segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vergonha noturna

Sono turbulento é comigo mesmo. Não sei se tenho algum tipo de sonambulismo bem fraquinho ou algo que valha, mas sempre apresentei uns episódios um tanto quanto estranhos. Às vezes acordo no meio da noite e percebo que estou sentada na cama, falando pra ninguém. Outras vezes acordo morrendo de rir ou até mesmo chorando. Um dia gritei tão alto que acordei assustada com "a gritaria da rua"!

Dificilmente lembro o que estava sonhando, se acordo no meio dessas atuações estranhas. Mas uma coisa é certa: quando percebo que estou interagindo com a parede sinto uma vergonha tão grande, que dá vontade de me enterrar no colchão!

Lembro que uns meses atrás acordei assustadíssima com um estrondo... um barulho altíssimo, como se alguém tivesse atirado uma bomba contra o prédio. Fiquei no escuro sentada na cama tentando entender o que acontecia, com medo do terrorismo, de ataque aéreo, como se eu vivesse em zona de guerra. Fiquei sentada na cama, enrolada até o pescoço no edredon, ouvidos abertos à espreita de nova turbulência. Quando aceitei que o barulho não voltaria e tentei voltar a dormir percebi que nenhum dos meus dois travesseiros estava na cama. Só aí entendi que a baderneira era eu mesma... num dos meus ataques noturnos me levantei, segurei os dois travesseiros e os atirei com toda força contra o armário do meu quarto, possivelmente lutando contra ninjas imaginários! Quase morri de vergonha de mim mesma!

Uma semana depois, quando a minha amiga Carol estava por aqui (a coitada dorme numa cama ao lado da minha), eu acordei com a sua voz dizendo: "Lulu.... está tudo bem?". Essa frase me tirou do torpor do sono e percebi que estava sentada na cama, com o dedo apontado para o escuro e repetindo, quase gritando, sem parar: "Não, não, não.... NÃO!". Vergonha extrema! Só consegui pensar em algo do tipo: "Ai, meu Deus, me teletransporta.. me carrega daqui!". O meu cérebro tentava pensar rápido, tentava arrumar uma explicação pra Carol do porquê eu estaria negando algo para a parede...Então eu saí com essa resposta: "Tá tudo bem.. eu tô só cantando!!!". Silêncio por parte dela. Constrangedor. Nova pergunta: "Lulu.... você vai atirar o travesseiro em mim?". Aí eu já tinha caído no ridículo da situação e da minha resposta e nós duas morremos de rir.

É.. eu tenho dessas coisas estranhas...

6 comentários:

Matheus disse... [Responder comentário]

foda o texto!! e vc eh loca, mais do q a gente imaginava.! a locura nao para nem com vc durmindo! + ta massa anna!

Cristiane disse... [Responder comentário]

Nossa, ainda bem que era a Xiloca quem morria de medo de dormir sozinha... que bela dupla vocês duas: uma morrendo de medo de fantasma e dos mortos e a outra atirando travesseiros descontrolados no armário. Gente! Agora entendi o barulho que se ouvia de madrugada, coitado do vizinho de baixo, ficávamos pensando que era ele e fazendo conjecturas maldosas! hahahahaha

Ana Lucia disse... [Responder comentário]

hahahah! Descobriu a fonte do barulho! hehe.. Xiloca era muito engraçada!

Vini disse... [Responder comentário]

EUHAUHEAUHEUHEAAEUHEUHAUUHAEUHEAHUHAE
MELDELS!

Vc é loca! LOKA!!!


Coitado do vizinho de baixo²

(Off-topic: "Verificação de palavras" - bingo xD)

Yano disse... [Responder comentário]

Oh, my Dog! Ana Lúcia, CHOREI de rir deste texto!

Devo lhe dizer que, entendo, compreendo e aceito a sua situação, porque sofro do mesmo mal!

kkkkkkkkk!

Music Life disse... [Responder comentário]

Ana... tô chorando de rir... adorei! O Máximo!!!!
Beijos

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