sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Certezas

Dizem que sobre essa vida só existem duas certezas: a morte e o especial de fim de ano do Roberto Carlos. Pois eu não concordo. Tem tanta coisa que sempre foi uma certeza, que mal dá pra lembrar do principal. É certo, por exemplo, que eu engordo de tanto comer, nas festas de Natal. É a "Ogra Natalina" que reaparece em dezembro. Também não existe dúvida nenhuma de que o Natal sempre será comemorado na casa da minha tia, com quem puder e vier, e que o Ano Novo continuará sendo uma incógnita até o último instante, quando finalmente eu decido o meu destino na virada. Certeza que a minha dermatologista não aguenta mais me ouvir falando da nova ruga que apareceu no cantinho do meu olho, assim como eu não aguento mais ela dizendo que eu sou exagerada. A lista de certezas "absolutas" segue grande: que eu vou me matar de trabalhar no próximo ano, esse que será o último do meu doutorado; que o cansaço e estresse entre terminar a pós-graduação, escrever a tese e tentar fazer uma parte dos meus experimentos no exterior serão medonhos, mas já previamente aguardados e conhecidos; que comida de lugar algum se compara ao feijão tropeiro e a costelinha que só a minha mãe sabe fazer; que alguns amigos da época de colégio e faculdade continuarão sendo "amigos do peito", mesmo com a distância e o longo tempo sem reencontrá-los; que a memória dos meus avós e do exemplo que eles sempre passaram continuarão vivos, até o fim; que tentar, errar, tentar de novo e acertar faz parte das coisas que nos fazem crescer nessa vida, do mesmo modo que nada tira o gosto de atingir um objetivo que há tanto tempo desejávamos.

O ano novo vem com um efeito placebo maravilhoso. Apesar de nada tecnicamente mudar, existe aquela sensaçãozinha de coisa nova, de oportunidades renovadas, de recomeço. E a cada dia 31 de dezembro eu repenso minhas "certezas" e revejo as prioridades.

E só porque deu saudade dos amigos antigos, segue uma música que a gente ouvia e tocava e cantava até cansar, na época da UFMG.


Feliz Ano Novo!!!

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fritando ovo no asfalto

O verão ainda nem começou e eu me pergunto como sobreviveremos. Não lembro se no ano passado o calor caiu matando como neste ano. Se isso aconteceu, devo ter sofrido uma amnésia durante os meses seguintes. Para mim, o mundo nunca esteve tão quente, tão chamuscante, tão suado. Calor demais não presta para nada. Nem para praia. Calor demais deixa a gente tão melado de suor e tão desanimado de viver o dia, que dá vontade de largar os pontos e deixar o cérebro derreter junto com o resto do mundo. Nem o meu gato aguenta mais tanto calor. O pobre bichano sai da sua casinha, se arrastando, somente para se jogar no chão, numa sombra qualquer da casa, esparrachado, pedindo penico, coitado! Fora que ninguém consegue trabalhar eficientemente em dias tão quentes. Ou descansar. Ou dormir. Uma feijoada nem pensar. Cafezinho a gente só toma mesmo por conta do vício. A elegância já era, porque é só sair de casa e dar dois passos que a marca de salame gorduroso já aparece na blusa, debaixo do braço. Parece até brincadeira. E fora a quentura descomunal, o desconforto que sentimos, ainda corremos o risco de sermos atacados pelos cecês alheios. Transporte público vira a própria visão do inferno. E sempre tem um menos filho de Deus que resolve esticar o braço na sua frente. A única saída é, como diria o Capitão Nascimento, do BOPE, "pedir pra sair", ou nesse caso, descer do busão. Ou isso ou pagar os pecados. Conheço um fulano aí que, de tão revoltado com o verão, decidiu não lavar o "suvaco" mais, em dias escaldantes. "É uma guerra" - ele sempre diz - "A gente tem que feder mais que o outro para ganhar espaço no coletivo". Que coisa triste. Tô chegando à solitária constatação que melhor mesmo é ser esquimó e viver num igluzinho gelado. Morro de frio sim, mas morro cheirosinha! kkkkk

Imagem: NET

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

História do Natal Digital

Eu acho sensacional como as novas tecnologias permitem surtos de criatividade. Vi no facebook esse vídeo logo abaixo e fiquei impressionada com a maneira divertida que certas pessoas encontram de reinventar uma idéia, nesse caso contar a historinha do "Natal" de uma forma moderna e simpática! Nota 10!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Pegadinha de laboratório

O vídeo abaixo é absurdo, como só as pegadinhas de laboratório podem ser! E depois uns e outros ainda acham ruim quando eu pego tubinhos, coloco gelo seco, deixo eles tampadinhos debaixo da mesa das pessoas... só porque eles estouram fazendo um barulho absurdo, e as pessoas quase infartam, não é motivo pro pessoal ficar P da vida comigo! kkkkkkkkk
Mas esse vídeo beira o "sem-noção". Duvido que seja real!

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O cofrinho

Não foi por querer que eu fiz o que fiz. Em minha defesa digo que fui praticamente obrigada a tomar aquela decisão. Não tive culpa, fui literalmente hipnotizada pela cena com a qual me deparei. A culpa foi da fila do banco onde estava. E também do calor insuportável que fazia. Ou da falta do que fazer. Ir ao banco é uma das atividades mais insuportáveis que existem, comparada somente a fazer faxina na casa. Mas eu fui. E naquele dia o ar condicionado quebrou. E eu na fila do banco. Enorme. Gigantesca. O meu tédio atingiu um nível máximo. Fiquei tanto tempo de pé, parada atrás de uma perua de salto alto e excesso de maquiagem, que acho que saí do corpo. Naquele forno infernal, onde o suor se acumulava em locais indevidos, eu flutuei acima de tudo e todos e vi aquele monte de gente penando e assando naquele cubículo que já fedia a pé. Desesperada para arrumar um passatempo, comecei a observar um por um, cada qual mais desinteressante que o anterior, cada um mais desanimador que o outro. Até que eu bati o olho no cofrinho. Bem, cofrinho é modo de dizer, aquilo era praticamente um cofre forte de banco. Um funcionário local, consertando um dos muitos caixas eletrônicos quebrados, estava agachado e bastante concentrado no que fazia. Não sei se foi pelo calor nauseante ou pela falta de cinto, a calça do indivíduo estava mais baixa do que devia, revelando a entrada de um cofrinho que mais parecia o Grand Canyon. Primeiro tive vontade de rir. Me segurei e quando a histeria do momento passou, eu ainda reparava naquele tobogã suado e foi aí que a idéia surgiu. Juro que não foi por mal. Mas, como eu já disse, a culpa foi da situação. Coloquei a mão dentro do bolso e procurei até encontrar o que eu sabia que estava lá: uma moeda de 1 Real, troco que recebi na compra de um sorvete. Medi a moeda com os dedos e o cofrinho com os olhos. A combinação era perfeita. Mais que perfeita. Aquele Real tinha nascido pra ser enfiado naquele cofre. Não tive escolha, apesar de que não havia porquê ter dúvidas se devia ou não fazer o que queria. Afinal de contas, eu estava num banco. E dinheiro é para ser depositado em cofres... então... foram só 5 passos curtos... a mão deslizou do bolso, segurando a moeda prata e dourada, rapidamente se aproximou e, tal qual um ímã com uma geladeira, fez o depósito naquele fundo de investimento que se oferecia, o Senhor de todos os cofres...

*Foto: Getty Images

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Stereomood

Eu nunca fui muito fã de música. Não é que eu desgoste, mas nunca fui uma pessoa realmente musical. Conheço pessoas que não vivem sem ela. Estudam, tomam banho, dirigem, almoçam com uma trilha sonora. Apesar de gostar de música, confesso que ela até me atrapalha quando preciso me concentrar muito ou quando quero dormir. Mas o que gosto é de ouví-la num barzinho, numa festa, num momento em que eu estou a fim de cantar junto, ou num concerto. Para mim existe essa distinção. Música para alegrar e animar o ambiente e música para ser REALMENTE apreciada. Um problema que surgiu a partir desse meu "desconhecimento" da música é que eu nunca sei o nome dos cantores, nunca correlaciono a canção com quem canta. Na minha pequena prateleira de CDs e mp3 (na maioria bem antigos) estão Marisa Monte, Lulu Santos, The Corrs, Jason Mraz, Jack Johnson, Alanis Morissette, Beatles, Jorge Drexler, Julieta Venegas, Carla Bruni, Chico Buarque, Vander Lee, Cartola, Cazuza, Legião Urbana, Skank, Emerson Nogueira, Barão Vermelho, Vanessa da Mata, algumas músicas regionais, clássicas, algumas músicas soltas e várias trilhas sonoras de filmes e alguns seriados (são os que me lembro). Mas isso não é muito. Ainda mais que raramente escuto algo frequentemente.

Nos últimos dias, um amigo me indicou esse site: http://www.stereomood.com
Achei interessantíssimo! Realmente uma idéia diferente, agrupar músicas em "situações" e "estados de espírito" diversos. Na página principal existem vários links como "Sleepy", "Classic", "Need for Love", "Sunday Morning", "Cool", "Sexy", "Happy", "Relax", "Feel Like Crying", "Saudade",  "It's Raining", "Dinner With Friends" entre tantos outros e, para cada link desses, um conjunto de músicas que o represente. É muito divertido clicar em um deles e ver o que vai surgir. Grande parte das músicas é de cantores/bandas que eu nunca ouvi falar. Mas é impressionante como acabei descobrindo canções lindas de alguém desconhecido, que provavelmente eu nunca teria a chance de notar sozinha. Às vezes, só por curiosidade, eu abro uma lista de músicas e fico viajando nessa sopa musical! Ótima dica para quem quer se surpreender com um site de música diferentão!

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rio 40 graus

 Foto: Net

Esse pega-pra-capar no Rio de Janeiro, que está sendo enviado para as TVs do mundo inteiro, me fez pensar em várias coisas. Primeiro na forma como as coisas estão por lá, já há muito tempo. Tenho amigas que moram lá e a grande maioria morre de rir quando eu comento que tenho certo receio de ir ao Rio. Elas acham que é tudo exagero da televisão e que as coisas não são assim. Pode até ser que na maior parte do tempo "não sejam assim". Mas o Rio de Janeiro vive (ou está muito perto de) uma guerra diária. A situação às vezes chega quase a uma guerra civil. E não é só nas favelas e nos morros. Também os arrastões e a violência chegam aos bairros nobres. E em SP não é assim?  (alguém pode perguntar) - Aqui também tem muita violência, mas não tão aberta quanto a que vive o RJ. Lá chegou ao ponto que, quando as coisas não andam como os traficantes e mandantes querem, eles resolvem mostrar pra todo mundo quem é o chefe ali, com demonstrações de poder absurdas, atos verdadeiramente terroristas. E como lidar com isso? Eu não tenho a menor idéia, já que o assunto todo é muito complexo. O que se pode fazer? Entrar matando tudo e todos nos morros? Jogar uma bomba, fazer uma área de quarentena, tratar fogo com fogo? E a quantidade imensa de inocentes que morreriam, em caso de uma zona de guerra declarada, seria considerada como dano colateral? É difícil aceitar esse cenário. Mas ao mesmo tempo eu acho que o Brasil, que eu acredito estar sempre em evolução, não pode mais aceitar esse tipo de abuso que vem dos traficantes e donos de morros. Gostei muito da forma como foi feita a ocupação das favelas no Rio. Muito mesmo. Poderia ter sido melhor? Provavelmente. Sempre dá pra melhorar a forma de se fazer algo. Mas a situação estava num ponto em que, ou o Governo cedia, não transportando os presos para outros estados e retirando a polícia pacificadora dos morros, ou o Governo encarava a briga. E, sinceramente, estava passando da hora de bater de frente com esse bando de vagabundo! Que a polícia tem muita gente corrupta? Acredito que sim. Que tem gente boa e honesta? Não duvido nada disso. Mas como eu acredito que o Brasil tem se transformado para melhor, eu também preciso acreditar que situações como essa do RJ também vão sendo minimizadas, aos poucos. Que o problema foi resolvido nesses locais? Com certeza não! Mas cada vitória deve ser comemorada! Um passo de cada vez. E que se aproveitem desse momento "Tropa de Elite", onde os policiais são considerados "celebridades" e o que mais se ouve são jargões dos filmes. Mas não se esqueçam de que o RJ vive uma GUERRA que não deve ser menosprezada por uma vitória passageira. E com relação aos dois filmes, tão comentados, eu concordo em gênero, número e grau que quem ajuda criminoso também é bandido e merece o mesmo tratamento... e isso inclui os usuários eventuais de drogas.
Mas essa é só a minha opinião!

OBS: Quando eu penso no Rio, eu penso num dos lugares mais maravilhosos que eu já conheci. Sem dúvida uma das cidades mais lindas do mundo. É realmente uma pena o que ocorre por lá.

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sábado, 27 de novembro de 2010

É mais forte do que eu!


Sempre acabo perdendo quando a luta é contra a vontade LOUCA de comprar novos livros. Eu não dou conta de ler todos os livros novinhos que estão sentados na minha estante, esperando a vez de "acontecerem". Ainda assim eu não consigo perder a oportunidade de colocar mais unzinho na pilha. Duas semanas atrás me disseram que uma feira de livros MUITO BOA ia acontecer na FFLCH - USP, onde tudo estaria com, pelo menos, 50% de desconto. Bom, o prédio das faculdades de Geografia e História é do lado do meu, pensei então que iria até lá, sem compromisso, dar uma olhadinha. Mas por dentro, eu já sabia. Eu conheço a fera que mora aqui. É como "O Médico e o Monstro", eu posso até fingir que sou uma pessoa normal, mas em livrarias, bibliotecas e feiras de livros, principalmente em época de promoções, eu me transformo na "leitora doida-varrida". Fui 4 vezes à feira. Tinha tanta gente, mas TANTA GENTE, que da primeira vez eu nem consegui ver muita coisa. Da segunda vez (no mesmo dia à noite) eu me enfiei na muvuca e insisti tanto que consegui chegar perto das bancas de livros. Eu estava até feliz, já que não posso gastar muito dinheiro e não estava achando coisas que seriam "absolutamente essenciais" para a minha vida. Tinha muita coisa linda. Livros de arte super baratos, livros infantis maravilhosos, livros didáticos, mas literatura que me chamasse a atenção o suficiente para eu abrir a minha mão-de-vaca eu não tinha ainda encontrado. Para não sair decepcionada, comprei 3 livrinhos de bolso, bem baratinhos, coisas que eu sempre quis ler, mas nunca teria comprado se fossem caros: O Mágico de OZ - L. Frank Baum, A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz, A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo (esse aí foi do fundo da lista de livros essenciais do colégio kkk). 

Quando já pensava em ir embora resolvi dar mais uma voltinha, em meio a tanta banca de livro. Foi aí que aconteceu. Vi um daqueles manuais coloridos e divertidos da série Jornada nas Estrelas. Parei para olhar, porque achei engraçado. Quando olho para o lado, lá estavam eles. Livros que eu sempre quis ler, livros que nem todo mundo gosta, mas eu AMO, livros de geek mesmo. Lado a lado eram exibidos VÁRIOS livros do Isaac Asimov, que é simplesmente um dos maiores gênios do Sci-Fi e literatura "futurista". Foi ele quem escreveu "Eu, Robô" e é dele uma das Trilogias mais famosas que existem: a "Trilogia da Fundação". E lá estava ela! Os 3 livros LINDOS reeditados, num box LINDOOO!! E em promoção!! Comecei a suar frio! Um box como esse é caríssimo, mas estava ali por 50% de desconto. Fiz um esforço para pensar furiosamente numa desculpa para comprar aqueles livros. Encontrei uma facilmente (a gente sempre encontra desculpas para fazer algo que quer!). Lembrei que meu pai é um fã do Asimov e também associei ao fato de que o Natal está chegando e que esse seria um bom presente (mas a verdade é que eu nem sei se ele já leu essa trilogia!)! Não pensei mais de uma vez. Paguei e agarrei os livros como se a minha vida dependesse daquilo. Atrás desse estava um livro que eu SEMPRE QUIS LER: Laranja Mecânica - Anthony Burgess. Simplesmente o livro que inspirou o filme, que é uma obra prima! Também considerado um dos 100 melhores romances em língua inglesa do século 20. E SUPER barato! Do ladinho dele estava outra obra que eu SEMPRE QUIS LER: Duna - Frank Herbert, Praticamente de graça! E Duna é um clássico tão antigo e famoso que outros autores que estão na minha lista de "semi-deuses" como Arthur C. Clarke, já deram sua opinião afirmando que esse é um livro só comparado ao "Senhor dos Anéis". Pronto, recomecei a suar frio. A cabeça não pensava direito, a mão coçava segurando o cartão de crédito. Para piorar a situação, o cara ainda pergunta se eu já li um livro chamado Neuromencer! AAAAA MEU DEUS! Neuromancer é um livro antigo (foi lançado há 25 anos) que conta a história que inspirou o filme "Matrix". Eu amei Matrix! Como não querer ler esse livro? Saí correndo dali, tropeçando nas pessoas, empurrando todo mundo e fui para casa. Obviamente não adiantou. A feira ainda durou mais 2 dias. Do ladinho de onde eu trabalho. Fui lá mais duas vezes, cada uma das vezes eu comprei alguns dos livros citados acima. Agora estou eu aqui, com essas 9 novas aquisições no colo, pensando em quais devo levar para os meus pais lerem! Mas o maior alívio é: ainda bem que a feira acabou! Senão eu corria o risco de não ter dinheiro pro aluguel!

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ratos e Homens - John Steinbeck

Um "Prêmio Nobel" não chegou lá sem motivo. Uma pessoa que recebe um prêmio Nobel em literatura, é, muito provavelmente, alguém que fez um trabalho consistente e muito interessante. Diferente do "Oscar", o Nobel tem lá o seu valor! É claro que, nem todo mundo vai concordar que as obras de um determinado escritor são muito boas só por causa do prêmio. Eu mesma ainda não vi a "genialidade" merecedora de algo tão prestigioso no escritor Orhan Pamuk, apesar de só ter lido dele o livro "Neve". Mas algo me diz que eu mudaria de opinião se lesse a sua obra mais famosa: "Meu Nome é Vermelho". Mas hoje eu vou falar de outro "Nobel": John Steinbeck. Mais particularmente, falar de um livro curto que terminei há alguns dias, e que me deixou empolgada para ler várias outras obras dele: Ratos e Homens (do original "Of Mice and Men"). Cheguei a ele através de um pedido do meu pai. Pedi que ele escolhesse um livro e ele prontamente comentou que tinha se interessado por essa história, simplesmente porque ouviu alguém, na TV, comentar algo sobre ser um dos melhores livros que já tinha lido. Quando me passou a obra, meu pai disse que não tinha sido tããão boa assim. Portanto, talvez por pensar que leria uma história "mais ou menos", e não ter criado expectativas, eu tenha gostado TANTO dela.

John Steinback foi um escritor americano, de classe média baixa, que teve que ralar muito para conseguir fazer faculdade e se estabelecer como profissional. Sempre escreveu sobre grupos de pessoas, normalmente trabalhadores sazonais, de determinadas regiões dos Estados Unidos, e de como essas pessoas levavam suas vidas, exaltando a luta pela própria dignidade, as dificuldades das relações de afeto frente à crueldade do mundo, a solidão e a rotina. Seu romance mais famoso é "As Vinhas da Ira", pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer e que foi, ainda, transformado em filme. "Ratos e Homens" parece seguir o mesmo estilo literário e, na minha opinião, é genial pela sua simplicidade poética na descrição dos personagens e ambientes. Os diálogos contêm os erros comuns das pessoas comuns. Há quem diga que isso torna o texto meio cansativo. Para mim, foi a forma perfeita de fazer o leitor entrar no clima. O livro emociona por isso, por levar quem lê bem perto da ação, dos lugares, dos sentimentos. E uma curiosidade interessante que encontrei revirando a net é que, ainda estudante, John Steiback ouviu de um professor que ele só conseguiria se tornar um escritor "quando os porcos voassem". Por causa disso é comum encontrar em seus livros a frase "ad astra per alia porci", que significaria algo como "para as estrelas, nas asas de um porco".


"Como de vez em quando acontece, um momento se instalou ali e ficou pairando. O som cessou, e o movimento parou - por muito, muito mais do que um momento."
Ratos e Homens - John Steinback

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça São Paulo! Bar Brahma

Se tem algo para o qual todo mundo precisa "tirar o chapéu" é a quantidade de opções turísticas de SP. E hoje eu venho com uma dica EXCELENTE para quem quer conhecer um bar charmosíssimo por aqui. O tão famoso Bar Brahma, que muita gente já ouviu falar através das próprias propagandas da cerveja, existe. Na verdade existem alguns. Mas o melhor deles fica aqui na capital. E numa localização estratégica: esquina das avenidas Ipiranga e São João. Lembraram de Caetano Veloso cantando? 

"Alguma coisa acontece no meu coraçããããooooo.. que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São Joããããoooo..."

E foi lá que comemorei o meu aniversário esse ano. O Bar Brahma é uma atração que vale muito a pena. Além do ambiente principal ser super conservado, mantendo um ar daqueles bares antigos e elegantes (o bar foi fundado em 1948), o agito por lá não pára! E rola de tudo, de Stand Up Comedy a Cauby Peixoto, passando por Demônios da Garoa e Wando! Quer samba de raiz? Lá tem! Com vontade de ver um showzinho de Jazz? É lá mesmo! MPB ao vivo? Tem também! A programação é muito variada e rica, e já que a casa conta com diversos ambientes e todo tipo de público. A comida é maravilhosa e dá mesmo vontade de sair pedindo "um de cada". Só tem um problema. O preço é meio salgado. Mas como era meu aniversário eu resolvi esquecer um pouco dessa "pão-duragem" (kkkk)!


Por fim, o Bar Brahma está localizado no centro antigo de SP. Um lugar cheio de construções lindas, repleto de história e coisas interessantes, mas abandonado em meio à decadência que essa área apresenta. Assim como as estações da Luz e Júlio Prestes (onde fica a Sala São Paulo), essa "atração" da cidade se perde em uma região marcada pelo descaso do governo, onde é comum vermos verdadeiras jóias arquitetônicas caindo aos pedaços e gente pelas ruas, meio que sem futuro (A Crackolândia é ali do lado). Mas a minha revolta com relação a esse tipo de coisa volta em outro post.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Considerações sobre os bebês...

Já há algum tempo eu venho pensando sobre "essa história" de bebês. A genética diz que a chance de ser menino ou menina é de 50%. Mas tenho lá minhas dúvidas de que isso seja realmente a verdade. Porque digam o que quiserem, mas ninguém me convence que em Minas Gerais nasce metade de cada sexo. Ahhh não. Lá, meu amigo, tá sobrando mulher. Sempre esteve. A coisa por lá tá tão preta que as que tem namorado tentam colocar uma burca no pobre, para livrá-lo do assédio das MILHARES de mulheres que vagam sem rumo. Em Belo Horizonte então.. VIXE! Acho até que seria uma boa exportar mulatas, morenas, ruivas e loiras! Mas voltando aos bebês. Na minha família, se não me engano, nasceram 18 primas. E somente 8 primos. Por muito tempo os meninos tiveram que, forçados, dividir brincadeiras masculinas com lacinhos, musiquinhas do balão mágico e da Simoni, ursinhos de pelúcia e bonecas Meu Bebê. Coitados! Daí essa "primaiada" cresceu. E muitos tiveram filhos. Arrrrrá! E a situação se inverteu. A quantidade de meninos que nasceram deixaram as pobres e poucas menininhas meio isoladas, cabisbaixas, sem companheiras. Recentemente,7 amigas minhas engravidaram. São 6 meninas e 1 menininho. Resumindo, a conclusão a que eu cheguei é: existe um ciclo de reprodução por sexo. Claro que funciona assim! É óbvio, não sei como ninguém reparou nisso antes! Os bebês se organizam, lá do lugar de onde eles vêm, seja o céu, uma estrela, ou daquela velha história que envolve flores e abelhas (kkkk). Eles vêm "a granel", isso é fato, porque engravidar parece ser meio contagioso, é só aparecer uma grávida que a coisa se espalha como piolho, mas vêm um "a granel" oganizadinho por sexo. E claro que se a coisa funciona assim mesmo, também há de haver um motivo. Eu particularmente desconfio que é tudo castigo ou recompensa divina. Algo do tipo: "Você cometeu muitos pecados na outra vida?? Ahh, então vai reencarnar mulher em Belo Horizonte no auge da escassez masculina". Ou então: "Para te recompensar por ter sido uma alma superior, na sua próxima reencarnação você vai ser o único homem em meio a um ano especialmente rico em meninas!". Sei não. Mas deve funcionar assim.

PS: Bebê de argila feito pela talentosa Camille Allen

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como terminar um namoro

Um vídeo que descreve resumidamente as idas e vindas dos relacionamentos! Muito bom!

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domingo, 14 de novembro de 2010

O Senhor dos Anéis Online


Esclarecendo o último post. Já há algumas semanas eu estou super empolgada com um novo jogo online. Nada mais, nada menos que o jogo oficial de "O Senhor dos Anéis": Lord of The Rings Online  (LOTRO). Antes de entrar nos pormenores eu preciso dizer que o Universo que o Tolkien criou, na Trilogia do Anel, no livro O Hobbit e Silmarillion sempre foi algo grandioso, na minha opinião. Lembro que comecei a ler O Hobbit numa viagem que fiz para Ilha Grande, em 2000 (ou foi 1999?), com vários amigos da faculdade. Eu simplesmente virava noites lendo. E depois emendei a Trilogia, que está entre os 5 livros mais sensacionais que já li. O Senhor dos Anéis foi um marco da literatura fantasiosa e agrega fãs apaixonados. Eu também AMEI os filmes. Entendo que um filme nunca é tão interessante e rico quando um livro (ainda mais um livro tão cheio de detalhes), mas achei que, para o cinema, não tinha como ser uma versão tão perfeita no pouco tempo disponível.

Eu e meu urso (que me ajuda nas caçadas) na cidade de Bree
Campo de flores em Bree Land
Some-se a isso a minha inclinação natural por jogos. O resultado é uma experiência única. LOTRO é um RPG online onde gente do mundo todo vive na Terra Média de Tolkien. O jogo é riquíssimo, interessantíssimo, lindíssimo e muitos outros "íssimos". Logo no início é preciso escolher com qual raça você vai querer jogar: Homem, Elfo, Anão ou Hobbit. Depois dessa primeira escolha, vem 9 opções de classes. E ainda é preciso montar a aparência dos personagens. O jogo consiste de várias áreas (contei pelo menos 9), cada uma com centenas de possibilidades de interações com outros personagens e monstros, inclusive com uma história principal, que é a mesma do Senhor dos Anéis. Na verdade, o jogo começa no momento em que (na história do livro) o Frodo sai do Condado para levar o Anel até Rivendell e de lá para Mordor. Isso implica que, de tempos em tempos, recebemos quests de personagens lendários como Aragorn, Elrond, Tom Bombadil, Gandalf (entre outros tantos) para "ajudarmos" na saga original. Foi uma sacada excelente dos desenvolvedores, já que só sabemos a história do Frodo e da sua Sociedade, mas não de quem pode ter ajudado nos "bastidores". E isso dá uma sensação de fazer parte de algo único!

Olha o Aragorn aí!
Tom Bombadil (estranhíssimo, como no livro!)
O Pônei Saltitante, em Bree
Dentro da casa do Bilbo
Os cenários são maravilhosos. Por mais que o jogo não tenha uma resolução perfeita, é tudo tão bem feito e tão fiel à descrição original que dá vontade de ficar passeando e descobrindo cada cantinho da Terra Média. Eu mesma já fiz um tour pelo Condado, pelas terras de Bree, conheci todas as esquinas da taverna "O Pônei Saltitante", já visitei a casa do Bilbo e do Frodo, e tanta coisa interessante que nem dá pra ir citando tudo. A música é algo à parte. É maravilhosa a trilha sonora, tão boa quanto a dos filmes. E além das quests e da história que vai acontecendo, o jogo te oferece uma grande possibilidade de interação para que o jogo pareça algo mais "real". É possível, por exemplo, comprar uma casa. Mas aí tem que pagar o aluguel semanalmente, senão ela vai a leilão! Pode-se comprar bebidas em todas as tavernas, mas é preciso cuidado com o teor alcoólico, senão o personagem fica embriagado e a tela treme e é imposível ver qualquer coisa. Comprar um cavalo é essencial, pois apesar de muito caros eles permitem que se viaje nesse mundo tão vasto num tempo menor. Tocar instrumentos é um hobby possível, só é preciso comprá-los e mãos à obra! Pescar é um hobby que pode ser adquirido depois de um certo tempo. Além de tudo isso, uma parte importante do jogo são as vocações. É posível escolher uma vocação, que engloba 3 profissões. E com elas dá pra ganhar um bom dinheiro e fazer roupas, armas, jóias, comida, tinturas, etc.
Pescando no Condado
Passeando pelo Condado
Não sei bem como expressar o quanto esse é um jogo essencial para quem, como eu, adora jogos e ADORA a história original. Então tento empolgar todo mundo. Ainda mais porque o jogo, que era pago, agora é de graça! Claro que de graça só em parte. É preciso comprar alguns conteúdos. Mas a notícia boa é que, através da realização de certos objetivos ganha-se pontos que podem ser trocados por várias itens que seriam pagos. A última expansão paga do jogo envolve as Minas de Moria (incluindo uma quest onde há um confronto com... TCHARAN!... um Balrog!). Pausa pra passar a emoção! kkkkkk
Vale muito a pena dar uma conferida, já que, obviamente, eu não consegui passar a dimensão da coisa!

Viajando à cavalo
À cavalo pertinho de Bree
No jogo eu tenho dois personagens (que é o limite para quem não paga), mas existem vários servidores e é possível fazer personagens em cada um deles. Criei uma elfa caçadora (arqueira) e uma humana maga (lore-master). Confesso que gostei um pouquinho mais da humana, já que achei a região de Bree mais interessante e divertida. Mas, por outro lado, as cidades élficas são incríveis (algo que se conhece rapidamente quando se joga com elfos)! 

Em uma das muitas cidades élficas
Em Celondin (cidade élfica)
O jogo requer um espaço bom no HD: pelo menos 10 gb. Mas nem precisa ter uma placa de vídeo que seja lá grandes coisas. Abaixo as "assinaturas" dos meus personagens. 

 Abaixo um clipe feito para divulgar o jogo grátis:

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Concerning Hobbits - Howard Shore

Trilha sonora do dia! Para combinar com algo que eu ando fazendo em boa parte do meu tempo livre!! hahaha

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sábado, 6 de novembro de 2010

O ET

 *Imagem do filme ET, O Extraterrestre - Steven Spielberg

Às vezes eu me sinto um ET, em meio a tanta gente seguindo o curso "normal" da vida. Ontem, logo depois da aula de espanhol, tive uma conversa longa com um colega de turma que vai ser pai em poucos dias. Nada programado, aconteceu da gente conversar por quase duas horas esperando uma chuva torrencial chegar ao fim. E a conversa foi basicamente sobre os diferentes tipos de pessoas e como, no fundo, se espera que todo mundo "siga" o que é convencional. Na verdade tudo começou no horário de lanche, quando começamos uma conversa sobre a minha sobrinha, que nasceu há poucos dias. Eu estava falando do quanto ela é fofa e linda, mas de como eu realmente não quero ter filhos por muito.. MUITO tempo. Aí as opiniões se dividiram. Metade da turma disse que isso é fase, que vai chegar o dia e a hora disso mudar... metade disse que também nunca sentiram vontade nenhuma, inclusive uma amiga, que já tem um filho de 28 anos, disse que aconteceu dela ter tido esse filho, mas que nunca quis e que nunca teria outro, apesar de gostar imensamente dele. Foi quando eu comentei que acho que, se um dia puder, vou adotar uma criança. Na verdade, não penso nem sequer em tentar ter um filho meu, penso em adotar direto, já que pra mim não faz a mínima diferença de qual útero ele veio. Claro que se tivesse um meu, tb iria gostar, mas a vontade de ter um assim é zero. E foi quando esse meu amigo, que vai ser pai, me disse que apoiaria 100% a esposa dele, caso ela decidisse não engravidar nunca. Ele também pensa como eu e acha que não faz a menor diferença a origem da criança.

Daí, a conversa passou, mais tarde, ao estilo de vida profissional. Ele é um historiador. Um cara que se interessa pela pesquisa histórica, pelo desenvolvimento das regiões, pela cultura... tudo isso estudado a fundo. Mas isso dá dinheiro? Para poucos até dá. Mas quem se especializa numa área dessas, faz mestrado e doutorado, é porque realmente gosta do que faz, independente se vai ganhar bem ou não. Ciência básica, em geral, é para quem ADORA o que faz, e não se imagina fzendo outra coisa. Caso contrário, a pessoa vai acabar desistindo e fazer um concurso ou algo que dê dinheiro, independente se o trabalho é somente suportável. Assim como ele, eu sei do valor de se estabelecer numa profissão e ganhar dinheiro. Sucesso financeiro é muito importante sim. Mas se sentir feliz com o trabalho escolhido (que é algo que vai tomar um super tempo na vida de cada um) é MUITO MAIS importante. Quando me perguntam qual o meu plano para depois do doutorado, a minha resposta é sempre: "o que eu etiver a fim de fazer na época". Tenho planos de continuar feliz no meu trabalho, mas não tenho a menor idéia do que vou fazer. As oportunidades vão aparecendo! Pra quê ficar estressado, se sentindo absurdamente pressionado, precisando fazer uma escolha de carreira e acabar ficando doente de tanta ansiedade? Não, bobeira. Assim como eu já decidi sobre família, eu também já decidi que não vou me estressar sem motivo por causa de trabalho. Afinal de contas eu virei bióloga por prazer, não para me tornar uma catedrática de uma Universidade Federal (o que é algo que, se um dia eu sentir vontade, eu me prepararei para isso... mas até o momento eu tô correndo pro lado contrário).

E também já me acostumei com as perguntas das pessoas que levam vidas mais "convencionais". 
"_ Por que você não faz um concurso?"
"_Por que você não pára de estudar e arruma um emprego de verdade?"
"_Por que você, que tem mestrado pela UFMG e doutorado pela USP, não se utiliza disso para ganhar muito dinheiro?"
"_Você tem que ter filhos antes dos 35, hein.. senão pode desistir!"
"_Mas você vai ficar na Universidade até quando?"

Dá até vontade de rir! As pessoas não entendem que eu, nem se pudesse, iria querer fazer outra coisa.  Não no momento atual. E o engraçado é que, as pessoas que estudaram/estudam comigo pensam de uma maneira muito parecida! E todos reclamam que também se sentem meio alienígenas frente à todas as pessoas que querem uma explicação sobre o "Por quê" delas terem escolhido aquela carreira.

Escolhemos porque quisemos, oras! E para falar a verdade eu também não consigo entender como as pessoas escolhem profissões absolutamente sem-graça... mas eu acredito que para elas deve fazer sentido, deve ter um apelo, porque afinal de contas ninguém quer trabalhar e viver uma vida infeliz, não é?

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domingo, 31 de outubro de 2010

4 coelhos e 1 cajado

E nesse vai-e-vem dessa vida corrida arrumei um tempo para vir a BH. Para essa viagem eu me vali de 4 motivos, que seguem abaixo:

1- Segundo turno das eleições para presidente. Esse foi o motivo de maior força, já que era só eu vestir minha cara de "dever cívico a ser cumprido" que não tinha como contestar. Vim, votei e espero que a Dilma realmente não faça uma cagada muito grande. Estou torcendo pra ela não ser ruim (como eu pensava que seria) e que consiga fazer o Brasil continuar sempre melhorando. Eu não sou desse tipo de pessoa que, só porque ganhou alguém que eu não queria, fica revoltada e torce para que ela faça tudo errado para provar que todo mundo fez uma péssima escolha. Não. Pra mim foi uma disputa clara que terminou com uma vencedora, que merece o nosso respeito e apoio. Afinal de contas ela é a nossa realidade.

2- Ir ao dentista, numa consulta meio emergencial. Simplesmente uma obturação minha quebrou. Fui  e descobri que meu dente precisava de um reparo gigante. E eu "adoro" dentistas! O barulho do motorzinho, por si só, me faz tremer de pânico. Mas esse foi mais um problema resolvido.

3- Comemorar meu aniversário (data oficial dia 04 de novembro) com minha família e amigos. Foi muito divertido. Convidei um grupinho das antigas e comemos tanto que quase um reboque foi necessário pra levantar a galera. E olha que quase o povo não consegue ir embora. Quando tentaram da primeira vez, faltou luz. Esperamos meia hora e, quando ela finalmente voltou e o pessoal já estava ligando pro táxi, quem disse que lugar algum atendia? Mais de uma hora depois, quando todo mundo resolveu simplesmente ir andando até encontrar um carro, começou a chover loucamente! kkkkk. Coitados, demoraram mais de 2 horas desde que tentaram sair aqui de casa!

4- Esse motivo foi o menos confiável, mas me vali dele para justificar a minha viagem. A minha sobrinha poderia nascer a qualquer momento. Mas estava marcado para o final da primeira /começo da segunda semana de novembro. E não é que ela nasceu hoje? Nasceu e não é amassadinha, como a maioria dos recém-nascidos. É fofa! E eu sou tão sortuda que matei TODOS os coelhos numa cajadada só!

*Imagem: http://www.rabbitnut.com/

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sábado, 30 de outubro de 2010

"Por que a galinha atravessou a rua?" - Um resumo dos debates dos presidenciáveis


Recebi uma piadinha de um amigo, por email, que representa exatamente um resumão divertido de como foram os debates entre José Serra e Dilma Rousseff:

Serra e Dilma respondem: “Por que a galinha atravessou a rua?”

Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde”.

José Serra: “Olha, este é mais um trolóló da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil, há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas e, agora no meu governo, vou criar o “Galinha Brasileira”, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser “

kkkkkk, ri demais. Pena que não sei quem fez essa pérola!

OBS: Imagem de autoria desconhecida.

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domingo, 24 de outubro de 2010

3 filmes diferentes

Assisti a 3 filmes recentemente. Os 3 são tão absolutamente diferentes que nem sei se cabem num post só. Mas como eu só quero fazer comentários rápidos, vão todos aqui mesmo. 

Primeiro eu vi "Nosso Lar", filme que retrata o livro de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Fui ver por curiosidade mesmo, já que fui almoçar no shopping, num sábado depois de ter ido trabalhar, e me deu uma vontade de ir ao cinema. Achei interessante, mas não sei se a minha opinião vale muito, pois já conhecia a história e o que esperar.


Depois eu vi "Comer, Rezar, Amar", filme que retrata o livro de mesmo nome, que eu já comentei AQUI. Gostei. Não amei. Mas gostei sim. Assim como o livro - que tinha partes super emocionantes, envolventes, dramáticas, tediosas e insuportáveis - o filme ganha uma nota intermediária, simplesmente porque tem pontos em que eu daria 10 e pontos que ganhariam 0. Achei legal colocarem a Julia Roberts bem "largadona"... porque bonita "photoshop" ela não tava não! Na verdade estava até à vontade demais. E também foi bom eles terem encurtado o "rezar" para algo menos cansativo (no livro dava vontade de dormir nessa parte). Mas inaceitável foi terem escolhido o ator espanhol Javier Bardem para viver um brasileiro. Pra quê? Por quê? E não me digam que não existe um ator brasileiro à altura... que arrumassem um.. mas ouvir o cara tentando falar um português super macarrônico não deu certo - vergonha alheia!!! Assim como o livro, "Comer, Rezar, Amar" é um filme feminino. Quase todas as mulheres acabam se vendo retratadas em algumas cenas.


Por fim, ontem fui assistir ao "Tropa de Elite 2". E simplesmente A-DO-REI! O problema de assistir a um filme como esse é que saio do cinema completamente bélica, querendo metralhar meio mundo, tolerância zero! Quando vi o primeiro filme, concordei plenamente com a idéia que ele passava. Quem tem muita culpa do tráfico de drogas estar como está são os usuários de drogas, que sustentam o comércio ilegal, que fazem rolar o dinheiro e levar cada vez mais gente para o buraco. Claro que nada é simples assim, mas gostei do tapa na cara que o filme deu em todo mundo, rebaixando o usuário para o mesmo nível do traficante: Quem ajuda a manter o tráfico é tão culpado quanto quem vive dele! E ao ver "Tropa de Elite 2" saí de lá meio depressiva, com vontade de dar uma surra em cada político, em cada aproveitador, safado, canalha, vagabundo e picareta que se usa o Sistema para lucrar. E a tristeza vem de saber que o mundo acaba sendo mesmo dos corruptos, de quem se aproveita dele, e o resto que se dane. Muito bom o filme e a mensagem é triste, mas real. Vale muitíssimo a pena. Fora que o Wagner Moura na pele do Capitão Nascimento não dá pra deixar passar sem dar uma conferida, né. kkkkkkkkkkkkkkkk!

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Das coisas boas do ambiente acadêmico

Se existe algo que sempre vai me fazer muita falta é o ambiente encontrado nas universidades públicas brasileiras. Principalmente das grandes universidades, como UFMG e USP. Chega atá a ser difícil se adaptar em outro lugar, um trabalho diferente. As universidades são sempre espaçosas e alegres. Sim, alegres. O ambiente tem algo de vibrante e aconchegante, apesar de às vezes conseguir ser estressante e cansativo. O horário de quem faz pós-graduação ou é professor é bastante moldável. Fora os dias que é imprescindível estar bem cedo para um experimento, prova ou reunião, no geral existe uma liberdade grande para se organizar o próprio cronograma. As pessoas com quem você trabalha, na maioria das vezes, também estão com mil perguntas na cabeça, ocupadas com seus testes e hipóteses, o que torna a convivência um tanto quanto interessante e fértil. Sempre tive uma boa interação com os colegas de laboratório e tenho sorte de ter formado parte de uma "pequena comunidade" pelos locais onde passei. E como todos convivem muito próximos, partilhando conhecimento, dúvidas e momentos de lazer, várias atividades envolvem todo mundo. Já comentei AQUI antes que eu e dois outros amigos criamos um Clube do Conto, para ler textos e inglês, discutí-los nessa língua e manter o idioma afiado. Também é bem comum sairmos para almoçar, todos juntos, por conta de um aniversário ou comemoração de qualificação ou defesa de mestrado/doutorado. As reuniões semanais, por mais cansativas que possam parecer (e realmente são, ao longo do ano) fazem o ambiente estar sempre fervilhante de novas informações. Os congressos são momentos importantes, onde os trabalhos são apresentados e ficam ali à mercê das opiniões (científicas ou não) alheias. Volta e meia surgem grandes descobertas! Mas é claro que nem tudo são flores. Existe o ego e desmandos de muitos professores sem noção. Quase todo ano surgem as greves, que eu, realmente, só apoio quando é feita de maneira pacífica e organizada, e não quando envolve fechamento de prédios, panelaço e impedimento do direito das pessoas que querem trabalhar e não estão a fim de aderir à greve (E esse é um ponto que nunca é mostrado nas reportagens. Só se mostra como a greve para a universidade, mas não como às vezes ela é injusta com quem precisa continuar levando a vida). Independente disso, a Universidade é um ambiente muito diferente dos demais. Esses dias mesmo recebi um email da USP avisando que a partir de agora, uma vez por mês, seria realizado um pequeno concerto numa das salas do meu prédio. Claro que não perdi a oportunidade. E foi a coisa mais linda do mundo! Imagine uma sala, na hora do almoço, LOTADA de alunos, professores, funcionários... e todos ouvindo Beethoven. Até um tantinho de ópera teve. Achei a iniciativa sensacional. Pequenas coisas como essa, surpresas que acontecem e tornam esse dia a dia ainda mais rico e prazeroso, fazem com que eu pense e repense uma possível saída da vida acadêmica!

PS: relendo esse texto sinto que meu nível de serotonina devia estar alto. Foi quase algo do tipo: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá...! kkkkkk

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O livro nosso de cada dia nos dai hoje!


Um dos pequenos prazeres que eu sempre cultivei foi seguir a indicação de um bom livro que algum amigo me dava. Na verdade, lembro de inúmeras vezes em que perguntei: "Qual o seu livro preferido?". Porque todo mundo tem pelo menos um livro que achou muito bom. E me dava gosto ler a tal indicação e tentar encontrar aquilo que marcou tanto a outra pessoa.

Atualmente estou encalhada nas leituras. Estou lendo dois livros já faz um tempão, porque tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo - trabalho, cansaço, jogos e obrigações - que não consigo avançar neles. Um deles é "Antigua Vida Mía", da escritora chilena Marcela Serrano, e me foi emprestado por uma amiga argentina (em espanhol). O livro é muito bom, mas profundo, daqueles que requer tempo e concentração. O outro é o American Gods, do Neil Gaiman, que já comecei há tantos meses e ainda está pela metade. Mais uma vez, não é porque a obra é ruim. É outro livro complexo, riquíssimo em detalhes e tipicamente Neil Gaiman (isto é, bizarro mas interessantíssimo).

Apesar de também ter uma pilha de livros esperando sua vez, hoje cheguei para a aula de espanhol e, do lado da sala de aula havia uma feirinha de livros. Obviamente não consegui passar reto. Mais obviamente ainda achei várias obras interessantes. E por fim não resisti e saí de lá com duas novas aquisições. Dessa vez resolvi finalmente conhecer Lygia Fagundes Telles e levei para casa o famoso "Ciranda de Pedra" e o premiado "As Horas Nuas". Vamos ver o que acharei dos dois, no ano que conseguir tempo para lê-los!

Mas essa lenga-lenga desse post era mais para falar do Prêmio Nobel de Literatura de 2010, que foi para o escritor peruano Mario Vargas Llosa. Mais um que conheço de nome mas não de histórias. Fiz uma breve pesquisa sobre seus livros e com certeza vou ler "Travessuras da Menina Má" e "A Cidade e os Cachorros". Fica a dica para quem precisava de uma inspiração literária!

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sobre como se sentem as sardinhas em lata

Um dia São Paulo ainda explode de tanta gente. Certeza. Como pode um lugar aguentar tantas pessoas zanzando pra cima e pra baixo diariamente? Eu tendo a ser uma pessoa de ótimo humor e relativamente tranquila. Mas tem dias... ahhh.. tem dias, que eu começo a ter delírios altamente vívidos em plena rua. E nesses dias não tem BOPE que me segure, eu sou praticamente o mais fodástico dos X-Men. Tudo normalmente começa com o simples ato de pegar ônibus. Simples em qualquer canto do Brasil, mas não em SP. Nãããão. Aqui é o mesmo que um campo de guerra. Dizem que a cidade vai melhorar se as pessoas deixarem os carros em casa e passarem a usar mais o transporte público. Hunpf! Sei lá se vai. Pode até ser que o trânsito e a poluição melhorem. Mas acho que um monte de gente vai morrer de raiva dentro dos ônibus ou esperando por eles. Porque, ao contrário do que pregou Tiririca: pior que tá, fica! Mas voltando ao ponto de ônibus. Pensem na situação. Feriado prolongado. Eu tentando ir almoçar no shopping.  E a pergunta que eu ainda não sei responder é POR QUÊ, MEU DEUS?? POR QUÊ EU TIVE ESSA IDÉIA RUIM DE IR AO SHOPPING EM SP, EM PLENO FERIADO? Juro que fui tão apertada num canto do busão, que quando tentei chegar pro lado, minha perna ficou presa no ar entre dois gordinhos folgados. E eu fiquei assim a viagem toda. Só com um pé no chão. E quando deu a hora de descer, alguém teve que me puxar que nem a gente puxa uma rolha de uma garrafa de vinho. Faltou fazer "PLOC". Coisa mais primitiva, meu Deus! E na volta, fiquei simplesmente 40 minutos esperando passar um dos 4 ônibus que posso pegar. Enquanto isso passaram 8 ônibus com o letreiro de "Jd. João XXIII" ou "Terminal Campo Limpo". Eu tenho um ódio tão fervoroso desses dois lugares, nos quais nunca fui, que chego até a sonhar com isso! Esses dias mesmo eu acordei suada, meio sem fôlego, porque no sonho eu tentava pegar um ônibus mas TODOS viravam Jd João XXIII ou Term. Campo Limpo. NO SONHO eu tive que ir à pé pra casa. Ninguém merece! Mas aí, tô eu tentando entrar na lotação mais lotada DO MUNDO, quando um velhinho chega me empurrando e reclamando que ninguém deixa ele entrar primeiro! Gente, que mania! Já não tem cadeira reservada? Ninguém vai roubar o lugar de ninguém! E aí o senhorzinho foi apertando, empurrando, até que eu perdi a paciência e falei pra ele ter mais educação com as pessoas, respeitar quem também estava ali na mesma situação. E que situação! Nisso eu já estava enxergando vermelho. Todo mundo para mim era um alvo em potencial. Ahh se eu tivesse um super bazucão, iria dar tiro pra todo lado! kkkkk.
Foi um horror. E sempre que isso acontece, o que é frequente, eu me pego pensando, filosofando, sobre os motivos que levam uma pessoa a escolher ter esse tipo de vida em SP. A única resposta é falta de opção, porque estressado, cansado, mal-humorado, mal pago e suado ninguém quer ser! Ahhh, mas nessas horas a minha recente idéia de largar tudo e ir pra Gramado bate forte! hahaha!

PS: Hoje, para tentar ser uma pessoa melhor e que é paciente e iluminada (kkkk) eu fui ao cinema ver "Nosso Lar", um filme baseado no livro espírita de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Gostei! Interessante, apesar de ser uma visão diferente da minha.

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domingo, 10 de outubro de 2010

Gramado para iniciantes

Foto "turistão"
 
Semana passada estive em um congresso em Gramado, RS. Fui com uma turma do laboratório onde trabalho e fiquei tão impressionada com a cidade e os arredores que levei um tempo tentando montar um texto que fizesse sentido e mostrasse um pouquinho do que passei por lá. Eu não conhecia nadinha do sul do Brasil, portanto perdoem os adjetivos rasgados que aparecerão, mas eu sou tal qual aquela pessoa que vê o mar pela primeira vez depois de mais velho. A serra gaúcha é sensacional! E esse é um post para quem nunca esteve por lá, ou não sabe muito sobre o lugar.

Flores da Serra Gaúcha

A primeira coisa que salta aos olhos é como a cidade é linda. Gramado é tão bem cuidada, tão cheia de detalhes e tão exuberante nas flores que deveria se chamar Florido. As flores de Gramado estão espalhadas em jardins bem cuidados, ladeando monumentos, construções, praças ou debaixo da janela nas casinhas de estilo germânico.

Detalhes de Gramado

Eu sei que é uma cidade super turística e por isso é esperado que seja assim mesmo. Mas a verdade é que eu só conhecia um pouco do nordeste, centro-oeste e sudeste, e nunca imaginei que esse nível de organização e cuidado funcionasse de verdade. A flor típica e símbolo da região é a hortênsia, mas elas não estavam por lá dessa vez. Mas tem tanto pé/arbusto de hortênsia que eu imagino como a cidade inteira deve ficar azulzinha em certas temporadas.

Gramado não tem semáforos! Mas é só você ameaçar colocar o pé na rua que TODOS os carros param. E se bobear os motoristas ainda te desejam bom dia e bom passeio. E isso não é brincadeira, já que em todas as lojas que entrei, restaurantes, lanchonetes e mesmo pelas calçadas, VÁRIAS pessoas perguntavam se eu precisava de ajuda e me desejavam um ótimo dia! O povo é tão educado que dizer só um obrigado soa meio grosseiro hahaha!
Tour pelas cidades vizinhas e passeio de Maria Fumaça
Aproveitamos para fazer muitos passeios interessantes pela cidade. O primeiro foi um tour pelas cidades de Nova Petrópolis, Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa. Vimos praças lindas, fazendinhas que parecem ter sido tiradas de livros, fomos à Vinícola Miolo, à Tramontina, passeamos de Maria Fumaça com direito a showzinhos e degustamos vinhos e sucos. Na cidade, fizemos vários programas gastronômicos: fora as milhares de chocolaterias, fomos a um rodízio de Fondue (que lá é chamado de Sequência de Fondue) maravilhoso, comemos strudel e tomamos chocolate-quente em praticamente todos os lugares da cidade, fomos a um dos famosos Cafés-Coloniais (esse eu não gostei muito, mas como todos chegamos à conclusão que tivemos azar com o dia e hora que fomos ao local, não vou ficar falando mal) e descobrimos a melhor padaria DO MUNDO. Mas o melhor passeio, apesar de ter sido meio caro, foi a "Noite Gaúcha", numa churrascaria de primeiríssima chamada "Garfo e Bombacha". Além da comida ser absurdamente boa, acontecem shows de danças típicas do sul. É lindíssimo e super interessante. 


Noite Gaúcha: Show e as 4 "gurias"

Na própria cidade pode-se visitar o Mini-Mundo, que é uma atração tão fofa que dá pra ficar horas tirando fotos e esquecer do tempo. São várias miniaturas de cidades, pessoas, cenas urbanas e campestres, imitações de construções que existem na vida real, tudo feito com muita precisão, nos mínimos detalhes! E de lá, no mesmo dia, ainda dá pra passar pelo Lago Negro, sentar num banquinho e ficar babando pela paz e beleza do lugar.

Mini-Mundo

Por fim, no último dia, conhecemos a Cascata do Caracol, que é lindíssima, fizemos um passeio de teleférico, conhecemos um local chamado Mundo a Vapor que mostra miniaturas exatas e funcionais de máquinas que ajudaram na revolução industrial, fomos a um parque chamado Alpen Park (que tem atrações como Tirolesa, Trenó, Cinema 4D, etc) e terminamos o dia comprando uns pães MARAVILHOSOS (as famosas cucas) que são feitos em fornos na própria rua em Gramado e vendidos a preço de banana!
Parque do teleférico (Cascata do Caracol ao fundo) e Mundo a Vapor

Voltei para SP carregada de coisinhas, até cuia pra chimarrão eu comprei, pensando logo em largar tudo e ir viver no sul, numa casinha de telhado pontudo e com florzinha na janela.
Ahh, e para quem estiver se perguntando do motivo da minha viagem, abaixo segue a prova de que eu também estive todos os dias no congresso! ...ou quase todos, mas isso não vem ao caso! kkkkk



OBS: A maioria das fotos são da Patrícia Kossugue (pelo menos as bonitas!). É só clicar nelas para ver ampliado.

OBS2: Não coloquei site de nada. É muito fácil encontrar informações sobre Gramado e todos os passeios que fizemos pelo google mesmo. 

OBS3: Conversando com os moradores descobri que uma das épocas mais baratas para ir a Gramado é  Janeiro-Fevereiro, quando é baixa temporada por lá. É bem quente nessa época, mas as vinicolas estão carregadas de uvas prontas para a colheita. Mas obviamente, para quem preferir agito, a cidade e arredores oferecem uma série de festivais (de cinema, da uva, do vinho, do espumante, etc) e ainda tem o famosissimo Natal Luz, que dura mais de 2 meses e dizem ser imperdível (e caro!).

OBS4: A única "mágoa no coração" que ficou foi por não poder conhecer a Vila do Papai Noel. Tentamos ir até lá umas 2-3 vezes, mas sempre estava fechando ou iam fechar. E olha que ligávamos antes, mas lá eles mudam de idéia de acordo com o o tempo (se chove ou faz neblina, a Vila não abre ou fecha horas antes do marcado).

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O que a gente não faz por uma amiga! (ou "A corrida maluca para o casamento da Robs")

 Foto dos noivinhos de bolo mais legal que já vi! (Cortesia da Patty Kossugue)

Imagine que uma amiga vai casar e resolve escolher um sítio lindo, bucólico, local ideal para uma cerimônia religiosa seguida de uma festa. Agora imagine que esse "achado" fica só a alguns quilômetros da cidade, coisa de uma horinha e pouco. E ainda que a celebração vai começar às 20:00 de uma sexta-feira, para começar bem o fim de semana. Lindo, não?

Agora o parágrafo negro. Imagine que a amiga é uma daquelas queridonas mesmo, alguém para quem você carregaria água em peneira, atravessaria as marginais Pinheiros e Tietê na hora do rush só pra ter o prazer de vê-la dizendo o "SIM". Pois foi EXATAMENTE isso o que aconteceu. Não a parte da peneira, mas acho que ninguém entendeu isso mesmo. Em QUALQUER lugar do mundo, eu digo DO MUNDOOO, se você tem um compromisso as 8 você sai no máximo umas 2 horas antes, NO MÁXIMO!!! Mas não... São Paulo é outro mundo.. um universo paralelo, as regras comuns não se aplicam a essa megalópole. Alugamos um microônibus e marcamos de sair de SP às 5, no máximo, para chegar lá no horário. Primeiro avaliem a situação... o casamento vai ser chique e à noite... e todo mundo tinha que estar pronto e arrumadíssimo no calor do fim de tarde. Bom, a amiga valia a pena. Fomos lá. Claro que para começar tinha que chover.. desde cedo. Esperei ao máximo para sair de casa, mas lógico que, azarada como eu sou, algo ia me atrasar. Acho que minha vida é atrasada mesmo. Nesse dia, o cara do Censo do IBGE apareceu. Na hora EXATA que eu ia sair. E engatou uma conversa longa sobre a distribuição de renda no Brasil e bla bla bla... demorou mas ele foi embora. E porque ser pobre já não é desgraça o suficiente, eu tive que ir me arrumar na casa de amigas, saindo na chuva e levando o vestido de festa. O cabelo já era.. já começou por ai. Cheguei na casa das amigas tal qual um poodle penteado. Olhei no espelho e bateu a depressão. Escovadas prum lado, spray pro outro, o cabelo meio que se ajeitou. Fiz a maquiagem em 5 minutinhos e saímos correndo... na chuva. Chegamos na hora e só estavam metade das pessoas que iriam. Um monte de gente atrasada porque em SP é só chover para a vida parar. Somados todos os atrasos, saímos da USP às 17:30. Lembrando, o casório era às 20:00. Tranquilo, certo? Errado. Levamos quase 4 horas para chegar ao bendito local. Juro que se a gente fosse a pé daria o mesmo tempo. Agora me diz, o que fazer 4 horas num ônibus, numa viagem que não chega nunca mas é para chegar logo ali do lado??? A gente fez de tudo um pouco. Conversamos, dormimos, comemos biscoito, comemos cheetos, dormimos, escutamos música, dormimos, fizemos xixi em posto de beira de estrada, comemos mais, dormimos, TROCAMOS DE ROUPA (porque não ia dar tempo de trocar para a roupa de festa no local) e recebemos uma ligação da noiva às 21:00, querendo saber quando o padrinho dela (que estava no ônibus com a gente) chegaria. Chegamos às 21:20. Mico total. Um bando de gente suada, cansada, vestida com roupa chique, mas cara de engarrafamento. Agora me diz, isso é normal? Ficar preso no trânsito dessa forma é coisa de gente?

Apesar de tudo isso, valeu muito a pena. Apesar do vestido amassado, cabelo ensopado, maquiagem borrada, valeu demais. Foi uma festa linda, com direito a um "poster" dos noivos em tamanho real para quem quisesse tirar foto com eles sem incomodá-los, com o nome de TODAS as meninas solteiras colado com fita crepe debaixo do vestido da noiva (a gente obrigou a pobre a carregar esse peso a mais, e eu conferi, meu nome tava lá!), com tequila liberada (o que fez uns e outros ai passarem mal kkkk), com Elvis Costelo cantando "SHE" para uma noiva radiante, com gente se esbaldando com o jantar (lembre das quase 4 horas de viagem) e com um livro de presença todo decorado com fotos da vida do casal, inclusive fotos absurdas e vergonhosas NOSSAS (tem uma minha lá fazendo careta que é fim de carreira, dá vontade de chorar quando eu vejo hahaha). A festa foi ótima, para todo mundo, a volta de ônibus eu nem sei como foi porque capotei e só acordei na porta da USP, mas sem dúvida eu faria de novo, tudo por causa dessa amiga "estrupício, praga dos infernos" que a gente adora (não se assustem, é assim que ela me chama, carinhosamente!! kkkk)!

Feliz vida de casada, Robs! (E lembra dos amigos na hora de trazer uma lembrancinha da lua de mel, hein!)

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domingo, 19 de setembro de 2010

Por um Facebook ecologicamente correto

O Facebook é uma rede social que se tornou uma espécie de febre no mundo inteiro. Hoje ele agrega cerca de 500 milhões de usuários e gera muito, mas muito dinheiro. O impacto ambiental de uma rede que movimenta tantos recursos foi alvo de uma campanha do Greenpeace em vídeo, onde, de maneira bem humorada, conta a história do fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. A idéia é que a rede "pregue" mais atitudes ecologicamente corretas, já que é tão poderosa. Independente da opinião de cada um, o vídeo está logo abaixo e vale a pena ser conferido (nem que seja pela animaçãozinha).

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Carta ausente

Na carta que eu nunca escrevi, eu diria todas as coisas pequenas que guardo na minha cabeça e no meu coração, mas que não tenho coragem de dizer frente a frente. Eu contaria detalhadamente como gosto de tomar o meu café bem quentinho no inverno e ficar enrolada no cobertor, enquanto o dia acontece. E também como me sinto bem com um livro nas mãos e a cabeça em outro mundo. Falaria do cheiro da terra molhada com um pouquinho de esterco de boi, do gosto de requeijão quente com açúcar e do meu prazer em comer um feijão tropeiro com costelinha. Divagaria sobre o alívio do vento num dia quente, da massagem em um pé cansado e do ouvido verdadeiramente amigo, que escuta passivo até mesmo as mais condoídas queixas. Me enveredaria na dualidade do ser humano e como machuca um "não", quando se espera um "sim". Relembraria momentos de puro êxtase e realização e dias tão negros que até sair da cama parecia impossível. Descreveria como é hipnótico o pezinho de um bebê, com seus dedinhos perfeitos, e o seu cheiro de coisa nova, mas também de como eu não sou maternal o suficiente para querer um só pra mim. Colocaria no papel como derramar certas lágrimas sossega a alma e uma crise de riso conserta um dia ruim. Desfiaria um rosário de motivos do porquê uma hora eu quero ser cientista e na outra astronauta, e às vezes largar tudo e me juntar à ajuda humanitária da ONU. Explicaria o porquê de eu ser tão sabichona e dona de toda razão: é que não é fácil se mostrar frágil para o mundo, ele não se apieda de ninguém. E deixaria por extenso que eu fui muito feliz em tudo o que eu fiz, apesar dos pesares, porque, acima de tudo, eu sempre fui atrás do que quis.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

LOCO - Land of Chaos Online


O que eu ando fazendo nos meus momentos de folga, quando não estou zureta no laboratório? O que me faz virar dias vidrada na tela do computador? O que faz com que eu tenha que estabelecer um horário limite para "brincar"? Jogos.. mais uma vez, jogos! No caso, o jogo em questão é um que eu já comentei por AQUI, algum tempo atrás. O nome é LOCO: Land of Chaos Online. É um jogo RTS (Real Time Strategy - Estratégia em Tempo Real) e é basicamente porrada entre dois times. Por que é um jogo legal e viciante? Porque é para ser jogado montando um "plano" para minar o time adversário, ganhar em cima das fraquezas deles e conquistar o seu território. Cada partida demora um bocado. Se o jogo for fácil, quase meia hora. Mas se for difícil pode passar de 45-50 minutos. Os personagens são diversos (os da figura acima) e agradam todo tipo de gosto. Eu, particularmente, sempre preferi jogar com personagens de dano, que lutam com espadas e lanças, por isso escolhi duas "meninas invocadas" para as partidas. A primeira é essa aí logo abaixo, com a "folha de palma" no cabelo, e a segunda é a verdinha semi-nua aqui do lado!
O jogo é bem interessante e visualmente sensacional, mas também um passatempo que me deixa ansiosa e muitas vezes extremamente irritada, principalmente quando não há cooperação entre os jogadores e você entrega a partida por causa de uma bobeira. Por isso tento me limitar a dias que eu realmente estou tranquila de coisas pra fazer. Ahh.... e cansa as vistas! Meu Deus, como cansa! A gente passa 30-40 minutos piscando raramente e super ligada no jogo. Emendar vários jogos é dor de cabeça na certa! Mas ele tem lá o seu charme! O vídeo abaixo mostra o trailer do LOCO e é um dos "filmes" de jogos mais bem feitos que eu já vi!


Ahh, e vale lembrar que é preciso um computador com placa de vídeo para jogar. O danado é pesado e requer muita memória disponível!
Abaixo outro trailer, dessa vez mostrando os personagens que existem nesse universo. Esse vídeo é realmente composto de cenas reais do jogo (mas não está numa qualidade boa).


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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Torre Negra - Stephen King

Já faz um tempinho que li a saga "A Torre Negra", de Stephen King. São 7 livros que formam uma série completamente diferente de tudo que já vi. Falem o que for de S. King: que não é um escritor tão bom assim, que abusa do grotesco e do terrorzão, que escreve só para ganhar dinheiro e não se preocupa com a qualidade... por mim podem falar qualquer coisa. A verdade é que os livros de Stephen King nos prendem mesmo pela bizarrice do enredo. Eu gosto sim dele, apesar de saber que não é nenhum gênio da literatura.
Voltando à Torre Negra, essa é uma sequência de livros muito significativa para o próprio autor. Tudo começou quando King se apaixonou pela saga do "Senhor dos Anéis", de Tolkien. Ele ficou tão impressionado pelo universo Tolkeniano que escrever algo que fosse meramente rico e vasto como aqueles livros se tornou uma obsessão. Isso associado à sua admiração pelo poema "Childe Roland to the Dark Tower Came", de Robert Browning, foi a inspiração necessária para que a história fosse para o papel. Com 19 anos (um número que é exaustivamente repetido em sua obra), S. King começou a escrever o primeiro livro da série, chamado "O Pistoleiro". Ele próprio admite que esse foi o livro mais confuso e difícil de todos. Foi publicado em 1982 e passaram-se 25 anos até que o sétimo volume fosse lançado. Se contarmos do primeiro rascunho, foram 33 anos. Obviamente é uma saga que não chega aos pés de "O Senhor dos Anéis", mas tem um grande valor, principalmente por conter o que há de "melhor" e de mais trabalhado da obra desse autor. Na verdade, o próprio S. King já admitiu diversas vezes que tudo o que escreveu foi apenas um treino para colocar no papel "A Torre Negra". A série, que é o seu xodó, contém todo tipo de conexões com outras obras importantes dele. Na "Torre" estão referências explícitas aos seguintes livros: "Os Olhos do Dragão", "Salem's Lot", "The Stand", "It", "O Talismã", "Rose Madder", "Insônia", "Desperation", "Saco de Ossos", "Hearts in Atlantis", "À Espera de um Milagre", "Black House", "Buick 8", "The Regulators", "Tripulação de Esqueletos", "Everything's Eventual", "Blaze". Em alguns casos, personagens desse livros são transportados para a história da Torre Negra, levando a uma associação de obras e protagonistas cada vez maior. Em um determinado momento, o próprio Stephen King participa da trama.
É uma série confusa, forçada em várias passagens, cansativa em outras, mas na maior parte do tempo interessante pelo seu conteúdo fantástico e estranhíssimo. Quem chega a ler o livro 2 (A Escolha dos Três), não consegue mais parar, porque é preciso entender onde toda aquela maluquice vai dar. Mais de uma vez eu sonhei com o universo único criado nessa saga e só sosseguei quando cheguei à última página do livro 7. Como todo livro de S. King, apresenta uma linguagem livre, um tanto absurda, por vezes recheada de palavrões, erotismo "duvidoso" e citações no mínimo bizarras, com reviravoltas violentas na trama, mas vale a pena. Aprendi a gostar (e muitas vezes ter raiva) do personagem principal, Roland Deschain, e de sua história macabra. E fiquei feliz quando soube que a Marvel estava lançando a História em Quadrinhos da série, o que se revelou uma grande decepção, já que, apesar de ser lindamente ilustrada, a HQ conta a trama de uma maneira resumida e não-cativante. Mas minha esperança voltou a se animar quando vi, recentemente, o anúncio de que "A Torre Negra" vai virar filme (3 filmes) e série de TV. Quem sabe eles não conseguem passar o enredo de uma forma mais profunda?
Os 7 livros da série são:
  1. A Torre Negra Vol. I - O Pistoleiro (1982)
  2. A Torre Negra Vol. II - A Escolha dos Três (1987)
  3. A Torre Negra Vol. III - As Terras Devastadas (1991)
  4. A Torre Negra Vol. IV - Mago e Vidro (1997)
  5. A Torre Negra Vol.V - Lobos de Calla (2003)
  6. A Torre Negra Vol.VI - Canção de Susannah (2004)
  7. A Torre Negra Vol.VII - A Torre Negra (2007)
Para quem se interessar em saber mais sobre a série, o site oficial em inglês é este AQUI. O Site brasileiro é horrível (AQUI), mas existem páginas de fãs boas, como esta DAQUI.

OBS: Todas as imagens foram retiradas dos sites citados.

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