domingo, 17 de abril de 2011

Na esquina da Ipiranga com a Av. São João

Foto cedida pela Bia! (Ela é a moça loira, à esquerda da imagem)

Conheci a Bia "virtualmente" na época que comecei esse blog. Procurava por outros blogs interessantes, que eu pudesse acompanhar e ler sempre coisas legais. O dela (http://vamosfingirquesomosnormais.blogspot.com) falava sobre viagens e ela morava, na época, em New York. Adorava o ritmo das postagens, que sempre traziam algo útil para quem estivesse planejando uma visitinha por lá. E achava que a Bia era uma das pessoas mais independentes, animadas e alto-astral que eu já tinha visto.
Tempos depois, vi que ela postava do Nordeste brasileiro. Pensei: Ué, ela tá morando por lá, agora? Daí, quando eu menos esperava, as postagens eram sobre São Paulo. Eu olhei, li de novo, e pensei.. mas "peraí", eu moro em SP!!!! Entrei em contato rapidinho e, assim que possível, marcamos um encontro! Fomos almoçar no Bar Brahma, um restaurante que eu ADORO e que já comentei por AQUI. Levei alguns amigos também, uma turma bem heterogênea. E o resultado não poderia ter sido melhor! Foi uma tarde ótima de conversas, risadas, histórias de viagens, música, chopps e comida boa! A versão dela, dos fatos, está lá no seu blog:
http://vamosfingirquesomosnormais.blogspot.com/2011/04/trazendo-para-o-mundo-real-uma-amiga.html

E assim eu vou seguindo, conhecendo cada vez mais gente boníssima, não perdendo a chance de bons contatos, muitos deles graças a esse "Microcosmos", que, sem dúvida foi uma idéia muito feliz que eu tive! :)
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PS: Resolvi colocar novamente a música SAMPA por citar a esquina tão famosa, onde hoje se localiza o Bar Brahma!

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Quando o forró encontra a música clássica

Quando eu vejo aquelas cenas de filme, onde espetáculos maravilhosos são oferecidos ao público, gratuitamente, em um ambiente aconchegante de uma cidade grande qualquer do mundo, eu MORRO DE INVEJA! Sim, acho a idéia sensacional, chiquérrima, agradabilíssima e, GRAÇAS AO BOM DEUS, essa tendência vai chegando pouco a pouco aqui nesse nosso Brasilzão! Pelo menos em SP acontecem coisas assim, de tempos em tempos. E, graças ao convite de uma amiga, dessa vez eu não perdi a chance de ver algo que me deixou emocionada! A Jazz Sinfônica de SP, uma senhora orquestra (!), fez um show no Parque do Ibirapuera, ao ar livre, e de graça! E, para melhorar, o tema do espetáculo foi uma homenagem à música de Dominguinhos! Eu já ADORO Dominguinhos, lembro até de um show que fui, há tanto tempo, mas misturar o seu forró com arranjos clássicos realmente foi uma idéia de gênio. Para completar, um violinista incrível, chamado Ricardo Herz, completou essa salada musical... o resultado??? Veja nos vídeos abaixo:



E foi tudo lindo! Lindo! LINDO! As pessoas sentadinhas na grama, a chuva que caía parou bem na hora do show, o mundo foi anoitecendo aos pouquinhos, e aquela orquestra perfeita, iluminando o parque, as pessoas, as lágrimas de emoção que o Dominguinhos não conseguiu conter! Quem não foi, perdeu! Iniciativas como essa devem ser apoiadas, incentivadas, divulgadas! Realmente me senti em um filme daqueles beeem românticos!

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 Auditório Ibirapuera

Para quem não conhece, já falei um pouco do Parque do Ibirapuera AQUI. O show aconteceu no Auditório Ibirapuera, onde sempre passam atrações bem legais. O mais interessante é que esse auditório possui uma "parede traseira removível", e foi exatamente por isso que o show para as pessoas, ao ar livre, foi possível!

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Grito

 O Grito (1893) -  Edvard Munch

Na falta de tempo de parar e ter vontade de escrever algo para postar, resolvi colocar aqui o texto de uma escritora sensacional, que já conseguiu me ganhar assim, logo no primeiro livro seu que li. A Martha Medeiros tem um jeito especial de contar um caso. Eu me identifico muito com o seu jeito de escrever, já que é exatamente como eu gostaria de fazer: livre, leve e solto. Essa gaúcha talentosa, que já tanto contribuiu para os jornais Zero Hora e O Globo, não pára de me surpreender no livro que estou lendo: Montanha Russa. E é dessa coletânea que sai esse texto abaixo, que faz a gente pensar...

 "O Grito

Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.
Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.
Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe em nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade se impõe, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar esse amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febre, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona e finge esquecer. Mas há uma verdade única : ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado, e é feliz, puxa, como é feliz.
E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.
Sabe.
Eu não sei por que sou assim.
Sabe."

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Pouco tempo atrás, também postei AQUI um outro texto dela, extremamente direto e sem delongas.

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