sábado, 17 de outubro de 2009

Paris para dummies I

De Strasbourg para Paris, a viagem foi bem agradável. Fomos de trem bala e chegamos 2 horas depois. Da estação de trem até o nosso hotel seriam só 2 metrôs. Coisa rápida... bem pertinho mesmo. Quanta ingenuidade! Devia ter uma lei que obrigasse uma cidade a avisar pro mundo inteiro que ela acha legal não colocar nem elevador nem escada rolante nas estações de metrô. É... devia... mas não tem. Basicamente Paris é oca por baixo, de tanto trilho e estação construída. Mas isso tudo serve muito bem a quem anda sem malas gigantes por aí. Fazer o que? Depois de uns 30 minutos arrastando a bagagem MAIS PESADA DO MUNDO, e praticamente amputando a minha mão de tanto carregar aquilo tudo escada acima, chegamos ao Hotel. Primeira coisa estranha: a mulher do hotel diz que é preciso pagar todas as diárias antes de irmos para o quarto. Pagamos meio desconfiadas. O elevador era tão pequeno que mal cabíamos as duas. Já o quarto era simples. Bem simples. Possivelmente o segundo quarto mais fuleirinho de hotel que já estive (só perde pro quarto comunitário bizarro que fiquei em New York). O banho era um tanto quanto problemático: era preciso ficar pulando de um lado pro outro para pegar os pinguinhos de água que saíam do chuveiro. E fora que descobrimos que o secador era um cano que mais parecia um aspirador de pó. Ele não secava o cabelo, só bagunçava tudo. Mas o Hotel era limpo e tinha internet com uma ótima conexão.

No dia seguinte começou a nossa jornada por Paris. Dia de chuva e lá fomos nós, sombrinhas a postos e decidimos começar pela Sainte-Chapelle. Toda a espera na fila valeu a pena. A igreja enche os olhos com seus vitrais que mostram cenas bíblicas. Chega a ser estonteante. Cor por todos os lados e à medida que o dia vai passando a luz passa de uma maneira diferente pelos vitrais. Assim também aconteceu em todas as outras igrejas nas quais entramos. Em seguida visitamos a construção imponente que fica logo ao lado, o Conciergerie. Eu, como sou muito leiga em tudo, não sabia o que era. Talvez por isso esse tenha sido um dos meus pontos preferidos em Paris. O Conciergerie, que está situado à beira do Rio Sena (que emoção!), já foi uma espécie de palácio do governo, prisão de estado e prisão durante a Revolução Francesa. Ali foram encerrados milhares de cidadãos que viveram seus últimos momentos, antes de irem para a guilhotina. Entre eles, Maria Antonieta, rainha da França. São vários os ambientes que podem ser vistos. Existem "reconstruções" de celas de todos os tipos. Dos prisioneiros mais pobres àqueles que podiam pagar por uma cama. Independente disso, pelas celas gélidas e escuras já se percebe que os prisioneiros passavam péssimos bocados. Por fim, a cela da rainha, com um manequim vestido de preto, separada das outras. Tudo ali impressiona! Terminada essa visita meio que perturbadora, fomos andando por uma rua lateral e, de repente, ela apareceu. A coisa mais espantosa, principalmente para quem ainda estava pensando no que tinha acabado de visitar. A Notre Dame de Paris se revelou inteira. A rua estava salpicada de gente. Mais do que isso, era um tapete humano! E a cada passo os detalhes iam se tornando visíveis. Chegar na Notre Dame é indescritível. Com seu jeitão diferente, seu tamanho, sua imponência, fica difícil não se admirar. Deviam mesmo colocar umas cadeiras de praia logo ali na frente, pra gente sentar e olhar pro alto por um looongo tempo! Dava vontade de fazer uma visita guiada, de passar metade do dia por ali, mas isso não era possível. Nós só teríamos 2 dias em Paris e era preciso ir direto aos "pontos". Passamos pelo sítio arqueológico de Paris e seguimos para o Museu d'Orsay, que fica em uma antiga estação de trem toda reformada e estilosa. O museu é lindo, cheio de pinturas e esculturas bem realistas, do jeito mesmo que eu gosto. Por fim, tomamos o rumo de Montmartre, que é muito charmosa com suas ruazinhas cheias de lojas e restaurantes (mas dizem que só de dia, porque à noite é um local meio "mal frequentado"). Pegamos o bondinho até o Sacré-Coeur. De lá dá pra ver a cidade toda. Uma coisa incrível! Pena que da igreja mesmo não se pode tirar foto.

Voltei arrasada de tanto cansaço, mas valeu a pena!

Interior da Sainte-Chapelle


Conciergerie


Eu, dentro de uma "pequena" lareira no Conciergerie


Chaves das celas - Conciergerie


Modelo da cela de Maria Antonieta


Notre Dame de Paris


Detalhes da Notre Dame


Museu d'Orsay e sua estrutura que já foi uma estação de trem



Sacré-Couer


Vista da Sacré-Couer

7 comentários:

Essência e Palavras disse... [Responder comentário]

Belissimas fotos. Meninaaaa te encontrei em um dos meus seguidores. Tab sou mineira. Temos algo em comum rs

Adorei seu blog.
Tornei-me seguidora... beijos meus!

Bom domingo pra ti!

Eduardo Loureiro Jr. disse... [Responder comentário]

Ana, sua cadeira de praia em Notre Dame me fez sentir menos maluco por ter desejado uma rede para apreciar melhor o teto da Capela Sistina. :) Belas fotos!

Cristiane disse... [Responder comentário]

Você estava linda e elegante em Paris. beijos

Cristiane disse... [Responder comentário]

Ah, e eu adoro Edith Piaf! Você viu o filme? A atriz que a interpretou está impecável.

Ana Lucia disse... [Responder comentário]

Eduardo, Tô até pensando em alugar cadeira/rede nesses pontos turísticos que tiram o fôlego.

Cris! Sempre lembrei de você por la! Toda vez que chegava em um lugar absurdamente lindo e cheio de história lembrava que você iria adorar estar ali!

Vini disse... [Responder comentário]

É maaaara!!!! *-*

Ana Lucia disse... [Responder comentário]

Ahh, Cris, eu ainda não vi Edith Piaf. É um dos filmes que eu quero ver muito!

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