Minha última "mudança" de casa, aqui nos Estados Unidos, foi algo bem mais simples. Saí de Newton, da casa de uma enfermeira super gente boa e fui parar na casa do pai e da madrasta dela, também em Newton, também pessoas maravilhosas. Eles nunca foram de receber pessoas no esquema "aluguel de quarto", até que a tal filha pediu que eles aceitasse um médico argentino que estava fazendo um estágio por aqui. Eles se divertiram tanto com a experiência que aceitaram me receber sem pensar duas vezes.
Minha nova casa
Sei que estou correndo o risco de ficar cansativa, mas repito que dei uma sorte muito grande ao encontrar essas famílias. Ouvi muitos casos de pessoas que entram numa fria ao procurar moradia e, graças a Deus, comigo foi diferente. Nessa minha nova casa, o pai da família é Porto Riquenho e a mãe é Peruana. Aqui fala-se muito inglês E espanhol. Bom que vou treinando de vez em quando. Mas como convivo muito com eles, acabamos ficando mais no inglês mesmo, já que eu me enrolo com a outra língua. Essa casa fica perto de Newton Centre. Como eu já disse, Newton é uma daquelas cidadezinhas modelo, onde tudo é lindo e organizadinho. Casarões maravilhosos. E, de quebra, minha vizinhança não é tão escura quanto a outra.
Inverno chegando
"Vizinhança pobre" (1)
"Vizinhança pobre" (2)
Aqui tenho uma suíte só pra mim. O único porém é o fato da estação de trem ficar a uns 20 minutos de caminhada. Maaaas, eles fazem questão de me levar até lá de carro. Todo dia. E de me buscar. Eu fico super sem jeito, mas eles sempre ressaltam que não custa nada, que de carro leva só 3 minutos, que eles ficam felizes em ajudar, que gostam muito de conviver comigo, etc. Sempre que o clima permite, eu pego um ônibus pra voltar pra casa. O ônibus sai do lado da estação e me deixa a dois quarteirões da casa. E sempre levo um puxão de orelha porque eu "deveria ter ligado" pra eles irem me buscar. Sempre que acordo e vou até a cozinha, lá está um copo de chá ou café e umas torradinhas ou um sanduíche com o meu nome do lado. Toda noite, quando chego do trabalho, tem jantar pronto. Porque comentei que arroz e feijão é algo que comemos o tempo todo no Brasil, volta e meia eles fazem pra mim. Eles são um casal que gostam muito de conversar e contar causos. Morrem de rir por tudo (que nem eu!) e adoram uma comida saudável mas muito saborosa! Isto eu logo de cara descobri, pois quando mudei era véspera de Thanksgiving/Ação de Graças e no dia da comemoração toda a família estava presente (irmãos, primos, sobrinhos...). Acho que esse calor humano é mesmo algo latino, pois todo mundo passou a festa cantando, conversando, conhecendo outras pessoas, rindo, dançando e comendo, comendo, comendo... achei que ia passar mal de tanta comida!
"Vizinhança pobre" (3)
"Vizinhança pobre" (4)
Morar em Newton e num bairro tão residencial me faz reparar mais nos costumes das famílias americanas. Aqui as casas não têm muros. É até estranho pois você enxerga o interior da casa do vizinho. Quem passa na rua também vê sua casa por dentro. Aqui todo mundo tem aquela caixinha de correio com o nome de família, que nem em filmes/seriados. Acho uma graça! E por estarmos chegando perto do Natal, só se ouve música natalina nas rádios. O mais engraçado é que todo mundo escuta achando bom! É Jingle Bells pra cá, Feliz Navidad pra lá, minha família mesmo se diverte cantando alto as musiquinhas. E o que me impressiona é como todo mundo faz a decoração de Natal do lado de fora das casas. Tem algumas que querem o título da casa mais fantasiada e iluminada! Na minha casa é assim, todo o jardim está inundado de luzes natalinas, renas, pinheiros, bolas, etc... E a árvore de Natal? Um pinheiro verdadeiro, com aquele cheirinho de mato e tudo!
Casa ultra mega master plus iluminada pro Natal
Frente da "minha casa"







1 comentários:
Ê vidão.
Não vai querer nunca mais voltar... E quando resolver vir, não vai passar na porta do avião...
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