domingo, 13 de fevereiro de 2011

"...Pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 km!"

Aproveitar enquanto ainda é possível. Essa é a regra da vez. Porque todos nós temos esse tendência incrível de nos acostumarmos com o dia-a-dia e achamos que tudo vai ser sempre (ou quase sempre) assim. Quantas vezes paramos pra pensar se estamos felizes ou no caminho certo? Bom, eu sempre paro. Mas já fazia tempo que eu não fazia isso. E porque tudo acaba virando uma grande rotina, e porque o cotidiano tem um jeitão de coisa "eterna", a gente vai vivendo como dá, como as coisas vão aparecendo, e o mundo vai rodando, e a vida vai passando... e quando a gente percebe.... ahh.. ela já passou... e dá uma nostalgia danada. 

Nas últimas duas semanas, minha vida tem sido uma espécie de dia único, tudo ligado, tudo apressado, tudo agitado, tudo atrasado, e eu, vivendo de cansaço. Resultado: meu corpo se revoltou. Tá que não foi uma revolta das grandes, eu diria que foi só um aviso, mas me deu um pouco de medo. Entre tanta coisa pra fazer, relatórios e projetos para entregar, meu estômago resolveu que ia dar um jeito nessa anarquia em que eu estou vivendo. E quando algo na saúde não vai bem, nada funciona. Fiquei ainda mais estressada, pois não conseguia virar noites trabalhando, porque sentia dores causadas por uma gastrite nervosa, porque o prazo final do que eu estou fazendo se aproximava, porque o ambiente de trabalho estava completamente revirado... e por aí vai. Por alguns dias eu praticamente vivi de remédios. E é aí (só aí) que a gente pára pra pensar em como é sério não ter uma vida equilibrada. Claro que em toda profissão, coisas como essas acontecem. O bom é que, nas noites insones de dor de estômago, pensei e repensei nas minhas prioridades dos próximos meses, do próximo ano. Descobri que eu gosto mais de Ciência do que eu achava. E também percebi que está na hora de eu começar a entrar nisso pra valer, pra competir, pro resto da vida (pelo menos é o que quero nesse momento). O mal-estar estomacal me fez rever o que vale a pena e, ainda, que já está na hora de eu parar de deixar "a vida me levar" profissionalmente. E, olhem só, foi só eu ter tido essa "epifania" que as coisas ficaram mais suportáveis. Tudo são fases. A fase agora é de extremo trabalho e pouco descanso. Tô me sentindo que  nem a música de uma propaganda antiga, da VARIG, lá de 1995: "550 km, 550 km, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 550km!!!". Mas com a certeza de que isso tudo vai me levar a um lugar onde eu quero estar.

E as boas decisões foram: Esse ano vou a um congresso em Praga, na República Tcheca, como já havia comentado AQUI. Também estou tentando conseguir fazer uma parte do meu doutorado numa clínica super importante nos Estados Unidos, mais precisamente (rufem os tambores) em Harvard!!! Tcharam!! Se eu vou conseguir, não é muito certo, por motivos bem burocráticos mesmo, de arrumar um apoio financeiro aqui no Brasil. Mas o que importa é que os pesquisadores de lá já me enviaram uma carta com a aceitação do "estágio". E como parte da minha gastrite se deve a isso, eu achei por bem já comemorar as coisas boas! E a verdade é que, mesmo que esse projeto não saia do papel, eu posso terminar o meu doutorado e ir fazer um pós-doutorado por lá... afinal de contas, ser aceito por eles é a parte mais complexa!

Sobre o ano que vem, ainda não sei exatamente. Tudo vai depender de como esse ano desenrolar. Mas já tenho planos A, B e C. O C é decidir o que fazer. Hahahaha! Sobre o atual momento, sei que vou postar isso no blog e correr pra piscina, pra aproveitar o restinho de sol! É isso! Fui nadar! Tchau!

2 comentários:

Bia disse... [Responder comentário]

Happy Valentine´s Day!!! bjs Bia

Mikashi disse... [Responder comentário]

Nem sempre é fácil nestes caminhos de Ciência... o importante é perceber-se o quanto se gosta e o quanto vale a pena!!! Força para esses planos e energias positivas :)

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