terça-feira, 20 de abril de 2010

O gato da caixa

O meu gato nunca gostou dos brinquedinhos que eu comprava pra ele. Lembro que um dia eu fui até a feira de artesanato de Belo Horizonte, para tentar comprar um brinquedinho high-tech pro bichano. Fui para casa levando um camundongo de brinquedo que tinha rodinhas, e era só dar corda que ele saía correndo que nem louco pela casa. Pensei que o gatinho ia surtar. Ficou só no pensamento mesmo. O bichinho olhou aquilo uma só vez... e nem se mexeu. Nem deu bola. Foi a maior desprezada que eu já levei. Tentei comprar um arranhador pra ele. A veterinária disse que ele ia ficar doidão, que ia amar. Resultado? Nem aí pro brinquedo. Um dia taquei um novelo nele... só pra ver se ele ia se enroscar na linha, como gato de revista faz. Ele simplesmente levantou e foi deitar em um lugar onde seria menos perturbado. Decepcionante! Até com comida ele faz desfeita. Se minha mãe dá um pedacinho de carne, ele olha, cheira, empina o rabo e vai embora, como se aquilo não fosse comida digna dele. Não come nada que não seja a sua ração. Minto, ele gosta de lamber tampa de iogurte. E também ama azeitona. Na verdade descobri que azeitona age no cérebro do gato como uma droga, deixa o bicho malucão! Mas voltando aos brinquedinhos com os quais eu sempre tentei convencê-lo a brincar, foi assim, meio que de repente, que descobri algo. Acho até que foi a minha mãe que descobriu. Um dia ela estava catando feijão. Um grãozinho caiu no chão. O gato se levantou como se fosse tirar o pai da forca e foi com uma vontade pra cima do feijãozinho que eu até assustei. Ele saiu que nem uma locomotiva, batendo no grão, dando umas patadas, correndo atrás. Brincou disso por um looongo tempo, até o feijão sumir embaixo de alguma porta. Aí ele voltou com os olhos pidões. Hoje ele já aprendeu. Quando minha mãe começa a catar feijão, na mesa da sala, ele logo sobe numa cadeira e fica olhando pra ela. Ela, fingindo que não está percebendo as intenções dele, pega um grão e coloca perto dele. Ele finge que não tá ligando. Passado um tempo ele leva a patinha e joga o feijãozinho longe... e sai atrás dele em desabalada carreira. É bem engraçado. Mas também um pouco frustrante. Pensar em tanto dinheiro que eu gastei comprando coisas e ele se interessa por isso?
Outra paixão dele são caixas. Todo mundo acha estranho um gato gostar tanto assim de caixas. Mas esse gosta. Quando ele era menor, eu levava para casa a caixinha do Mc Lanche Feliz. Ele saía correndo pra se esconder lá dentro. Era a coisa mais fofa. Mas ele cresceu. E engordou. E ficou bundudo. E não tem noção disso, porque acha que cabe na caixa. Na verdade, ele é tão cara de pau, que acha que se enfiar a cabeça na caixa e não conseguir ver nada, ninguém vai ver ele também. Pelo menos é isso que ele parece pensar, já que ele enfia a cabeça e fica lá, com aquele maior bundão do mundo pra fora. Aí eu chego, e dou uma piaba na bunda dele. Ele tenta entrar mais na caixa, se encolhendo todo. Óbvio que não adianta. Mas que é engraçado é! Hilário! E depois que eu vi os vídeos do gato-sensação mundial "Maru", entendi que gostar de caixa deve ser algo "felino" mesmo. Ri muito com o vídeo desse gato gordo aí abaixo!

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