sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

De casa nova... ainda em Newton!

Minha última "mudança" de casa, aqui nos Estados Unidos, foi algo bem  mais simples. Saí de Newton, da casa de uma enfermeira super gente boa e fui parar na casa do pai e da madrasta dela, também em Newton, também pessoas maravilhosas. Eles nunca foram de receber pessoas no esquema "aluguel de quarto", até que a tal filha pediu que eles aceitasse um médico argentino que estava fazendo um estágio por aqui. Eles se divertiram tanto com a experiência que aceitaram me receber sem pensar duas vezes. 

 Minha nova casa
 Sei que estou correndo o risco de ficar cansativa, mas repito que dei uma sorte muito grande ao encontrar essas famílias. Ouvi muitos casos de pessoas que entram numa fria ao procurar moradia e, graças a Deus, comigo foi diferente. Nessa minha nova casa, o pai da família é Porto Riquenho e a mãe é Peruana. Aqui fala-se muito inglês E espanhol. Bom que vou treinando de vez em quando. Mas como convivo muito com eles, acabamos ficando mais no inglês mesmo, já que eu me enrolo com a outra língua. Essa casa fica perto de Newton Centre. Como eu já disse, Newton é uma daquelas cidadezinhas modelo, onde tudo é lindo e organizadinho. Casarões maravilhosos. E, de quebra, minha vizinhança não é tão escura quanto a outra.

Inverno chegando 
 "Vizinhança pobre" (1)

  "Vizinhança pobre" (2)
 Aqui tenho uma suíte só pra mim. O único porém é o fato da estação de trem ficar a uns 20 minutos de caminhada. Maaaas, eles fazem questão de me levar até lá de carro. Todo dia. E de me buscar. Eu fico super sem jeito, mas eles sempre ressaltam que não custa nada, que de carro leva só 3 minutos, que eles ficam felizes em ajudar, que gostam muito de conviver comigo, etc. Sempre que o clima permite, eu pego um ônibus pra voltar pra casa. O ônibus sai do lado da estação e me deixa a dois quarteirões da casa. E sempre levo um puxão de orelha porque eu "deveria ter ligado" pra eles irem me buscar. Sempre que acordo e vou até a cozinha, lá está um copo de chá ou café e umas torradinhas ou um sanduíche com o meu nome do lado. Toda noite, quando chego do trabalho, tem jantar pronto. Porque comentei que arroz e feijão é algo que comemos o tempo todo no Brasil, volta e meia eles fazem pra mim. Eles são um casal que gostam muito de conversar e contar causos. Morrem de rir por tudo (que nem eu!) e adoram uma comida saudável mas muito saborosa! Isto eu logo de cara descobri, pois quando mudei era véspera de Thanksgiving/Ação de Graças e no dia da comemoração toda a família estava presente (irmãos, primos, sobrinhos...). Acho que esse calor humano é mesmo algo latino, pois todo mundo passou a festa cantando, conversando, conhecendo outras pessoas, rindo, dançando e comendo, comendo, comendo... achei que ia passar mal de tanta comida!

 "Vizinhança pobre" (3)
  "Vizinhança pobre" (4)
 Morar em Newton e num bairro tão residencial me faz reparar mais nos costumes das famílias americanas. Aqui as casas não têm muros. É até estranho pois você enxerga o interior da casa do vizinho. Quem passa na rua também vê sua casa por dentro. Aqui todo mundo tem aquela caixinha de correio com o nome de família, que nem em filmes/seriados. Acho uma graça! E por estarmos chegando perto do Natal, só se ouve música natalina nas rádios. O mais engraçado é que todo mundo escuta achando bom! É Jingle Bells pra cá, Feliz Navidad pra lá, minha família mesmo se diverte cantando alto as musiquinhas. E o que me impressiona é como todo mundo faz a decoração de Natal do lado de fora das casas. Tem algumas que querem o título da casa mais fantasiada e iluminada! Na minha casa é assim, todo o jardim está inundado de luzes natalinas, renas, pinheiros, bolas, etc... E a árvore de Natal? Um pinheiro verdadeiro, com aquele cheirinho de mato e tudo!
Casa ultra mega master plus iluminada pro Natal
 
Frente da "minha casa"

1 comentários:

Vini disse... [Responder comentário]

Ê vidão.
Não vai querer nunca mais voltar... E quando resolver vir, não vai passar na porta do avião...

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