quinta-feira, 26 de agosto de 2010

De gut-gut

Frequentemente acontece de eu falar algo, no meio de uma história, e o pessoal do laboratório me olhar assim... como eu diria... como se eu fosse algo "raro". Ao longo dos anos eu vou descobrindo as diferenças nas falas, mas não estou falando nos óbvios regionalismos como UAI, TREM e SÔ. Falo de expressões e modos de se usar certas palavras que provavelmente nem devem ser assim "típicas de mineiros", mas sim que foram moda em BH por um período, talvez gírias do pessoal de colégio e que ficaram na minha cabeça. Hoje mesmo, estava um grupinho tomando café da tarde quando eu soltei uma frase do tipo: "toma o seu café de gut-gut e vamos logo embora!"... silêncio... longo... até que alguém se atreveu... "GUT-GUT????". E eu: "Uai.. vocês sabem, quando é para virar logo a bebida e acabar com ela.. é tomar de gut-gut,..quando vc toma a bebida rápido e da pra ouvir ela descendo no gogó assim: gut gut gut". Risos. Zoações da minha cara. Tudo bem. Eu tô acostumada a ser minoria. Mas gente, fala sério.. esse povo num teve infância não?? Tomar o leite de gut-gut para ir brincar logo era tão mais legal!! :)
Outro dia eu estava querendo ir para casa e meu amigo, que ia me dar carona, só me enrolando. Ele dizia: "só mais 5 minutos". Passavam-se 10. Ele vinha: "só mais 5 minutinhos". E mais tempo passava. Na terceira vez que ele veio com a mesma desculpa eu soltei: "Ahhhh criatura, eu quero ir para casa, tira o pé da minha janta e vamos logo!"... Silêncio...longo... Pergunta: "Tira o que?". Gente.. comassim? Tirar o pé da janta é o mesmo que parar de atrapalhar os esquemas, deixar de ser um "empata-foda", desenrolar!
E por fim, a vez que mais gente me olhou, parou e fez silêncio, por algo que eu falei. Estávamos nós, bando de pós-graduandos numa festinha de laboratório, cantávamos alegremente a musiquinha dos Escravos de Jó, depois de tomarmos muita cerveja, eu cantando como se estivesse no programa Ídolos, todo mundo afinadinho: "OS ESCRAVOS DE JÓÓÓÓ... JOGAVAM CAXANGÁÁÁÁÁÁ.. TIRAAAAA PÕEEEEE.." aí chegamos nessa parte... enquanto TODAS AS PESSOAS EM UNÍSSONO cantaram "DEIXA FICAAAAAAR".. eu... sozinha... cantei a plenos pulmões: "DEIXA O ZÉ PEREEEEEEEIRA FICARRRRR"... Silêncio... curto... risadas da minha cara... passei a semana escutando quem era o tal do Zé Pereira que eu deixava ficar... povo mais sem graça sô...

PS: Lembrei de mais uma coisa que falava constantemente em Minas, mas aqui o povo acha engraçadíssimo: Estar com preguiça de alguém. Isso mesmo.. a pessoa é chata.. te cansa.. aí você fala: "Nossa, que preguiça de fulano". Nem preciso dizer que isso já gerou muitos "silêncios... longos".

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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sequidão, poeira, Justin Bieber e baratas...

É isso mesmo, estou secando nesse tempo de SP. A umidade do ar foi pro beleléu e quem sofre é gente pobre que nem eu, que não tem nem umidificador de ar nem carro para chegar chique e inteira ao trabalho. Eu vou a pé.. todo santo dia.. enfrento a poeira da USP que, vamos combinar, me deixa igual a um bife empanado. Ninguém pode ser linda e cheirosa com esse tempo, com suor pingando, com bigodinho de poeira no calor, com a pele rachando por causa da secura do dia... E por falar em pele rachando, as minhas pernas estão completamente descascadas. Acho que estou virando uma barata aos pouquinhos. Ou um réptil, com um couro de primeira! Eu ando tão "mais pra lá que pra cá" que uns dias atrás penteei o cabelo e todo mundo no trabalho comentou como eu estava bonita e elegante, e se eu tinha me arrumado tanto para algo especial. Vantagens de se andar sempre fuleirinha. Mas se bem que não dá pra por um salto alto e sair andando, debaixo de um sol que deixa negão até um albino, que faz suar até pepino, que desembeleza qualquer uma. Isso sem falar nas bolhas no pé e na minha inabilidade total e completa de me equilibrar lá nas alturas. O meu glamour já se foi faz tempo. A verdade é que pra ser sempre fresquinha e elegante é preciso dinheiro MESMO. Ando tão desligada de aparência que hoje me disseram que eu estava a cara de umas crianças de um colégio que veio visitar o laboratório. O triste é que me compararam com os meninos. Outra disse que, olhando para a minha franja, eu pareço o Justin Bieber.. não sei qual foi o pior. E para piorar a situação, até os meus medos eu tenho colocado na categoria de "frescuras". No fim de semana estava voltando para casa de ônibus quando percebi que embaixo das cadeiras e por toda a parede passavam pequenas baratas. E médias também. Primeiro senti nojo. Depois mais nojo. Depois raiva. Baratas malditas não podiam ir encher o saco de outra pessoa? Logo o meu, que estava absurdamente cansada e tinha ainda mais de uma hora de viagem?? E se uma entrasse no meu sapato??? Reparem que não me deu medo ou vontade de levantar da cadeira. Eu estava exausta demais pra isso. Aí me deu um desejo assassino de matar todas elas. E foi o que eu tentei fazer. Metade da viagem eu passei sapateando em cima delas. NOJENTO. Mas pelo menos descontei as minhas frustrações! Muahahahaha (risada maléfica)!

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"Over the rainbow" para acalmar... porque tá triste a coisa! kkkkk

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Filosofia pós-Qualificação

"A vida é um resolver de problemas em série". Essa foi a frase que escutei de uma amiga hoje, ao fechar as portas para um período problemático da minha vida. Mas ela disse isso com otimismo, como se dissesse, "a vida tem e sempre terá problemas, cabe a nós ir resolvendo um por um e deixá-los para trás, fortalecidas". Realmente! O motivo de eu ter ouvido essa frase dela foi o fato de hoje ter sido a minha qualificação de doutorado. Eu já contei sobre ela AQUI. E é com um prazer enorme e um suspiro gigante que eu digo que PASSEI e muito bem nesse exame de arrancar os cabelos. A minha vida inteira eu fui muito perfeccionista quando o assunto é "estudar". Apesar de não ter frequentado os melhores colégios, dei meu jeito de aprender o suficiente para passar numa universidade federal. Lembro da semana do vestibular: o meu stress era tão grande e o peso da responsabilidade maior ainda que meu corpo deu uma enlouquecida. Minha boca apresentava uns espasmos a cada poucos minutos e minhas pálpebras não paravam de tremer. Sinais de um nervosismo que eu não queria admitir. Na prova para o Mestrado e para o Doutorado, passei pela mesma situação. Eu tenho essa mania horrorosa de me cobrar os melhores resultados mesmo quando sei que atingi o meu limite. E com a aproximação da qualificação de doutorado, tirei duas semanas para ficar por conta dos estudos. Fui para Belo Horizonte estudar dia e noite, sem parar. Após 5 dias, peguei uma gripe MUITO forte. Tão forte que fiquei de cama por alguns dias. A gripe veio acompanhada por uma dor de estômago constante, que me levou a uma noite de pesadelos e, por fim, a um desmaio daqueles beeem dramáticos. Resumo: fui parar no hospital, fiz alguns exames mas só uma sinusite foi detectada. Emagreci 2 quilos nesse período. Não consegui estudar por 8 dias seguidos. Entrei numa loucura na qual eu me via falhando vez após vez no dia do exame de qualificação. Voltei para São Paulo e foi quando uma conversa com minha chefe me fez parar para pensar. "Você já sabe tudo o que importa. Está tudo aí, na sua cabeça. Mas esse stress, essa tempestade que você faz, não te deixa enxergar claramente o quanto você sabe e é competente. Você nunca vai saber tudo. Eu não sei tudo. Mas é preciso encontrar calma e firmeza no conhecimento que você vem acumulando há anos. Não pense que você pode ser capaz. Saiba que é capaz. Tenha discernimento para escolher o que é mais importante estudar. Confie em você.". É óbvio que ela não disse isso tudo dessa forma. Esse foi só um resumo da nossa conversa. E o fato é que eu saí de lá e fiquei pensando e repensando e realmente vi com clareza como eu sempre repito esse mesmo ciclo de stress e doenças associadas quando me cobro muito. A verdade é que chegou um momento de eu ter confiança na minha capacidade e saber que muitas vezes eu já me testei e sempre passei nos próprios testes. Porque atitude é tudo. Postura abre portas e apresenta oportunidades. E eu percebi isso depois de quase me perder em meio a um turbilhão que eu própria fiz na minha cabeça, cheio de inseguranças e medos que só faziam me enfraquecer. Mas bola pra frente. Se tem algo de positivo nesse período que passou é que eu pude dar uma olhada nas coisas que me cercam, e posso dizer que nessas últimas semanas eu cheguei às seguintes conclusões:

- Família é tudo de bom... e mais um pouco. A gente sabe disso, mas a certeza bate com força mesmo é na hora do aperto, quando precisamos de um colo de mãe, uma preocupação de pai, um apoio de irmão.

- Amizade a gente cultiva... com palavras, gestos, compreensão. E se a amizade "pega", aí não tem mais jeito... ela está contigo e não abre! Tanta gente se manifestou tão carinhosamente nesses últimos dias, que eu nem sei como dizer a elas da importância que elas têm na minha vida.

- Equilíbrio é a palavra para uma vida saudável. E vale para tudo: alimentação, exercício, estudos, esforço... e por aí vai.

- A gente só para de aprender quando acredita que não pode mais. Nós nos limitamos, mesmo com relação aos detalhes. Eu, por exemplo, que sou uma negação na cozinha, resolvi aprender a ser uma mulher moderna. E e por isso que os blogs que andam me deixando feliz são de culinária. O primeiro é o Panelaterapia, que me diverte com o seu bom humor e me inspira com suas receitas para iniciantes. O segundo é o Kiss My Spatula, em inglês, com posts tão gostosos de se ler e fotos tão bonitas que me deixam numa onda de largar tudo e virar chef de cozinha!

- Por fim, preciso dizer que, ultimamente, só Joni Mitchell para me deixar tranquilíssima. É o meu vício musical do momento!



Agora, se me dão licença, vou ali ler CARAS que depois de tanto stress que passei, preciso de uma atividade que não gaste o cérebro!! hahaha!

PS: O vídeo é do meu gato FOFO coisa linda que tá cada dia mais dengoso!



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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Pausa

Ando MUITO MUITO MUITO gripada. Mal consegui sair da cama nos últimos dias. E de lá só saí para ir a médicos e pro hospital. Claro que por isso estou completamente atrasada com meus estudos. Volto quando puder, provavelmente depois do dia 17 de agosto.

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