terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fritando ovo no asfalto

O verão ainda nem começou e eu me pergunto como sobreviveremos. Não lembro se no ano passado o calor caiu matando como neste ano. Se isso aconteceu, devo ter sofrido uma amnésia durante os meses seguintes. Para mim, o mundo nunca esteve tão quente, tão chamuscante, tão suado. Calor demais não presta para nada. Nem para praia. Calor demais deixa a gente tão melado de suor e tão desanimado de viver o dia, que dá vontade de largar os pontos e deixar o cérebro derreter junto com o resto do mundo. Nem o meu gato aguenta mais tanto calor. O pobre bichano sai da sua casinha, se arrastando, somente para se jogar no chão, numa sombra qualquer da casa, esparrachado, pedindo penico, coitado! Fora que ninguém consegue trabalhar eficientemente em dias tão quentes. Ou descansar. Ou dormir. Uma feijoada nem pensar. Cafezinho a gente só toma mesmo por conta do vício. A elegância já era, porque é só sair de casa e dar dois passos que a marca de salame gorduroso já aparece na blusa, debaixo do braço. Parece até brincadeira. E fora a quentura descomunal, o desconforto que sentimos, ainda corremos o risco de sermos atacados pelos cecês alheios. Transporte público vira a própria visão do inferno. E sempre tem um menos filho de Deus que resolve esticar o braço na sua frente. A única saída é, como diria o Capitão Nascimento, do BOPE, "pedir pra sair", ou nesse caso, descer do busão. Ou isso ou pagar os pecados. Conheço um fulano aí que, de tão revoltado com o verão, decidiu não lavar o "suvaco" mais, em dias escaldantes. "É uma guerra" - ele sempre diz - "A gente tem que feder mais que o outro para ganhar espaço no coletivo". Que coisa triste. Tô chegando à solitária constatação que melhor mesmo é ser esquimó e viver num igluzinho gelado. Morro de frio sim, mas morro cheirosinha! kkkkk

Imagem: NET

3 comentários:

Teresa disse... [Responder comentário]

Ola! Lulu
amiga, vim te desejar um NATAL de paz, união e muito amor
bjs no coração
c/carinho
Teresa

Bia disse... [Responder comentário]

E da-lhe ar condicionado.... eu nao estava aqui no ano passado, mas ano retrasado lembro que foi terrivel tb. Ainda nao sei o que e pior, esse calor ou invernao de NY... bjs e Feliz Natal!

Gislene disse... [Responder comentário]

Ana,

Quando chega a noite, repousamos nossa cabeça e fazemos um balanço do que foi nosso dia. No fim do mês fazemos balanço das nossas contas...e quando o ano se finda, costumamos refletir sobre o que foi nosso ano.

Fechamos pra balanço.

Começamos a puxar pela memória para trazer à tona tudo o que nos aconteceu nesse último ano.

Talvez tenhamos passado por momentos difíceis, dolorosos mesmo onde, muitas vezes chegamos a nos perguntar sobre o sentido de nossa vida. Mas o passar dos dias acabou amenizando esse sentimento. Porque o tempo, se passa rápido ou lentamente, ameniza todas as coisas. E é curioso como, mesmo revivendo na memória, as coisas já não fazem mal como antes... naquele momento de dor, tínhamos a certeza absoluta que isso jamais passaria.

Sofremos perdas irreparáveis, dessas que não é possivel voltar atrás, por mais que tentemos. Mas ganhamos em experiência.

E, entrelaçados a esses momentos de tristezas, houveram as alegrias. Desses momentos em que desejamos que o relógio do tempo pare. Uma onda de emoção nos invade ainda, um sorriso aflora e temos a impressão que nosso rosto se ilumina... é importante trazer esses momentos sempre vivos para que nos ajudem quando a maré estiver baixa.

E nesse mar da vida, onde nadamos e fomos levados, chegamos, finalmente, ao porto do próximo ano. Sobrevivemos e, malas prontas e cheias de experiências, nos preparamos para uma nova embarcação. Talvez nova direção.

Mas, olhando o que passou, nessa contabilidade de momentos vividos, pesando os prós e os contras, chegamos à conclusão que o saldo final é positivo. Todos os que chegamos até aqui temos saldo final positivo, mesmo se durante o ano as coisas negativas tentaram nos afetar. Se não fosse assim, não teríamos chegado até aqui.

E vamos começar o novo ano com um grande presente desse Deus Pai que esteve conosco durante todo esse ano: uma nova oportunidade!

Temos nas mãos a chance de recomeçar, reconstruir. Nem todos tiveram, mas a nós está sendo dada essa ocasião. Somos privilegiados. E nesse novo ano, mesmo se não podemos ser pessoas novas, podemos nos sentir pessoas renovadas, fortes o bastante para sobreviver às provações, fortes o bastante para conquistar novas vitórias.

Letícia Thompson.


...Um lindo 2011 à você!...

Gislene.

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