domingo, 16 de janeiro de 2011

Tal qual uma pururuca

 Sun
Imagem: Flickr - Upload feito originalmente por krishram27
 Eu moro em São Paulo já há 3 anos e 3 meses. Só no meu apartamento atual, em torno de 2 anos e 8 meses. O condomínio do meu prédio tem até uma piscina, dessas pequenininhas, que só servem mesmo pra quebrar um galho, mas eu percebi na semana passada que eu NUNCA entrei na dita cuja. Quantas vezes eu já não passei o dia e a noite reclamando, xingando meio mundo porque está muito quente e eu mal consigo viver? Inúmeras! E todo santo mês pago o valor referente aos cuidados com as áreas de lazer. Portanto, uma das minhas empolgações de ano novo é USAR A PISCINA DO PRÉDIO! (sentiu o glamour da coisa?!?!? kkkkk). Na verdade, estou praticamente lançando o projeto "TIÇÃO 2012"! kkkkkkk. Eu devo ter problema, porque só de pensar nisso eu fico que nem boba rindo sozinha. Um dos entraves principais é que eu não suporto ficar assando no sol. Mesmo porque o único motivo que me levaria a ficar no sol seria pegar uma corzinha, ficar mais corada, perder o branco amarelado da minha pele... mas aí eu caio no problema de como fazer isso. Se não passo protetor, fico que nem um pimentão e quase morro de ardor. Se passo o protetor, fico mais de uma hora torrando no sol e NADA. Resolvi fazer meio a meio. Desço num horário em que o "sol não está mais tão quente" e depois de 10 minutinhos passo o creme. Vamos ver o que vai dar. Até agora os resultados foram tão ínfimos que estou até pensando em comprar um daqueles cremes tonalizantes. Outro probleminha é que mineira que tem pavor de sol, como eu, não tem biquini novo ou algo que se passe por um. O meu deve estar bem no aniversário de 10 anos já, coitado, tá mais pra trapo de banho. E, por fim, preciso me acostumar a "estar no sol". Eu já mencionei antes, por aqui, que pareço mesmo uma criatura noturna. A fotossensibilidade é absurda e demora um bocado pra eu conseguir me estirar na toalha e ficar ali, que nem bife na chapa. Porque enquanto eu fico só ali deitada, mas apesar de parecer que eu tô relaxada e aproveitando o dia, tem um processo complexo rolando na minha cabeça. Algo mais ou menos assim: "Hmm, tenho que aprender a aproveitar o sol. Todo mundo aproveita o sol, então eu também vou acabar gostando. Olha só.. até que não tá tão mal o calor. Um pouco quente demais, mas nada que eu não consiga aguentar. Se bem que deve fazer mal pro cérebro da gente ficar assando assim... ixi... será que cérebro lesa de tanta quentura? Não não... concentra, foca no futuro, no dia da defesa de doutorado, quando ninguém vai me reconhecer de tão negona que eu vou estar... mas será que o câncer de pele não vem antes? Não não... pensamento positivo, pensa que eu tô produzindo vitamina D aos montes...Mas, e essa suadeira, hein... incomoda um pouco... será que isso é normal?... tô parecendo um porco no espeto. Credo. Calma. Pensa em coisas refrescantes. Água, cachoeira, gelo, tempestade, geladeira, forno... aqui tá um forno.... minha perna já tá ardendo... acho que vou ter uma queimadura de terceiro grau na barriga.. melhor virar. Mas se eu virar a queimadura vai ser na bunda. Melhor ficar assim. Nossa.. acho que já vou subir, deve ter quase uma hora que estou nesse sol, isso não deve fazer bem". Os diálogos imaginários variam em torno de algo assim. Mas quando olho o relógio, já desesperada pra sair daquela sauna, percebo que só 5 minutos se passaram. Mas, tudo bem! Com o tempo eu aprendo! Pelo menos o ar de "rato de laboratório" já está começando a ir embora! :)

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