quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Das coisas que eu já gostei...

Eu adorava dormir de bruços, quando era mais nova. A-DO-RA-VA. Lembro de me encolher, na cama, que nem um tatu-bola enquanto minha mãe me cobria, com o queixo encostando no joelho, pra logo depois virar de bruços e dormir o sonho dos anjos até de manhãzinha. Sinto uma falta enorme da época que eu conseguia ter uma noite de sono profundo e satisfatório, de bruços. Nunca consegui dormir tão bem em outra posição, mas, se tento dormir como antes, nos dias de hoje, acordo praticamente aleijada após somente 5 minutos de descanso, como se tivesse levado uma paulada nas costas. Atualmente durmo como mandam as "instruções de saúde", apoiada de lado, com um travesseiro na altura correta para não colocar muita pressão na coluna, bla bla bla... ainda assim acordo toda "troncha". E eu culpo a idade. Ela, que me roubou o descanso sublime de bruços.

Na mesma linha de raciocínio, não consigo entender como um dia eu gostei da idéia de acampar. Como alguém pode gostar REALMENTE disso? Acampar é suportável por 1 dia, talvez os dois dias do final de semana (uma vez por ano), mas além disso já é tortura. Dormir numa barraca apertada, num chão duro, com um ar viciado, acordar e ter que se trocar nesse microambiente, enfrentar sol de rachar e chuva de canivetes dentro de uma barraca, não ter água encanada, banheiro e restaurante... isso é vida? Mas há alguns anos atrás eu achava isso tudo muito atraente. Mais uma vez eu culpo a idade...

Gostar de ir à praia é quase uma unanimidade, quem não gosta deve ter algum problema. No caso, eu devo ter algum problema. Não que eu odeie o mar, mas admito que não é o meu passeio preferido. Primeiro porque eu sou branca... mas branca de um jeito que assusta. Portanto, encarar o sol nunca é algo muito fácil pra mim. Eu também não sou muito fã de areia na bunda.. desculpa falar assim sem rodeios, mas é a verdade. Toda vez que vou à praia saio de lá com 2 quilos de areia dentro do biquini/short/blusa. E essa praga de areia gruda e esfolia de um jeito que me deixa assada e só trocando de pele mesmo pra tirar tudo. Associado a isso, não vejo muita graça em ir pra praia tomar uma cervejinha e ficar comendo peixe.... e pronto. Praia, para mim, é pra chegar no fim da tarde (porque não consigo acordar cedo e aproveitar o sol fraquinho da manhã), fazer uma caminhada, tomar uma água de côco e ir embora. Num dia muito empolgado eu entro na água. Mas como eu amava praia quando era pequena! Praia, piscina, banho de mangueira... tudo isso é uma alegria quando a gente é mais novo... Pois é... idade...

Por fim, pra terminar essa breve lista, lembro que eu simplesmente adorava filmes de terror. Sempre fui muito cagona de medo de tudo, mas conseguir assistir um filme de terror era algo que me dava um orgulho danado de mim mesma! Ficava 3 dias sem dormir, mas eu tinha ido até o fim e visto o filme inteirinho!!! Já hoje em dia, apesar de eventualmente assistir um filme muito comentado, não sou fã do gênero. Por que eu vou querer ver um filme que pode, potencialmente, me dar pesadelos? Odeio quando a musiquinha medonha começa e de repente BUUUUUUUUUUUUUUUU, a gente quase infarta de tanto medo e nervoso, sem falar que quase precisa de uma fralda pro cagaço que dá. Nada disso, como toda tia prevenida, eu tento não assistir mais a esse tipo de coisa....

Apesar de não lembrar, no momento, de outras coisas que gostava e que já não me empolgam tanto como antes, percebi que o passar do tempo deixa a gente mais apegada ao "confortável". Seja porque nosso corpo já não aguenta como antes o tranco ou porque percebemos que brincar com os nervos já não é mais tão divertido, mudamos e adquirimos novos hábitos, crenças e manias. Eu, que sempre fui muito dada a atividades competitivas (joguei vôlei por 4 anos há MUITO tempo e adorava um esporte coletivo) agora ando pensando se não seria mais produtiva se fizesse yoga, pilates e alongamento... 

É... a idade tomou conta de mim...


Figura: NET

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