domingo, 9 de dezembro de 2012

Calor...

 Mais um ano que passou e cá estou eu, novamente reclamando do calor. Não é possível... não é humanamente possível que as pessoas realmente adorem o calor. Fico indignada com isso... porque no calor insuportável acima dos 30 graus Celsius, que é o que está fazendo todo santo dia, eu não tenho forças nem pra continuar vivendo. Na tentativa de suportar melhor o dia, eu me estatelo na cama, com um ventilador na minha cara, mais esparrachada que uma lesma, mais suada que porco assando no forno (só me falta mesmo a maçã na boca), mais sem futuro do que fita cassete... sei la... isso não é coisa de gente. E o pior, o ventilador adianta pouco porque ele acaba jogando o ar quente pra cima de mim...

Já enfrentei locais muito frios. Mas aguentar o frio bravo é uma questão de roupa certa. Frio é algo que dá totalmente pra jogar "uma conversinha" e "levar no bico".. mas calor... calor é coisa de pagação de pecados, só pode. Eu não consigo render quando faz mais do que 30 graus. Não consigo pensar direito. No momento ando corrigindo provas e trabalhos dos meus alunos, mas só consigo botar a mão na massa depois das 6 da noite. Antes disso, é brincar de ovo frito...

Tenho medo do meu cérebro acabar sendo afetado. Às vezes tenho ânsia de mudar para um canto bem frio do globo, só pra eu reclamar bastante da temperatura super baixa. Mas o pior de tudo é que, ou a pessoa vai ficando velha e passa a reclamar de tudo e reparar em coisas que a irritam e que antes não percebia, ou cada ano está ficando absurdamente quente mais cedo. Da última vez que eu reclamei assim de calor, acho que foi em Janeiro ! Dessa vez o calor começou bravo em Outubro...

Figura: NET

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Em busca de um sofá e um pote de ameixas

É engraçado como certas coisinhas ficam na nossa memória, mesmo com o passar de uma vida inteira. Quando eu era bem pequena, adorava ficar escondida atrás do sofá de casa, comendo tranquilamente um potinho de ameixas. O sofá da casa onde eu morava era composto de dois colchões e almofadas grandes sobre eles. Eu empurrava os colchões, deixando um buraco entre eles e a parede, tirava uma das almofadas gigantes e me escondia ali. Eu e as minhas ameixas. Nessa época eu devia ter em torno de 3 ou 4 anos e não tenho nem idéia do porquê tinha essa fixação toda por ameixas, mas consigo me lembrar nitidamente dos momentos em que eu me escondia ali. Era como se aquele cantinho atrás do sofá fosse o local mais reconfortante do mundo e as frutas, o maior tesouro gastronômico que eu poderia desejar. Toda vez que essa memória me vem à cabeça, está acompanhada de uma sensação de "casa", de satisfação e de bem-estar.

Hoje vi uma reportagem sobre o vestibular e como os alunos se preparam para essa etapa tão cheia de dúvidas e inseguranças. O repórter perguntava a vários adolescentes o que eles consideravam importante na escolha de uma profissão. Alguns escolhiam carreiras financeiramente privilegiadas enquanto outros optavam mais pela satisfação pessoal, independente da profissão ser a de médico ou a de oceanógrafo. Em seguida, a reportagem mostrava dados científicos que correlacionavam o sentimento de satisfação profissional com o tipo de escolha feito. Sem a menor dúvida, as pessoas que se sentiam melhor em seu trabalho, após décadas de profissão, eram aquelas que gostavam (E MUITO) do que faziam. Neste ponto eu peço atenção: gostar de ganhar muito dinheiro é uma coisa bem diferente de gostar do trabalho do dia a dia. Geralmente, a não ser que você ganhe na loteria, seja de uma família rica ou dê uma sorte danada, o dinheiro em grande quantidade só vem pra quem se dedica bastante. E pra quem, além da dedicação, se esforça, abrindo mão de alguns programas com os amigos, de algumas regalias, de alguns finais de semana, pra chegar a um resultado. E, a verdade é que, se entregar a uma profissão com esse tipo de comprometimento, quando não é algo que você realmente goste (ou até mesmo AME) é complicado. A razão mais óbvia do porquê isso não tende a dar muito certo é que, apesar de no começo da carreira a gente aceitar se matar de trabalhar, a coisa perde um pouco a graça depois de alguns anos ou décadas. Neste ponto, passa a restar somente o dinheiro. A gente passa a trabalhar porque é a única forma de ganhar uma compensação financeira, mas está de saco cheio do dia a dia de trabalho.

Por esse motivo, eu acredito que ir em busca de um trabalho que nos motive é absolutamente essencial. Além da razão que eu já citei, existe também o fato da vida passar rápido e, embora essa frase ser um clichê, não deixa de ser muito verdadeira. A gente nunca sabe quando tempo nos resta, o que vai acontecer no nosso ciclo de amizades, na nossa família, etc. Sendo assim, apesar de ganhar dinheiro ser algo muito muito muito muito bom, ser feliz com as nossas escolhas é algo que vai afetar de maneira muito impactante a nossa vida futura.

Hoje eu tenho 33 anos e o que vejo é que vários dos meus amigos se desiludiram com a profissão. O principal motivo? Não ganhar bem e ainda ter que encarar um emprego chato, burocrático e bem diferente do que imaginaram 10 anos atrás. Tenho outros amigos que ganham um salário dos sonhos, mas mesmo assim admitem que não gostam muito do dia a dia, mas como largar uma conta bancária tão recheada? E, claro, tenho amigos que estão felizes, ganhando bem ou ganhando mal, mas com a certeza de que não fariam nada que não fosse uma atividade prazerosa. Nada mais frustrante do que lembrar dos tempos de "antigamente" como uma época feliz, quando não tínhamos obrigações e podíamos passar o dia fazendo qualquer coisa. Para mim, quem pensa assim é porque está insatisfeito com o rumo que sua vida tomou, seja com ou sem dinheiro. 

Eu ainda estou em busca do emprego que vai me dar tanto estabilidade quanto satisfação. Acredito que escolhi a área certa, apesar do momento de incerteza (onde vou trabalhar? onde vou morar?). Estou, agora, prestes a me tornar uma cientista pós-doutora. Se isso não der certo, vou atrás de algo mais. Porque, no fundo, o que todos procuramos, é a sensação de se esconder num sofá velho, com almofadões, e um pote de ameixas fresquinhas, prontas para serem devoradas...


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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Das coisas que eu já gostei...

Eu adorava dormir de bruços, quando era mais nova. A-DO-RA-VA. Lembro de me encolher, na cama, que nem um tatu-bola enquanto minha mãe me cobria, com o queixo encostando no joelho, pra logo depois virar de bruços e dormir o sonho dos anjos até de manhãzinha. Sinto uma falta enorme da época que eu conseguia ter uma noite de sono profundo e satisfatório, de bruços. Nunca consegui dormir tão bem em outra posição, mas, se tento dormir como antes, nos dias de hoje, acordo praticamente aleijada após somente 5 minutos de descanso, como se tivesse levado uma paulada nas costas. Atualmente durmo como mandam as "instruções de saúde", apoiada de lado, com um travesseiro na altura correta para não colocar muita pressão na coluna, bla bla bla... ainda assim acordo toda "troncha". E eu culpo a idade. Ela, que me roubou o descanso sublime de bruços.

Na mesma linha de raciocínio, não consigo entender como um dia eu gostei da idéia de acampar. Como alguém pode gostar REALMENTE disso? Acampar é suportável por 1 dia, talvez os dois dias do final de semana (uma vez por ano), mas além disso já é tortura. Dormir numa barraca apertada, num chão duro, com um ar viciado, acordar e ter que se trocar nesse microambiente, enfrentar sol de rachar e chuva de canivetes dentro de uma barraca, não ter água encanada, banheiro e restaurante... isso é vida? Mas há alguns anos atrás eu achava isso tudo muito atraente. Mais uma vez eu culpo a idade...

Gostar de ir à praia é quase uma unanimidade, quem não gosta deve ter algum problema. No caso, eu devo ter algum problema. Não que eu odeie o mar, mas admito que não é o meu passeio preferido. Primeiro porque eu sou branca... mas branca de um jeito que assusta. Portanto, encarar o sol nunca é algo muito fácil pra mim. Eu também não sou muito fã de areia na bunda.. desculpa falar assim sem rodeios, mas é a verdade. Toda vez que vou à praia saio de lá com 2 quilos de areia dentro do biquini/short/blusa. E essa praga de areia gruda e esfolia de um jeito que me deixa assada e só trocando de pele mesmo pra tirar tudo. Associado a isso, não vejo muita graça em ir pra praia tomar uma cervejinha e ficar comendo peixe.... e pronto. Praia, para mim, é pra chegar no fim da tarde (porque não consigo acordar cedo e aproveitar o sol fraquinho da manhã), fazer uma caminhada, tomar uma água de côco e ir embora. Num dia muito empolgado eu entro na água. Mas como eu amava praia quando era pequena! Praia, piscina, banho de mangueira... tudo isso é uma alegria quando a gente é mais novo... Pois é... idade...

Por fim, pra terminar essa breve lista, lembro que eu simplesmente adorava filmes de terror. Sempre fui muito cagona de medo de tudo, mas conseguir assistir um filme de terror era algo que me dava um orgulho danado de mim mesma! Ficava 3 dias sem dormir, mas eu tinha ido até o fim e visto o filme inteirinho!!! Já hoje em dia, apesar de eventualmente assistir um filme muito comentado, não sou fã do gênero. Por que eu vou querer ver um filme que pode, potencialmente, me dar pesadelos? Odeio quando a musiquinha medonha começa e de repente BUUUUUUUUUUUUUUUU, a gente quase infarta de tanto medo e nervoso, sem falar que quase precisa de uma fralda pro cagaço que dá. Nada disso, como toda tia prevenida, eu tento não assistir mais a esse tipo de coisa....

Apesar de não lembrar, no momento, de outras coisas que gostava e que já não me empolgam tanto como antes, percebi que o passar do tempo deixa a gente mais apegada ao "confortável". Seja porque nosso corpo já não aguenta como antes o tranco ou porque percebemos que brincar com os nervos já não é mais tão divertido, mudamos e adquirimos novos hábitos, crenças e manias. Eu, que sempre fui muito dada a atividades competitivas (joguei vôlei por 4 anos há MUITO tempo e adorava um esporte coletivo) agora ando pensando se não seria mais produtiva se fizesse yoga, pilates e alongamento... 

É... a idade tomou conta de mim...


Figura: NET

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Meu Malvado Favorito - trailers

Admito: adoro animações "infantis". Acho que na última década os filminhos estão cada vez mais engraçados, com um humor que agrada tanto crianças quanto adultos. Quando vi o trailer do próximo "Meu Malvado favorito" (Despicable Me), rolei de rir.



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sábado, 22 de setembro de 2012

Por que mentimos?

Imagem: NET

Apesar de usar bem pouco o twitter, uso esta ferramenta para saber, de maneira bem superficial e aleatória, o que se passa por aí. Não fico procurando a notícia por lá, porque sempre existem muito mais tweets do que eu tenho paciência pra acompanhar, mas, enquanto tomo um cafezinho, dou uma olhada "por alto". Normalmente, os tweets mais interessantes que vejo vêm da Maria Popova (@brainpicker), uma jornalista que, com muita criatividade e competência, reúne informações sobre temas diversos. Vale a pena conferir.

Há um bom tempo atrás (Maio de 2012), ela chamou a atenção para uma matéria publicada no "The Wall Street Journal", que se chamava "Why We Lie?" (Por que mentimos?). A razão pela qual estou escrevendo um post sobre isso é que achei extremamente interessante os argumentos utilizados para explicar um aspecto tão comum da natureza humana.

 Basicamente, o texto mostra, através de exemplos e evidências científicas, que não existe uma simples e clara distinção entre pessoas que Mentem e pessoas que Não Mentem. Dificilmente é preto no branco quando se trata de "enganar" para se conseguir algum benefício. Na verdade, existe 1% de pessoas que SEMPRE vão mentir para ganhar alguma vantagem. E 1% de pessoas que NUNCA irão mentir, independente do custo dessa decisão. Daí existem os 98%, o "resto", que vai mentir em diferentes graus, de vez em quando. Geralmente esses 98% são de pessoas que se julgam justas e corretas, mas vão dar uma enganadinha se acharem que não vai fazer mal a ninguém ou que não vão perceber, etc. Exemplo: pessoas que usam a verba da empresa para pagar diárias de uma viagem a serviço (o que é correto) e acabam embolsando o que sobrou desse dinheiro. Ou ainda alguém que viu a carta do jogador ao lado, numa partida de pôker, buraco, truco, mas finge que não viu e continua como se nada tivesse acontecido (isso é muito mais acentuado quando existe dinheiro sendo apostado). Ou alguém que pede aos pais (já idosos) para pagarem uma conta de banco porque eles têm acesso a uma fila preferencial reduzida. Exemplos como esse não infinitos e muita gente "justa e honesta" já caiu nessas pequenas tentações que "não fazem um verdadeiro mal a ninguém". Quando eu digo muita gente, quero dizer 98% de toda a população mundial.

Achei bem interessante que, no artigo, é citada a história de um rapaz, que se trancou pra fora de casa e teve que chamar um chaveiro. O cara ficou impressionado com a rapidez com que o chaveiro abriu sua porta e começou a refletir se uma porta trancada era realmente algo que impediria a entrada de "malfeitores". A idéia é que, com a porta trancada você impediria a entrada dos 98% que não teriam coragem de cometer sérias infrações, mas não do 1% que tenta levar vantagem a todo custo.

Finalmente, gostei bastante dos exemplos baseado em "testes científicos", nos quais eles mostram como as pessoas que estão nesse grupo dos 98%, que mentem só em situações consideradas "não críticas", se comportam. Ex: Um grupo de participantes precisa resolver problemas matemáticos e, a cada resolução correta, ganham uma compensação financeira. É claro que existem pessoas com mais aptidão para este tipo de coisa e que acabam por resolver uma boa parte do teste. E, obviamente, uma grande parte só conseguirá resolver algumas questões. Portanto, algumas pessoas ganharão mais dinheiro que outras, no mesmo teste. O que acontece se o teste não for corrigido, mas, ao invés disso, for aceita apenas a "palavra" dos competidores dizendo o número de questões que eles acertaram. Bom, nesse caso, observa-se que 98% das pessoas mentem, dizendo que acertaram 1 ou 2 a mais. Por que? Não sei.. talvez porque o apelo do dinheiro seja muito grande. Entretanto, se você pedir pra pessoa jurar pela Bíblia que ela não vai mentir ao declarar o resultado, as pessoas tendem a parar de fazer isso, talvez por culpa, talvez porque envolva algo que para elas deva ser levado a sério.. não sei também. Em um determinado momento, é mostrado que uma pessoa tende a mentir mais e sem culpa quando percebe que as pessoas ao lado também estão fazendo o mesmo.

O que importa é como esse artigo chamou a atenção para o fato de que mentir, quando acredita-se não estar deixando ninguém em desvantagem, é algo bastante comum na raça humana. Seria a típica "mentirinha branca"!

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Top 6 musical

Sou uma pessoa estranha. Admito que, ao contrário de 99% da população mundial, não sou muito musical. Não me entenda errado, eu gosto bastante de ouvir uma musiquinha, maaaas... em certas ocasiões. O que quero dizer é que não preciso de música todos os dias da minha vida, não conheço as mais tocadas e muito menos sei quem canta o que. Quando acabo ouvindo uma canção, acontece de eu a escutar por muito tempo sem me preocupar em  saber o que diz a letra, só aproveitando a melodia. Também acho que música atrapalha os momentos de estudo por mexer com a concentração e atrapalhar meu fluxo de idéias.

Mas, até pra pessoas como eu, existem grandes exceções! Em alguns momentos eu descubro uma canção ou uma banda. E aí escuto o mesmo cd trocentas quadrilhões de vezes... até enjoar. Abaixo eu fiz uma listinha de 6 bandas/cantores(as) que me colocaram num verdadeiro frenesi musical, em diferentes momentos da minha vida:

1. The Corrs: Eles foram, provavelmente, a minha primeira grande paixão musical! Eu os conheci quando estava na faculdade e lembro de colocar os seus vários CDs em repeat até decorar as músicas. Adorava as canções típicas irlandesas! Minha única tristeza é que eles já não tocam e eu nunca pude assistir um showzinho. =(


2. Jack Johnson: Esse eu conheci quando morava no interior de Minas Gerais, em Almenara. A Cris, que dividia casa comigo, me mostrou um CD novo dele (In Between Dreams) que, até hoje, é um dos meus favoritos. Para mim é, literalmente, uma música que acalma.


 3. Jason Mraz: Durante o doutorado eu ouvia e ouvia sem parar suas músicas. Até hoje levo no meu mp3 player! Sensacional o jeitão improvisado!



4 e 5. Julieta Venegas e Jorge Drexler: São dois cantores que conheci durante as aulas de espanhol, na USP. No começo achei um pouco estranho, pelo ritmo ser SUPER novela latina, mas depois passei a amar!



6. Adele: Acho que só agora estou conseguindo parar de escutar Adele do tanto que eu escutava antes. Minha trilha sonora do final do doutorado foi inteira dela, com certeza!



É isso, claro que existem muitas outras músicas e bandas/cantores que eu adoro, mas esses são os que me lembro no momento. Gosto bastante de música clássica também. E de classic rock. E de música regional. E MPB. E samba de raiz. Nossa, já lembrei de um monte de outras que deviam estar nesse post.. =S

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

This is your life / Esta é a sua vida

Não sou muito fã de mensagens estilo "auto-ajuda", mas está é sensacional! E, desta vez, com tradução livre pro português!



"Esta é a sua vida. Faça o que você ama e o faça frequentemente. Se você não gosta de algo, mude-o. Se você não gosta do seu trabalho, peça demissão. Se você não tem tempo suficiente, pare de ver televisão. Se você está procurando pelo amor da sua vida, pare; ele estará te esperando quando você começar a fazer as coisas que ama. Pare de superanalisar, a vida é simples. Todas as emoções são bonitas. Quando você comer, aprecie cada pedaço. Abra sua mente, braços e coração para novas coisas e pessoas, nós estamos unidos em nossas diferenças. Pergunte à proxima pessoa que você encontrar qual é a sua paixão e divida seu sonho inspirador com ela. Viaje frequentemente; perder-se o ajudará a se encontrar. Algumas oportunidades surgem apenas uma vez, agarre-as. A vida se resume às pessoas que você encontra e às coisas que vocês criam em conjunto, portanto saia de casa e comece a criar. Viva o seu sonho e vista a sua paixão. A vida é curta."

Figura: NET (autor desconheido por mim)

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Qual foi a melhor coisa que não lhe aconteceu?"

Figura: NET

Uma das crônicas de Martha Medeiros que li recentemente lançava a seguinte pergunta: Qual foi a melhor coisa que não lhe aconteceu?
Achei o questionamento muito interessante, afinal de contas sempre estamos acostumados a pensar sobre como seria a nossa vida "se" tivéssemos feito outra escolha. Mas, em geral, não pensamos de maneira positiva sobre algo que queríamos e que não deu certo. Por isso achei que vale a reflexão.

A melhor coisa que não me aconteceu, pelo menos que eu consiga pensar neste momento, foi não ter sido selecionada para uma viagem que eu queria MUITO! Mas se eu queria tanto essa viagem, como não ter sido escolhida pode ter sido tão "bom"? Já explico.

Quando tinha uns 19-20 anos descobri que existia um programa de preparação de jovens para trabalho temporário nos Estados Unidos. Especificamente, para trabalhar como monitores de acampamentos de verão, liderando brincadeiras e atividades. O programa durava alguns meses e os jovens passavam finais de semana aprendendo a se comunicar de maneira divertida, com teatros, jogos, músicas, tudo em inglês. Me inscrevi nesta seleção e acho que me adaptei realmente bem, mas por alguns motivos, não consegui viajar. Fui cortada na última "peneira", após uns 6 meses de treinamento. Na época, pensei que não iria conseguir superar aquele fracasso. Eu realmente tinha me esforçado e me saído bem. Era uma das poucas chances que teria de conhecer um novo país.

Após a "não-seleção", pus na minha cabeça que iria viajar SIM. Procurei uma maneira de conseguir o mesmo tipo de trabalho temporário em acampamentos e, apesar de ser algo extremamente burocrático, já que não tinha uma agência me ajudando (ficaria muito caro), consegui entrar em contato com um acampamento de verão que topou o desafio de me ajudar a conseguir um visto. Eu e uma amiga acertamos tudo e, quem diria (!), fomos! Esse acampamento era exclusivo para crianças, de 08-17 anos, diabéticas do tipo 1, isto é, que viviam num regime rigoroso de controle com injeções diárias de insulina. Apesar do medo de lidar com uma doença que eu pouco tinha ouvido falar e de ir para um país novo pela primeira vez, de falar uma língua diferente, até do medo que a minha mãe tinha disso tudo ser uma fachada e desse lugar ser uma rede que sequestrava mulheres (medo), esta foi a melhor viagem que já fiz na vida. Desde então, TUDO mudou pra mim. O tempo que passei no Clara Barton Camp me fez ter um interesse enorme a respeito do Diabetes, melhorou meu inglês, ajudou na minha independência e me fez mudar a minha carreira profissional. Larguei o bacharelado em Microbiologia e entrei no de Bioquímica. Comecei a pequisar parâmetros do Diabetes Mellitus e, até hoje, trabalho na área. Defendi meu doutorado focando o tema. Ano passado viajei para uma das clínicas/institutos mais importantes do mundo, que, por coincidência, é responsável por manter a parte clínica daquele acampamento que visitei 10 anos antes. 

A mudança que "não ter sido escolhida" naquela seleção, gerou na minha vida, foi gigantesca. Não sei o que seria se eu, de fato, estivesse entre os selecionados. O que sei é que, como resultado dessa experiência, essa, sem dúvida, foi "a melhor coisa que não me aconteceu"!

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

@#$%&@*#$%!!!

Ando brava, principalmente neste último mês. Percebi que meu currículo não vale de nada. Não me adianta ter um mestrado e um doutorado em faculdades federais, ter um estágio em Harvard, ter sido professora de curso superior e coordenadora de curso... isso não serve pra coisa alguma, já que pra seguir carreira acadêmica é preciso ter um lote de artigos que só se consegue fazendo mais pesquisa. Mas pra conseguir uma bolsa de pós-doc boa tb é preciso já ter os dito-cujos. Pra uma bolsa comum, meu currículo até se aplica, mas uma bolsa comum é o mesmo que viver na mesma pobreza eterna. Para dar aulas, eu preciso de uma indicação fortíssima, já que aqui no Brasil, em faculdades particulares, valoriza-se muito mais o "quem indica" do que o "quem merece".
Portanto, o meu tão "refinado" currículo só serve pra encher 5 páginas e ser ignorado em algum banco de dados. Já cansei de enviá-lo para empresas, faculdades, institutos. Não adianta. Ou ele é realmente ruim ou algo está errado nessa conta. Todo mundo me diz pra fazer pós-doc fora do Brasil. Mas ir só porque não consegui nada por aqui, é dureza, hein!
E, por fim, nos lugares onde sou "empregável" existe uma certa "hierarquia" que permite que as pessoas me deixem na espera de uma resposta por semanas, se bobear, meses, simplesmente porque eles podem fazer isso e o problema não dói no calo deles.

Imagem: NET

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Update do Kindle Touch

Sempre vejo que aparece gente por aqui por causa do meu post sobre o Kindle Touch. Há um tempo atrás, houve um UPDATE (alguns meses já) que resolveu uma boa parte dos probleminhas comuns dele. Lá no mesmo post eu coloquei o que mudou, pra ficar completo. 

Portanto, pra não ficar repetindo informação, quem se interessar é só clicar aqui:


Fico feliz em dizer que o Kindle, agora, é só alegria!! \o/

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Citações da tese

Não cheguei a colocar, por aqui, quais as citações escolhi para a minha tese de doutorado. Sim, eu escolhi 3 citações e não 1 só, como a maioria das pessoas faz. É porque as 3 eram igualmente importantes, pois refletiam o meu momento ou idéias em que eu acredito muito. Por isso, desencanei, e coloquei todas.

A primeira é do Prof. Fernando Teixeira de Andrade. Essa parte de um poema é linda e já foi postada aqui. Na época, eu achava que era de Fernando Pessoa, como a grande maioria acha. Mas não é!

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Os dois outros foram do Carl Sagan, um exemplo admirável de cientista e educador:

"In Science it often happens that scientists say, "You know that's a really good argument; my position is mistaken" and then they would actually change their minds and you never hear that old view from them again. They really do it. It doesn't happen as often as it should, because scientists are human and change is sometimes painful. But it happens every day. I cannot recall the last time something like that happened in politics or religion"

 "We are, each of us, a multitude. Within us is a little universe"

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sábado, 23 de junho de 2012

Photoshop do dia a dia

 Imagem: http://www.wired.com/wiredscience/2011/04/peacock-mating-feathers/

Eu tenho um ódio secreto das pessoas de pele de pêssego, com unhas lindas, longas e bem pintadas, com cílios naturalmente curvados, sobrancelhas arqueadas, pele coradinha e covinhas... nas duas bochechas!!! A minha pele sempre foi oleosa, com poros do tamanho de uma cratera de vulcão, com cravos malditos que insistiam em fazer deles a sua casa, com espinhas SEM NOÇÃO e mais doloridas que injeção de bezetacil, com uma cor de leite azedo desesperadora... As unhas sempre quebradiças e curtas demais, os cílios e sobrancelhas falhados e sem formato aceitável, o cabelo com vida própria, que insiste em ficar do jeito que der na telha... Sim, eu sofri quando percebi que não tinha a beleza necessária pra ser Paquita ou garota da capa da revista Capricho.

Até que eu descobri que É TUDO MENTIRA!! Genteeeeee, é tudo ilusão. Claro que tem aquelas pessoas abençoadas por Deus e bonitas por natureza, que já nascem com tudo perfeito, mas, no geral, é tudo maquiageeeemmmm!! Tem gente bem cuidada e mal cuidada. Ponto. Eu não tenho dinheiro pra me cuidar do jeito que precisaria, mas o maravilhoso mundo das bases, pós compactos, sombras, blushes, primers delineadores, corretivos e batons é a salvação!!! 

Bom, baseada nesta conclusão e firme e forte no intuito de parecer mais uma pessoa que é Doutora, e não estudante de cursinho pré-vestibular, resolvi investir um pouco mais nos cuidados. Já faz alguns anos que tenho usado creme pra tudo: ácido glicólico pro rosto, minimizador de "imperfeições", sabonetes contra a oleosidade, vitamina C pra região dos olhos, fluido labial, creme pras mãos, pro corpo e pros pés.. acho que 1/3 do meu peso é creme (quem me dera!). Agora resolvi que ser um pouco mais perua é a resolução do momento (afinal toda "tia" depois dos 30 fica um pouco peruete, não é mesmo?). Investi além da maquiagem básica. Estou comprando um montão de sombras, batons, gloss, primers de olho, pincéis pra maquiagem, lápis de preenchimento da linha dágua (nem sabia o que era isso até semana passada =S) e por aí vai. Porque, como disse minha amiga: Chega dessa cara de todo dia, agora você tem que agir como uma pós-doutora. E por falar nisso, o pós-doutorado deve ser mesmo a minha próxima opção de emprego.

Bom, isso tudo foi pra mostrar sites que são a maior maravilha em termos de cuidados e maquiagem. Porque hoje, pela internet, é possível encontrar de tudo!!

Falando dos sites, tem 1 que eu gostei bastante, por indicação de uma amiga, e acabei fazendo uma compra por lá. O nome é SweetCare e é de Portugal, mas envia os produtos pro Brasil. Demora um pouco pra chegar (uns 15 dias ou mais) e o frete é meio salgado, mas a coisa boa é que sai bem mais em conta, caso você use certos produtos que aqui saem um pouco caro. Eu, por exemplo, uso algumas coisinhas da La Roche Posay, inclusive protetor solar, vitamina C pros olhos e Effaclar Duo, todos recomendadíssimos pela minha dermatologista.

Outro site que eu usei bastante enquanto estava nos Estados Unidos, inclusive pra comprar coisas nada a ver com cuidados pessoais (como café em sachê, perfumes, relógios e o meu kindle) é o famoso Amazon.
O que eu mais gosto deles é que dá pra pesquisar uma infinidade de produtos e ler as opiniões de clientes. Mesmo quando não compro algo por lá, gosto de fazer uma pesquisa basiquinha. Minhas últimas pesquisas foram sobre palettes de sombra da Coastal Scent, e acho que logo logo vou encomendar uma pra mim.

Um blog que adorei foi esse chamado E Ai Beleza, completíssimo e com várias avaliações de produtos de todo tipo. Até tutoriais de maquiagens diversas ele tem!
E, por fim, o blog de uma moça, sobre cuidados e moda, chamado Beauty Everywhere. A dona do blog também escreve o Dri Everywhere, sobre viagens e diferentes locais do mundo, que é imperdível. Nunca vi uma pessoa viajar tanto como ela! Impressionante!

Bom, no momento minhas coisas contêm pouco MAC e muito Contém 1 Grama e Natura/Avon... mas com o tempo, quem sabe!  =)



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quinta-feira, 7 de junho de 2012

The Realm of the Mad God


Nesse período de fim de tese e estudo pra concursos eu achei (tenho achado) muitos joguinhos rápidos, pra desestressar a cabeça. O joguinho no qual ando gastando um tempinho razoável, nas duas últimas semanas, é esse daqui:


É muito divertido! A tradução do título seria "O Reino do Deus Louco". Com um gráfico estilo "atari moderno" (kkkk) esse é um jogo que mistura mmorpg + tiro. Cansou de jogar? Só sair da página, quando você voltar, estará tudo prontinho para continuar! Todo mundo começa com um mago, mas dá pra ir ganhando novas classes e tem umas instances legais! O vídeo abaixo mostra mais:

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terça-feira, 5 de junho de 2012

A arte de procrastinar


Muitas vezes parei pra pensar se eu tenho alguma doença séria.. dessas que só acontece 1 vez em 1 bilhão de pessoas. Dessas enfermidades raríssimas e, se bobear, ainda desconhecida. Às vezes eu realmente acho que eu tenho alguma síndrome com um nome estrangeiro chique, aquele tipo de coisa que não há o que fazer, a não ser aceitar a sua condição. Mas no dia-a-dia eu sei perfeitamente bem qual é o meu problema: Procrastinação.

Gente, eu tento... todo dia eu falo: "Amanhã vou acordar cedinho e fazer tudo sem ficar enrolando, sem preguiça, super disposta e meu trabalho vai render! Às 4 da tarde já terei terminado tudinho e vou pro meu descanso e lazer merecidos!". Vã ilusão... Claro que, quando necessário, eu acordo cedo sim. Mas, caso eu não tenha nada marcado pras primeiras horas do dia, eu acordo depois das 10. Se me deixarem e a vergonha não me matar, eu acabo acordando bem depois do meio dia! Eu tenho essa tendência à preguiça que é algo horroroso.
Não me entenda mal, se eu preciso trabalhar, eu trabalho e sai tudo muito bom. Mas se eu preciso estudar pra uma prova, eu deixo pro último minuto e faço tudo com o tempo corrido. Eu vou bem, mas me dá uma raiva eu ter me deixado nessa situação, com o coração na boca.


E eu procrastino loucamente. Essa palavra grande, difícil e chique faz parte do meu dia a dia. Basicamente ela quer dizer: "Pra que fazer hoje o que você pode deixar pra amanhã?". E, pior, ultimamente eu cheguei a aceitar esse meu lado. Porque antes eu sofria por ficar procrastinando o dia todo ao invés de estudar. Eu via tv, ia pra internet, lia um capítulo de um livro, via um episódio de um seriado, deitava e ficava olhando o teto, reorganizava minha gaveta 80 vezes, etc, etc, etc... Mas eu me sentia extremamente culpada por isso. Hoje eu me sinto "culpadinha" somente.. Eu sei que quando for preciso eu vou lá e faço. Mas não sou uma pessoa extremamente produtiva. Uma vez fui a uma palestra de um dos meus professores lá da USP e o cara falou assim: "Sejam produtivos! Isso fará toda a diferença na sua vida científica, pra sua carreira, pro seu senso tarefas cumpridas. Durante o horário de trabalho - das 8 da manhã até as 5 da tarde - não abram facebook, twitter ou qualquer site que possa te distrair. Só abram emails e só respondam os que forem sobre trabalho..."
Eu juro, PELOS PODERES DE GREYSKULL, que eu queria afirmar que cumpro isso à risca. Mas não cumpro. Por isso às vezes me pego pensando se eu não tenho a Doença do Sono ou uma enfermidade que afeta a minha produtividade e estimula a procrastinação...

O que eu tenho feito, sempre que preciso terminar algo de uma vez, é trabalhar na base da recompensa. Dizem que o castigo que é aplicado à minha sobrinha, quando ela não se comporta, é segurá-la sentada no sofá por alguns minutos, sem deixá-la descer e brincar, pra ele "entender" que não deve fazer certas estripulias. O que eu faço comigo própria é quase isso. Eu trabalho na base da recompensa. Penso: "se eu escrever esse capítulo eu posso jogar no computador por meia hora". Ou então: "Se eu terminar de estudar e resolver os exercícios eu posso comer chocolate". E assim vou levando tudo, presa no meu sofá imaginário. As coisas ficam prontas.. mas com tanta enrolação, eu gasto 3 vezes mais quando eu poderia já estar qualquer outra coisa sem peso na consciência.


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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Console to Closet

Na internet tem de tudo. Realmente. Eu acho que poderia passar quase período integral por aqui e sempre achar coisas pra fazer. Criativas, divertidas, bobas, interessantes, desestressantes, enjoadas.. tem pra todo gosto e humor. Achei interessante um blog chamado "Console to Closet" (a tradução seria algo como "Do Videogame para o Armário") no qual são sugeridas certas produções de roupas "utilizáveis" na vida real baseadas em personagens de jogos. O blog é de uma moça que adora tanto jogar quanto fazer moda. A "brincadeira" é assim: alguém sugere um personagem de videogame, ela pega uma imagem representativa e tenta montar algo similar com peças de roupas reais. Claro que fica um pouco (ou muito) diferente, mas a idéia é muito legal! Detalhe, todas as roupas já aparecem com o seu valor real, das lojas onde são vendidas!

Devo mencionar que eu nunca ouvi falar da maioria dos personagens.. Também, apesar de gostar de jogos, eu só conheço pouquíssimos. Nunca tive nada além de um ATARI, quando era bem pequena (e nem era realmente meu, mas dos meus irmãos). Mas acho um barato a "viagem" de algumas produções fashion que ela faz. E algumas ficam fofas!! Em especial  adorei esta produção AQUI, baseada na personagem RIKKU, de Final Fantasy (reproduzida abaixo). *-* Eu usaria COM CERTEZA!


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

TOC TOC TOC

Figura: NET

Acho que sempre fui "levemente" atraída por certas manias, certos TOCs (transtornos obsessivos compulsivos), desde pequena. Quando percebo que a mania está um pouco fora de controle eu tento ser um "tiquim" mais normal que é pra ninguém me olhar assustado!

Quando criança, assim como várias outras, tinha aquela coisa de andar na rua sem pisar nas rachaduras do chão. Andava tortinho, porque inventava brincadeiras, na minha cabeça, de que se pisasse na rachadura ia levar um choque, o chão iria me engolir, etc. Então lá ia eu pela cidade, pulando que nem cabrito, no caminho pra escola ou qualquer outro destino. Lembro de estar de mãos dadas com a minha mãe e dando pulos dignos de uma saltadora olímpica. Quando encontrava uma calçada com aquele padrão "listradinho" de duas cores (cor sim, cor não!) era um suplício.. andava que nem uma bailarina na ponta do pé, era uma verdadeira missão impossível, mas eu bravamente me empenhava para só pisar nas listrinhas de uma cor só.

Logo que aprendi a escrever, ficava desenhando as palavras no ar, usando o dedo. Às vezes lia uma palavra interessante, algo como "paralelepípedo" e lá ia eu levantando o dedinho e escrevendo na minha página imaginária, com uma letra redonda de caderno de caligrafia.. Eu até corrigia a palavra, quando escrevia errado! Até hoje, em certos momentos, eu me pego escrevendo coisas no ar!

Mexer na franja foi um TOC que ficou, quando eu descobri que a minha testa é a maior do mundo! É um tal de arrumar prum lado e pro outro, que a bichinha chega a ficar oleosa, de tanto ajeita daqui, ajeita de lá.

Um TOC que me enche o saquinho até hoje é a mania que tenho, quando viajo, de fazer uma "brincadeira" que eu chamo de "pular postes". Eu aponto meu dedo pela janela do carro/ônibus e, a cada poste que aparece, eu preciso "pulá-lo" com a mão. Isso mesmo, eu faço o movimento com o dedo, subindo e descendo, como se, do contrário, minha mão fosse esborrachar nele. Daí eu conto quantos postes eu "pulei". Só que começo a ficar irritada e desisto da brincadeira boba. Em 10 minutos, ao olhar pro lado, começo a pular os postes e contar do zero.. irritante.

Houve uma época em que eu acertava o despertador para as 7 da manhã, mas tinha que ir acender a luz, depois que já tinha deitado, pra confirmar se eu tinha programado direito! Ninguém merece!

Quando eu assisto um programa e alguém pula na água, ou mergulha, eu TENHO que segurar o fôlego até que a pessoa volte a superfície. Por quê? Porque eu devo ter problema, é a única explicação. Meu fôlego é tão curto que, na maioria das vezes, eu não consigo segurá-lo até o fim e fico arfando, parecendo que vou morrer, e me perguntando porque eu faço isso comigo mesma (hahahah!!).

Por fim, o meu TOC do dia-a-dia: Eu não suporto saber que estou dormindo em uma roupa de cama que possa ter fios de cabelo. Os fios de cabelo com certeza são meus. Ter cabelo grande significa perder longos fios por onde se passa. Obviamente vários ficam na cama onde dormi. Mas deitar sobre eles? ECA, QUE NOJO! Tenho horror! Toda noite, antes de dormir, investigo meticulosamente a roupa de cama à cata dos maleditos fios mal assombrados!

Muito medoooo de terminar como aquele cara do filme "Melhor é impossível"!! kkkkk




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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Make1up

Tem gente que consegue transformar a mais simples das conversas e atividades em algo muito divertido! Acabei de ver um vídeo, lançado pelo site OMELETE, onde duas meninas que se dizem "nerds" ensinam a fazer uma maquiagem estilo "Daenerys Targaryen" (Game of Thrones), num videolog chamado Make1up. Durante o processo de maquiagem elas fazem comentários muito bem humorados sobre a série. Adorei a simplicidade do bate-papo!


Se não me engano, a cada semana elas ensinarão uma nova maquiagem, nesse esquema de passo a passo, associada a alguma personagem do "Mundo Nerd". Não posso perder!

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Porquê eu faço o que faço

 Quem fez faculdade e logo depois resolveu fazer uma pós-graduação strictu-sensu deve ter ouvido isso algumas vezes, da família, amigos ou conhecidos: "Ahh, então você só estuda? Mas quando vai começar a trabalhar de verdade?". Para as pessoas que, como eu, fizeram mestrado, doutorado e sempre (ou quase sempre) viveram de bolsa, esse tipo de comentário é especialmente dispensável e consegue acordar aquele cantinho altamente irritável da nossa mente que tem vontade de responder: "e desde quando isso é da sua conta?". 

Acho que quem pergunta coisas assim não tem noção de como isso pode ser ofensivo. Pensando mais calmamento sobre o assunto, cheguei à seguinte conclusão: o sucesso na profissão está relacionado ao ganho de "poder", o que se reflete, na maioria das vezes, como prestígio+dinheiro. Espera-se que as pessoas que se graduaram entrem no mercado de trabalho e façam sua fama. Se uma pessoa conseguiu fazer uma pós-graduação, então é cada vez mais esperado que as portas se abram para a sua expertise. Só que, o que as pessoas não entendem é que tem gente que tem planos diferentes do que só ganhar prestígio+dinheiro. 

Sou bióloga e na minha profissão quase todo mundo tem um mestrado ou doutorado. Trabalho como pesquisadora/cientista, e nesse ramo, TODO MUNDO precisa ser PhD se quiser evoluir na área acadêmica. Mas o que a grande maioria das pessoas não percebe é que eu trabalho com Ciência porque gosto de Ciência. Já pararam pra responder à seguinte pergunta: O que te move nessa vida? É uma pergunta super complexa, pode ser vista de diversos ângulos, mas, o que importa, pelo menos pra mim, é saber que eu gasto meu tempo com algo que me instiga. Basicamente falando, eu trabalho com perguntas e respostas. Por quê? Porque nada nesse mundo me parece tão interessante quanto o conhecimento. Saber como as coisas funcionam sempre foi um tópico que me deixava por horas ocupada em ler e estudar. Eu gosto de dedicar minha vida a isso. Da mesma maneira, eu gosto de tentar estimular o mesmo em outras pessoas, através do ensino. Quem produz (resultados/conclusões através da ciência) deveria também se dedicar a passar o conhecimento adiante. Se admirar com "a vida, o universo e tudo mais" é muito empolgante e eu prefiro 1 bilhão de vezes dedicar minha vida a isso do que ganhar 10, 20, 50, 100 mil por mês e ser uma daquelas pessoas que só trabalha pra ganhar dinheiro. Entendo que, para a maioria das pessoas, trabalhar = ganhar dinheiro e se elas tivessem os títulos que eu me empenhei para ter, tentariam conseguir a maior quantidade de recompensas possíveis. Não digo que eu trabalho só pelo prazer, claro que não. Mas se eu conseguir um emprego onde eu ganhe um tanto suficiente que me permita ter conforto, viajar/conhecer/visitar outros lugares/pessoas e me admirar com meu trabalho, eu sei que o meu objetivo terá sido alcançado. 

Portanto, fica a minha resposta para a tão ingrata pergunta do início desse texto: Eu nunca vou começar a trabalhar de verdade, segundo os seus parâmetros. O meu trabalho já é real o suficiente pra eu passar uma vida inteira ao redor dele. Eu nunca vou trabalhar só pra ganhar dinheiro e ficar infinitamente rica. Se, por um acaso, isso acontecer, terá sido um feliz acidente de percurso. Por favor, mude sua pergunta, pois a sua falta de assunto já está me deixando sem paciência para eventuais conversas relevantes que poderíamos ter.


PS: Obviamente, quando uma pergunta dessas acontece na vida real eu só dou um sorrisinho amarelo e mudo de assunto.

Imagens: NET

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

A vida glamourosa das redes sociais

 
Figura: NET

 Depois de uma conversa com queridos amigos "das antigas" (Bia, Lu e Yano) cheguei a uma conclusão sobre esse fenômeno de redes sociais: o ser humano A-DO-RA chamar a atenção, "causar", ter algo pra falar, interagir, compartilhar, e por aí vai. Veja o Facebook, por exemplo. Hoje, quem não tem um, é um completo desligado da tendência mundial de manter círculos e mais círculos de amigos reais/virtuais, organizadíssimos em pastas, e para quê? Pra gente aparecer, é óbvio! É claro que é ótimo chegar em casa e dar uma olhadela básica no que anda rolando nas comunidades virtuais. Em 5 minutinhos dá pra saber dos amigos que acordaram de bom humor, de quem está namorando ou deixou de namorar, de quem casou ou decidiu que bom mesmo é ser solteiro convicto, de quem anda fazendo a viagem mais legal DO MUNDO, ou cursando a faculdade dos sonhos, quem está feliz de morrer ou vivendo uma tremenda de uma infelicidade. Em pouco tempo dá pra rir da piadinha de um ou se indignar com os comentários desrespeitosos sobre religião e futebol. Ahh, e existem também os que ficam revoltadíssimos dizendo que esse povo é tudo sem noção, que ficam postando coisas absurdas, fotos de gente pelada, de bichos maltratados, de coisas de revirar o estômago. E sempre reclamamos de quem "não sabe" usar a rede social. "Esse Facebook está fica Orkutizado"; essa é uma frase que já ouvi inúmeras vezes. Agora, vamos pensar a respeito? As redes sociais são feitas pro usuário montar um perfil (com as informações que você julgar relevantes ou necessárias) e agregar amigos e/ou conhecidos. Sinceramente, se o "Facebook de cada um" é composto das pessoas que ele adicionou, faz sentido ficar nessa reclamação de que "os outros" não sabem usar a rede? Afinal de contas "os outros" não são os supostos amigos que escolhemos para compartilhar a rede social??? E dizer que a "Orkutização está cada dia pior" deve ser a coisa mais ridícula que eu já escutei. As pessoas usam a rede como querem. Se elas usavam o Orkut de um determinado modo, porque esperar que elas mudem? Não quer ver o que comentam? Bloqueie os comentários do fulano (a) ou restrinja o que quer saber. Tão fácil. A gente que complica.
Figura: NET

Mas não me entendam mal. Eu A-DO-RO ficar em contato com todo mundo virtualmente. Tive Orkut, tenho Facebook, tenho Google +, tenho MSN, tenho Twitter, tenho esse querido blog... portanto, estou na categoria que a maioria se enquandra: eu também gosto de interagir pela internet, de contar piadas, de reclamar (e como reclamo, Deus meu!), de me revoltar com os "abusos" dos usuários "sem noção".. sim.. hahaha.. eu sou o estereótipo exato do que escrevi acima. Esse é o comportamento da maioria dos "internautas" atuais. Eu gosto de redes sociais porque elas funcionam como uma espécie de "revista de fofocas" dessas beeeeem bregas, é um prazer interno, que ninguém deve saber como me faz bem. Relaxa minha cabeça que já está cansada de pensar projetos, falta de dinheiro, relatórios, concursos, etc. Tem seu lado ótimo (saber sempre dos amigos) e seu lado péssimo (aguentar comentários absolutamente nada a ver), mas como todo mundo deve ver as duas coisas em mim também, o negócio é saber lidar com isso.

Me divirto loucamente com a nossa "personalidade" no Facebook. Lá, todo mundo tem a família mais linda do mundo, todo mundo faz questão de dizer "Esta pessoa (seta BEM GRANDE APONTANDO PRA ELA) ama seu/sua pai/mãe/irmão/irmã/tio/tia/avô/avó/cachorro/gato/papagaio/piriquito... todo mundo é engajadíssimo em causas políticas, todo mundo trabalha feliz e tem os finais de semana mais "Revista Caras" que alguém pode ter, todo mundo só faz viagem chique dentro e fora do Brasil... mas né.. até parece... duvido!!! Aposto que um é obrigado a ir pra Argentina, por causa da empresa, de um dia pro outro, além de ficar 99% do tempo por lá enfiado numa sala de reuniões, mas pra que perder o pique, não é mesmo? Escreva no Facebook: "Argentina bate-volta para espairecer, sucesso!!!!!!" e coloque uma foto única dos 15 minutos em que conseguiu ir até um ponto turístico qualquer e PRONTO! Ufa! Mil amigos vão curtir, vão morrer de inveja, vão comentar das próprias viagens!! Outra pessoa escreve: "Sabadão de sofá, edredon e filme com o meu amor! Puro romance!".. aham.. nós fingimos que acreditamos. O que deve mesmo ter acontecido é a falta de dinheiro pra sair, a meia idade chegando, e a pessoa acaba ficando no sabadão vendo a reprise de "De Volta à Lagoa Azul" enquanto o/a companheiro(a) ronca ao lado. Tem quem saia de casa e poste, pelo celular, "momento de paz, só eu e o meu livro".. vc, o seu livro e o Facebook, né, querido??? Porque não basta ler o livro em paz, tem que compartilhar que está lendo o livro e atingindo Nirvana ao mesmo tempo, porque assim dá mais impacto!!

"Imagem representativa" do que parece ser a vida dos outros, pelas descrições do Facebook (kkkkk).
Figura: NET

Não entendam essa postagem como algo sério. É mais uma tentativa de relato da conversa que tive com amigos. Rimos muito ao comentarmos de coisas que acabamos lendo e duvidamos da veracidade, de fotos por demais requintadas, de gente feliz 100% do tempo, de pessoas que só sabem fazer comentários absurdamente profundos.. mas também admitimos que todo mundo acaba fazendo um pouco disso e sendo chato ao seu modo ao reclamar de tudo e desconfiar de todos. Na verdade, essa socialização pela internet é extremamente válida e divertida, apesar do clima Hollywoodiano que cerca cada usuário de uma rede social!

Por fim, 3 coisas que achei engraçadas, referentes às comunidades virtuais. Um amigo, usuário do Google +, que é baseado na organização dos amigos em círculos (nos quais eles são classificados, por exemplo, como Amigos, Conhecidos, Colegas de Trabalho, Família, Pessoas Chatas, Pessoas Legais, Gatinhos, Insuportáveis... etc), postou o seguinte: 
"Resolvi reorganizar meus círculos: saibam que cada um de vocês será julgado de maneira justa!"
Que medoooooo!!! Medo de ser colocada em círculos chamados "Coitadinhas", "Pessoas Estranhas", "Quem são essas pessoas?"... kkkkk

Em segundo, uma frase que eu não lembro ao certo como ela era originalmente (desculpa aê, dono da frase!), mas que fala basicamente isso:
"Ninguém é tão feio quanto no RG, tão bem sucedido quanto no Facebook, tão ocupado quanto no MSN e tão bom quanto no Curriculum Vitae"
Fato!

 Por fim, uma série de vídeos muitíssimo engraçados (e um pouco antigos), que me fizeram rolar de rir por ver que "todo mundo" acaba repetindo as mesmas coisas no Facebook:


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terça-feira, 22 de maio de 2012

A escala do Universo

Já pararam pra pensar na escala do Universo?? O tamanho de cada coisa, desde o microscópico até o macroscópico? Existe um site dinâmico que faz isso e é simplesmente sensacional!


Faz com que as coisas entrem em proporção na nossa cabeça e mostra o quanto somos insignificantes...
De quebra, ainda dá pra saber um pouco sobre cada coisa, só de clicar nelas. Tem como mudar o idioma para Português, clicando na opção "other languages".

Para quem estiver com preguiça, é só conferir o vídeo abaixo, que mostra o conteúdo do site! =)

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cut the Rope (e fique viciado!)

 
Pros facilmente viciados em jogos, principalmente naqueles joguinhos "rápidos" de internet, preciso sugerir um, chamado "Cut the Rope" (Corte a Corda). É um daqueles joguinhos que parecem inocentes, com um bichinho fofo, comedor de doces, que está sempre super faminto. O objetivo do jogo é que você, em cada fase, consiga levar o docinho até ele. Para isso, é preciso usar de um pouco de estratégia. A pontuação é de acordo com os movimentos necessários para que o alimento chegue a ele. Existem estrelinhas que dão pontos extras, caso consigamos pegá-las. Bom, sem mais perda de tempo: http://www.cuttherope.ie/

PS: Adoro as caras que ele faz quando demoramos a entregar o doce!! kkkkkkk

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sábado, 19 de maio de 2012

"Ao Sucesso, com ou sem Hollywood" - por Silmara Franco

Tão certo quanto o tempo passando, sempre encontro uma crônica da Silmara Franco que me deixa "boba" de tão bem que ela escreve e capta uma idéia. Abaixo, mais um dos seus textos!

Ao Sucesso, com ou sem Hollywood

"Antigamente, para ter sucesso, bastava fumar um Hollywood. Ao menos, era o que prometiam as lendárias propagandas dessa marca de cigarro, ao apostar na fórmula aventura & música.
Hoje, basta se matricular numa escola de inglês ou num curso de graduação. Nove entre dez desses anunciantes usam o termo “sucesso” para seduzir aspirantes a um lugar ao sol na praia corporativa. Como se sucesso fosse meio, e não fim. Como se garantia fosse para chegar ao topo. Topo? Só sabe do topo quem escalou montes, contemplou paisagens, sentiu o ar rarefeito, chorou ao pensar na família, achou que não ia dar, e deu.
Sucesso na vida profissional: procura-se a definição, desesperadamente. O estreito desejo de chegar à presidência da empresa a qualquer custo, ou a larga ilusão do contra-cheque de cinco, quase seis, dígitos, em troca de uma perigosa parceria com o tinhoso? Encravar-se na calçada da fama ou passear por ela, livre feito um passarinho?
O sucesso, talvez, seja mais simples: aquele diretorzão lhe parar no corredor para pedir uma dica – de qualquer coisa. Tirar trinta dias de férias, ninguém do escritório lhe procurar nesse meio tempo e, de verdade, tudo estar bem. A moça do café lembrar do seu aniversário, e lhe trazer um que ela acabou de passar. Acordar, nos dias úteis, de razoável bom humor.
Sucesso na profissão, para ser honesta, é ter um bebê em casa e conseguir dormir uma noite inteirinha, antes de ir trabalhar. Sucesso é seu filho brincar de ser você trabalhando – e se divertir muito. Sucesso é office-home, e não home-office.
Para não dizer que não se falou em flores, sucesso também é costurar o próprio vestido e as amigas perguntarem onde você o comprou. Alforriar os cabelos da chapinha e da escova progressiva – essas paroxítonas para suposta beleza. É o esmalte durar uma semana, sem lascar. Ter, todo ano, uma mamografia com resultado negativo.
Sucesso é ver o manacá que você plantou dar sua primeira florada. É clicar, no exato, único e derradeiro instante, o beija-flor na varanda lhe dando alô.
Sucesso é acertar o ponto da massa de nhoque, abrir embalagem de iogurte sem rasgar a tampa. Sucesso é apanhar a manga mais alta, suculenta e sem bicho, lá no sítio do seu pai.
Sucesso, sucesso mesmo, é apagar as velinhas no 115º aniversário, como fez a mulher mais velha do mundo, ano passado. É tirar “Let it be” no piano, depois de apenas dois meses de aula.
Sucesso é o cãozinho de três patas subir e descer escada, na boa. Ou aquele que saiu no jornal, só com as duas de trás, feliz da vida na sua cadeirinha de rodas.
Sucesso é terminar o quebra-cabeça de cinco mil peças. Caprichar num origami e todo mundo acertar o que é. Sucesso é não desafinar na serenata. Sair na ladeira sem precisar do freio de mão.
Sucesso é aquele que vem atrás da gente, e não o contrário.
Sucesso é ter uma lista enorme de coisas que, se não levam ao sucesso, faz a gente imaginar que sim. Isso é Hollywood."

Figura: Fonte: NET

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

The Guild & The Flog

Há um tempo atrás vi um vídeo chamado "Do You Want To Date My Avatar?" (Você quer namorar meu avatar?), baseado em uma webseries chamada The Guild, estrelando a Felicia Day, uma atriz que é viciada em jogos e resolveu montar então um canal (Geek and Sundry), onde, além da série The Guild, ela mantém um FLOG/VLOG muito divertido!


Em The Flog, ela mostra coisas aleatórias, mas o que achei interessantíssimo foi o fato dela sempre começar os vídeos citando 5 coisas na net que são Favoritas naquela semana. Ela indica sites de coisas diferentes e inusitadas. De vez em quando vou me referir a eles por aqui.

Fica o primeiro episódio de "The Flog" (em inglês):

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

PhD!!!


Enfim, o doutorado acabou!!! Nos últimos meses, desde que voltei dos Estados Unidos, tenho trabalhado em ritmo frenético, escrevendo a tese e deixando o manuscrito pronto para publicação. Os dias tornaram-se pequenos demais, as semanas passaram num piscar de olhos e até me assusto de saber que já se passaram quase 4 meses desde o meu retorno! E, coisa mais incrível, agora que consegui o título de Doutora e o período "obrigatório" em SP acabou, estou até um pouco meio sem rumo!

A defesa de doutorado foi boa. Isso é o que me disseram. Eu estava tão tensa, mas tão tensa, que só lembro da dor de cabeça gigantesca que eu sentia, ao fim das 4 horas de arguição. Tantas vezes, durante os últimos 4 anos, eu reclamei da quantidade massiva de trabalho que ainda precisava ser feita, que é difícil acreditar que esta etapa está encerrada! É uma mistura de alegria e, principalmente, alívio. Mas também tem um pouco de ansiedade. Agora que olho pra tese percebo que eu poderia ter feito várias coisas diferentes, melhoradas, de maneira mais eficiente... mas.. já foi!



Planos pro futuro, tenho alguns. Talvez eu faça Pós-Doutorado. Andei olhando essa opção lá na UNIFESP. Talvez eu tente um concurso público para Profa. de uma Universidade no interior. Tenho muita vontade de montar um Curso de Extensão com os meus colegas de doutorado. No momento, estou em BH descansando. Preciso corrigir a tese e depositá-la. Preciso de idéias de novos projetos. Mas até o dia 24 de Maio, estou de férias merecidas!!



Espero ter mais ânimo pro Blog. Confesso que, além do trabalho insano que ocupava minha cabeça, no último mês, também me faltou vontade de escrever aqui.

Mas, aos poucos, vou voltando!

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Um dragão em minha garagem

Faz tempo que eu não posto, aqui, nada do Carl Sagan. Desde que conheci as suas idéias e sua luta pela popularização da Ciência, sempre o admirei profundamente. Não é à tôa que uma citação dele estará na minha tese de doutorado.
O texto abaixo é extraído do livro "O Mundo Assombrado pelos Demônios", de autoria de Sagan, e é um dos livros mais relevantes e interessantes que eu já li. Ao contrário do que alguns podem pensar, não se trata de demônios ou criaturas infernais. O título simplesmente remete ao fato de que as nossas mentes criam "situações e monstros" que não existem, isto é, de uma certa forma somos reféns da nossa imaginação. A Ciência é uma "vela no escuro" pois nos dá ferramentas para tentarmos compreender como as coisas de fato são. Eu, particularmente, vejo a Ciência como uma grande aliada. Ela nos dá bases para que não nos deixemos acreditar piamente em situações que podem ser irreais. O nosso conhecimento evolui a partir de um conhecimento prévio, uma base. Se essa base se provar errada, tudo o que construímos a seguir foi montado em uma premissa falsa. Mas parece que esquecemos disso quando acreditamos sem pestanejar em monstros, abduções estranhas, fenômenos inexplicáveis e até mesmo em religiões. Não sou totalmente contra nada disso. Só acho que para se chegar à verdade é preciso utilizar o pensamento crítico. Respeito a opinião de cada um, mas sugiro a leitura desse texto, que faz com que pensemos em muitas coisas.



"– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.
Suponhamos (estou seguindo uma abordagem de terapia de grupo proposta pelo psicólogo Richard Franklin) que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você iria querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!
– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.
– Onde está o dragão? – você pergunta.
– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.
Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.
– Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.
Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.
– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.
Você quer borrifar o dragão com tinta para tomá-lo visível.
– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.
E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar.
Ora, qual é a diferença entre um dragão invisível, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração. O que estou pedindo a você é tão-somente que, em face da ausência de evidências, acredite na minha palavra.
A única coisa que você realmente descobriu com a minha insistência de que há um dragão na minha garagem é que algo estranho está se passando na minha mente. Você se perguntaria, já que nenhum teste físico se aplica, o que me fez acreditar nisso. A possibilidade de que foi sonho ou alucinação passaria certamente pela sua cabeça. Mas, nesse caso, por que eu levo a história tão a sério? Talvez eu precise de ajuda. Pelo menos, talvez eu tenha subestimado seriamente a falibilidade humana.
Apesar de nenhum dos testes ter funcionado, imagine que você queira ser escrupulosamente liberal. Você não rejeita de imediato a noção de que há um dragão que cospe fogo na minha garagem. Apenas deixa a idéia cozinhando em banho-maria. As evidências presentes são fortemente contrárias a ela, mas, se surgirem novos dados, você está pronto a examiná-los para ver se são convincentes. Decerto não é correto de minha parte ficar ofendido por não acreditarem em mim; ou criticá-lo por ser chato e sem imaginação – só porque você apresentou o veredicto escocês de “não comprovado”.
Imagine que as coisas tivessem acontecido de outra maneira. O dragão é invisível, certo, mas aparecem pegadas na farinha enquanto você observa. O seu detector infravermelho lê dados fora da escala. A tinta borrifada revela um espinhaço denteado oscilando à sua frente. Por mais cético que você pudesse ser a respeito da existência dos dragões – ainda mais dragões invisíveis –, teria de reconhecer que existe alguma coisa no ar, e que de forma preliminar ela é compatível com um dragão invisível que cospe fogo pelas ventas.
Agora outro roteiro: vamos supor que não seja apenas eu. Vamos supor que vários conhecidos seus, inclusive pessoas que você tem certeza de que não se conhecem, lhe dizem que há dragões nas suas garagens – mas, em todos os casos, a evidência é enlouquecedoramente impalpável. Todos nós admitimos nossa perturbação quando ficamos tomados por uma convicção tão estranha e tão mal sustentada pela evidência física. Nenhum de nós é lunático. Especulamos sobre o que isso significaria, caso dragões invisíveis estivessem realmente se escondendo nas garagens em todo o mundo, e nós, humanos, só agora estivéssemos percebendo. Eu gostaria que não fosse verdade, acredite. Mas talvez todos aqueles antigos mitos europeus e chineses sobre dragões não fossem mitos afinal…
Motivo de satisfação, algumas pegadas compatíveis com o tamanho de um dragão são agora noticiadas. Mas elas nunca surgem quando um cético está observando. Outra explicação se apresenta: sob exame cuidadoso, parece claro que podem ter sido simuladas. Outro crente nos dragões aparece com um dedo queimado e atribui a queimadura a uma rara manifestação física do sopro ardente do animal. Porém, mais uma vez, existem outras possibilidades. Sabemos que há várias maneiras de queimar os dedos além do sopro de dragões invisíveis. Essa “evidência” – por mais importante que seja para os defensores da existência do dragão – está longe de ser convincente. De novo, a única abordagem sensata é rejeitar em princípio a hipótese do dragão, manter-se receptivo a futuros dados físicos e perguntar-se qual poderia ser a razão para tantas pessoas aparentemente normais e sensatas partilharem a mesma delusão estranha."

Imagem: nem idéia, minha que não é...

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