domingo, 18 de outubro de 2009

Paris para dummies II



Acordei cedo pra tomar banho e enfrentar o aspirador de pó/secador de cabelo. O dia seria bem corrido. Começaríamos pelo Louvre, numa missão quase impossível de ver boa parte do museu em uma manhã! O Louvre! As pirâmides do Louvre! O LOUVRE! Esse pensamento era um tanto quanto arrebatador por si só. Mas hoje também seria o dia do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel!

O Louvre é uma coisa impressionante! É gigante! Chegando lá pegamos um mapinha e fomos marcando as prioridades. Obviamente começaríamos pela parte mais conhecida do museu: a Grande Galeria. E tínhamos que ir rapidinho para não ter que disputar no tapa um espacinho em frente à MonaLisa. Subindo as escadas já nos deparamos com uma escultura linda e chamativa: a Vitória de Samotracia. Ao chegarmos na Grande Galeria parei um pouquinho pra admirar a vista. Esse era, possivelmente, o pedaço de Museu mais conhecido e visitado na Europa. Fiz uma busca mental de todas as coisas que eu sempre quis ver e que estavam em exposição ali. Logo logo reconheci alguns quadros do Leonardo da Vinci: La belle Ferronière, A Virgem das Rochas, São João Batista. É empolgante ver de perto um trabalho que a gente conhece só por livros a vida inteira. Em seguida fomos ver de perto a Mona Lisa. Não sei porque as pessoas tem a mania de dizer que a Mona Lisa é um quadro super pequeno. Não achei. É um quadro de tamanho comum, algo que poderia ser pendurado numa parede de uma casa. Acho que talvez por estar numa sala onde estão vários quadros enormes, do tamanho de uma parede grande, a Mona Lisa pareça ser menor. Mas ela é do tamanho que eu imaginava mesmo. Parei... olhei... perguntei "tá rindo do que?"... tentei tirar fotos, mas não ficou lá muito bom. Pensei: "sabia que eu vim lá do cafundó pra te ver?". Ela riu mais.. quer dizer.. não riu.. mas seria engraçado se risse. Dei tchauzinho, expliquei que tinha que ver outras coisas.. saí da sala entupida de gente. Segui pela Grande Galeria olhando agora tudo aquilo que eu nunca tinha ouvido falar antes. Tem muita coisa legal. Eu, particularmente, adorei um quadro que representa a vitória de David sobre Golias. Lá existem várias pinturas sobre esse tema. Mas um deles é simplesmente sensacional, porque precisa ser visto frente e verso. A pintura mostra os dois lados, como a cena seria vista por expectadores de cada lado da ação. Vimos ainda coleções de pintura francesa, espanhola, inglesa, do norte e ainda antiguidades medievais e egípcias. Passamos ainda pela Vênus de Milo, que é muito maior do que eu pensava, e terminamos nos aposentos de Napoleão. Tudo junto forma um quadro sensacional. Não há como não gostar do Louvre, definitivamente. Na saída passei pela pirâmide invertida e saí diretamente nos jardins ao redor do Museu.

Caminhamos pela Champs-Elysées. Só faltava a trilha sonora, porque essa avenida é igualzinha a tudo que a gente vê em filme mesmo. E ela te leva direto pro Arco do Triunfo! Lá tem o túmulo de um soldado desconhecido, que homenageia todos os soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial. A chama que existe ao lado está sempre acesa. De lá pegamos o metrô e paramos bem perto da Torre Eiffel. Isso era óbvio pela quantidade de vendedores de chaveiros de miniaturas da Torre que nos importunavam. Novamente me senti como na Notre Dame de Paris. Quando a Torre Eiffel apareceu inteira, meu queixo quase caiu. Ela é muito bonita! Muito mais do que a gente pensa MESMO. E Paris se revela inteira lá do alto. Um absurdo de coisa linda! E sabe quando o dia está simplesmente pintado à mão? Bom, saí de lá já meio depressiva. Já eram 5:30 da tarde e todos os outros museus e locais que eu gostaria de visitar fechariam as 6:00. O único lugar aberto até as 9:00 era o Centro Georges Pompidou, que abriga coleções de arte moderna. Eu simplesmente odeio arte moderna. Mas fomos assim mesmo, afinal de contas era arte moderna em Paris. Entramos no metrô e, ao sair dele, vimos o edifício diferentão que abriga o centro. Ficamos meio que seguindo as pessoas para saber onde ir. Vi tudo o que pude, não entendi absolutamente nada, e quase morri de tanto rir de algumas coisas, que pra mim não tinham o menor cabimento. Quando saímos do museu, o lindo dia tinha sido substituído pela maior chuva do mundo! Chegamos ao Hotel com a roupa tão encharcada que dava mesmo pra torcer.

No dia seguinte arrumamos as malas, carregamos tudo pra estação de trem e saímos para aproveitar mais um restinho da cidade enquanto não chegava a hora da viagem. Resolvemos ir à igreja Saint Sulpice. Obviamente lembrando do "Código da Vinci" procurei a Linha Rosa no chão. E ela estava lá! E a visita valeu pela própria igreja, que é bem bonita. De lá fomos ao Museu de Arte Medieval, o Cluny. Esse é imperdível! Apesar de pequeno e não tão conhecido como muitas atrações de Paris, o Cluny abriga uma quantidade enorme de artefatos da Idade Média e, entre eles, estão 6 tapetes que representam os 5 sentidos e o desejo, conhecidos como "A Dama e o Unicórnio". A sala onde os tapetes estão expostos é isolada e escura. Isso dá um destaque impressionante aos desenhos, que são bem interessantes.

Finalmente voltamos à Estação. O trem que pegaríamos tinha cabines couchette, que são basicamente camas "amontoadas". Entramos no trem já morrendo de medo dos nossos possíveis "vizinhos de cabine" que estariam conosco nas próximas 16 horas até Roma! Mas este é um assunto pro próximo post!

Museu do Louvre


Vitória de Samotracia


Grande Galeria do Louvre


La Belle Ferronière, Leonardo da Vinci


Virgem das Rochas, Leonardo da Vinci


Mona Lisa, Leonardo da Vinci


O combate de David e Golias - "frente", Daniele Ricciarelli

O combate de David e Golias - "verso", Daniele Ricciarelli


A Jangada da Medusa, Théodore Géricault


Psique reanimada pelo beijo do Amor, Antonio Canova


Vénus de Milo


Pirâmide Invertida do Louvre


Arco do Triunfo


Túmulo do soldado desconhecido - Arco do Triunfo


Torre Eiffel


Vista do alto da Torre Eiffel - Louvre no centro


Vista do alto da Torre Eiffel - Arco do Triunfo no centro


Linha Rosa - Igreja de Saint Sulpice


A Dama e o Unicórnio - em exposição no Cluny

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