quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A ogra natalina

É algo evolutivo. A gente não consegue se controlar frente à abundância de comida boa. Porque antigamente, lá na época das cavernas, acumular gordura era uma forma de se manter vivo, vencer o inverno rigoroso e a escassez de alimento, sobreviver. Já hoje... a gente se mata de dieta, reza, superstição doida para tentar manter a forma e nada. Não adianta. O nosso instinto básico de gordo ancestral nos impele a comer mais.. e sempre.. inevitavelmente. Imaginem uma picanha. Uma picanha bem graúda. Uma picanha bem fofinha. Uma picanha no ponto certo. É claro que a boca enche de água. Pois então. Instinto. Agora pensem num feijão tropeiro maravilhoso, como torresminho, linguiça, ovo. Uma costelinha bem temperada. Uma bisteca. Uma farofa das boas. Eu já babei no computador. Não é a tôa que somos gordas mulheres descontroladas. Mas, esse tipo de comida boa, essa tentação dos infernos, só acontece de vez em quando. No geral a gente se contem e come a saladinha, faz a malhação nossa de cada dia, se sente no controle de tudo. Isso até que funciona. Pena que existe dezembro. E o Natal. E o Ano Novo. E as festas de fim de ano. Porque aí, caro leitor, não há controle que dure. É um fato que todos comemos como porcos muito nessa época. Mas como eu ando comendo desde que cheguei em Minas, não há desculpa!

Sim, eu escrevi esse monte de coisas acima só pra introduzir a minha gula natalina. Eu sei que fiquei enrolando pra entrar logo na conversa, mas foi uma forma de eu me sentir menos culpada pela comilança. Pensei que se todos vocês também se sentissem um pouquinho gordos tocados, eu não seria a única com peso na consciência por aqui. Perdoem o golpe baixo, mas é que eu não consigo mais me controlar. Acabei de voltar de um jantar em família, com tanta comida boa e variada, que eu comecei a ficar com vergonha do número de vezes que levantei da mesa para encher o meu prato. Em um determinado momento eu comecei a pensar que era uma ogra. Só de ver alguém comendo algo que eu ainda não tinha visto eu começava a ter problemas em prestar atenção na conversa. Era algo so tipo: "Ahn, quer dizer então que você (opa, preciso pegar esse frango com catupiry que está com uma cara ótima) trabalha em hospital (hmmm, tem comida japonesa e ninguém me avisou?), portanto não vai ter folga (oba oba, tem picanha!) no Reveillon (eu babei?? BABEI????)?". Sim, eu devo ser bipolar. Uma parte de mim é dominada pela comida. Eu até economizo na bebida para comer mais! E o pior, eu posso estar entupida, lotada, completamente abarrotada de tanto comer que, se tiver sobremesa, eu encaro. Como diz minha amiga, o compartimento pra doce é diferente!

E Janeiro, como sempre, vai começar com depressão pós comilança!

3 comentários:

Matheus disse... [Responder comentário]

gente, muito bom, mais eu nao como tanto assim, mais comida de fim de ano...so deus pra salvar nois, amanha eh dia de comer ateh dizer chega

Karen disse... [Responder comentário]

hehehe, eu to igual aqui no sul.... e amanhã é dia de churrasco... Deus do céu, e com esse calor todo!.... sobrevivendo ao natal....

Vini disse... [Responder comentário]

Comida! Adoooooooro!!

E sim, Karen disse tudo!!!
Churrasco! Ninguém resiste!

Vam embora do sul Karen T_T

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