sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Certezas

Dizem que sobre essa vida só existem duas certezas: a morte e o especial de fim de ano do Roberto Carlos. Pois eu não concordo. Tem tanta coisa que sempre foi uma certeza, que mal dá pra lembrar do principal. É certo, por exemplo, que eu engordo de tanto comer, nas festas de Natal. É a "Ogra Natalina" que reaparece em dezembro. Também não existe dúvida nenhuma de que o Natal sempre será comemorado na casa da minha tia, com quem puder e vier, e que o Ano Novo continuará sendo uma incógnita até o último instante, quando finalmente eu decido o meu destino na virada. Certeza que a minha dermatologista não aguenta mais me ouvir falando da nova ruga que apareceu no cantinho do meu olho, assim como eu não aguento mais ela dizendo que eu sou exagerada. A lista de certezas "absolutas" segue grande: que eu vou me matar de trabalhar no próximo ano, esse que será o último do meu doutorado; que o cansaço e estresse entre terminar a pós-graduação, escrever a tese e tentar fazer uma parte dos meus experimentos no exterior serão medonhos, mas já previamente aguardados e conhecidos; que comida de lugar algum se compara ao feijão tropeiro e a costelinha que só a minha mãe sabe fazer; que alguns amigos da época de colégio e faculdade continuarão sendo "amigos do peito", mesmo com a distância e o longo tempo sem reencontrá-los; que a memória dos meus avós e do exemplo que eles sempre passaram continuarão vivos, até o fim; que tentar, errar, tentar de novo e acertar faz parte das coisas que nos fazem crescer nessa vida, do mesmo modo que nada tira o gosto de atingir um objetivo que há tanto tempo desejávamos.

O ano novo vem com um efeito placebo maravilhoso. Apesar de nada tecnicamente mudar, existe aquela sensaçãozinha de coisa nova, de oportunidades renovadas, de recomeço. E a cada dia 31 de dezembro eu repenso minhas "certezas" e revejo as prioridades.

E só porque deu saudade dos amigos antigos, segue uma música que a gente ouvia e tocava e cantava até cansar, na época da UFMG.


Feliz Ano Novo!!!

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fritando ovo no asfalto

O verão ainda nem começou e eu me pergunto como sobreviveremos. Não lembro se no ano passado o calor caiu matando como neste ano. Se isso aconteceu, devo ter sofrido uma amnésia durante os meses seguintes. Para mim, o mundo nunca esteve tão quente, tão chamuscante, tão suado. Calor demais não presta para nada. Nem para praia. Calor demais deixa a gente tão melado de suor e tão desanimado de viver o dia, que dá vontade de largar os pontos e deixar o cérebro derreter junto com o resto do mundo. Nem o meu gato aguenta mais tanto calor. O pobre bichano sai da sua casinha, se arrastando, somente para se jogar no chão, numa sombra qualquer da casa, esparrachado, pedindo penico, coitado! Fora que ninguém consegue trabalhar eficientemente em dias tão quentes. Ou descansar. Ou dormir. Uma feijoada nem pensar. Cafezinho a gente só toma mesmo por conta do vício. A elegância já era, porque é só sair de casa e dar dois passos que a marca de salame gorduroso já aparece na blusa, debaixo do braço. Parece até brincadeira. E fora a quentura descomunal, o desconforto que sentimos, ainda corremos o risco de sermos atacados pelos cecês alheios. Transporte público vira a própria visão do inferno. E sempre tem um menos filho de Deus que resolve esticar o braço na sua frente. A única saída é, como diria o Capitão Nascimento, do BOPE, "pedir pra sair", ou nesse caso, descer do busão. Ou isso ou pagar os pecados. Conheço um fulano aí que, de tão revoltado com o verão, decidiu não lavar o "suvaco" mais, em dias escaldantes. "É uma guerra" - ele sempre diz - "A gente tem que feder mais que o outro para ganhar espaço no coletivo". Que coisa triste. Tô chegando à solitária constatação que melhor mesmo é ser esquimó e viver num igluzinho gelado. Morro de frio sim, mas morro cheirosinha! kkkkk

Imagem: NET

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

História do Natal Digital

Eu acho sensacional como as novas tecnologias permitem surtos de criatividade. Vi no facebook esse vídeo logo abaixo e fiquei impressionada com a maneira divertida que certas pessoas encontram de reinventar uma idéia, nesse caso contar a historinha do "Natal" de uma forma moderna e simpática! Nota 10!

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Pegadinha de laboratório

O vídeo abaixo é absurdo, como só as pegadinhas de laboratório podem ser! E depois uns e outros ainda acham ruim quando eu pego tubinhos, coloco gelo seco, deixo eles tampadinhos debaixo da mesa das pessoas... só porque eles estouram fazendo um barulho absurdo, e as pessoas quase infartam, não é motivo pro pessoal ficar P da vida comigo! kkkkkkkkk
Mas esse vídeo beira o "sem-noção". Duvido que seja real!

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O cofrinho

Não foi por querer que eu fiz o que fiz. Em minha defesa digo que fui praticamente obrigada a tomar aquela decisão. Não tive culpa, fui literalmente hipnotizada pela cena com a qual me deparei. A culpa foi da fila do banco onde estava. E também do calor insuportável que fazia. Ou da falta do que fazer. Ir ao banco é uma das atividades mais insuportáveis que existem, comparada somente a fazer faxina na casa. Mas eu fui. E naquele dia o ar condicionado quebrou. E eu na fila do banco. Enorme. Gigantesca. O meu tédio atingiu um nível máximo. Fiquei tanto tempo de pé, parada atrás de uma perua de salto alto e excesso de maquiagem, que acho que saí do corpo. Naquele forno infernal, onde o suor se acumulava em locais indevidos, eu flutuei acima de tudo e todos e vi aquele monte de gente penando e assando naquele cubículo que já fedia a pé. Desesperada para arrumar um passatempo, comecei a observar um por um, cada qual mais desinteressante que o anterior, cada um mais desanimador que o outro. Até que eu bati o olho no cofrinho. Bem, cofrinho é modo de dizer, aquilo era praticamente um cofre forte de banco. Um funcionário local, consertando um dos muitos caixas eletrônicos quebrados, estava agachado e bastante concentrado no que fazia. Não sei se foi pelo calor nauseante ou pela falta de cinto, a calça do indivíduo estava mais baixa do que devia, revelando a entrada de um cofrinho que mais parecia o Grand Canyon. Primeiro tive vontade de rir. Me segurei e quando a histeria do momento passou, eu ainda reparava naquele tobogã suado e foi aí que a idéia surgiu. Juro que não foi por mal. Mas, como eu já disse, a culpa foi da situação. Coloquei a mão dentro do bolso e procurei até encontrar o que eu sabia que estava lá: uma moeda de 1 Real, troco que recebi na compra de um sorvete. Medi a moeda com os dedos e o cofrinho com os olhos. A combinação era perfeita. Mais que perfeita. Aquele Real tinha nascido pra ser enfiado naquele cofre. Não tive escolha, apesar de que não havia porquê ter dúvidas se devia ou não fazer o que queria. Afinal de contas, eu estava num banco. E dinheiro é para ser depositado em cofres... então... foram só 5 passos curtos... a mão deslizou do bolso, segurando a moeda prata e dourada, rapidamente se aproximou e, tal qual um ímã com uma geladeira, fez o depósito naquele fundo de investimento que se oferecia, o Senhor de todos os cofres...

*Foto: Getty Images

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Stereomood

Eu nunca fui muito fã de música. Não é que eu desgoste, mas nunca fui uma pessoa realmente musical. Conheço pessoas que não vivem sem ela. Estudam, tomam banho, dirigem, almoçam com uma trilha sonora. Apesar de gostar de música, confesso que ela até me atrapalha quando preciso me concentrar muito ou quando quero dormir. Mas o que gosto é de ouví-la num barzinho, numa festa, num momento em que eu estou a fim de cantar junto, ou num concerto. Para mim existe essa distinção. Música para alegrar e animar o ambiente e música para ser REALMENTE apreciada. Um problema que surgiu a partir desse meu "desconhecimento" da música é que eu nunca sei o nome dos cantores, nunca correlaciono a canção com quem canta. Na minha pequena prateleira de CDs e mp3 (na maioria bem antigos) estão Marisa Monte, Lulu Santos, The Corrs, Jason Mraz, Jack Johnson, Alanis Morissette, Beatles, Jorge Drexler, Julieta Venegas, Carla Bruni, Chico Buarque, Vander Lee, Cartola, Cazuza, Legião Urbana, Skank, Emerson Nogueira, Barão Vermelho, Vanessa da Mata, algumas músicas regionais, clássicas, algumas músicas soltas e várias trilhas sonoras de filmes e alguns seriados (são os que me lembro). Mas isso não é muito. Ainda mais que raramente escuto algo frequentemente.

Nos últimos dias, um amigo me indicou esse site: http://www.stereomood.com
Achei interessantíssimo! Realmente uma idéia diferente, agrupar músicas em "situações" e "estados de espírito" diversos. Na página principal existem vários links como "Sleepy", "Classic", "Need for Love", "Sunday Morning", "Cool", "Sexy", "Happy", "Relax", "Feel Like Crying", "Saudade",  "It's Raining", "Dinner With Friends" entre tantos outros e, para cada link desses, um conjunto de músicas que o represente. É muito divertido clicar em um deles e ver o que vai surgir. Grande parte das músicas é de cantores/bandas que eu nunca ouvi falar. Mas é impressionante como acabei descobrindo canções lindas de alguém desconhecido, que provavelmente eu nunca teria a chance de notar sozinha. Às vezes, só por curiosidade, eu abro uma lista de músicas e fico viajando nessa sopa musical! Ótima dica para quem quer se surpreender com um site de música diferentão!

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