segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Uruca doida!

Às vezes parece que o mundo inteiro arruma um jeito de  deixar a gente irritado. Eu já ando irritada e cansada por várias coisas. Fora o trabalho, que já me dá mais do que eu aguento fazer e fora o fato de eu nunca conseguir encontrar uma forma de tentar levar uma vida mais saudável, comendo nos horários certos, fazendo exercícios, etc, nos últimos tempos ainda tive uma preocupação a mais na vida: o aluguel. Quem vive de aluguel em SP paga caríssimo. Do lado da USP então, mais ainda. Meu contrato vai vencer em novembro e a imobiliária já entrou em contato uns meses atrás dizendo que a dona ia pedir um reajuste de 26%, o que equivaleria a R$350,00 a mais por mês. Para quem vive de bolsa, que não aumenta junto com os reajustes, isso é simplesmente fora de cogitação. Há mais de um mês eu já estava estressada. Não é por menos, já que falta só um ano e meio para eu defender o doutorado e ir procurar outro rumo na vida. Pensei em ir para uma república, onde pagaria menos, mas com certeza teria uma diminuição grande no padrão de vida que tenho agora, que divido o apto com só mais uma amiga. No fim resolvemos ser sinceros, explicamos a situação e pedimos para aumentar só R$65,00. Eles aceitaram. Nem acreditei. Ainda assim vai ficar super apertado, mas pelo menos não terei que mudar por falta de opção.

Essa questão do apartamento foi resolvida e tirei a última semana para fazer experimentos loucamente, tentando aproveitar uma maré de sorte que pudesse estar passando pelo laboratório. Final de semana passado tive que ir a USP no fim de semana para cuidar de uns animais. Amanhã, no feriado de 7 de setembro, tenho que ir até lá de novo. Tudo que eu queria nos outros dias do feriadão? Descanso. Mas não dá. É impossível. Quando Murphy encrenca, sai de baixo. Eu devo ter lembrado de pelo menos umas 5 coisas urgentes que eu já deveria ter feito antes da semana acabar. Fora isso, ando irritada pelo fato de não estar conseguindo levar os meus momentos de lazer numa boa. Eu tenho uma pilha GIGANTE de livros pra ler e parei 2 no meio. Quando eu tento continuar a leitura, sempre me perco em outras tantas coisas que são para "o mais rápido possível". Nem audiobook no caminho para o trabalho eu consigo ouvir mais.

Portanto, nesse final de semana, tentei tirar pelo menos um tempinho para mim. Resolvi ir à feirinha da Liberdade. Já comentei dela neste post AQUI. Volta e meia gosto de espairecer por lá, comer uma comida coreana, comprar artigos japoneses, muito sushi, temaki e suquinhos diferentes. Como SP estava um calorão do sertão, resolvi que iria bem praieira, para passar o dia mesmo. Dia seguinte eu acordo, empolgada, abro a janela e... o maior céu cinza-feio-estraga-dia DO MUNDO. Um frio e um dia tão triste que nem me animei a sair de casa e tomar uma possível chuva. Deixei para ir no dia seguinte. Piorou. Céu preto, frio de lascar o osso. E a pessoa que precisava desestressar, mais estressada ficou, depois de ficar presa dois dias inteiros em casa. Resolvi que pelo menos ao supermercado eu iria, já que eu praticamente almoçava e jantava pão com manteiga. Saí de casa no horário do almoço e passei no banco para tirar um dinheiro. Uma fila... mas uma fila... que dava vontade de engravidar só pra ter prioridade e não entrar nela. E as pessoas não sabem usar os caixas eletrônicos. Eu digo isso sem maldade. Os bancos são uma espécie de coisa primitiva e só consigo acreditar que as pessoas que trabalham lá têm um imenso prazer em ver os demais sem saber mexer nas máquinas. Porque, Meu Deus do Céu, como tem gente que não consegue se virar. E para pedir ajuda a pessoa espera uns 10 minutos tentando o mesmo procedimento e o caixa dando mensagens de erro. Quando as 4 pessoas que estavam nas únicas 4 máquinas de saque pediram ajuda, sendo que duas delas estavam pagando infindáveis contas, eu tive minha primeira crise de riso histérica do dia. A fila inteira olhou pra mim. Eu não conseguia parar. Virei de costas e ri muito. Ri do meu azar. Meia hora depois saí dali depois de ter ficado só 1 minuto do meu tempo para tirar dinheiro. Fui para o supermercado. Simplesmente todas as pessoas de SP resolveram fazer compras naquele supermercado naquela hora. Eu olhei pra fila e pensei: É melhor rir que chorar. Peguei um carrinho, fiz hora pra ver se ela diminuía, comprei coisas que nem sempre compro: queijo brie, parmesão ralado na hora, abobrinha (que nem nunca provei e nem sei como preparar), cinco tipos de iogurtes, champignon cortado e inteiro (êta falta do que fazer), brócolis japonês hidropônico (era tão bonitinho!), fiquei 10 minutos olhando a composição de cada suco até achar o melhor custo-benefício, e por aí vai. Não adiantou.. já fui rindo pra fila... mas.. acreditem... por dentro eu estava chorando. Depois de séculos a mulher do caixa começa a passar os meus produtos e eu digo que é para entregar as compras na minha casa. Ela pergunta: tudo? E eu: Não, só essa parte, a outra eu vou pagar e deixar na prateleira de brinde pras pessoas.... kkkkk ... não falei... mas pensei... ahh como pensei.

Agora já passou das 11 da noite e eu aqui, mais estressada que nunca, pensando na bolsa que ainda não entrou na conta corrente, no pôster que eu tenho que preparar para o Congresso que se aproxima, no casamento de uma amiga e como eu não tenho nenhum vestido para a festa, na falta de sono que obviamente vai me deixar pregada amanhã... ahhhhhh.. tem dia que até respirar é difícil.

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