sábado, 22 de setembro de 2012

Por que mentimos?

Imagem: NET

Apesar de usar bem pouco o twitter, uso esta ferramenta para saber, de maneira bem superficial e aleatória, o que se passa por aí. Não fico procurando a notícia por lá, porque sempre existem muito mais tweets do que eu tenho paciência pra acompanhar, mas, enquanto tomo um cafezinho, dou uma olhada "por alto". Normalmente, os tweets mais interessantes que vejo vêm da Maria Popova (@brainpicker), uma jornalista que, com muita criatividade e competência, reúne informações sobre temas diversos. Vale a pena conferir.

Há um bom tempo atrás (Maio de 2012), ela chamou a atenção para uma matéria publicada no "The Wall Street Journal", que se chamava "Why We Lie?" (Por que mentimos?). A razão pela qual estou escrevendo um post sobre isso é que achei extremamente interessante os argumentos utilizados para explicar um aspecto tão comum da natureza humana.

 Basicamente, o texto mostra, através de exemplos e evidências científicas, que não existe uma simples e clara distinção entre pessoas que Mentem e pessoas que Não Mentem. Dificilmente é preto no branco quando se trata de "enganar" para se conseguir algum benefício. Na verdade, existe 1% de pessoas que SEMPRE vão mentir para ganhar alguma vantagem. E 1% de pessoas que NUNCA irão mentir, independente do custo dessa decisão. Daí existem os 98%, o "resto", que vai mentir em diferentes graus, de vez em quando. Geralmente esses 98% são de pessoas que se julgam justas e corretas, mas vão dar uma enganadinha se acharem que não vai fazer mal a ninguém ou que não vão perceber, etc. Exemplo: pessoas que usam a verba da empresa para pagar diárias de uma viagem a serviço (o que é correto) e acabam embolsando o que sobrou desse dinheiro. Ou ainda alguém que viu a carta do jogador ao lado, numa partida de pôker, buraco, truco, mas finge que não viu e continua como se nada tivesse acontecido (isso é muito mais acentuado quando existe dinheiro sendo apostado). Ou alguém que pede aos pais (já idosos) para pagarem uma conta de banco porque eles têm acesso a uma fila preferencial reduzida. Exemplos como esse não infinitos e muita gente "justa e honesta" já caiu nessas pequenas tentações que "não fazem um verdadeiro mal a ninguém". Quando eu digo muita gente, quero dizer 98% de toda a população mundial.

Achei bem interessante que, no artigo, é citada a história de um rapaz, que se trancou pra fora de casa e teve que chamar um chaveiro. O cara ficou impressionado com a rapidez com que o chaveiro abriu sua porta e começou a refletir se uma porta trancada era realmente algo que impediria a entrada de "malfeitores". A idéia é que, com a porta trancada você impediria a entrada dos 98% que não teriam coragem de cometer sérias infrações, mas não do 1% que tenta levar vantagem a todo custo.

Finalmente, gostei bastante dos exemplos baseado em "testes científicos", nos quais eles mostram como as pessoas que estão nesse grupo dos 98%, que mentem só em situações consideradas "não críticas", se comportam. Ex: Um grupo de participantes precisa resolver problemas matemáticos e, a cada resolução correta, ganham uma compensação financeira. É claro que existem pessoas com mais aptidão para este tipo de coisa e que acabam por resolver uma boa parte do teste. E, obviamente, uma grande parte só conseguirá resolver algumas questões. Portanto, algumas pessoas ganharão mais dinheiro que outras, no mesmo teste. O que acontece se o teste não for corrigido, mas, ao invés disso, for aceita apenas a "palavra" dos competidores dizendo o número de questões que eles acertaram. Bom, nesse caso, observa-se que 98% das pessoas mentem, dizendo que acertaram 1 ou 2 a mais. Por que? Não sei.. talvez porque o apelo do dinheiro seja muito grande. Entretanto, se você pedir pra pessoa jurar pela Bíblia que ela não vai mentir ao declarar o resultado, as pessoas tendem a parar de fazer isso, talvez por culpa, talvez porque envolva algo que para elas deva ser levado a sério.. não sei também. Em um determinado momento, é mostrado que uma pessoa tende a mentir mais e sem culpa quando percebe que as pessoas ao lado também estão fazendo o mesmo.

O que importa é como esse artigo chamou a atenção para o fato de que mentir, quando acredita-se não estar deixando ninguém em desvantagem, é algo bastante comum na raça humana. Seria a típica "mentirinha branca"!

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Top 6 musical

Sou uma pessoa estranha. Admito que, ao contrário de 99% da população mundial, não sou muito musical. Não me entenda errado, eu gosto bastante de ouvir uma musiquinha, maaaas... em certas ocasiões. O que quero dizer é que não preciso de música todos os dias da minha vida, não conheço as mais tocadas e muito menos sei quem canta o que. Quando acabo ouvindo uma canção, acontece de eu a escutar por muito tempo sem me preocupar em  saber o que diz a letra, só aproveitando a melodia. Também acho que música atrapalha os momentos de estudo por mexer com a concentração e atrapalhar meu fluxo de idéias.

Mas, até pra pessoas como eu, existem grandes exceções! Em alguns momentos eu descubro uma canção ou uma banda. E aí escuto o mesmo cd trocentas quadrilhões de vezes... até enjoar. Abaixo eu fiz uma listinha de 6 bandas/cantores(as) que me colocaram num verdadeiro frenesi musical, em diferentes momentos da minha vida:

1. The Corrs: Eles foram, provavelmente, a minha primeira grande paixão musical! Eu os conheci quando estava na faculdade e lembro de colocar os seus vários CDs em repeat até decorar as músicas. Adorava as canções típicas irlandesas! Minha única tristeza é que eles já não tocam e eu nunca pude assistir um showzinho. =(


2. Jack Johnson: Esse eu conheci quando morava no interior de Minas Gerais, em Almenara. A Cris, que dividia casa comigo, me mostrou um CD novo dele (In Between Dreams) que, até hoje, é um dos meus favoritos. Para mim é, literalmente, uma música que acalma.


 3. Jason Mraz: Durante o doutorado eu ouvia e ouvia sem parar suas músicas. Até hoje levo no meu mp3 player! Sensacional o jeitão improvisado!



4 e 5. Julieta Venegas e Jorge Drexler: São dois cantores que conheci durante as aulas de espanhol, na USP. No começo achei um pouco estranho, pelo ritmo ser SUPER novela latina, mas depois passei a amar!



6. Adele: Acho que só agora estou conseguindo parar de escutar Adele do tanto que eu escutava antes. Minha trilha sonora do final do doutorado foi inteira dela, com certeza!



É isso, claro que existem muitas outras músicas e bandas/cantores que eu adoro, mas esses são os que me lembro no momento. Gosto bastante de música clássica também. E de classic rock. E de música regional. E MPB. E samba de raiz. Nossa, já lembrei de um monte de outras que deviam estar nesse post.. =S

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