quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A maldição do detector de metais

Eu não sei o que acontece nos aeroportos, mas é certeza que ainda acabo pelada na sala de embarque. Sempre vi, em filmes, pessoas passando pelo detector de metais antes de entrar no avião. É claro que aquilo apita que é uma beleza. As pessoas são revistadas, reviradas, acusadas. Sempre emocionante. Acho que, por isso, fiquei tão nervosa da primeira vez que passei por aquela portinha. Passei com o coração na mão, pra não dizer outra parte menos glamourosa, e, de repente... nada. Nem um chiado. Foi meio decepcionante. Mas acho que, recentemente, os detectores de metais estão ficando mais enjoados. Tudo começou com o meu cinto. Tá certo que, esse cinto, parece coisa de metaleiro. É óbvio que sempre vai fazer a máquina apitar. Portanto era costume eu já chegar tirando o dito cujo. Recentemente passei a usar roupas de "mocinha mini-executiva" (kkkkk), portanto abri mão dessas coisas mais "metaleiras" e decidi andar comportada pelos aeroportos afora. Nas últimas 3 viagens, a coisa anda absurdamente descontrolada pro meu lado. É só eu tentar entrar na sala de embarque que o apitaço começa. Eu, um pouco sem jeito, volto para onde estava, seguindo o conselho da pessoa mal encarada e vestida de policial. "Tem moedas nos bolsos" ele pergunta. "Não". "Chaves?". Engulo minha vontade de dizer Chapolin e respondo outro "não". "Tira o cinto". "Mas meu cinto só tem essa fivelinha pequenininha aqui". "Tem que tirar". E lá vou eu, me sentindo invadida, tirar o cinto de "micro-empresária". A máquina complicadinha deixa de apitar. Na vez seguinte, quando eu tentei passar a portinhola e o gongo tocou, eu já fui, sem o menor embaraço, tirando o cinto e colocando na mesinha. Quando tentei passar novamente, não é que aquela máquina safada apitou de novo? Mesmas perguntas do cara-vestido-de-policial. Mesmas respostas da minha parte. Dessa vez encrencaram com o brinco e o colar. Tirei tudo, me sentindo um tanto exposta. A fila acumulando. E mais uma vez funcionou e eu conseguir chegar a tempo do vôo. Na última vez que viajei, já tinha perdido qualquer inibição, já cheguei de cinto na mão e tirando os anéis, brincos, pulseiras e colar. A máquina-maldita-dos-infernos fez um escândalo. Olhei pro moço desesperançada, sem saber porque eu era tão azarada, já que estava com a mesmíssima roupa de antes, esperando ele mandar eu tirar as calças e a blusa, pensando se a minha depilação ainda estava na validade... quase chorei de vergonha. Mas o moço mandou eu tirar os sapatos. E lá fui eu, sem cinto, sem enfeites, descalça, e ainda resmungando que óbvio que não era culpa do sapato, quando eu passei e a maquininha sem-mãe não deu nem um pio. Olhei praquilo e cheguei a conclusão que não viajo mais de avião (kkkkk)! Vai saber se esses dispositivos não estão "batizados", treinados para agir como se a vida fosse um gigantesco jogo de Strip-Pôquer, e eu acabo peladona da silva?!?!?! Melhor não arriscar!

1 comentários:

Sara disse... [Responder comentário]

Oi,

como sei que Você gosta de livros... http://cronicasdemuniqueealgomais.blogs.sapo.pt/18073.html

Beijinhos

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