadas! O Museu do Ipiranga é simplesmente sensacional, uma verdadeira obra prima em SP. Senti até um pouco de vergonha de não ter arrumado tempo antes, para conhecer todo o Parque da Independência.
O museu pertence à Universidade de São Paulo e tem no seu acervo objetos, obras de arte e mobiliário de relevância histórica. A obra mais conhecida é o quadro de 1888 "Independência ou Morte", do artista Pedro Américo. Realmente, chega a dar um friozinho na barriga ao entrar numa das salas e se deparar com uma pintura de parede inteira... perfeita!


A arquitetura do Museu também enche os olhos. A escadaria interna representa o Rio Tietê, que foi de onde os Bandeirantes partiram, e por toda a sua extensão existem esferas com água dos rios desbravados, como o Paraná e Amazonas. Estátuas dos bandeirantes também estão dispostas na escadaria.

O Parque da Independência, onde fica o Museu, também apresenta outras surpresas. Os jardins belíssimos são inspirados em jardins franceses, como os de Versailles. No fim do parque há um enorme "Monumento à Independência" e por perto fica a Casa do Grito, que foi tombada, reformada e hoje abriga algumas exposições.

O Parque da Independência, além do seu valor histórico, serve de local de fuga para muitos paulistanos que fazem caminhadas por suas trilhas, tentando esquecer um pouco a loucura da cidade grande.

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Música que faz bem!


Cerca de um ano atrás resolvi estudar outra língua. Como já estudei inglês por 8 anos e até fui professora em cursinhos, escolhi o espanhol porque, além de ser uma língua muito falada no mundo (e também nos países próximos ao Brasil), o curso inteiro duraria apenas 3 anos. Como por 4 anos eu estaria atada ao meu doutorado em SP, achei que seria uma boa idéia. E lá fui eu, acordar as 5:30 da manhã para enfrentar uma fila e pegar uma senha de matrícula. Isso tudo para conseguir vaga no horário econômico, o único que eu poderia frequentar, já que uma bolsa de doutorado no Brasil não permite luxos a ninguém. Tudo certo e, após me endividar com a compra do material (absurdamente caro!), fui enfrentar a primeira aula.

Dizem que a capacidade de aprender novas línguas diminui com o passar dos anos, mas MEU DEUS DO CÉU, o que foi aquela aula! Me sentia alguém que colocou um ovo quente dentro da boca e tentava em vão não parecer tão estúpida ao pronunciar os novos fonemas. Saí arrasada após quase 4 horas de aula (sim, a tortura é longa) e resolvi que, já que tinha usado meu suado dinheirinho para pagar por todo um semestre eu iria me dedicar e aprenderia a falar bonitinho todas as novas e estranhas palavras. E sim, espanhol é difícil para brasileiros, pelo menos aquele espanhol bem falado. Não cair no portunhol requer muito estudo e treino.
Uma frase muito conhecida é: A primeira impressão é a que fica! Que bom que isso nem sempre é verdade! Hoje, quase terminando a parte básica de espanhol, posso dizer que simplesmente adoro estudar essa língua, que me divirto muito nas aulas (tenho crises homéricas de riso), que fiz ótimos companheiros e que, de tão empolgada, compro revistas e livros em espanhol e ouço músicas de todos os países "hispânicos".

Numa aula, tive o prazer de conhecer as músicas da cantora Julieta Venegas, que apesar de ter nascido nos Estados Unidos, foi criada em Tijuana-México. Conheço apenas poucas canções mas sempre geram algo de bom em mim e tenho vontade de ouvir várias vezes seguidas!
Recentemente encontrei o vídeo em que Julieta Venegas e Marisa Monte cantam juntas a música Ilusión. Uma maravilha, que vale a pena ser compartilhada!

video

Outras duas músicas de Julieta Venegas que gosto muito são "Me Voy" e "Limón y Sal", ambas com vídeos no YouTube.

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