domingo, 20 de setembro de 2009

Estradas, caminhos, trilhas e afins

A estrada da minha vida, assim como da vida de qualquer um, é uma estrada solitária. Não porque faltam amigos ou alguém a quem confidenciar segredos, nem porque é vazia de vida, mas porque a rota que traçamos, com as nossas decisões, é única e é fruto das escolhas que tomamos todos os dias, às vezes mesmo sem perceber. Quando eu escolhi vir para São Paulo, fechei a porta para todas as possibilidades que ficar em Belo Horizonte representava. Em compensação, me voltei para um mundo de possibilidades que os anos que estarei aqui me trarão. É preciso ter coragem para continuar no caminho sabendo respeitar o que realmente se deseja. Muito comum é a gente se acomodar e pegar carona na estrada dos outros, o que é realmente mais fácil, mas que não é muito útil, já que estamos vivendo os sonhos alheios e não os nossos. A cada dia a gente muda um pouco a nossa trilha. As vezes ela fica um tanto turbulenta, agitada, escura. Nesses momentos só mesmo uma certeza de que as nossas decisões foram corretas nos impede de correr de volta e tomar outro rumo. Por certos trechos encontramos companhia, pessoas que dividem um mesmo "querer", um mesmo "gostar" e por um tempo o caminho fica mais leve. Mas não há como se enganar, depois de uma tempestade sempre vem a bonança e o contrário também é verdadeiro. O mais importante é prestar atenção às encruzilhadas. Elas sim, nossos grandes momentos de escolha, nos direcionam para uma opção de caminho. Uma vez li num livro que mais importante do que chegar é a maneira de viajar. Isso me soou tão correto que ficou na minha cabeça e sempre serve de apoio na hora de tomar uma decisão. Alcançar um objetivo é ótimo, mas pode ser que não valha a pena, se para chegar até ele temos que passar por infindáveis momentos de dor, tédio, cansaço, tristeza. E eu não quero chegar lá nos 100 anos de idade e dizer: foi uma vida de sofrimento, mas alcancei o meu objetivo! Mesmo porque é da natureza do ser humano cansar de certa coisa, uma vez que já a tem nas mãos. E isso me faz lembrar de algo que li também há tempos atrás e que diz: "Minh'alma é uma criança, ignorando o que faz. Quer tudo o que não alcança, quando alcança não quer mais". Do autor eu não tenho idéia. Mas é a coisa mais verdadeira do mundo. O que importa é a jornada, mesmo porque as experiências da viagem acabam por mudar a forma como encaramos a caminhada. Quem trabalha só por dinheiro, vira um robozinho que só faz o que faz por obrigação. Quem tem por objetivo maior casar custe o que custar, acaba perdendo sua própria identidade e sendo um parasita do outro. Quem acha que está velho demais pra mudar, está velho demais pra viver! E a quem conseguiu chegar até aqui nesse texto eu peço desculpas porque já está parecendo um livro de auto-ajuda. Parei!


7 comentários:

Gislene disse... [Responder comentário]

OI ANA,
O IMPORTANTE É SEGUIR EM FRENTE, SEM OLHAR PRA TRÁS,SEM MEDO DE SER FELIZ...
BEIJÃO,
GISLENE.

Matheus disse... [Responder comentário]

¬¬, livro de auta ajuda, pensei q ia caba com um senhor fim -.-"

entremares disse... [Responder comentário]

Oi, Ana Lucia...

Dou por empregue a "encruzilhada", como lhe chamaste... quando a Gislene escreveu no meu blog... "vai lá visitá-la, tenho a certeza de que vai gostar..."

Ela referia-se a ti... e estou percebendo agora o que a encantou...

É... já vi pontos comuns... o que adorei. Sabe sempre bem a gente ir caminhando na estrada, olhar para o lado e descobrir que tem mais alguém, a caminhar numa estrada paralela, rumo a seu próprio destino.

O que procuras?
Há quanto tempo atrás já deitaste fora o mapa e passaste só a tentar "sentir" qual a direcção certa a tomar, quando surge a encruzilhada?

( Sim, eu sei... estás a sorrir com essa frase )

Sabes? Quando eu escrevo algo, nem que seja um conto, e me imagino na pele de uma das personagens, fico pensando " e se fosse assim?" como se as histórias fossem vidas alternativas à minha disposição...

Também já te aconteceu?

( Pois... pelo sorriso, nem precisas responder... )

Um óptimo domingo para ti...
Beijos.
Rolando

Lu disse... [Responder comentário]

Oi Ana... partilho do que vc sente. Sempre digo que as grandes escolhas e grandes momentos são solitários... mas isso é bom!
Bjos

Daniel disse... [Responder comentário]

Oi.

Tava a toa, decidi entrar no seu blog. E ler o seu texto na verdade não foi de auto-ajuda, mas de outro-ajuda!!!
Fico admirado com a sua sabedoria, com a qual vc vai seguindo seus passos.
E fico daki com saudade das suas gargalhadas e bobagens, que vem de uma amiga tão inteligente e especial.
Abraços,
Daniel

Fabio disse... [Responder comentário]

isso ae momô xD

o primeiro passo que vc da
é o maior deles

Ana Lucia disse... [Responder comentário]

Gi, é verdade, andar sempre em frente mesmo tendo aprendido com o que passou!

Max, como assim, o fim foi tão horrível?

Rolando, Mais uma vez você acertou! E faz tempo que eu aposentei o mapa mesmo!

Lu e Daniel: que saudade meu povo!! E o que eu sei se deve muito a vocês!

Sussa, é verdade, mas se bem que com o tamanho da minha perna qualquer passo que eu dê é grande o bastante!! hahaha

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