domingo, 6 de setembro de 2009

Caminhos alternativos

Às vezes eu tenho vontade de largar tudo e... sei lá... ir fazer uma coisa qualquer alternativa num lugar totalmente alternativo. Viver uma vida diferente. Fico pensando em como poderia ter sido se eu não tivesse escolhido a Biologia. Na época do vestibular eu cogitei outras profissões. É claro que eu não me arrependo e que acho a biologia a coisa mais interessante do mundo, mas tenho certeza que ninguém tem só um futuro profissional. Apesar da gente gostar mais de algo, pode-se ser feliz fazendo outra coisa sim. Pois bem, na época do vestibular eu considerei Fisioterapia, Jornalismo, Publicidade e até mesmo achava interessante Turismo. Se eu fosse fisioterapeuta acho que seria uma bem ruinzinha. Não sou paciente e não sei lidar com pessoas (principalmente pessoas que requerem cuidados). Como jornalista, poderia me desencantar de escrever, já que essa é uma atividade que só é boa se feita por prazer mesmo, não pela obrigação de um trabalho. Publicidade é algo ainda obscuro pra mim. Eu amava ver propagandas e ficar cantando as musiquinhas, sabia tudinho de cor e também inventava algumas. Mas sempre me disseram que o campo da publicidade era extretamente fechado. E turismo.. nem sei... acho que é até pecado que o trabalho da gente seja "turismo"... e também tem o fator "lidar com gente" e por aí vai.

Minha paixão, sem dúvida, era Ciências Biológicas. Eu me imaginava uma cientista que ia pesquisar coisas intrigantes e ajudar o mundo inteiro. Que ilusão! Não que eu não faça isso. Eu realmente estou ajudando com o que pesquiso.. mas a falta de recursos, a burocracia, a dificuldade em se manter uma boa equipe, tudo isso faz com que esse sonho de ser "uma grande cientista reconhecidíssima" fique cada vez mais distante. E eu percebi que quanto mais o pesquisador cresce, mais na parte burocrática ele entra e, consequentemente, faz menos ciência. E isso eu não quero pra mim. Pelo menos o prazer da descoberta ainda me resta. E esse é o âmago da busca científica.

Quando eu me imagino fazendo coisas totalmente alternativas, começo a viajar nas possibilidades. Cada uma mais diferente que a outra. Às vezes penso: "por que eu não me alistei na Cruz Vermelha? Eu bem podia ser do corpo de paz e ir ajudar tanta gente que precisa". Em outros momentos eu simplesmente quero fazer algo como treinar cão-guia para os deficientes visuais. Aí eu me pego pensando em ir pra Europa e ser a pessoa que lê livros e decide se eles serão ou não publicados. Ahh, e tem também a vontade de mudar de área dentro da própria biologia, isto é, sair do laboratório e virar uma ecóloga. Provavelmente seria uma péssima idéia, pois eu tenho verdadeira fobia de insetos. No começo da faculdade eu tinha certeza que iria trabalhar no CDC, o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, onde em alguns laboratórios os pesquisadores tem que usar aquelas roupas de astronautas. Me imaginava trabalhando com vírus perigosíssimos, do nível do Ebola e fazia mil planos. Essa idéia eu descartei. Já dar aulas é uma coisa que eu gosto... na teoria... porque na prática os bons alunos pagam pelos maus, que fazem uma aula bem programada ficar ruim. Eu queria mesmo é ser um daqueles professores que são super hiper ultra fodásticos, que nem nos filmes. Já me imagino entrando na sala e todo mundo se levantando e dizendo: "Oh captain, my captain", como no filme Sociedade dos Poetas Mortos.



Bom, por enquanto eu ainda tenho 2 anos e meio de doutorado e essa decisão não é pra agora. Ainda bem!

4 comentários:

Matheus disse... [Responder comentário]

u.u...medo de inseto anna? meldels... com meio km de perna...eles nem chegam perto de vc!! e professora? vem pra minha cidade me da aula *-*...

Gislene disse... [Responder comentário]

OH DÚVIDA CRUEL, HEIN ANA!
BEIJOS, Gislene.

Vini disse... [Responder comentário]

Ei!!
Você já foi professora, nun foi?

Dá aula pra gente no Skype!
*.*

Vini disse... [Responder comentário]

*volta depois de ler o post sobre o escuro*

Você já pensou em ser piadista?

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