domingo, 6 de fevereiro de 2011

A vida secreta da área da piscina

Recentemente descobri que o coração do condomínio em que se vive é, sem dúvida alguma, a piscina. Já comentei antes por AQUI que resolvi usar as dependências do prédio, já que pago caro pela manutenção das mesmas e chega até a ser uma vergonha não usar nadinha. Mas, não é que eu descobri uma vida secreta, que só acontece ali, debaixo do sol e de biquini?!?! Porque a piscina é uma rota de informações... tudo passa por lá. Amizades com os vizinhos começam ali e o ambiente é totalmente propício para a troca de informações não confirmadas, a famosa fofoca, carregada de exclamações como "não acredito, meniiiiinaaaa!" e "nooooosssaaaaa". Aquilo é praticamente uma "sopa primordial" de onde os boatos saem por todos os lados e vão evoluindo, tomando forma e corpo, ficando cada vez mais complexos. Eu tenho o meu ritual, sempre desço com uma toalha, óculos de sol, um livro (desses bem bobinhos, que agora eu costumo chamar de "o livro da piscina"), as chaves e, é claro, o celular (vai que alguém ligue... nunca se sabe). E como diria aquele bordão de novelas: cada mergulho é um flash! Nunca sei como a tarde vai se desenrolar. Tem dias que não há ninguém e aí eu leio à vontade, me esparramo na cadeira, sem ter vergonha das celulites à mostra. Tem dias em que a porção feminina do prédio está em peso. Esses são dias ótimos para se adquirir cultura inútil, falar abobrinhas, trocar conselhos de academias, dietas, gorduras e homens. Sim, porque pode ter certeza, juntou a mulherada (ainda mais a mulherada que já passou dos 25), o assunto sempre aparece. Esses dias uma até recomendou que arrumássemos um rapaz de 20 anos, que esses é que sabem como aproveitar a vida, além de estar "super na moda" sair com rapazinhos. Em outro momento, a conversa girou em torno da gravidade e das bundas, coxas, e outras coisas que começam a afofar e ir em direção ao chão, após os 30 anos de idade. Deu vontade de chorar quando pensei na realidade da coisa! Mas o bom é que nem tudo são tristezas, junto com a infelicidade do assunto vêm receitas milagrosas para deixar tudo em cima. Na piscina fala-se dos casamentos que deram errado, dos que estão começando e dos sonhos de se ter um, assim como da doença de uns e das cirurgias plásticas de outras. Quando as famílias vão se refrescar por lá, todos são só sorrisos, crianças que gritam o tempo todo e jogam bolas e respingam água por todo canto, e o resto de nós abre um sorriso e também se mantém educadíssimo. Na piscina as pessoas são sempre agradáveis, meigas e suaves. Agem como se conhecessem todos desde a infância e eu tenho lá minhas dúvidas se, com o cloro que é adicionado à água, também não há alguma outra droga que transporta todos para um universo paralelo, cheio de sol, calor e futilidades, mas extremamente relaxante. O ambiente da piscina, de uma certa forma, é como ler a revista CARAS no cabelereiro: não adiciona nada à nossa vida, mas ajuda a descansar a cabeça. E isso sem dizer que FINALMENTE eu estou perdendo a minha corzinha de leite desnatado! E viva o piscinão!!

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