terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Isso me faz pensar...


Compartilhando do Blog: http://garpereira.blogspot.com/

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Will you marry me? (meme proposal)

Tive que postar!! A idéia foi linda e duvido que alguém não se emocione! =)

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Organiza o Natal - Carlos Drummond de Andrade

Copiado do Blog: http://ebooksgratis.com.br/
 


Organiza o Natal
(Carlos Drummond de Andrade – (Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.)

“Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso.
A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.”

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Esse trailer é a coisa mais linda dos últimos tempos! Até arrepiei com a musiquinha dos anões! Pena que o filme ainda demora 1 ano pra sair!

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Porque comprei um Kindle Touch - "Primeiras Impressões"

Eu sempre gostei muito de ler. Se pudesse, leria todos os dias. Mas ou chego em casa muito cansada ou não consigo pensar em carregar um livro na mochila que já está tão pesada, principalmente em viagens. Quando tinha tempo de ler, lia tranquilamente uns 35-45 livros por ano. Eu sei que muita gente bate essa média facilmente, mas esse já é um número considerável.
A idéia de comprar um kindle surgiu há um tempo atrás. A minha primeira reação foi: credo, nunca trocaria um livro por um leitor digital. Mas, com o tempo, resolvi que valia a pena. Minha decisão foi baseada em: praticidade de carregar todos os livros que quisesse num dispositivo leve e compacto e também pelo fato de que eu iria acabar lendo mais. Paga-se pelos livros digitais, mas existem opções bem mais baratas e vários livros de graça.
 Kindle Touch

Pois bem, a idéia do Kindle me pegou de jeito. Quando ficou certo que eu viria para os Estados Unidos, resolvi que esse seria O presente que eu me daria (não sei se teria coragem de pagar o preço para comprar do Brasil, já que fica MUITO mais caro). Aí começaram as dúvidas. A Amazon acabou de lançar 3 novos kindles no mercado. Um deles é o mais barato da linha, também é o mais leve e compacto. Custa US$79,00 e a navegação se dá através de botões que passam as páginas e também de um daqueles cursores de 5 direções. O outro é touch, isto é, tela sensível ao toque (US$99,00). Por fim, a Amazon lançou o Kindle Fire (US199,00), um dispositivo colorido, muito mais tablet do que eReader. Logo percebi que o Fire não atenderia minhas necessidades. E não é porque é mais caro, não. O problema é que a grande sacada dos eReaders é o fato deles terem "e-ink" (tinta digital) que não deixa seus olhos cansarem e arderem, já que não possui aquela luminosidade característica de computadores e tablets. Ler numa tela que possui e-ink é MUITO mais confortável. O Fire não possui e-ink, portanto, nem foi cogitado. O modelo antigo (Kindle Keyboard) também foi descartado logo, já que é mais pesado e tem um teclado um tanto quanto inútil, o que aumenta o tamanho do eReader. Entre os dois outros, acabei escolhendo o Touch.
Bom, entendam que eu levei uma semana pensando em qual deles comprar. O que me fez decidir pelo touch, foi essa postagem desse blog aqui, de um cara que já usa um iPAD há tempos e decidiu testar o Kindle: http://shawnblanc.net/2011/11/kindle-touch-review/ 
Vi inúmeras reclamações de pessoas que possuem o Kindle Keyboard (também conhecido como Kindle 3) ao testarem os novos modelos. Mas nessa postagem eu encontrei o que procurava. Alguém que nunca teve um Kindle e comprou um Touch como primeiro dispositivo para leitura.
O meu Kindle chegou em 3 dias. Fiz vários testes, usei de várias maneiras, aproveitei do fato de aqui nos Estados Unidos ser possível pegar livros emprestado pela própria Amazon e também dos vários livros de graça. Hoje eu já tenho o meu Kindle Touch por quase um mês e as minhas impressões são as seguintes:
- No quesito leitura, o Kindle é excelente! Realmente é muito bom ler na tela com e-ink! Se assemelha muito a ler uma página impressa e, nem o sol diretamente na tela atrapalha a leitura. Pelo contrário! A leitura é até melhor em ambientes ensolarados. Mas atenção: Kindles não possuem luz na tela, portanto, assim como um livro, é preciso de uma luz externa.. você NÃO VAI conseguir ler no escuro.
- No quesito performance o Kindle é uma tristeza. Digo isso porque estamos falando de algo que é apresentado em "preto, branco e cinza" e, ainda assim, ao tocar a tela a mudança de página não é instantânea. Demora pelo menos 1 segundo. Muitas vezes demora 2 segundos. E algumas raras vezes demora mais. Mas, convenhamos.. enche o saco ficar esperando esse lag do dispositivo. Muitas vezes você acha que não clicou e clica de novo.. após o lag de 2 segundos passam-se duas páginas. Uma amiga comentou que, às vezes, ao ler livros, também passamos duas páginas "sem querer" e que isso só torna a experiência mais real. Pode até ser, mas eu paguei pelo que é considerado um dos melhores eReaders do mercado. E eu esperava algo muito bom, muito rápido, muito impressionante e não uma eficiência de Windows antigo. E essa é realmente a minha impressão: falta um pouco da tecnologia e elegância da Apple nesse eReader.
- No quesito beleza o Kindle deixa muito a desejar, mas isso é opinião muito pessoal. Acho o Kindle Keyboard muito mais elegante, tanto pela cor quanto pelo design (tá, admito que o teclado é feinho, mas ainda assim é visualmente mais bonitinho).
- Por fim, preciso comentar algo que vai eternamente me irritar em dispositivos com touch: as marcas de dedo na tela. Comprei um protetor de tela, mas é horrível, sempre ficam bolhas e acabei jogando aquela budega fora. Também tenho medo da tela ir perdendo a sensibilidade com o tempo... vamos ver...

Depois de falar tanta coisa ruim, admito que eu compraria de novo o mesmo Kindle. Acho que ele pode ser melhorado e MUITO, mas é ótimo carregar ele por aí e poder ler onde quer que eu vá. E não estou arrependida de ter comprado o touch ao invés do convencional, por algumas motivos:
1- O Touch tem o dobro de espaço (4GB),
2- Tem um recurso pra ativar o dicionário que se baseia em você tocar a palavra. Isso é muito útil pra mim, já que a grande maioria dos livros estão em inglês (existem pouquíssimos livros em português).
3- Tem como marcar passagens do texto e compartilhar, algo que seria muito difícil sem a tela sensível.
4- Tem áudio, portanto dá pra ouvir músicas ou escutar audiobooks.

 Kindle Fire e Kindle 4 (lançados junto com o Touch)

Quanto ao convencional (Kindle 4), não posso dizer muito. Acho que, tirando a facilidade de uso do dicionário e da marcação de texto, o Kindle comum serviria perfeitamente, além de ser mais barato. Meu dedo está coçando para eu comprar um e comparar, mas estou me segurando!!!
Só não entendo como a Amazon não pensou na coisa mais óbvia do mundo: Fazer um kindle que seja touch mas que tenha a opção também de botões para passar páginas. Muito mais eficiente! Não precisaria nem de teclado nem de botão de 5 direções. Eu queria mesmo era entender disso tudo pra lançar meu próprio eReader.. humpf...


PS1: Porque comprei um Kindle e não outro qualquer? Porque é o mais famoso, mais aclamado e porque dá pra comprar livros através da Amazon, que tem um vastíssimo catálogo. E parece que eles vão se estabelecer também no Brasil!! uhuuu!

PS2: Os preços que coloquei nessa postagem são dos kindles que vêm com propagandas. Um monte de gente reclama delas e acha que incomodam muito. Eu não acho. Elas aparecem como uma proteção de tela e oferecem coisas como livros em promoção. Eu até já comprei livros anunciados. A diferença é que, se você quiser o seu Kindle sem propaganda, terá que desembolsar 40 dólares a mais.

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UPDATE

Bom, esse update já saiu faz alguns meses, mas eu sou tão preguiçosa, que só agora resolvi colocar o que tem denovo, no Kindle Touch, por aqui. Isso porque eu reparei que esse post é bastante lido e já que o pessoal chega até aqui pra se informar, não custa nada dar a informação correta.

É o seguinte, o que mudou no Kindle:

- Layout: ficou mais bonitinho. Ou melhor dizendo, menos feinho. A interface é bem sem gracinha do Kindle, mas como isso em nada atrapalha a leitura, tá tudo bem.

- Landscape mode: GRAÇAS A DEUS. O modo de leitura em "paisagem", com o kindle virado, é algo essencial pra algumas pessoas. Todos os outros modelos do Kindle tinham, menos esse. Problema resolvido! É só ir em MENU e escolher como quer ler.

- Language support: Sim, agora é possível colocar o Kindle em português brasileiro, francês, alemão, espanhol e italiano, fora inglês (US ou UK).

- Enhanced Table of Contents: Agora dá pra procurar uma página específica, através de uma palavra qualquer, sem sair do livro que você está lendo. Nunca uso isso, portanto pra mim não fez a menor diferença.

- Highlighting across pages: Uma coisa super legal no kindle touch é que dá pra marcar as passagens que você quiser e compartilhá-las também, tudo usando o clicar (com o dedo) e arrastar. Um problema que eu detestava era quando eu queria marcar um trecho que terminava em outra página. Não dava certo.. era preciso fazer duas marcações separadas. Agora dá pra fazer!! \o/

- Wikipedia Lookup: Agora a opção "dicionário", que abre quando vc coloca o dedo sobre uma palavra por 2 segundos, também te permite checar a palavra na wikipedia.

- Instant Translations: Abrindo a opção de "dicionário" dá pra pedir a tradução pra diversos idiomas.

- Sharing Options: É possível compartilhar algou que você marcou no Facebook ou Twitter.

- Onscreen Keyboard Suggestions: Isso aqui é tipo uma ferramenta de "autocompletar" que te ajuda a buscar coisas, seja no livro ou na Amazon.

- Test-to-Speech Summaries: Serve pro kindle "ler" um resumo de revistas ou de jornais, quando disponíveis. Uma voz mega bizarra fica lendo de maneira estranhíssima. Como nunca uso, nem fez diferença pra mim.

Bom, fora isso eu sinto que o Kindle ficou mais rapidinho. Mais espertinho! kkkk
Mas é sério, nunca mais tive um problema com relação a atrasos na "passagem de páginas". Esse upgrade fez um ótimo trabalho para solucionar os principais problemas. Hoje eu posso dizer, sem dúvidas, que eu gosto MUITO do meu Kindle e compraria de novo o Touch! Ahh, e não houve nenhuma dessensibilização da tela até agora! \o/

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vida de jaleco

Uma coisa que reparei, já que estou trabalhando numa área hospitalar, é que as pessoas usam jalecos e roupas de "Plantão Médico" em todos os lugares. No começo achei engraçado. Parecia coisa de seriado de TV. Eu chegando no trabalho e aparecia um batalhão de gente uniformizada nas roupinhas azuis ou verdes, correndo de lá pra cá. Depois comecei a achar estranho. A mesma roupa que eles usam nas clínicas/hospitais eles também usam pra ir e voltar de casa, pra ir ao banheiro, ir ao restaurante e não duvido nada que durmam com ela também. Chega a ser nojento.
Os jalecos são usados normalmente nos restaurantes. Jaleco e muitas vezes touca de proteção. No Brasil existe essa coisa das pessoas (principalmente médicos) acharem bonito sair vestindo avental. Quem tem um pingo de consciência sabe que essa é uma atitude extremamente idiota. Aqui nos Estados Unidos não é só um e outro que fazem isso não. MUITA gente usa uniforme completo e nunca vejo nenhuma placa proibindo. No banheiro então... ECA...
Um dia desses, tinha acabado de colocar luvas para fazer um experimento quando me lembrei que precisava buscar um caderno de anotações. Com a luva na mão, abri a maçaneta de uma porta. Alguém me chamou a atenção por isso e eu admito que morri de vergonha. Concordo que eu errei e normalmente não faria algo assim, mas acho que pelo fato da luva estar limpíssima e eu nem ter começado a usá-la, me fez esquecer as boas práticas. Ao mesmo tempo que eu dei razão, me deu uma vontade enorme de rir. A pessoa que me chamou a atenção costuma vagar com seu jaleco como se ele fosse parte do próprio corpo e, na verdade, quase nunca usa luvas ao fazer experimentos. Mais errado, impossível.
Bom, mas o certo é que deveriam fazer uma campanha educacional mais severa, mostrando que jaleco é um objeto de trabalho e deve ser confinado às áreas de laboratório e clínicas. Ser inteligente só pra algumas coisas, não faz o menor sentido.
Fonte: Net

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O burro de carga

De uma coisa eu tenho certeza: quem pede encomendas quando alguém vai viajar é porque nunca esteve do outro lado da situação. Uma coisa é encomendar algo pequeno. Um relógio, um mp3, uma lembrancinha. Outra coisa, e na maioria das vezes mais comum de acontecer, é pedir por um videogame, um notebook, um livro, etc. Sinceramente, as pessoas têm familia e amigos. Muitos amigos. E as pessoas têm um limite de espaço nas malas. Acima desse espaço, você tem que pagar, e caro, pra levar mais coisas (uma mala extra/excesso de bagagem custa uns 200 dólares a mais). O que me irrita é que, nem pra mim eu acabo levando tudo o que quero, porque além de ter pouco espaço, cansa demais carregar duas malas super lotadas. Lembrando que a gente sempre acaba levando uma lembrancinha pra familia e pros amigos mais chegados. Daí a alguém pedir algo que vai obviamente ocupar espaço, não tem o menor sentido. Mas não é que as pessoas pedem? E a maioria dessas sem-noção é amigo do amigo, namorado da fulana...

Pois é. Eu aprendi a dizer não. Fico extremamente irritada com isso, mas agora já sei dizer: se quiser eu mando por Fedex, ou compro no DutyFree ao chegar a SP, ou então se você pagar o meu excesso de bagagem eu também levo... aprendi a dizer não porque tem muita gente que não tem noção. Eu vim pros Estados Unidos pra ficar 3 meses estudando. A mala que eu trouxe é diferente daquela que um turista leva pra 1 semana/ 15 dias de viagem. A minha mala é mala pra quem vai morar em outro país. Eu vim no inverno. Eu precisei comprar um monte de roupas e um sapato pra aguentar os tempos super gelados. Só isso ocupou uma das malas inteira. INTEIRA. Tive que falar não pra pelo menos umas 3 pessoas que me pediram notebooks. Duas delas eu nem sou próxima. Tive que limitar as coisas que eu queria, pois tenho uma familia que tem prioridade na hora de pedir um espacinho na minha bagagem pra presentes. E ainda assim me sinto mal ao dizer não. Porque eu acho que isso deveria ser óbvio. Eu nunca fui de pedir nada porque penso em quem está viajando. Portanto, lamento, mas dessa vez vai ser assim: tem no Duty Free?? Reserva que eu compro quando chegar a SP. Não tem? Mande entregar na casa onde eu moro em Boston que eu reenvio por Fedex. E é claro que a pessoa terá que arcar com as taxas altas e qualquer problema que possa ocorrer na entrada e entrega do produto no Brasil. Terei prazer em levar presentes quando vier para uma visita rápida (mas mesmo assim só pra familia e amigos mais chegados).

Ainda assim me sinto a chata...

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

De casa nova... ainda em Newton!

Minha última "mudança" de casa, aqui nos Estados Unidos, foi algo bem  mais simples. Saí de Newton, da casa de uma enfermeira super gente boa e fui parar na casa do pai e da madrasta dela, também em Newton, também pessoas maravilhosas. Eles nunca foram de receber pessoas no esquema "aluguel de quarto", até que a tal filha pediu que eles aceitasse um médico argentino que estava fazendo um estágio por aqui. Eles se divertiram tanto com a experiência que aceitaram me receber sem pensar duas vezes. 

 Minha nova casa
 Sei que estou correndo o risco de ficar cansativa, mas repito que dei uma sorte muito grande ao encontrar essas famílias. Ouvi muitos casos de pessoas que entram numa fria ao procurar moradia e, graças a Deus, comigo foi diferente. Nessa minha nova casa, o pai da família é Porto Riquenho e a mãe é Peruana. Aqui fala-se muito inglês E espanhol. Bom que vou treinando de vez em quando. Mas como convivo muito com eles, acabamos ficando mais no inglês mesmo, já que eu me enrolo com a outra língua. Essa casa fica perto de Newton Centre. Como eu já disse, Newton é uma daquelas cidadezinhas modelo, onde tudo é lindo e organizadinho. Casarões maravilhosos. E, de quebra, minha vizinhança não é tão escura quanto a outra.

Inverno chegando 
 "Vizinhança pobre" (1)

  "Vizinhança pobre" (2)
 Aqui tenho uma suíte só pra mim. O único porém é o fato da estação de trem ficar a uns 20 minutos de caminhada. Maaaas, eles fazem questão de me levar até lá de carro. Todo dia. E de me buscar. Eu fico super sem jeito, mas eles sempre ressaltam que não custa nada, que de carro leva só 3 minutos, que eles ficam felizes em ajudar, que gostam muito de conviver comigo, etc. Sempre que o clima permite, eu pego um ônibus pra voltar pra casa. O ônibus sai do lado da estação e me deixa a dois quarteirões da casa. E sempre levo um puxão de orelha porque eu "deveria ter ligado" pra eles irem me buscar. Sempre que acordo e vou até a cozinha, lá está um copo de chá ou café e umas torradinhas ou um sanduíche com o meu nome do lado. Toda noite, quando chego do trabalho, tem jantar pronto. Porque comentei que arroz e feijão é algo que comemos o tempo todo no Brasil, volta e meia eles fazem pra mim. Eles são um casal que gostam muito de conversar e contar causos. Morrem de rir por tudo (que nem eu!) e adoram uma comida saudável mas muito saborosa! Isto eu logo de cara descobri, pois quando mudei era véspera de Thanksgiving/Ação de Graças e no dia da comemoração toda a família estava presente (irmãos, primos, sobrinhos...). Acho que esse calor humano é mesmo algo latino, pois todo mundo passou a festa cantando, conversando, conhecendo outras pessoas, rindo, dançando e comendo, comendo, comendo... achei que ia passar mal de tanta comida!

 "Vizinhança pobre" (3)
  "Vizinhança pobre" (4)
 Morar em Newton e num bairro tão residencial me faz reparar mais nos costumes das famílias americanas. Aqui as casas não têm muros. É até estranho pois você enxerga o interior da casa do vizinho. Quem passa na rua também vê sua casa por dentro. Aqui todo mundo tem aquela caixinha de correio com o nome de família, que nem em filmes/seriados. Acho uma graça! E por estarmos chegando perto do Natal, só se ouve música natalina nas rádios. O mais engraçado é que todo mundo escuta achando bom! É Jingle Bells pra cá, Feliz Navidad pra lá, minha família mesmo se diverte cantando alto as musiquinhas. E o que me impressiona é como todo mundo faz a decoração de Natal do lado de fora das casas. Tem algumas que querem o título da casa mais fantasiada e iluminada! Na minha casa é assim, todo o jardim está inundado de luzes natalinas, renas, pinheiros, bolas, etc... E a árvore de Natal? Um pinheiro verdadeiro, com aquele cheirinho de mato e tudo!
Casa ultra mega master plus iluminada pro Natal
 
Frente da "minha casa"

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domingo, 4 de dezembro de 2011

To Kill a Mockingbird - Harper Lee

Terminei de ler "To Kill a Mockingbird" (em português do Brasil: O Sol é Para Todos) e estou IMPRESSIONADA de como este é um livro tocante. Eu posso ser meio desinformada, mas nunca tinha ouvido falar dessa obra até o ano passado, quando, procurando por livros de autores que receberam o Pulitzer, encontrei essa referência. 
Esse romance foi escrito por Harper Lee, em 1960 e retrata um período de 4 anos na vida de uma menina no interior dos Estados Unidos. Só o fato da história ser contada (muito bem contada!) por uma garota de 8 anos já impõe um clima diferente. Apesar da descrição dos fatos e eventos de uma maneira ingênua, é possível ler nas entrelinhas e perceber o que se passa de sério e grave nos momentos narrados. Não há como não se apaixonar e se emocionar com o "crescimento" da menina e de seu irmão, quatro anos mais velho, no decorrer do livro. E é simplesmente sensacional a forma como o pai deles se coloca como personagem central, de princípios morais admiráveis, mesmo frente a um escândalo envolvendo um caso de estupro e desigualdade racial.
O que acontece quando um negro é acusado de ter estuprado a filha de um homem branco (que não possui absolutamente nenhum escrúpulo) e é levado a um tribunal de homens igualmente brancos? Lembrando que a história se passa em um momento onde a discriminação racial era enorme, a história nos leva por um turbilhão de emoções: indignação, tristeza, vergonha, raiva e também nos faz rir pelas pequenas alegrias infantis do dia a dia e pelo amadurecimento infantil.
A história foi baseada em alguns fatos da vida da autora. E não poderia ser mais cativante. Eu lia um pouco, todos os dias, quando pegava o trem até o trabalho. E também na volta. Ontem, ao descer na estação, voltando pra casa, tive que entrar em um café e terminar de ler o livro. Passei vergonha porque me dava uma vontade de chorar enorme e eu ficava fungando escondido!

Seguem algumas citações, infelizmente em inglês. Não consegui achar o livro em português e não gosto de traduzir eu mesma, já que posso "matar" o sentido original:

"As you grow older, you'll see white men cheat black men every day of your life, but let me tell you something and don't you forget it - whenever a white man does that to a black man, no matter who he is, how rich he is, or how fine a family he comes from, that white man is trash." 

"You never really understand a person until you consider things from his point of view... Until you climb inside of his skin and walk around in it."

“Until I feared I would lose it, I never loved to read. One does not love breathing.” 

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em qual botão desliga???

Me mandaram isso e eu não sei se rio ou se choro pelo pai da menina!!! Coitado!!


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O caminho da roça ou como estou me tornando um morcegão...


A maneira como a gente vive o dia a dia é algo que acaba ficando muito marcado no nosso subconsciente. No Brasil eu não ando na rua, à noite, sem um motivo sério. Só ando correndo se estiver voltando pra casa, vindo da USP. E mesmo assim ando com medo. São tantas histórias de roubos, sustos, violência... Prefiro me poupar do acaso de ser assaltada. E se a rua for escura, então, nem por decreto eu passo por ela!

Quando me mudei pra Newton, na minha segunda morada em Boston, fiquei numa casa linda, numa área residencial maravilhosa, como já mostrei no post abaixo. Percebi que a caminhada até a estação de trem durava uns 8-10 minutos. A minha primeira pergunta foi se as ruas eram iluminadas à noite. A resposta da proprietária da casa foi: "Dá pra enxergar, você se acostuma. Mas essa vizinhança é MUITO segura". Da primeira vez que voltei do trabalho, entendi a esquiva da resposta. Entendam, estamos no Outono e às 16:15 começa a escuridão da noite. Vou repetir: às 4:15 da tarde, já é noite. Por isso não existia a opção de eu voltar pra casa "ainda de dia". Portanto, pensem no "cagaço" que passei no meu primeiro retorno desacompanhada.

Saí do trem e, ao chegar à rua, parecia mais um caminho da roça. Pensei: "nossa, que estranho, a luz desse quarteirão tá pifada...". O que eu não imaginava era que as luzes de TODOS os quarteirões estavam pifadas! Ou melhor, elas são fraquinhas mesmo. Acho que o povo quer economizar energia ou talvez ninguém ande a pé.. não sei.. só sei que o pânico foi tomando conta de mim. Nos 8 minutinhos que levei pra chegar à casa, passei de um leve desconfiar à certeza que seria abduzida por ETs... Quando entrei no bairro, simplesmente não havia luz suficiente nas ruas. Mal enxergava meu pé. Desliguei o MP3, pra ficar mais alerta, caso alguém estivesse me seguindo. A todo momento, imaginava um doido pulando detrás de uma moita, me agarrando, me esbofeteando. Arrepiava até a unha de tanto medo. E o medo de pisar em um buraco. Aí evoluiu pro medo de ET. Essa história é velha e eu já contei AQUI. E o pior... no último quarteirão, antes de chegar à casa que morava, o mais escuro, tem uma luz láááá na esquina. Essa luz apagou JUSTAMENTE no momento que eu estava passando. Admito que dei um leve pulo de 3 metros... só pensava: "amanhã tenho que colocar uma fralda geriátrica antes de voltar por esse caminho". kkkkkkk!!!

OBS: O caminho é realmente escuro, mas a maioria dos bairros residenciais daqui é assim mesmo. O bom é que Newton é extremamente segura. Com o passar dos dias perdi todo e qualquer medo. Comprei uma lanterna, que era horrível de tão fraca e que mais lançava sombras bizarras do que iluminava. Mas já sabia o caminho "até no escuro". Mas a maldita luz apagou TODAS AS VEZES que passei por ela. Quer dizer.. mentira.. teve um dia que ela estava apagada e, quando eu passei, ela ACENDEU SOZINHA... outro pulinho básico... e haja fralda!

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minha família americana em Newton

Outono é mesmo uma coisa fabulosa! No Brasil não dá pra perceber essa mudança drástica que acontece com a cor da vegetação. Em compensação não congelamos tanto no inverno! Mas o mudar das cores das árvores, por aqui, deixa qualquer um com a veia poética latejando!

Cores do Outono


Depois de duas semanas em Boston, mudei de casa. Fui morar com uma família americana, assim meio que na sorte mesmo. Eu precisava mudar e não conseguia encontrar nenhum lugar que eu pudesse pagar e que fosse "aceitável pra viver", isto é, limpo e sem bizarrices de roomates. O site que utilizei foi o mais famoso nos EUA. Se chama Craig's List (http://boston.craigslist.org/) e é usado para venda/aluguel de tudo quanto é coisa diferente, inclusive quartos e apartamentos. Na procura, vi gente anunciando que procurava por alguém que aceitasse "naturismo" (o.O), que gostaria de um companheiro que fosse festeiro ou, pelo contrário, que não ficassse em casa mais do que 2 horas durante o período do dia. Bom, resolvi colocar um anúncio meu, mesmo. Expliquei, brevemente, que era uma estudante de doutorado e que ficaria somente mais dois meses e meio em Boston e que precisava de um lugar calmo, onde pudesse estudar, usar a internet e descansar. Recebi algumas respostas, a maioria de gente citando lugares duvidosos. Mas, quando eu já estava desesperada, recebi o email de uma enfermeira que trabalha no hospital ao lado do meu, e que  me parecia ser um amor de pessoa. Dito e feito. Ela me mostrou a casa e onde seria o meu quarto. Disse que haviam duas outras moças da Suécia e que, infelizmente, o "meu quarto" estaria disponível só até o dia de Thanksgiving (23 de novembro), já que o filho dela estaria de volta para a comemoração de Ação de Graças. Mas, ao mesmo tempo, ela me levou pra conhecer a casa dos pais dela, onde eu poderia ficar a partir de então. Tanto ela quanto a sua família foram um achado na minha vida. A sorte que tive foi enorme, já que não tive que pagar além do que queria e tive a chance de mudar e viver o dia a dia de uma família americana.

Vista da minha janela (1)

Vista da minha janela (2)

A casa dela é em Newton, uma área incrível próxima a Boston. Levo cerca de 40 minutos para chegar ao trabalho todos os dias, pegando o trem. Newton é bem residencial mas também conta com um centro comercial muito bom. Além de ser uma dessas áreas que você vê em filmes, com casas lindas, jardins grandes e decorados, pinheiros a rodo!! Acho que, no final das contas, esse inverno não será assim tão rigoroso, agora que eu sei que vou contar com uma estrutura familiar por perto.

 Vizinhança

 Vizinhança

  Vizinhança

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sábado, 19 de novembro de 2011

Quincy Market e arredores

10 anos atrás, quando eu estive em Boston, lembro que um dos meus passeios favoritos era ir ao Quincy Market, um local no Centro de Boston que reúne vários restaurantezinhos, com todo tipo de comida, estilo "mercadão", mas muito mais chique. Lá as opções são deliciosas, a comida é barata e o local é próximo a várias outras atrações (Hard Rock Cafe, Porto de Boston, Shoppings, Aquarium, etc...). No primeiro final de semana, é pra lá que eu fui! Os trens de Boston cobrem bem a área da cidade, portanto é muito fácil chegar a qualquer lugar e eu não levei mais do que 20 minutos pra chegar ao Quincy Market. E vale muito a pena o passeio!!! 

Dessa vez resolvi provar o famoso Clam Chowda! Para quem não conhece, chowda é uma sopa cremosinha, e o Clam Chowda é muito comum nesta região e é feito com mariscos, batata e uns temperinhos deliciosos. Eu nunca comi mariscos porque tenho um certo nojinho. Acho que qualquer biólogo que teve a chance de estudar essas criaturinhas ficam meio com um pé atrás, por saberem a "anatomia" do que estão comendo. Mas resolvi arriscar. Comecei devagar, pedindo um chowda de lagosta. Já comentei que a lagosta é um símbolo da cidade e, como não poderia deixar de ser, estava sensacional. Aí me empolguei e pedi o tal do Clam Chowda....... e não é que gostei? Super saboroso e bem temperado, é algo obrigatório para quem visita o Quincy Market!!











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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um aniversário Far Far Away!!!

Logo na semana que eu cheguei em Boston, foi também o meu aniversário. Eu já estava preparada para passar a data anônima, a não ser pelos emails e mensagens carinhosas dos amigos e família, já que ninguém aqui sabia disso. Mas o que eu não esperava era receber uma caixa GIGANTE alguns dias depois, contendo as seguintes coisas:

1- Uma pantufa-zumbi


2- Um chewbacca de pelúcia que faz "UÓÓÓÓÓNNNNN!"


3- Um gatinho que canta a música do Sheldon, da série "The Big Bang Theory" (Soft kitty, warm kitty, little ball of fur...)


Cortesia de grandes amigas do laboratório! Valeu Lê, Aline e Marluce!!!!


PS: Vocês não têm idéia do quanto eu ri depois de abrir a caixa!!! =D

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domingo, 13 de novembro de 2011

Boston, O Retorno: Primeiras impressões

Largar o calor e a receptividade de Miami foi um pouco difícil. Mas, meu Deus do Céu, eu estava indo pra Harvard! Apesar do aperto no estômago eu queria que chegasse logo. Deixei uma Miami, com seus 27oC, pra trás e cheguei a uma Boston pós neve (em outubro!!!!), e constava apenas 2oC no termômetro. Do avião eu achava tudo lindo, lindo, cobertura branca, parecia coisa de filme. Quando eu saí do aeroporto só conseguia pensar: "Segura na Mão de Deus e Vai!!!". Eu tremia tão incontrolavelmente porque não tinha um casaco exatamente adequado para tanto vento. E tive, novamente, a infeliz idéia que às vezes tenho em SP: "Por que não pegar o metrô??". Porque eu estava carregada de malas. E porque fazia muito frio. e porque eu já estava sem forças pra mais nada. Mas lá fui eu, com a cara e a coragem, tentando chegar no local da baldeação e pegar a linha certa de trem. Depois de muita espera, anunciaram que a tal linha estava com problemas. Apelei e segui o resto de táxi mesmo.

Neve no chão! Frio do cão!
 
Fora essa chegada dramática, Boston continua tão charmosa quanto antes. Já estive aqui há 10 anos atrás e me senti um pouco mais confiante nesse retorno. A casa onde passaria até 3 semanas fica em Brookline, uma cidade que, de tão colada, mais parece um bairro de Boston. Na verdade várias cidades são absurdamente próximas e mal dá pra notar quando vc saiu de uma e entrou em outra. Meu quarto era um charme. O casal que me recebeu foi super amigável e respirei aliviada pela primeira vez. No dia seguinte saí correndo pra fazer compras de roupas pro inverno. Boa coisa que não comprei quase nada em Miami!

Árvores começando a mudar a folhagem

Beaconsfield Train Station. Era daí que eu ia pro trabalho

Aqui em Boston eu passarei 2 meses e meio trabalhando numa clínica muito famosa por sua pesquisa em diabetes, chamada Joslin Diabetes Center. Eu já estive nessa clínica também há 10 anos atrás. Naquela época eu vim trabalhar num acampamento de verão para crianças diabéticas, vim ser monitora, e também passei uns 3 meses por aqui. O acampamento recebia auxílio da Escola de Medicina de Harvard, então essa é uma daquelas coincidências da vida: voltar ao mesmo lugar, agora como pesquisadora. O Centro é lindo. Desde o primeiro dia já frequentei reuniões e seminários e participei ativamente da execução de vários experimentos. Boston é perfeita no outono. Estar em Harvard, no outono, no fim do meu doutorado, sem dúvidas fecha com chave de ouro essa minha fase de "estudante"!

Quase lá...

   Tcharam! Cheguei!

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Miami pá-pum!

O que eu tenho a dizer de Miami são rápidas impressões, pois só fiquei por lá uns 5 dias, e como 2 dias foram puramente em congressos, não consegui aproveitar a cidade como todo turista faz. À princípio, minha idéia era escapar de Miami por uns dois dias e ir até a Disney. Quem não teve o sonho de visitar os parques de lá? Pois eu ainda não os conheço. Desisti da idéia quando percebi que ECONOMIA é a palavra da vez quando se trata de passar 3 meses fora do seu país, vivendo com um dinheiro apertadíssimo e suadíssimo. Outro motivo foi que eu saí do Brasil dois 3 dias atrasada, por causa do atraso no visto americano. Por isso tudo, resolvi aproveitar a cidade mesmo e me preparar pra Boston, que é onde passo a maior parte desses 3 meses.

 Hotel do Congresso... kkk juro que as palestras não foram na piscina!

Vista do apartamento


Miami é linda! Digo isso porque todo mundo fala de lá como se fosse um lugar só pra compras e mais nada. Isso é desvalorizar demais um lugar daqueles. Miami é uma cidade bonita, acolhedora, cheia de latinos e animadíssima. Os dois dias de Congresso foram maravilhosos. Aproveitei e fiz muitos contatos, o que me rendeu uma visita ao Diabetes Research Institute (DRI), um centro de pesquisa sobre Diabetes, bem famoso. Reencontrei pessoas de outros Congressos e troquei muitas idéias. Valeu cada segundo. Pena que não consegui chegar para os dois primeiros dias. 




E olha só como a vida é, no primeiro dia, uma moça que estava na recepção viu que eu era do Brasil (Estava escrito no meu crachá) e veio conversar e dizer que fez o PhD dela por lá. No último dia, quando eu estava indo embora mesmo, essa mesma moça me encontrou e veio me perguntar se eu já tinha conhecido a cidade. Disse que não e ela comentou que o pessoal do laboratório dela iria a um barzinho no começo da noite e, se eu quisesse, poderia ir também. Enquanto não chegava a hora ela me levou pra conhecer Miami Beach. Não é que descobri que a moça trabalhava no mesmo laboratório que eu iria visitar? Muita coincidência! Conheci todos que trabalham lá antes mesmo de ir ao local. E todos são pessoas boníssimas. A noite foi animadíssima, regada a "bebidas tropicais", comidas apimentadas e salsa/pop/rock.
Lembram de Forrest Gump??? O restaurante existe!!! *-* 

Passeio no fim de tarde, em Bayside
 
Nos dias seguintes, andei pela cidade. Saí por lá conversando com as pessoas, descobrindo como andar no transporte público estranho de Miami, falando mais espanhol do que inglês (sim, conheci várias pessoas que só falavam espanhol), visitando a Orla, descobrindo uns lugares muito divertidos. E acabei não fazendo o circuito típico de turista: shopping outlet, compras, compras e mais compras. Mas me diverti bastante. Tive tempo até de reencontrar uma amiga que não via há 8 anos!

Com direito a show!

 E comer do ladinho da praia!
 
Meu resumo de Miami? Cidade linda, empolgante, latina, quente, quente e quente. Com pessoas dispostas a ajudar, sempre que você pedir algo, com bons restaurantes, lojas e uma cara de férias!

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A via crucis do visto americano

Tudo começou quando eu resolvi fazer doutorado-sanduíche. Isso é o termo usado para quando você sai do Brasil, recebendo bolsa, para fazer uma parte do doutorado no exterior, então retornar ao país e terminar a pesquisa por lá. Apesar de ter um projeto e de ter uma carta de aceite de uma professora da Joslin Clinic, uma prestigiada clínica voltada para a pesquisa em Diabetes, associada à Escola de Medicina de Harvard, a bolsa foi negada duas vezes. Como eu já estou no fim do doutorado, eu e minha orientadora optamos por eu vir para os Estados Unidos fazer um estágio de curta duração. Bom, foi aí que tudo começou a ficar cabuloso.

Para quem não sabe, tentar tirar um visto pros Estados Unidos é um verdadeiro parto. Um absurdo de taxas para pagar, uma falta de horários para marcar a entrevista, até para falar com eles é preciso pagar uma taxa. Uma vez preenchido o formulário online demoníaco que eles têm, pagado mil e uma coisas, consegui pedir um adiantamento de entrevista, já que iria a um Congresso em Miami, antes de ir pra Boston. O adiantamento foi aprovado (com o pagamento de mais taxas) e a entrevista marcada para o dia 05 de outubro. O interessante é que eles tinham vagas em agosto, mas pro meu caso o agendamento só poderia ser realizado a partir de 5 de outubro (meu congresso começava no dia 23). Ok. Perto do dia, recolhi os mil documentos necessários, tirei foto para o visto, paguei mais 140 dólares no Citibank... no dia, peguei um taxi para estar lá antes das 6:30 da manhã, entrei na maior fila do mundo, gigaaaante, confusa ao extremo, onde os documentos eram conferidos, grampeados, revirados. Até chegar frente ao consul, que me fez meia dúzia de perguntas e disse que meu visto tinha sido aprovado (não pediu pra ver absolutamente documento nenhum). Fui lá e paguei o sedex... o passaporte chegaria de 6 a 10 dias úteis. Bom, até então, sucesso em todas as etapas. Comprei as passagens, arrumei parcialmente a mala, deixei em ordem minhas coisas na USP, mas.... no dia 21 (dia da viagem) o passaporte ainda não havia chegado. Acho que foi uma das maiores decepções que já vivi.

Quando tentava ligar no consulado, só me respondiam que eu deveria mandar um email e que ele seria respondido em 3 dias úteis. Se tentava falar nos correios, sempre me diziam que o passaporte ainda não tinha sido liberado pelo consulado. Imaginem a raiva que eu sentia.... era uma revolta.... 
Resumo: cancelei a passagem e tive que pagar uma senhora multa. No dia seguinte, à noite, o maldito passaporte chegou. Era um sábado e tive que esperar até segunda para viajar. Perdi dois dias e meio de Congresso. Um absurdo. Se alguém souber se é possível processar a embaixada americana por isso, gostaria de saber...

Mas, o que importa, nesse momento, é que eu vim pra Miami. O Congresso foi muito bom, apesar de eu ter chegado só para os dois últimos dias. Fiz muitos contatos, conheci bastante gente, interagi. Agora estou aqui, nessa quinta-feira, aproveitando um dia de folga nessa cidade tão bonita, que todo mundo só conhece por ser um paraíso de compras, mas que é muito viva e interessante! Domingo vou pra Boston, onde fico várias semanas. Acho que este blog está se convertendo, novamente, num diário de bordo!


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