quinta-feira, 31 de maio de 2012

TOC TOC TOC

Figura: NET

Acho que sempre fui "levemente" atraída por certas manias, certos TOCs (transtornos obsessivos compulsivos), desde pequena. Quando percebo que a mania está um pouco fora de controle eu tento ser um "tiquim" mais normal que é pra ninguém me olhar assustado!

Quando criança, assim como várias outras, tinha aquela coisa de andar na rua sem pisar nas rachaduras do chão. Andava tortinho, porque inventava brincadeiras, na minha cabeça, de que se pisasse na rachadura ia levar um choque, o chão iria me engolir, etc. Então lá ia eu pela cidade, pulando que nem cabrito, no caminho pra escola ou qualquer outro destino. Lembro de estar de mãos dadas com a minha mãe e dando pulos dignos de uma saltadora olímpica. Quando encontrava uma calçada com aquele padrão "listradinho" de duas cores (cor sim, cor não!) era um suplício.. andava que nem uma bailarina na ponta do pé, era uma verdadeira missão impossível, mas eu bravamente me empenhava para só pisar nas listrinhas de uma cor só.

Logo que aprendi a escrever, ficava desenhando as palavras no ar, usando o dedo. Às vezes lia uma palavra interessante, algo como "paralelepípedo" e lá ia eu levantando o dedinho e escrevendo na minha página imaginária, com uma letra redonda de caderno de caligrafia.. Eu até corrigia a palavra, quando escrevia errado! Até hoje, em certos momentos, eu me pego escrevendo coisas no ar!

Mexer na franja foi um TOC que ficou, quando eu descobri que a minha testa é a maior do mundo! É um tal de arrumar prum lado e pro outro, que a bichinha chega a ficar oleosa, de tanto ajeita daqui, ajeita de lá.

Um TOC que me enche o saquinho até hoje é a mania que tenho, quando viajo, de fazer uma "brincadeira" que eu chamo de "pular postes". Eu aponto meu dedo pela janela do carro/ônibus e, a cada poste que aparece, eu preciso "pulá-lo" com a mão. Isso mesmo, eu faço o movimento com o dedo, subindo e descendo, como se, do contrário, minha mão fosse esborrachar nele. Daí eu conto quantos postes eu "pulei". Só que começo a ficar irritada e desisto da brincadeira boba. Em 10 minutos, ao olhar pro lado, começo a pular os postes e contar do zero.. irritante.

Houve uma época em que eu acertava o despertador para as 7 da manhã, mas tinha que ir acender a luz, depois que já tinha deitado, pra confirmar se eu tinha programado direito! Ninguém merece!

Quando eu assisto um programa e alguém pula na água, ou mergulha, eu TENHO que segurar o fôlego até que a pessoa volte a superfície. Por quê? Porque eu devo ter problema, é a única explicação. Meu fôlego é tão curto que, na maioria das vezes, eu não consigo segurá-lo até o fim e fico arfando, parecendo que vou morrer, e me perguntando porque eu faço isso comigo mesma (hahahah!!).

Por fim, o meu TOC do dia-a-dia: Eu não suporto saber que estou dormindo em uma roupa de cama que possa ter fios de cabelo. Os fios de cabelo com certeza são meus. Ter cabelo grande significa perder longos fios por onde se passa. Obviamente vários ficam na cama onde dormi. Mas deitar sobre eles? ECA, QUE NOJO! Tenho horror! Toda noite, antes de dormir, investigo meticulosamente a roupa de cama à cata dos maleditos fios mal assombrados!

Muito medoooo de terminar como aquele cara do filme "Melhor é impossível"!! kkkkk




1 comentários:

Vinícius de Carli disse... [Responder comentário]

Quase tudo que tem aí todo mundo faz, fia!


...
Né?

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