segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Momento chef - A loucura do pequi

Sabe como cada pessoa tem uma coisa predileta de comer, algo que adore, um cheiro bom que faz com que seja impossível ignorá-lo? Tem gente que gosta de churrasco (eu mesma quase tenho um ataque de tanto que gosto), tem quem prefira pizza, feijoada, chocolate... mas todas essas coisas são melhores comendo do que sentindo o cheiro. Mas, nesse mundão sem fim, se tem uma coisa que é cheirosa e que consegue me tirar do sério é o tal do Pequi. Eu não gosto de pequi... eu amo! O cheiro é uma coisa tão boa, envolvente, potente, que quando eu o sinto não penso em nada.. só nele... só no arroz com pequi... só no frango com pequi... só no pequi puro... só no pequi com pão de queijo... só no pequi com pão francês. Sim, porque eu já comi pequi de todas essas maneiras. Não dá muito pra explicar o frenesi do pequi, mas se vocês já deram azeitona (ou pelo menos a água da azeitona) para um gato, vão entender do que eu falo. O gato fica doido.. sai correndo que nem louco.. rola no chão.. fica com aquele olhão esbugalhado, meio drogado, meio tantan! hahaha! É assim que eu me sinto! Nos meus delírios "pequinianos" eu já me imagino comendo um prato cheinho deles, pequis gigantes, amarelinhos, cheirosos, sem caroço no meio, 100% polpa. Eu me imagino fungando no pequi, entrando numa banheira de pequi, passando sabonete de pequi na hora do banho, shampoo de pequi, perfume de pequi, pasta de dente de pequi!! hahaha, eu sei o quanto isso soa deprimente e é sinal de comprometimento mental, é que eu me empolguei!

Pois bem, essa semana ganhei de presente 4 deles. Acho que foi o presente mais bonito que ganhei na vida! hahahaha! Passei o resto dos dias, até chegar o sábado, imaginando, pensando como iria prepará-los, pensando que eram somente 4 e eu não poderia comê-los no meu jeito ogra, que teria que comer devagar, só dois em um dia e dois no outro, para prolongar o momento. Me senti o próprio Remy, o ratinho chef do filme Ratatouille, preparando "A" refeição. Depois de muito pensar, resolvi prepará-los no arroz, porque assim o cheiro ficaria na comida também e a experiência seria mais intensa. E foi o que eu fiz. E acho que essa é a única parte que eu consigo lembrar racionalmente. Porque quando o cheirinho começou a sair da panela eu entrei em transe (HAHAHA), lembro de um ataque de gula, de ter repetido 3 vezes, da panela de arroz ter sido esvaziada em tempo recorde, de ter tido dor de barriga de tanto comer. Mas valeu a pena. Cada momento!

Hoje, a pessoa que me presenteou, me liga perguntando como preparar pequis, porque ela tinha comprado mais alguns e estava pensando em comê-los. Tive que me conter para não sair correndo para a casa dela, sequestrá-los, enfiá-los na boca, mas imaginei que isso não seria coisa de gente normal.

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OBS: Se tem alguém que não sabe o que é um pequi, é um frutinho que é muito comum no  cerrado brasileiro e  bastante usado na culinária do centro-oeste, nordeste e também norte de Minas. É dono de um cheiro forte característico que divide opiniões, ou se ama ou se odeia.

3 comentários:

Luciana disse... [Responder comentário]

Gente!!!!!!!! Eu odeio pequi...(nada pessoal Ana). Vou trazer para vc qdo eu for para o Norte de Minas. Trabalho com a Associação de Pequi...rs.

Ana Lucia disse... [Responder comentário]

AEEEEEEE! Pequi!!!!! uhuuuu! Pode trazer, pequi nunca é demais!

Vini disse... [Responder comentário]

o.o
É tão bom assim? o.o

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