quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sem fronteiras

O mundo de cada um é de um tamanho. Além do nosso mundinho do dia-a-dia, existe um outro, que complementa aquele primeiro e que é bem individual. Para mim, assim como a internet é uma porta para um universo vivo, vibrante e fascinante, os livros também são portas: através dos livros pode-se embarcar numa história completamente nova e desconhecida.
Não consigo entender como tanta gente não gosta de leitura. Aqui do meu quarto, tão pequeno, eu deixo minha mente viajar sem fronteiras, pra bem longe, com um bom livro. Já estive em Manaus, Inglaterra, Istambul, Atlanta, Betelgeuse, Lua, Saturno (e todos os planetas da Via Láctea), Grécia Antiga, Portugal, Afeganistão, Alemanha em tempos de guerra, Europa/Ásia numa infindável viagem de trem, Pólo Sul e suas geleiras, Pérsia nos tempos do Xá e tantos outros locais maravilhosos, imaginários, surpreendentes.

O autor conta uma história que ele criou, mas para mim é uma oportunidade de embarcar numa viagem de personagens meus, que só vão existir com aquele rosto e aquele jeito na minha imaginação. A cada livro uma expectativa, um recomeço, um friozinho na barriga. Gosto de pegar um livro e ir olhando cada cantinho. Tenho um verdadeiro ritual literário. Observo a capa, a contracapa, sinto o cheiro (cheirinho de livro novo é bom!), passo a mão pelas folhas, observo a qualidade do papel, o tipo de impressão, mas nunca... nunca mesmo leio páginas que estão à frente do ponto onde estou na história... e muito menos leio a última página! Ah! Ler a última página antes de chegar a ela é obsceno... deveria haver uma multa para as pessoas que leem a última página antes da hora. Um livro se constrói lendo!

Tenho reverência por literatura. Acho que isso surgiu por culpa da minha mãe. Lembro que quando era bem pequena, antes mesmo de entrar para a escolinha, ela me dizia que "quando eu aprendesse a ler eu veria o quanto era bom! Que maravilha que era ler uma história diferente a cada livro." E assim foi! Logo que fui alfabetizada passei a ler tudo que caísse em minhas mãos. Minha mãe pegava livros e mais livros numa biblioteca, onde meu gosto era referência para outros leitores-mirins. E como eu gostava de ler! Um dia eu cismei que as histórias mudavam para cada pessoa, porque isso sim explicaria o fato de alguns gostarem de um livro que eu considerava o melhor de todos e outros não o acharem assim tão bom. Criei uma verdadeira teoria na minha cabecinha. Por uma tarde fiquei pensando se a história não se criava no momento que o leitor virava cada página. Coisas de uma cabeça pequenina! Mas, filosoficamente falando, eu não estava tão errada. Afinal de contas, a história de um livro só acontece para quem o lê! Livros precisam ser lidos, ora bolas!

Um livro sempre me emocionou mais do que um filme. Quantas vezes não comecei a ler furiosamente, desesperada para saber o que aconteceria em seguida. Quantas vezes não reli momentos tocantes e até mesmo anotei certas passagens. Quantas vezes não li devagarzinho as últimas páginas, com um pesar a cada sentença nova, chorosa, sabendo do fim próximo da história!

O mundo de cada um tem um tamanho. O meu beira o infinito! Quando menos espero, depois de períodos estressantes, cansativos, desestimulantes, pego uma obra nova e saio mentalmente de férias, numa viagem longa, desconhecida, empolgante, fascinante!

1 comentários:

Vini disse... [Responder comentário]

Livros... *-*
Ler é totalmente maaara! Também não sei como tem gente que não gosta =/

Hoje a professora de Literatura entregou o livro que a gente comprou e tinha colega meu falando de pegar resumo na internet pq não ia ler o livro... Quase saí no tapa com ele >_< O livro tinha nem 70 páginas e nem assim a pessoa queria ler ¬¬


Adorei esse post =]
(Maaaasss... Affe! Vc coloca que já esteve em tantos lugares e nem citou Gilead! Assim não pode!!!)

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