terça-feira, 29 de novembro de 2011

Em qual botão desliga???

Me mandaram isso e eu não sei se rio ou se choro pelo pai da menina!!! Coitado!!


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O caminho da roça ou como estou me tornando um morcegão...


A maneira como a gente vive o dia a dia é algo que acaba ficando muito marcado no nosso subconsciente. No Brasil eu não ando na rua, à noite, sem um motivo sério. Só ando correndo se estiver voltando pra casa, vindo da USP. E mesmo assim ando com medo. São tantas histórias de roubos, sustos, violência... Prefiro me poupar do acaso de ser assaltada. E se a rua for escura, então, nem por decreto eu passo por ela!

Quando me mudei pra Newton, na minha segunda morada em Boston, fiquei numa casa linda, numa área residencial maravilhosa, como já mostrei no post abaixo. Percebi que a caminhada até a estação de trem durava uns 8-10 minutos. A minha primeira pergunta foi se as ruas eram iluminadas à noite. A resposta da proprietária da casa foi: "Dá pra enxergar, você se acostuma. Mas essa vizinhança é MUITO segura". Da primeira vez que voltei do trabalho, entendi a esquiva da resposta. Entendam, estamos no Outono e às 16:15 começa a escuridão da noite. Vou repetir: às 4:15 da tarde, já é noite. Por isso não existia a opção de eu voltar pra casa "ainda de dia". Portanto, pensem no "cagaço" que passei no meu primeiro retorno desacompanhada.

Saí do trem e, ao chegar à rua, parecia mais um caminho da roça. Pensei: "nossa, que estranho, a luz desse quarteirão tá pifada...". O que eu não imaginava era que as luzes de TODOS os quarteirões estavam pifadas! Ou melhor, elas são fraquinhas mesmo. Acho que o povo quer economizar energia ou talvez ninguém ande a pé.. não sei.. só sei que o pânico foi tomando conta de mim. Nos 8 minutinhos que levei pra chegar à casa, passei de um leve desconfiar à certeza que seria abduzida por ETs... Quando entrei no bairro, simplesmente não havia luz suficiente nas ruas. Mal enxergava meu pé. Desliguei o MP3, pra ficar mais alerta, caso alguém estivesse me seguindo. A todo momento, imaginava um doido pulando detrás de uma moita, me agarrando, me esbofeteando. Arrepiava até a unha de tanto medo. E o medo de pisar em um buraco. Aí evoluiu pro medo de ET. Essa história é velha e eu já contei AQUI. E o pior... no último quarteirão, antes de chegar à casa que morava, o mais escuro, tem uma luz láááá na esquina. Essa luz apagou JUSTAMENTE no momento que eu estava passando. Admito que dei um leve pulo de 3 metros... só pensava: "amanhã tenho que colocar uma fralda geriátrica antes de voltar por esse caminho". kkkkkkk!!!

OBS: O caminho é realmente escuro, mas a maioria dos bairros residenciais daqui é assim mesmo. O bom é que Newton é extremamente segura. Com o passar dos dias perdi todo e qualquer medo. Comprei uma lanterna, que era horrível de tão fraca e que mais lançava sombras bizarras do que iluminava. Mas já sabia o caminho "até no escuro". Mas a maldita luz apagou TODAS AS VEZES que passei por ela. Quer dizer.. mentira.. teve um dia que ela estava apagada e, quando eu passei, ela ACENDEU SOZINHA... outro pulinho básico... e haja fralda!

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Minha família americana em Newton

Outono é mesmo uma coisa fabulosa! No Brasil não dá pra perceber essa mudança drástica que acontece com a cor da vegetação. Em compensação não congelamos tanto no inverno! Mas o mudar das cores das árvores, por aqui, deixa qualquer um com a veia poética latejando!

Cores do Outono


Depois de duas semanas em Boston, mudei de casa. Fui morar com uma família americana, assim meio que na sorte mesmo. Eu precisava mudar e não conseguia encontrar nenhum lugar que eu pudesse pagar e que fosse "aceitável pra viver", isto é, limpo e sem bizarrices de roomates. O site que utilizei foi o mais famoso nos EUA. Se chama Craig's List (http://boston.craigslist.org/) e é usado para venda/aluguel de tudo quanto é coisa diferente, inclusive quartos e apartamentos. Na procura, vi gente anunciando que procurava por alguém que aceitasse "naturismo" (o.O), que gostaria de um companheiro que fosse festeiro ou, pelo contrário, que não ficassse em casa mais do que 2 horas durante o período do dia. Bom, resolvi colocar um anúncio meu, mesmo. Expliquei, brevemente, que era uma estudante de doutorado e que ficaria somente mais dois meses e meio em Boston e que precisava de um lugar calmo, onde pudesse estudar, usar a internet e descansar. Recebi algumas respostas, a maioria de gente citando lugares duvidosos. Mas, quando eu já estava desesperada, recebi o email de uma enfermeira que trabalha no hospital ao lado do meu, e que  me parecia ser um amor de pessoa. Dito e feito. Ela me mostrou a casa e onde seria o meu quarto. Disse que haviam duas outras moças da Suécia e que, infelizmente, o "meu quarto" estaria disponível só até o dia de Thanksgiving (23 de novembro), já que o filho dela estaria de volta para a comemoração de Ação de Graças. Mas, ao mesmo tempo, ela me levou pra conhecer a casa dos pais dela, onde eu poderia ficar a partir de então. Tanto ela quanto a sua família foram um achado na minha vida. A sorte que tive foi enorme, já que não tive que pagar além do que queria e tive a chance de mudar e viver o dia a dia de uma família americana.

Vista da minha janela (1)

Vista da minha janela (2)

A casa dela é em Newton, uma área incrível próxima a Boston. Levo cerca de 40 minutos para chegar ao trabalho todos os dias, pegando o trem. Newton é bem residencial mas também conta com um centro comercial muito bom. Além de ser uma dessas áreas que você vê em filmes, com casas lindas, jardins grandes e decorados, pinheiros a rodo!! Acho que, no final das contas, esse inverno não será assim tão rigoroso, agora que eu sei que vou contar com uma estrutura familiar por perto.

 Vizinhança

 Vizinhança

  Vizinhança

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sábado, 19 de novembro de 2011

Quincy Market e arredores

10 anos atrás, quando eu estive em Boston, lembro que um dos meus passeios favoritos era ir ao Quincy Market, um local no Centro de Boston que reúne vários restaurantezinhos, com todo tipo de comida, estilo "mercadão", mas muito mais chique. Lá as opções são deliciosas, a comida é barata e o local é próximo a várias outras atrações (Hard Rock Cafe, Porto de Boston, Shoppings, Aquarium, etc...). No primeiro final de semana, é pra lá que eu fui! Os trens de Boston cobrem bem a área da cidade, portanto é muito fácil chegar a qualquer lugar e eu não levei mais do que 20 minutos pra chegar ao Quincy Market. E vale muito a pena o passeio!!! 

Dessa vez resolvi provar o famoso Clam Chowda! Para quem não conhece, chowda é uma sopa cremosinha, e o Clam Chowda é muito comum nesta região e é feito com mariscos, batata e uns temperinhos deliciosos. Eu nunca comi mariscos porque tenho um certo nojinho. Acho que qualquer biólogo que teve a chance de estudar essas criaturinhas ficam meio com um pé atrás, por saberem a "anatomia" do que estão comendo. Mas resolvi arriscar. Comecei devagar, pedindo um chowda de lagosta. Já comentei que a lagosta é um símbolo da cidade e, como não poderia deixar de ser, estava sensacional. Aí me empolguei e pedi o tal do Clam Chowda....... e não é que gostei? Super saboroso e bem temperado, é algo obrigatório para quem visita o Quincy Market!!











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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um aniversário Far Far Away!!!

Logo na semana que eu cheguei em Boston, foi também o meu aniversário. Eu já estava preparada para passar a data anônima, a não ser pelos emails e mensagens carinhosas dos amigos e família, já que ninguém aqui sabia disso. Mas o que eu não esperava era receber uma caixa GIGANTE alguns dias depois, contendo as seguintes coisas:

1- Uma pantufa-zumbi


2- Um chewbacca de pelúcia que faz "UÓÓÓÓÓNNNNN!"


3- Um gatinho que canta a música do Sheldon, da série "The Big Bang Theory" (Soft kitty, warm kitty, little ball of fur...)


Cortesia de grandes amigas do laboratório! Valeu Lê, Aline e Marluce!!!!


PS: Vocês não têm idéia do quanto eu ri depois de abrir a caixa!!! =D

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domingo, 13 de novembro de 2011

Boston, O Retorno: Primeiras impressões

Largar o calor e a receptividade de Miami foi um pouco difícil. Mas, meu Deus do Céu, eu estava indo pra Harvard! Apesar do aperto no estômago eu queria que chegasse logo. Deixei uma Miami, com seus 27oC, pra trás e cheguei a uma Boston pós neve (em outubro!!!!), e constava apenas 2oC no termômetro. Do avião eu achava tudo lindo, lindo, cobertura branca, parecia coisa de filme. Quando eu saí do aeroporto só conseguia pensar: "Segura na Mão de Deus e Vai!!!". Eu tremia tão incontrolavelmente porque não tinha um casaco exatamente adequado para tanto vento. E tive, novamente, a infeliz idéia que às vezes tenho em SP: "Por que não pegar o metrô??". Porque eu estava carregada de malas. E porque fazia muito frio. e porque eu já estava sem forças pra mais nada. Mas lá fui eu, com a cara e a coragem, tentando chegar no local da baldeação e pegar a linha certa de trem. Depois de muita espera, anunciaram que a tal linha estava com problemas. Apelei e segui o resto de táxi mesmo.

Neve no chão! Frio do cão!
 
Fora essa chegada dramática, Boston continua tão charmosa quanto antes. Já estive aqui há 10 anos atrás e me senti um pouco mais confiante nesse retorno. A casa onde passaria até 3 semanas fica em Brookline, uma cidade que, de tão colada, mais parece um bairro de Boston. Na verdade várias cidades são absurdamente próximas e mal dá pra notar quando vc saiu de uma e entrou em outra. Meu quarto era um charme. O casal que me recebeu foi super amigável e respirei aliviada pela primeira vez. No dia seguinte saí correndo pra fazer compras de roupas pro inverno. Boa coisa que não comprei quase nada em Miami!

Árvores começando a mudar a folhagem

Beaconsfield Train Station. Era daí que eu ia pro trabalho

Aqui em Boston eu passarei 2 meses e meio trabalhando numa clínica muito famosa por sua pesquisa em diabetes, chamada Joslin Diabetes Center. Eu já estive nessa clínica também há 10 anos atrás. Naquela época eu vim trabalhar num acampamento de verão para crianças diabéticas, vim ser monitora, e também passei uns 3 meses por aqui. O acampamento recebia auxílio da Escola de Medicina de Harvard, então essa é uma daquelas coincidências da vida: voltar ao mesmo lugar, agora como pesquisadora. O Centro é lindo. Desde o primeiro dia já frequentei reuniões e seminários e participei ativamente da execução de vários experimentos. Boston é perfeita no outono. Estar em Harvard, no outono, no fim do meu doutorado, sem dúvidas fecha com chave de ouro essa minha fase de "estudante"!

Quase lá...

   Tcharam! Cheguei!

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Miami pá-pum!

O que eu tenho a dizer de Miami são rápidas impressões, pois só fiquei por lá uns 5 dias, e como 2 dias foram puramente em congressos, não consegui aproveitar a cidade como todo turista faz. À princípio, minha idéia era escapar de Miami por uns dois dias e ir até a Disney. Quem não teve o sonho de visitar os parques de lá? Pois eu ainda não os conheço. Desisti da idéia quando percebi que ECONOMIA é a palavra da vez quando se trata de passar 3 meses fora do seu país, vivendo com um dinheiro apertadíssimo e suadíssimo. Outro motivo foi que eu saí do Brasil dois 3 dias atrasada, por causa do atraso no visto americano. Por isso tudo, resolvi aproveitar a cidade mesmo e me preparar pra Boston, que é onde passo a maior parte desses 3 meses.

 Hotel do Congresso... kkk juro que as palestras não foram na piscina!

Vista do apartamento


Miami é linda! Digo isso porque todo mundo fala de lá como se fosse um lugar só pra compras e mais nada. Isso é desvalorizar demais um lugar daqueles. Miami é uma cidade bonita, acolhedora, cheia de latinos e animadíssima. Os dois dias de Congresso foram maravilhosos. Aproveitei e fiz muitos contatos, o que me rendeu uma visita ao Diabetes Research Institute (DRI), um centro de pesquisa sobre Diabetes, bem famoso. Reencontrei pessoas de outros Congressos e troquei muitas idéias. Valeu cada segundo. Pena que não consegui chegar para os dois primeiros dias. 




E olha só como a vida é, no primeiro dia, uma moça que estava na recepção viu que eu era do Brasil (Estava escrito no meu crachá) e veio conversar e dizer que fez o PhD dela por lá. No último dia, quando eu estava indo embora mesmo, essa mesma moça me encontrou e veio me perguntar se eu já tinha conhecido a cidade. Disse que não e ela comentou que o pessoal do laboratório dela iria a um barzinho no começo da noite e, se eu quisesse, poderia ir também. Enquanto não chegava a hora ela me levou pra conhecer Miami Beach. Não é que descobri que a moça trabalhava no mesmo laboratório que eu iria visitar? Muita coincidência! Conheci todos que trabalham lá antes mesmo de ir ao local. E todos são pessoas boníssimas. A noite foi animadíssima, regada a "bebidas tropicais", comidas apimentadas e salsa/pop/rock.
Lembram de Forrest Gump??? O restaurante existe!!! *-* 

Passeio no fim de tarde, em Bayside
 
Nos dias seguintes, andei pela cidade. Saí por lá conversando com as pessoas, descobrindo como andar no transporte público estranho de Miami, falando mais espanhol do que inglês (sim, conheci várias pessoas que só falavam espanhol), visitando a Orla, descobrindo uns lugares muito divertidos. E acabei não fazendo o circuito típico de turista: shopping outlet, compras, compras e mais compras. Mas me diverti bastante. Tive tempo até de reencontrar uma amiga que não via há 8 anos!

Com direito a show!

 E comer do ladinho da praia!
 
Meu resumo de Miami? Cidade linda, empolgante, latina, quente, quente e quente. Com pessoas dispostas a ajudar, sempre que você pedir algo, com bons restaurantes, lojas e uma cara de férias!

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