segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rio 40 graus

 Foto: Net

Esse pega-pra-capar no Rio de Janeiro, que está sendo enviado para as TVs do mundo inteiro, me fez pensar em várias coisas. Primeiro na forma como as coisas estão por lá, já há muito tempo. Tenho amigas que moram lá e a grande maioria morre de rir quando eu comento que tenho certo receio de ir ao Rio. Elas acham que é tudo exagero da televisão e que as coisas não são assim. Pode até ser que na maior parte do tempo "não sejam assim". Mas o Rio de Janeiro vive (ou está muito perto de) uma guerra diária. A situação às vezes chega quase a uma guerra civil. E não é só nas favelas e nos morros. Também os arrastões e a violência chegam aos bairros nobres. E em SP não é assim?  (alguém pode perguntar) - Aqui também tem muita violência, mas não tão aberta quanto a que vive o RJ. Lá chegou ao ponto que, quando as coisas não andam como os traficantes e mandantes querem, eles resolvem mostrar pra todo mundo quem é o chefe ali, com demonstrações de poder absurdas, atos verdadeiramente terroristas. E como lidar com isso? Eu não tenho a menor idéia, já que o assunto todo é muito complexo. O que se pode fazer? Entrar matando tudo e todos nos morros? Jogar uma bomba, fazer uma área de quarentena, tratar fogo com fogo? E a quantidade imensa de inocentes que morreriam, em caso de uma zona de guerra declarada, seria considerada como dano colateral? É difícil aceitar esse cenário. Mas ao mesmo tempo eu acho que o Brasil, que eu acredito estar sempre em evolução, não pode mais aceitar esse tipo de abuso que vem dos traficantes e donos de morros. Gostei muito da forma como foi feita a ocupação das favelas no Rio. Muito mesmo. Poderia ter sido melhor? Provavelmente. Sempre dá pra melhorar a forma de se fazer algo. Mas a situação estava num ponto em que, ou o Governo cedia, não transportando os presos para outros estados e retirando a polícia pacificadora dos morros, ou o Governo encarava a briga. E, sinceramente, estava passando da hora de bater de frente com esse bando de vagabundo! Que a polícia tem muita gente corrupta? Acredito que sim. Que tem gente boa e honesta? Não duvido nada disso. Mas como eu acredito que o Brasil tem se transformado para melhor, eu também preciso acreditar que situações como essa do RJ também vão sendo minimizadas, aos poucos. Que o problema foi resolvido nesses locais? Com certeza não! Mas cada vitória deve ser comemorada! Um passo de cada vez. E que se aproveitem desse momento "Tropa de Elite", onde os policiais são considerados "celebridades" e o que mais se ouve são jargões dos filmes. Mas não se esqueçam de que o RJ vive uma GUERRA que não deve ser menosprezada por uma vitória passageira. E com relação aos dois filmes, tão comentados, eu concordo em gênero, número e grau que quem ajuda criminoso também é bandido e merece o mesmo tratamento... e isso inclui os usuários eventuais de drogas.
Mas essa é só a minha opinião!

OBS: Quando eu penso no Rio, eu penso num dos lugares mais maravilhosos que eu já conheci. Sem dúvida uma das cidades mais lindas do mundo. É realmente uma pena o que ocorre por lá.

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sábado, 27 de novembro de 2010

É mais forte do que eu!


Sempre acabo perdendo quando a luta é contra a vontade LOUCA de comprar novos livros. Eu não dou conta de ler todos os livros novinhos que estão sentados na minha estante, esperando a vez de "acontecerem". Ainda assim eu não consigo perder a oportunidade de colocar mais unzinho na pilha. Duas semanas atrás me disseram que uma feira de livros MUITO BOA ia acontecer na FFLCH - USP, onde tudo estaria com, pelo menos, 50% de desconto. Bom, o prédio das faculdades de Geografia e História é do lado do meu, pensei então que iria até lá, sem compromisso, dar uma olhadinha. Mas por dentro, eu já sabia. Eu conheço a fera que mora aqui. É como "O Médico e o Monstro", eu posso até fingir que sou uma pessoa normal, mas em livrarias, bibliotecas e feiras de livros, principalmente em época de promoções, eu me transformo na "leitora doida-varrida". Fui 4 vezes à feira. Tinha tanta gente, mas TANTA GENTE, que da primeira vez eu nem consegui ver muita coisa. Da segunda vez (no mesmo dia à noite) eu me enfiei na muvuca e insisti tanto que consegui chegar perto das bancas de livros. Eu estava até feliz, já que não posso gastar muito dinheiro e não estava achando coisas que seriam "absolutamente essenciais" para a minha vida. Tinha muita coisa linda. Livros de arte super baratos, livros infantis maravilhosos, livros didáticos, mas literatura que me chamasse a atenção o suficiente para eu abrir a minha mão-de-vaca eu não tinha ainda encontrado. Para não sair decepcionada, comprei 3 livrinhos de bolso, bem baratinhos, coisas que eu sempre quis ler, mas nunca teria comprado se fossem caros: O Mágico de OZ - L. Frank Baum, A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz, A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo (esse aí foi do fundo da lista de livros essenciais do colégio kkk). 

Quando já pensava em ir embora resolvi dar mais uma voltinha, em meio a tanta banca de livro. Foi aí que aconteceu. Vi um daqueles manuais coloridos e divertidos da série Jornada nas Estrelas. Parei para olhar, porque achei engraçado. Quando olho para o lado, lá estavam eles. Livros que eu sempre quis ler, livros que nem todo mundo gosta, mas eu AMO, livros de geek mesmo. Lado a lado eram exibidos VÁRIOS livros do Isaac Asimov, que é simplesmente um dos maiores gênios do Sci-Fi e literatura "futurista". Foi ele quem escreveu "Eu, Robô" e é dele uma das Trilogias mais famosas que existem: a "Trilogia da Fundação". E lá estava ela! Os 3 livros LINDOS reeditados, num box LINDOOO!! E em promoção!! Comecei a suar frio! Um box como esse é caríssimo, mas estava ali por 50% de desconto. Fiz um esforço para pensar furiosamente numa desculpa para comprar aqueles livros. Encontrei uma facilmente (a gente sempre encontra desculpas para fazer algo que quer!). Lembrei que meu pai é um fã do Asimov e também associei ao fato de que o Natal está chegando e que esse seria um bom presente (mas a verdade é que eu nem sei se ele já leu essa trilogia!)! Não pensei mais de uma vez. Paguei e agarrei os livros como se a minha vida dependesse daquilo. Atrás desse estava um livro que eu SEMPRE QUIS LER: Laranja Mecânica - Anthony Burgess. Simplesmente o livro que inspirou o filme, que é uma obra prima! Também considerado um dos 100 melhores romances em língua inglesa do século 20. E SUPER barato! Do ladinho dele estava outra obra que eu SEMPRE QUIS LER: Duna - Frank Herbert, Praticamente de graça! E Duna é um clássico tão antigo e famoso que outros autores que estão na minha lista de "semi-deuses" como Arthur C. Clarke, já deram sua opinião afirmando que esse é um livro só comparado ao "Senhor dos Anéis". Pronto, recomecei a suar frio. A cabeça não pensava direito, a mão coçava segurando o cartão de crédito. Para piorar a situação, o cara ainda pergunta se eu já li um livro chamado Neuromencer! AAAAA MEU DEUS! Neuromancer é um livro antigo (foi lançado há 25 anos) que conta a história que inspirou o filme "Matrix". Eu amei Matrix! Como não querer ler esse livro? Saí correndo dali, tropeçando nas pessoas, empurrando todo mundo e fui para casa. Obviamente não adiantou. A feira ainda durou mais 2 dias. Do ladinho de onde eu trabalho. Fui lá mais duas vezes, cada uma das vezes eu comprei alguns dos livros citados acima. Agora estou eu aqui, com essas 9 novas aquisições no colo, pensando em quais devo levar para os meus pais lerem! Mas o maior alívio é: ainda bem que a feira acabou! Senão eu corria o risco de não ter dinheiro pro aluguel!

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Ratos e Homens - John Steinbeck

Um "Prêmio Nobel" não chegou lá sem motivo. Uma pessoa que recebe um prêmio Nobel em literatura, é, muito provavelmente, alguém que fez um trabalho consistente e muito interessante. Diferente do "Oscar", o Nobel tem lá o seu valor! É claro que, nem todo mundo vai concordar que as obras de um determinado escritor são muito boas só por causa do prêmio. Eu mesma ainda não vi a "genialidade" merecedora de algo tão prestigioso no escritor Orhan Pamuk, apesar de só ter lido dele o livro "Neve". Mas algo me diz que eu mudaria de opinião se lesse a sua obra mais famosa: "Meu Nome é Vermelho". Mas hoje eu vou falar de outro "Nobel": John Steinbeck. Mais particularmente, falar de um livro curto que terminei há alguns dias, e que me deixou empolgada para ler várias outras obras dele: Ratos e Homens (do original "Of Mice and Men"). Cheguei a ele através de um pedido do meu pai. Pedi que ele escolhesse um livro e ele prontamente comentou que tinha se interessado por essa história, simplesmente porque ouviu alguém, na TV, comentar algo sobre ser um dos melhores livros que já tinha lido. Quando me passou a obra, meu pai disse que não tinha sido tããão boa assim. Portanto, talvez por pensar que leria uma história "mais ou menos", e não ter criado expectativas, eu tenha gostado TANTO dela.

John Steinback foi um escritor americano, de classe média baixa, que teve que ralar muito para conseguir fazer faculdade e se estabelecer como profissional. Sempre escreveu sobre grupos de pessoas, normalmente trabalhadores sazonais, de determinadas regiões dos Estados Unidos, e de como essas pessoas levavam suas vidas, exaltando a luta pela própria dignidade, as dificuldades das relações de afeto frente à crueldade do mundo, a solidão e a rotina. Seu romance mais famoso é "As Vinhas da Ira", pelo qual recebeu o prêmio Pulitzer e que foi, ainda, transformado em filme. "Ratos e Homens" parece seguir o mesmo estilo literário e, na minha opinião, é genial pela sua simplicidade poética na descrição dos personagens e ambientes. Os diálogos contêm os erros comuns das pessoas comuns. Há quem diga que isso torna o texto meio cansativo. Para mim, foi a forma perfeita de fazer o leitor entrar no clima. O livro emociona por isso, por levar quem lê bem perto da ação, dos lugares, dos sentimentos. E uma curiosidade interessante que encontrei revirando a net é que, ainda estudante, John Steiback ouviu de um professor que ele só conseguiria se tornar um escritor "quando os porcos voassem". Por causa disso é comum encontrar em seus livros a frase "ad astra per alia porci", que significaria algo como "para as estrelas, nas asas de um porco".


"Como de vez em quando acontece, um momento se instalou ali e ficou pairando. O som cessou, e o movimento parou - por muito, muito mais do que um momento."
Ratos e Homens - John Steinback

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Conheça São Paulo! Bar Brahma

Se tem algo para o qual todo mundo precisa "tirar o chapéu" é a quantidade de opções turísticas de SP. E hoje eu venho com uma dica EXCELENTE para quem quer conhecer um bar charmosíssimo por aqui. O tão famoso Bar Brahma, que muita gente já ouviu falar através das próprias propagandas da cerveja, existe. Na verdade existem alguns. Mas o melhor deles fica aqui na capital. E numa localização estratégica: esquina das avenidas Ipiranga e São João. Lembraram de Caetano Veloso cantando? 

"Alguma coisa acontece no meu coraçããããooooo.. que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São Joããããoooo..."

E foi lá que comemorei o meu aniversário esse ano. O Bar Brahma é uma atração que vale muito a pena. Além do ambiente principal ser super conservado, mantendo um ar daqueles bares antigos e elegantes (o bar foi fundado em 1948), o agito por lá não pára! E rola de tudo, de Stand Up Comedy a Cauby Peixoto, passando por Demônios da Garoa e Wando! Quer samba de raiz? Lá tem! Com vontade de ver um showzinho de Jazz? É lá mesmo! MPB ao vivo? Tem também! A programação é muito variada e rica, e já que a casa conta com diversos ambientes e todo tipo de público. A comida é maravilhosa e dá mesmo vontade de sair pedindo "um de cada". Só tem um problema. O preço é meio salgado. Mas como era meu aniversário eu resolvi esquecer um pouco dessa "pão-duragem" (kkkk)!


Por fim, o Bar Brahma está localizado no centro antigo de SP. Um lugar cheio de construções lindas, repleto de história e coisas interessantes, mas abandonado em meio à decadência que essa área apresenta. Assim como as estações da Luz e Júlio Prestes (onde fica a Sala São Paulo), essa "atração" da cidade se perde em uma região marcada pelo descaso do governo, onde é comum vermos verdadeiras jóias arquitetônicas caindo aos pedaços e gente pelas ruas, meio que sem futuro (A Crackolândia é ali do lado). Mas a minha revolta com relação a esse tipo de coisa volta em outro post.

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Considerações sobre os bebês...

Já há algum tempo eu venho pensando sobre "essa história" de bebês. A genética diz que a chance de ser menino ou menina é de 50%. Mas tenho lá minhas dúvidas de que isso seja realmente a verdade. Porque digam o que quiserem, mas ninguém me convence que em Minas Gerais nasce metade de cada sexo. Ahhh não. Lá, meu amigo, tá sobrando mulher. Sempre esteve. A coisa por lá tá tão preta que as que tem namorado tentam colocar uma burca no pobre, para livrá-lo do assédio das MILHARES de mulheres que vagam sem rumo. Em Belo Horizonte então.. VIXE! Acho até que seria uma boa exportar mulatas, morenas, ruivas e loiras! Mas voltando aos bebês. Na minha família, se não me engano, nasceram 18 primas. E somente 8 primos. Por muito tempo os meninos tiveram que, forçados, dividir brincadeiras masculinas com lacinhos, musiquinhas do balão mágico e da Simoni, ursinhos de pelúcia e bonecas Meu Bebê. Coitados! Daí essa "primaiada" cresceu. E muitos tiveram filhos. Arrrrrá! E a situação se inverteu. A quantidade de meninos que nasceram deixaram as pobres e poucas menininhas meio isoladas, cabisbaixas, sem companheiras. Recentemente,7 amigas minhas engravidaram. São 6 meninas e 1 menininho. Resumindo, a conclusão a que eu cheguei é: existe um ciclo de reprodução por sexo. Claro que funciona assim! É óbvio, não sei como ninguém reparou nisso antes! Os bebês se organizam, lá do lugar de onde eles vêm, seja o céu, uma estrela, ou daquela velha história que envolve flores e abelhas (kkkk). Eles vêm "a granel", isso é fato, porque engravidar parece ser meio contagioso, é só aparecer uma grávida que a coisa se espalha como piolho, mas vêm um "a granel" oganizadinho por sexo. E claro que se a coisa funciona assim mesmo, também há de haver um motivo. Eu particularmente desconfio que é tudo castigo ou recompensa divina. Algo do tipo: "Você cometeu muitos pecados na outra vida?? Ahh, então vai reencarnar mulher em Belo Horizonte no auge da escassez masculina". Ou então: "Para te recompensar por ter sido uma alma superior, na sua próxima reencarnação você vai ser o único homem em meio a um ano especialmente rico em meninas!". Sei não. Mas deve funcionar assim.

PS: Bebê de argila feito pela talentosa Camille Allen

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como terminar um namoro

Um vídeo que descreve resumidamente as idas e vindas dos relacionamentos! Muito bom!

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domingo, 14 de novembro de 2010

O Senhor dos Anéis Online


Esclarecendo o último post. Já há algumas semanas eu estou super empolgada com um novo jogo online. Nada mais, nada menos que o jogo oficial de "O Senhor dos Anéis": Lord of The Rings Online  (LOTRO). Antes de entrar nos pormenores eu preciso dizer que o Universo que o Tolkien criou, na Trilogia do Anel, no livro O Hobbit e Silmarillion sempre foi algo grandioso, na minha opinião. Lembro que comecei a ler O Hobbit numa viagem que fiz para Ilha Grande, em 2000 (ou foi 1999?), com vários amigos da faculdade. Eu simplesmente virava noites lendo. E depois emendei a Trilogia, que está entre os 5 livros mais sensacionais que já li. O Senhor dos Anéis foi um marco da literatura fantasiosa e agrega fãs apaixonados. Eu também AMEI os filmes. Entendo que um filme nunca é tão interessante e rico quando um livro (ainda mais um livro tão cheio de detalhes), mas achei que, para o cinema, não tinha como ser uma versão tão perfeita no pouco tempo disponível.

Eu e meu urso (que me ajuda nas caçadas) na cidade de Bree
Campo de flores em Bree Land
Some-se a isso a minha inclinação natural por jogos. O resultado é uma experiência única. LOTRO é um RPG online onde gente do mundo todo vive na Terra Média de Tolkien. O jogo é riquíssimo, interessantíssimo, lindíssimo e muitos outros "íssimos". Logo no início é preciso escolher com qual raça você vai querer jogar: Homem, Elfo, Anão ou Hobbit. Depois dessa primeira escolha, vem 9 opções de classes. E ainda é preciso montar a aparência dos personagens. O jogo consiste de várias áreas (contei pelo menos 9), cada uma com centenas de possibilidades de interações com outros personagens e monstros, inclusive com uma história principal, que é a mesma do Senhor dos Anéis. Na verdade, o jogo começa no momento em que (na história do livro) o Frodo sai do Condado para levar o Anel até Rivendell e de lá para Mordor. Isso implica que, de tempos em tempos, recebemos quests de personagens lendários como Aragorn, Elrond, Tom Bombadil, Gandalf (entre outros tantos) para "ajudarmos" na saga original. Foi uma sacada excelente dos desenvolvedores, já que só sabemos a história do Frodo e da sua Sociedade, mas não de quem pode ter ajudado nos "bastidores". E isso dá uma sensação de fazer parte de algo único!

Olha o Aragorn aí!
Tom Bombadil (estranhíssimo, como no livro!)
O Pônei Saltitante, em Bree
Dentro da casa do Bilbo
Os cenários são maravilhosos. Por mais que o jogo não tenha uma resolução perfeita, é tudo tão bem feito e tão fiel à descrição original que dá vontade de ficar passeando e descobrindo cada cantinho da Terra Média. Eu mesma já fiz um tour pelo Condado, pelas terras de Bree, conheci todas as esquinas da taverna "O Pônei Saltitante", já visitei a casa do Bilbo e do Frodo, e tanta coisa interessante que nem dá pra ir citando tudo. A música é algo à parte. É maravilhosa a trilha sonora, tão boa quanto a dos filmes. E além das quests e da história que vai acontecendo, o jogo te oferece uma grande possibilidade de interação para que o jogo pareça algo mais "real". É possível, por exemplo, comprar uma casa. Mas aí tem que pagar o aluguel semanalmente, senão ela vai a leilão! Pode-se comprar bebidas em todas as tavernas, mas é preciso cuidado com o teor alcoólico, senão o personagem fica embriagado e a tela treme e é imposível ver qualquer coisa. Comprar um cavalo é essencial, pois apesar de muito caros eles permitem que se viaje nesse mundo tão vasto num tempo menor. Tocar instrumentos é um hobby possível, só é preciso comprá-los e mãos à obra! Pescar é um hobby que pode ser adquirido depois de um certo tempo. Além de tudo isso, uma parte importante do jogo são as vocações. É posível escolher uma vocação, que engloba 3 profissões. E com elas dá pra ganhar um bom dinheiro e fazer roupas, armas, jóias, comida, tinturas, etc.
Pescando no Condado
Passeando pelo Condado
Não sei bem como expressar o quanto esse é um jogo essencial para quem, como eu, adora jogos e ADORA a história original. Então tento empolgar todo mundo. Ainda mais porque o jogo, que era pago, agora é de graça! Claro que de graça só em parte. É preciso comprar alguns conteúdos. Mas a notícia boa é que, através da realização de certos objetivos ganha-se pontos que podem ser trocados por várias itens que seriam pagos. A última expansão paga do jogo envolve as Minas de Moria (incluindo uma quest onde há um confronto com... TCHARAN!... um Balrog!). Pausa pra passar a emoção! kkkkkk
Vale muito a pena dar uma conferida, já que, obviamente, eu não consegui passar a dimensão da coisa!

Viajando à cavalo
À cavalo pertinho de Bree
No jogo eu tenho dois personagens (que é o limite para quem não paga), mas existem vários servidores e é possível fazer personagens em cada um deles. Criei uma elfa caçadora (arqueira) e uma humana maga (lore-master). Confesso que gostei um pouquinho mais da humana, já que achei a região de Bree mais interessante e divertida. Mas, por outro lado, as cidades élficas são incríveis (algo que se conhece rapidamente quando se joga com elfos)! 

Em uma das muitas cidades élficas
Em Celondin (cidade élfica)
O jogo requer um espaço bom no HD: pelo menos 10 gb. Mas nem precisa ter uma placa de vídeo que seja lá grandes coisas. Abaixo as "assinaturas" dos meus personagens. 

 Abaixo um clipe feito para divulgar o jogo grátis:

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Concerning Hobbits - Howard Shore

Trilha sonora do dia! Para combinar com algo que eu ando fazendo em boa parte do meu tempo livre!! hahaha

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sábado, 6 de novembro de 2010

O ET

 *Imagem do filme ET, O Extraterrestre - Steven Spielberg

Às vezes eu me sinto um ET, em meio a tanta gente seguindo o curso "normal" da vida. Ontem, logo depois da aula de espanhol, tive uma conversa longa com um colega de turma que vai ser pai em poucos dias. Nada programado, aconteceu da gente conversar por quase duas horas esperando uma chuva torrencial chegar ao fim. E a conversa foi basicamente sobre os diferentes tipos de pessoas e como, no fundo, se espera que todo mundo "siga" o que é convencional. Na verdade tudo começou no horário de lanche, quando começamos uma conversa sobre a minha sobrinha, que nasceu há poucos dias. Eu estava falando do quanto ela é fofa e linda, mas de como eu realmente não quero ter filhos por muito.. MUITO tempo. Aí as opiniões se dividiram. Metade da turma disse que isso é fase, que vai chegar o dia e a hora disso mudar... metade disse que também nunca sentiram vontade nenhuma, inclusive uma amiga, que já tem um filho de 28 anos, disse que aconteceu dela ter tido esse filho, mas que nunca quis e que nunca teria outro, apesar de gostar imensamente dele. Foi quando eu comentei que acho que, se um dia puder, vou adotar uma criança. Na verdade, não penso nem sequer em tentar ter um filho meu, penso em adotar direto, já que pra mim não faz a mínima diferença de qual útero ele veio. Claro que se tivesse um meu, tb iria gostar, mas a vontade de ter um assim é zero. E foi quando esse meu amigo, que vai ser pai, me disse que apoiaria 100% a esposa dele, caso ela decidisse não engravidar nunca. Ele também pensa como eu e acha que não faz a menor diferença a origem da criança.

Daí, a conversa passou, mais tarde, ao estilo de vida profissional. Ele é um historiador. Um cara que se interessa pela pesquisa histórica, pelo desenvolvimento das regiões, pela cultura... tudo isso estudado a fundo. Mas isso dá dinheiro? Para poucos até dá. Mas quem se especializa numa área dessas, faz mestrado e doutorado, é porque realmente gosta do que faz, independente se vai ganhar bem ou não. Ciência básica, em geral, é para quem ADORA o que faz, e não se imagina fzendo outra coisa. Caso contrário, a pessoa vai acabar desistindo e fazer um concurso ou algo que dê dinheiro, independente se o trabalho é somente suportável. Assim como ele, eu sei do valor de se estabelecer numa profissão e ganhar dinheiro. Sucesso financeiro é muito importante sim. Mas se sentir feliz com o trabalho escolhido (que é algo que vai tomar um super tempo na vida de cada um) é MUITO MAIS importante. Quando me perguntam qual o meu plano para depois do doutorado, a minha resposta é sempre: "o que eu etiver a fim de fazer na época". Tenho planos de continuar feliz no meu trabalho, mas não tenho a menor idéia do que vou fazer. As oportunidades vão aparecendo! Pra quê ficar estressado, se sentindo absurdamente pressionado, precisando fazer uma escolha de carreira e acabar ficando doente de tanta ansiedade? Não, bobeira. Assim como eu já decidi sobre família, eu também já decidi que não vou me estressar sem motivo por causa de trabalho. Afinal de contas eu virei bióloga por prazer, não para me tornar uma catedrática de uma Universidade Federal (o que é algo que, se um dia eu sentir vontade, eu me prepararei para isso... mas até o momento eu tô correndo pro lado contrário).

E também já me acostumei com as perguntas das pessoas que levam vidas mais "convencionais". 
"_ Por que você não faz um concurso?"
"_Por que você não pára de estudar e arruma um emprego de verdade?"
"_Por que você, que tem mestrado pela UFMG e doutorado pela USP, não se utiliza disso para ganhar muito dinheiro?"
"_Você tem que ter filhos antes dos 35, hein.. senão pode desistir!"
"_Mas você vai ficar na Universidade até quando?"

Dá até vontade de rir! As pessoas não entendem que eu, nem se pudesse, iria querer fazer outra coisa.  Não no momento atual. E o engraçado é que, as pessoas que estudaram/estudam comigo pensam de uma maneira muito parecida! E todos reclamam que também se sentem meio alienígenas frente à todas as pessoas que querem uma explicação sobre o "Por quê" delas terem escolhido aquela carreira.

Escolhemos porque quisemos, oras! E para falar a verdade eu também não consigo entender como as pessoas escolhem profissões absolutamente sem-graça... mas eu acredito que para elas deve fazer sentido, deve ter um apelo, porque afinal de contas ninguém quer trabalhar e viver uma vida infeliz, não é?

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