quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Help!"

A coisa mais fofa do mundo! A inteligência e o raciocínio encadeado desse menininho que ficou preso atrás do sofá é bem interessante! E olha como ele é manhoso!


Ri demais quando ele fala que está afundando... kkkkkk

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domingo, 25 de abril de 2010

The Graveyard Book

Acabei de ouvir um audiobook que me deixou assim, pensando e imaginando as cenas (principalmente as finais) por uma boa meia hora. Fiquei deitada na cama, tentando reviver aquilo tudo e ao mesmo tempo tentando parar de sentir aquele montão de sensações que só os livros que realmente mexem com a gente nos dão.

Pois bem, o livro que terminei de ler se chama "The Graveyard Book", algo que seria traduzido como "O Livro do Cemitério". Apesar de bastante mórbido de título, a história é de uma delicadeza que impressiona. É um livro escrito pelo Neil Gaiman, que também escreveu sucessos como "Stardust", "Coraline" e a coleção "Sandman". Nunca tinha lido nada dele antes. Sempre morri de vontade de conhecer. Mas sabe aqueles autores impossíveis de comprar na livraria porque os livros são sempre caros?

Peguei "The Graveyard Book" assim meio que sem noção do que poderia ser. Imaginei que seria uma história de terror. Pensei em como seria diferente escutar um livro que daria medo, na voz do próprio autor. Mas qual não foi a minha surpresa quando a história começou! Dizem que hoje em dia está crescendo a popularidade de contos "macabros" infanto-juvenis e é isso exatamente o que esse livro é...em parte. A história desse livro começa com o assassinato de uma família, menos do bebê, que consegue escapar ao se esconder no cemitério no fim da rua. Lá ele é adotado pelos "fantasmas", "espíritos", "mortos" do local e passa a viver ali, escondido do homem que tem como objetivo matá-lo. Ali ele ganha o nome de "Nobody" (Ninguém, em inglês). E é ali que acompanhamos as aventuras bem incomuns que ele vive por muitos anos. Cada capítulo, por si só, já daria um conto separado. Mas são alguns diálogos e algumas conclusões a que o nosso personagem chega que nos encantam! É bem interessante e bonito como ele cresce, não só fisicamente, mas emocionalmente. E como ele lida com as perdas impostas pelo seu "estilo de vida pouco usual". Resumindo, é lindo! No geral eu posso dizer que o livro é muito bem escrito, tocante em vários momentos, surpreendente, e deixa um suspiro como dizendo "é a vida" ao fim da leitura. Por mais estranho que possa parecer, é um conto sobre família e amizade...

E de várias passagens muito bonitas, deixo aqui só uma musiquinha que apareceu vez ou outra no audiobook, que é para não estragar a surpresa de quem  decidir ler/ouvir a história:

"“Sleep my little babby-oh
Sleep until you waken
When you wake you’ll see the world
If I’m not mistaken…”
“Kiss a lover
Dance a measure,
Find your name
And buried treasure…”
“Face your life
Its pain, its pleasure,
Leave no path untaken”

A história já ganhou, em 2009, pelo menos 2 famosos prêmios europeus, mas ainda não foi traduzida para o português. Felizmente a editora Rocco resolveu lançar o livro no Brasil, ainda em 2010!

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Meio metro de agulha!

Hoje eu tomei coragem... e me vacinei contra a H1N1! Na verdade eu nem tinha planejado nada, cheguei no laboratório e duas amigas estavam indo vacinar. Acontece que eu não estou na "faixa etária" que pode receber a vacina... pra gente idosa que nem eu, só a partir do mês que vem. Mas fui assim mesmo, tentar mendigar a vacina. Andamos um longo caminho até o Instituto Butantã, onde tem um posto de saúde. A coisa chata de andar debaixo do calorão que fez hoje é que a gente, inevitavelmente, fica com cheiro de macaco. E macaco molhado ainda. Cheguei lá com a esperança interna de que o cara do posto iria perceber que eu tenho 30 anos e ia dizer: você não pode, tá velha demais pra isso. É claro que eu ia reclamar e fazer cara feia, mas ninguém poderia dizer que eu fui medrosa demais para tentar. É, eu tenho pavor de agulha. Mas o moço simplesmente me deixou passar e ir para a fila. Já fiquei imaginando a dor da agulhada. Uma agulha gigante, praticamente uma peridural, que ia fazer um rombo no meu braço, que eu praticamente iria morrer de hemorragia, que ia desmaiar, certeza, que ia parar na UTI, que ia ter que tomar morfina... e por aí vai. Foi quando a mulher chamou meu nome. Lá fui eu, arrastando os pés, sem perceber mais nada, sem conseguir identificar qualquer coisa naquele momento, só o corredor escuro e a luz no fim dele, onde uma mulher maligna, segurando uma injeção de 30 centímetros me esperava, rindo sadicamente e se preparando para me torturar. Antes de eu terminar de pensar nessa cena, a mulher já chamava o próximo e eu saía dali com o algodãozinho na mão. Na verdade não doeu. Nem deu tempo. Ela foi tão rápida que o estímulo da dor nem tinha sido disparado! Saí me sentindo a pessoa mais fodástica do mundo. Quem é uma agulhinha daquelas perto da minha coragem admirável! Andei de volta pro lab, com o sol a pino, e o cheiro de macaco suado mais forte ainda. Mas feliz, que consegui aguentar um agulhão de 45 centímetros sem nem dar bola para a dor! Ou pelo menos é essa a história que eu vou contar por aí!

Agora que eu estou vacinada contra a gripe suína, posso até fazer o que a criancinha da foto está fazendo, dar um lambidão no focinho do porco, que eu tô protegida!! HAHAHAHAHA!

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terça-feira, 20 de abril de 2010

O gato da caixa

O meu gato nunca gostou dos brinquedinhos que eu comprava pra ele. Lembro que um dia eu fui até a feira de artesanato de Belo Horizonte, para tentar comprar um brinquedinho high-tech pro bichano. Fui para casa levando um camundongo de brinquedo que tinha rodinhas, e era só dar corda que ele saía correndo que nem louco pela casa. Pensei que o gatinho ia surtar. Ficou só no pensamento mesmo. O bichinho olhou aquilo uma só vez... e nem se mexeu. Nem deu bola. Foi a maior desprezada que eu já levei. Tentei comprar um arranhador pra ele. A veterinária disse que ele ia ficar doidão, que ia amar. Resultado? Nem aí pro brinquedo. Um dia taquei um novelo nele... só pra ver se ele ia se enroscar na linha, como gato de revista faz. Ele simplesmente levantou e foi deitar em um lugar onde seria menos perturbado. Decepcionante! Até com comida ele faz desfeita. Se minha mãe dá um pedacinho de carne, ele olha, cheira, empina o rabo e vai embora, como se aquilo não fosse comida digna dele. Não come nada que não seja a sua ração. Minto, ele gosta de lamber tampa de iogurte. E também ama azeitona. Na verdade descobri que azeitona age no cérebro do gato como uma droga, deixa o bicho malucão! Mas voltando aos brinquedinhos com os quais eu sempre tentei convencê-lo a brincar, foi assim, meio que de repente, que descobri algo. Acho até que foi a minha mãe que descobriu. Um dia ela estava catando feijão. Um grãozinho caiu no chão. O gato se levantou como se fosse tirar o pai da forca e foi com uma vontade pra cima do feijãozinho que eu até assustei. Ele saiu que nem uma locomotiva, batendo no grão, dando umas patadas, correndo atrás. Brincou disso por um looongo tempo, até o feijão sumir embaixo de alguma porta. Aí ele voltou com os olhos pidões. Hoje ele já aprendeu. Quando minha mãe começa a catar feijão, na mesa da sala, ele logo sobe numa cadeira e fica olhando pra ela. Ela, fingindo que não está percebendo as intenções dele, pega um grão e coloca perto dele. Ele finge que não tá ligando. Passado um tempo ele leva a patinha e joga o feijãozinho longe... e sai atrás dele em desabalada carreira. É bem engraçado. Mas também um pouco frustrante. Pensar em tanto dinheiro que eu gastei comprando coisas e ele se interessa por isso?
Outra paixão dele são caixas. Todo mundo acha estranho um gato gostar tanto assim de caixas. Mas esse gosta. Quando ele era menor, eu levava para casa a caixinha do Mc Lanche Feliz. Ele saía correndo pra se esconder lá dentro. Era a coisa mais fofa. Mas ele cresceu. E engordou. E ficou bundudo. E não tem noção disso, porque acha que cabe na caixa. Na verdade, ele é tão cara de pau, que acha que se enfiar a cabeça na caixa e não conseguir ver nada, ninguém vai ver ele também. Pelo menos é isso que ele parece pensar, já que ele enfia a cabeça e fica lá, com aquele maior bundão do mundo pra fora. Aí eu chego, e dou uma piaba na bunda dele. Ele tenta entrar mais na caixa, se encolhendo todo. Óbvio que não adianta. Mas que é engraçado é! Hilário! E depois que eu vi os vídeos do gato-sensação mundial "Maru", entendi que gostar de caixa deve ser algo "felino" mesmo. Ri muito com o vídeo desse gato gordo aí abaixo!

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domingo, 18 de abril de 2010

A liberdade alheia

"A sua liberdade termina quando começa a liberdade do outro". Tá... no papel essa frase é de efeito... funciona que é uma beleza... mas na vida real...

Como saber quando termina a sua liberdade e quando começa a do outro se você, por exemplo, mora em um prédio? Como saber se você não está passando dos limites ou engolindo sapos desnecessários? Eu sou meio surda desligada. Essa é a única explicação que vejo para o fato de pouquíssimos barulhos me estressarem. Se estou dormindo e um alarme de carro dispara no meio da noite, eu continuo dormindo. E se por um acaso acordo, vejo que é só um alarme e volto a dormir. Da mesma forma, se o vizinho de cima toma banho de madrugada e o barulho de água corrente invade a minha casa, eu nem percebo. Se ele canta "O sole mio" no chuveiro, dá 15 descargas seguidas ou usa o liquidificador à noite, pra mim tanto faz. Não me incomoda em nada barulhos que acabam em pouco tempo. Mas aqui no meu prédio tem algumas coisas que simplesmente me tiram do sério... são absurdas, deveriam ser proibidas, tem que ter uma lei "aplicável" contra isso! 

A primeira coisa é um barulho baixo, mas constante, que aparece de tempos em tempos. Logo no começo, eu achava que era no prédio ao lado, como se fosse um barulho de portão eletrônico de garagem se abrindo e se fechando. Logo logo percebi que não podia ser isso, já que era rápido demais. Com o passar do tempo, fui reparando que, junto com o barulho, vinha uma vibração de fundo, quase imperceptível, mas constante. "Quase imperceptível" no começo. Depois de algumas vezes eu já a percebo mesmo dormindo e isso me irrita de um tanto, que nem dá pra explicar. Aqui em casa, chegamos à conclusão que é uma máquina de costura. Só pode ser. Daquelas antigas. E o pior. Está no nosso prédio, não sei se acima ou abaixo, pois o som e a vibração vem de todos os lugares. O mais horrível de tudo é que a pessoa maldita senta e fica umas boas horas seguidas costurando. Às vezes eu acordo num sábado ou domingo, às 8 da manhã, ou menos, com esse barulho. Vocês devem imaginar o que é acordar completamente estressada num final de semana, depois de ter trabalhado a semana toda e estar exausta.

A segunda coisa irritante é o fato de alguns pais acharem que é uma boa idéia dar uma guitarra para o filho(a). Porquê, eu me pergunto...PORQUÊ????? Eu devo ter colado chiclete na cruz mesmo, essa é a razão. Será que as pessoas não pensam que som alto atrapalha o prédio inteiro?? Tá certo que o dono da guitarra só a toca em horário "comercial", mas imaginem-se num sábado/domingo, à tarde, querendo dormir ou ler ou ver um filme... ou pior, querendo estudar... e começa um som horroroso de guitarra mal tocada. Repetitivo. Desgastante. Cansativo. 

Por fim, tem gente tão sem noção, mas tão sem noção, que resolve fazer uma reforma MEGA barulhenta, começando 8 da manhã num fim de semana. Não tem sentido. Acordar cedo assim com barulho de britadeira é o inferno. Gente educada não faz isso com os outros. E não venham me dizer que pode, porque está nas regras do condomínio. Eu pouco me importo se uma coisa assim está nas regras ou não. Pode até falar lá que antes disso não deve ter barulho, nem depois das 22, mas com certeza não fala que é aceitável um barulho DESSA ALTURA! E a criatura cretina que fez a reforma, deixou a britadeira (ou seja lá o que for) ligada até umas 10 da manhã. E depois desligou. Ao mesmo tempo que deu alívio, deu mais raiva ainda. Se ela só ia usar por pouco tempo, porque não deixou o resto do condomínio acordar de forma decente???

Coisas de gente "civilizada" tentando "conviver".

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Dona da minha cabeça

Eu admito, eu adoro um forró! Mas tem que ser forró dos antigos, dos tradicionais. Bom... na verdade eu até bem que gosto de coisas novas também, mas o estilo do forró tem que ser algo mais "Luiz Gonzaga", coisa de raiz mesmo. "Forroneirão" nem pensar. Além de deixar a pessoa meio louca de tanto barulho, passou a época que eu ainda suportava escutar isso. Quando morei no interior de Minas, passávamos parte do dia escutando bandas desse estilo, como "Aviões do Forró", "Quarto de Empregada" (que nome glamouroso!) e por aí vai. Não voluntariamente, claro, mas na rua passavam carros de som, de propaganda, de tudo, com esse barulho no talo! E o conteúdo das canções era algo assim... indescritível... imagine só alguém tentando montar uma aula de Bioquímica, uma prova, uma apresentação com tudo isso acontecendo. Tempos difíceis! 

Mas, voltando ao forró do início, eu realmente ADORO esse tipo de música. Gosto tanto que há muitos anos atrás cheguei a frequentar casas de forró todas as quintas-feiras e domingos... e isso por uns seis meses seguidos. E é com tristeza que eu percebi, hoje, que deve ter bem quase uns dois anos que nunca mais forrozei. Aqui em SP eu até marco de ir, mas nunca dá certo. 

Ontem cheguei em casa bem tarde do trabalho: quase 10 da noite. Sentei em frente ao notebook exausta, estressada, irritada, sem conseguir desligar dos afazeres do laboratório, e resolvi procurar uma música entre tantas que eu tenho aqui, para tentar relaxar. E não é que eu "tropecei" nessa musiquinha linda, que eu tanto gosto, mas que já não lembrava desde muito?!?!



Sim... eu AMO escutar Geraldo Azevedo. E depois desse vídeo fiquei com uma saudade de dançar!  Também com uma preguicinha e vontade de ficar só deitada e espreguiçando, que nem um gato! Êta canção desestressante... e que letra chameguenta! Acho que "Dona da Minha Cabeça" deveria deixar de ser música e virar oficialmente uma declaração de amor!

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domingo, 11 de abril de 2010

Éramos cinco

Na minha casa éramos cinco. Cada qual do seu jeito e modo. Um pai ausente, uma mãe carente, dois irmãos perdidos e eu. Meu pai tinha seus sonhos e delírios de grandeza. Dele só lembro da voz grossa, da presença marcante e do jeito que me pegava no colo e jogava pro ar. Um dia ele saiu pela porta, em busca de uma vida melhor. E nunca mais voltou.

Na minha casa éramos quatro. Uma mãe doente, dois irmãos rendidos e eu. Minha mãe já foi, um dia, uma mulher forte. Lembro do seu cantarolar ao lavar a roupa dos que podiam pagar. Mas a tristeza cobra seu preço. E toda sua vitalidade e alegria se perderam quando meu pai se foi. E a doença se aninhou em sua vida. E, por fim, a levou.

Na minha casa éramos três. Um irmão drogado, uma irmã depressiva e eu. Meu irmão mais velho, por muito tempo, foi o meu melhor amigo. Aquele que sempre me levava pela mão e me dizia sim ou não. Ainda lembro da promessa que ele me fez de que sempre cuidaria de mim. Mas isso foi antes dele vender a alma para um demônio ladrão de vidas. E desde então, apesar de viver nas ruas, o meu irmão já morreu.

Na minha casa éramos duas. Uma irmã vazia e eu. A minha irmã foi um bebê tão lindo, que eu gostava de fingir que ela era uma das bonecas caras que eu nunca ia ter. O meu amor por ela era tão grande que me impediu de ver a moça frágil, triste e mentalmente doente que se formava. E para ninguém foi um grande susto quando ela, no único ato resoluto que já tomou, se matou.

Eu sou a filha de um pai distante e de uma mãe decadente. Sou a irmã de um rapaz vendido e de uma irmã desistente. Mas agora eu não tenho mais ninguém. Hoje, na minha casa, sou só eu.

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OBS: Tá certo, esse conto é realmente muito triste e deprimente. Nem sei de onde tirei isso. Às vezes só acontece da história já sair pronta da cabeça, sem lugar pra correções. E foi o que aconteceu nesse caso. Desde o começo, eu imaginei a narradora como uma sobrevivente, uma lutadora, alguém que vai seguir em frente, apesar de tudo. E, sabe-se lá o porquê, no final da história eu lembrei do desenho/animação Lilo e Stitch, quando eles falam: "Ohana quer dizer família. E família quer dizer nunca abandonar ou esquecer".

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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Ah... o drama!

Enquanto o mundo termina em água no Rio de Janeiro, aqui em SP, apesar da chuva e garoa constante, o mundo tá mais para terminar em frio. Porque o tempo aqui é completamente doido da cabeça. Estava fazendo 32 graus num belo dia... daí, nos dias seguintes PIMBA! 16 graus! Ontem mesmo a máxima foi essa. Mas agora à noite.... haja edredom, moleton, meia sobre meia, capuccino quentinho, manta, sapatinho de lã, luva e por aí vai. Eu tenho uma certa tendência dramática, normalmente. No auge do calor eu fico pensando que não vou aguentar mais um dia infernal, que vou derreter, certeza, que meus póros vão se abrir tanto que eu vou começar a sangrar e morrer de hemorragia, que a oleosidade da minha pele vai chegar a um nível tão crítico que eu vou sufocar em tanto óleo, etc etc etc. Agora, no frio, só muda o foco, mas as reclamações são constantes. Eu fico pensando que vou perder um dedo COM CERTEZA... pelo menos a pontinha de um deles. Ou de todos. Porque o frio que sinto no pé e na mão não pode ser normal. Às vezes eu tento enfiar o pé no freezer para ver se esquenta um pouquinho... o que me leva a pensar que não é natural ter essa hipotermia toda nas "pontas", que eu devo ter um problema de regulação de calor interno, que eu tô mais pra um réptil do que pra gente, que eu devo ser parente de um jacaré ou de uma surucucu, e não deixo de pensar que só gente morta é gelada assim... aí quando eu penso em morto eu acendo a luz e tiro as 5 camadas de meia que é pra conferir se meu pé tá roxo... sim, porque coisa morta é roxa. Aí eu fico encarando o pé e a ponta dos dedinhos da mão para ver se consigo enxergar a gangrena chegando... porque obviamente não está passando sangue de maneira eficiente nesses pequenos frigobares... e assim segue por muito tempo. Ontem a situação tava tão preta que cheguei a ligar a chapinha e ameaçar o dedão do pé, para ver se  ele esquentaria sob chantagem, mas não tive coragem.

O que me consola é eu mesma saber do quanto sou reclamona, sou praticamente a hiena Hardy que passa o dia dizendo "Oh dia, oh vida, oh azar!".. eu reclamo e rio do absurdo das coisas que eu digo. Esses dias, numa conversa com amigos, cheguei à conclusão que o mundo perfeito teria a temperatura controlada em torno de 25 graus. SEMPRE. E nunca choveria. E nunca faria solão, porque sol ninguém merece. Branca como eu sou, até o sol de 7 da manhã me causa insolação. E o tempo seria sempre nublado, pois assim eu não precisaria de óculos escuros para a claridade, do contrário eu pareço um ratinho albino no sol. Nesse ponto um dos meus amigos atentou para o fato de eu querer viver literalmente a vida de um rato de laboratório: temperatura, umidade e luminosidade controladas. Muito triste isso, a realização de que eu sou praticamente uma cobaia!

HAHAHA, eu devo ter problema! kkkkkkk

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vida mansa

 "Leitura" - Renoir

Eu quero ser uma daquelas pessoas que, com cinquenta anos de idade, senta na sua biblioteca privada numa noite de inverno, numa escrivaninha de madeira boa de verdade, com um livro nas mãos novinho, capa dura, gigante (nada de versão de bolso)! Já vi tanta gente dizer que livro bom é livro usado, que dá pra gente imaginar por quais mãos aquele livro passou, que o livro tem uma "história" por ter pertencido a outro alguém. Que nada! Livro bom é livro novo, com cheirinho de coisa recém saída do forno, com capa dura para não amassar nunquinha e bem grandão que é pra encher as mãos e os olhos.

Eu queria ter o dom de escrever. A facilidade de colocar no papel uma história novinha, inventada, com pé e cabeça, que chamasse a atenção de muitos e cativasse outros tantos. Queria conseguir escrever algo que nem mesmo eu soubesse onde iria dar. Mas minha cabeça é marrenta e não gosta da imposição de ter que criar um mundo a parte. Só escrevo o que tenho vontade, quando tenho vontade. Já que não sirvo para escritora, pelo menos me encaixo perfeitamente como leitora. Voltando à minha cena futurista, na minha biblioteca imaginária, meu mordomo chamado James me traria uma caneca fumegante de cappuccino para eu bebericar (primeira vez que uso essa palavra, que emoção!) de vez em quando. E como a noite está fria, a cena precisa também de um cobertor de lã no colo e um gato esquentando meus pés. Ahh, mas como eu sou chique eu peço pro James acender a lareira, para o ambiente ficar mais acolhedor, e afofar a minha almofada.

E sem a menor dúvida, no futuro já existirá um virador de páginas automático. Porque nada me deixa mais irritada do que ter que tirar a mão debaixo do cobertor quentinho para virar a página do livro. O esforço e o choque térmico quase não compensam o prazer de ler. E, obviamente, já que o mundo estará tão evoluído, a história vai ter cheiro quando a gente quiser. Quem me dera ler "Como agua para chocolate" sentindo o cheirinho das receitas maravilhosas! Mas só pra cheiro bom, porque eu não quero ler coisas desagradáveis e ter a mesma sensação!
Por fim, quero uma caixa de lenços enorme, para quando eu engasgar de tanto chorar nos momentos mais dramáticos de certas obras, e um grupo de amigos que tenham lido exatamento os mesmos bons livros que eu, para que possamos nos reunir toda semana para um "chá das cinco"! Cortesia do James, claro!

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

"I'm a single lady!"

Ri muito com esse vídeo! Descobri no blog da Sarah e não aguentei de tanta vontade de rir com o desfecho da história. Três crianças estão no carro quando, de repente, começa a tocar o sucesso atual da Beyoncé: "Single Ladies". O refrão diz: "I'm a single lady!" ("Eu sou uma moça solteira!"). A criança mais nova, um japonezinho que mais parece uma menina, canta alegremente, quando o pai faz o comentário de que ele não pode ser uma "moça solteira", já que é menino. Ele simplesmente começa a chorar loucamente... e é de dar dó o esforço dos pais para tentar fazer o japinha parar de chorar!


E essa música está fazendo tanto sucesso entre as crianças que só dá elas dançando no youtube:



OBS: Tá... mil pessoas vieram me informar que o refrão diz "All the single ladies" ("Todas as moças solteiras") e que eu estou postando informação errada...
Foi mal, pessoal. Meu inglês tá ruinzinho mesmo!

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

A odisséia da semana santa

Resolvi vir passar o feriado da Páscoa em BH, para recuperar um pouco as energias. Óbvio que quando fui olhar passagem de avião tava tão caro, mas tão caro que só vendendo um rim pra pagar. Fui deixando de comprar até na quarta-feira para ver se barateava, e por incrível que pareça, barateou! Mas só a passagem de volta. Comprei então a volta para o domingo de Páscoa às 11:30, saindo de Confins. Isso quer dizer que tenho que estar no aeroporto às 10:30. O que implica em pegar o ônibus para lá às 9:30. O que, por sua vez, me faz sair de casa às 9 e acordar às 8! Praticamente madrugada! E num domingo de Páscoa, ninguém merece...
Pois bem, pelo menos estava barato. E lá fui eu toda contente, no dia seguinte, avisar aos amigos que ia viajar, que tinha encontrado uma promoção de última hora, etc etc e tal. Minha amiga me fala: mas e a ida? E eu: Ida? Nossa, é verdade, preciso comprar a ida de ônibus! E ela: Já deve ter esgotado! E eu: Nãããããããooooo!
Consegui comprar a ida, por pouco, pela internet. Quase todos os ônibus já lotados. Meus amigos queriam sair na noite em que eu ia viajar. Insistiram e lá fui eu, de mala e cuia, pro boteco com eles. Depois peguei o metrô e desci na rodoviária do Tietê... para ver o maior "mar de gente" DO MUNDO. Claro, quinta-feira antes do feriado, 10 da noite, dava pra nadar de braçada em tanta gente. Fui correndo pegar minha passagem já comprada e reservada pela internet. A fila das pessoas que estavam retirando a passagem era tão gigante que deu pânico. PÂNICO! Fui perguntando a várias das dezenas de pessoas ali se o ônibus delas sairia logo. A maioria respondia "em uma hora, uma hora e meia". O meu saía em 15 minutos. O desespero foi tão grande que fui lá no guichê falar com a moça da passagem e ela disse enfaticamente "você vai perder o ônibus". Fiquei ali me sentindo a mosquinha do cocô do cavalo do bandido. Que anta que eu sou, também. Lógico que a rodoviária estaria lotada. Lógico que era pra chegar pelo menos uma hora antes. Na dúvida se chorava ou gritava, fiquei parada olhando fixamente pra minha mala. A primeira pessoa da fila teve dó e mandou eu entrar na frente dela. Fui, me sentindo envergonhada de furar fila, a pior pessoa do mundo, mas ninguém reclamou em voz alta pelo menos. 
O drama do ônibus não estava muito diferente. As plataformas de embarque estavam tão lotadas que era preciso sair no tapa para conseguir passar. Era uma confusão tão grande de onde os ônibus iriam sair que muita gente que já tinha perdido o seu estava brigando para conseguir embarcar em outro. Uma hora de atraso e saímos de lá. O motorista, puto da vida com a confusão que estava instaurada, avisou meio latindo meio querendo morder que a viagem duraria quase uma hora e meia a mais. E para quem quis saber o motivo ele ainda fez cara feia e disse que tinha uma estrada interditada desde fevereiro e que como alguém ali não sabia disso (?) que era fato conhecido de todo mundo e blá blá blá... e desceu pisando duro. 
A viagem não foi pior do que sempre é. Digo isso porque para mim, viajar de ônibus nunca é a coisa mais tranquila do mundo. Isso porque eu tenho 3 metros de perna, o que, claramente, não cabe no espaço da poltrona. Aí eu passo a noite entrevada, com cãimbras eventuais, com o corpo dolorido. E o ar condicionado? Tenho certeza que o ar condicionado é um experimento científico que fazem com as pessoas. Eles querem ver quanto frio aguenta um ser humano e descem a temperatura sem dó. Quando eu achei que estava no limite da hipotermia e não ia aguentar mais, chegamos a BH. Graças! Cheguei em casa e fui dormir mais umas boas horinhas. E pensar que depois de amanhã, nesse horário, eu já estou de volta à casa de SP! Êta vidinha mais ou menos!

OBS: Pelo menos ele estava me esperando...na maior cara de pau deitado na cama. Tirei a foto antes da minha mãe dar uma chinelada nele.

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