quarta-feira, 15 de agosto de 2012

This is your life / Esta é a sua vida

Não sou muito fã de mensagens estilo "auto-ajuda", mas está é sensacional! E, desta vez, com tradução livre pro português!



"Esta é a sua vida. Faça o que você ama e o faça frequentemente. Se você não gosta de algo, mude-o. Se você não gosta do seu trabalho, peça demissão. Se você não tem tempo suficiente, pare de ver televisão. Se você está procurando pelo amor da sua vida, pare; ele estará te esperando quando você começar a fazer as coisas que ama. Pare de superanalisar, a vida é simples. Todas as emoções são bonitas. Quando você comer, aprecie cada pedaço. Abra sua mente, braços e coração para novas coisas e pessoas, nós estamos unidos em nossas diferenças. Pergunte à proxima pessoa que você encontrar qual é a sua paixão e divida seu sonho inspirador com ela. Viaje frequentemente; perder-se o ajudará a se encontrar. Algumas oportunidades surgem apenas uma vez, agarre-as. A vida se resume às pessoas que você encontra e às coisas que vocês criam em conjunto, portanto saia de casa e comece a criar. Viva o seu sonho e vista a sua paixão. A vida é curta."

Figura: NET (autor desconheido por mim)

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

"Qual foi a melhor coisa que não lhe aconteceu?"

Figura: NET

Uma das crônicas de Martha Medeiros que li recentemente lançava a seguinte pergunta: Qual foi a melhor coisa que não lhe aconteceu?
Achei o questionamento muito interessante, afinal de contas sempre estamos acostumados a pensar sobre como seria a nossa vida "se" tivéssemos feito outra escolha. Mas, em geral, não pensamos de maneira positiva sobre algo que queríamos e que não deu certo. Por isso achei que vale a reflexão.

A melhor coisa que não me aconteceu, pelo menos que eu consiga pensar neste momento, foi não ter sido selecionada para uma viagem que eu queria MUITO! Mas se eu queria tanto essa viagem, como não ter sido escolhida pode ter sido tão "bom"? Já explico.

Quando tinha uns 19-20 anos descobri que existia um programa de preparação de jovens para trabalho temporário nos Estados Unidos. Especificamente, para trabalhar como monitores de acampamentos de verão, liderando brincadeiras e atividades. O programa durava alguns meses e os jovens passavam finais de semana aprendendo a se comunicar de maneira divertida, com teatros, jogos, músicas, tudo em inglês. Me inscrevi nesta seleção e acho que me adaptei realmente bem, mas por alguns motivos, não consegui viajar. Fui cortada na última "peneira", após uns 6 meses de treinamento. Na época, pensei que não iria conseguir superar aquele fracasso. Eu realmente tinha me esforçado e me saído bem. Era uma das poucas chances que teria de conhecer um novo país.

Após a "não-seleção", pus na minha cabeça que iria viajar SIM. Procurei uma maneira de conseguir o mesmo tipo de trabalho temporário em acampamentos e, apesar de ser algo extremamente burocrático, já que não tinha uma agência me ajudando (ficaria muito caro), consegui entrar em contato com um acampamento de verão que topou o desafio de me ajudar a conseguir um visto. Eu e uma amiga acertamos tudo e, quem diria (!), fomos! Esse acampamento era exclusivo para crianças, de 08-17 anos, diabéticas do tipo 1, isto é, que viviam num regime rigoroso de controle com injeções diárias de insulina. Apesar do medo de lidar com uma doença que eu pouco tinha ouvido falar e de ir para um país novo pela primeira vez, de falar uma língua diferente, até do medo que a minha mãe tinha disso tudo ser uma fachada e desse lugar ser uma rede que sequestrava mulheres (medo), esta foi a melhor viagem que já fiz na vida. Desde então, TUDO mudou pra mim. O tempo que passei no Clara Barton Camp me fez ter um interesse enorme a respeito do Diabetes, melhorou meu inglês, ajudou na minha independência e me fez mudar a minha carreira profissional. Larguei o bacharelado em Microbiologia e entrei no de Bioquímica. Comecei a pequisar parâmetros do Diabetes Mellitus e, até hoje, trabalho na área. Defendi meu doutorado focando o tema. Ano passado viajei para uma das clínicas/institutos mais importantes do mundo, que, por coincidência, é responsável por manter a parte clínica daquele acampamento que visitei 10 anos antes. 

A mudança que "não ter sido escolhida" naquela seleção, gerou na minha vida, foi gigantesca. Não sei o que seria se eu, de fato, estivesse entre os selecionados. O que sei é que, como resultado dessa experiência, essa, sem dúvida, foi "a melhor coisa que não me aconteceu"!

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

@#$%&@*#$%!!!

Ando brava, principalmente neste último mês. Percebi que meu currículo não vale de nada. Não me adianta ter um mestrado e um doutorado em faculdades federais, ter um estágio em Harvard, ter sido professora de curso superior e coordenadora de curso... isso não serve pra coisa alguma, já que pra seguir carreira acadêmica é preciso ter um lote de artigos que só se consegue fazendo mais pesquisa. Mas pra conseguir uma bolsa de pós-doc boa tb é preciso já ter os dito-cujos. Pra uma bolsa comum, meu currículo até se aplica, mas uma bolsa comum é o mesmo que viver na mesma pobreza eterna. Para dar aulas, eu preciso de uma indicação fortíssima, já que aqui no Brasil, em faculdades particulares, valoriza-se muito mais o "quem indica" do que o "quem merece".
Portanto, o meu tão "refinado" currículo só serve pra encher 5 páginas e ser ignorado em algum banco de dados. Já cansei de enviá-lo para empresas, faculdades, institutos. Não adianta. Ou ele é realmente ruim ou algo está errado nessa conta. Todo mundo me diz pra fazer pós-doc fora do Brasil. Mas ir só porque não consegui nada por aqui, é dureza, hein!
E, por fim, nos lugares onde sou "empregável" existe uma certa "hierarquia" que permite que as pessoas me deixem na espera de uma resposta por semanas, se bobear, meses, simplesmente porque eles podem fazer isso e o problema não dói no calo deles.

Imagem: NET

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