sábado, 10 de outubro de 2009

Orient Express e Strasbourg

Trem que nos levou para Strasbourg - Oriennt Express

O nosso primeiro contato com trens, nessa viagem, foi tenso. Seriam dez horas de viagem ate Strasbourg, a bordo de um trem noturno, numa cabine que, teoricamente, caberiam 6 pessoas. Nao sabiamos se as malas iriam caber no pequeno compartimento, se as outras possiveis pessoas a dividirem a cabine seriam “confiaveis”, se as poltronas seriam apertadas como numa lata de sardinha... realmente nao tinhamos nocao de coisa alguma. Embarcamos e percebemos que so a nossa bagagem ja era suficiente para lotar a cabine. As cadeiras tambem era muito proximas, o que impediria um conforto minimo no caso de companheiros de viagem. Por uma sorte dessas bem divinas mesmo, nao havia ninguem mais para dividir aquele espaco minimo. Fechamos a cabine e fizemos uma especie de tendinha: abrimos as poltronas, nos ajeitamos por cima delas e conseguimos dormir de verdade durante toda a viagem! Esse trem, nesse trecho, e chamado de “Expresso do Oriente”, o que eu imagino que nao deva ter nada em comum com o seu primo famoso.

Pois bem, chegamos a Strasbourg so com um mapa e passando o maior frio, sem conhecer nada, com 5 horas pra ver o que a cidade tinha de melhor. E nao poderia ter sido mais legal. Imagine uma cidadezinha mais parecida com uma vila e super charmosa, cheia de cafes, construcoes antigas, pontes e um historico de ter sido por diversas vezes o centro de uma disputa entre Franca e Alemanha. Ambas as culturas estao fortemente inseridas na regiao e muitas pessoas falam frances e alemao. Nosso roteiro-turistico-adaptado-para-5-horas nessa cidade construida para ser um forte passou pelas famosas “pontes cobertas”, por uma regiao conhecida como “Petite France”, pela catedral Notre Dame de Strasbourg, pelo Palacio de Rohan e, por fim, fizemos um passeio pelo rio que corta a cidade. Foi muito, muito, muito interessante. Nesses tours a gente acaba sabendo um pouco mais da historia “sordida” do local, vendo onde os criminosos, condenados, prostitutas e mulheres acusadas de bruxaria eram torturados. E tambem ficou evidente do porque tantas casas terem janelinhas no teto (era uma forma de precaucao em tempos de guerra, para que as pessoas pudessem ver mais longe e de um local estrategico) e da importancia da regiao onde se localiza Strasbourg (rodeada por um rio navegavel e de facil defesa). Em dois momentos o barco entrou em uma “gaiola”, onde ficou preso enquanto uma “porta” era aberta a nossa frente e outra fechada logo atras, para que o nivel da agua, que e diferente dos dois lados, se mantivesse e o barco pudesse navegar em locais com um nivel d’agua menor ou maior.
Foi um passeio maravilhoso. Antes de voltarmos para a estacao ainda tivemos tempo de provar uma daquelas pizzas caseiras que, como diria meu amigo, “parece que foram feitas de Deuses”! Strasbourg e, sem duvida, a cidadezinha mais linda e encantadora que eu ja conheci.

De la, embarcamos em um trem para Paris. Mas essa viagem so no proximo post!

Cartao Postal de Strasbourg - Torres que eram ligadas por pontes cobertas


Strasbourg

Strasbourg

Passagem sobre o rio por uma ponte completamente fechada

Mesma ponte da foto anterior


Casinhas em Petite France, Strasbourg

Primeira imagem da catedral Notre Dame de Strasbourg

Praca da Catedral

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