quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Aquele cheirinho de livro...

Figura: NET
Eu sou uma leitora que não gosto de cheirar livros de outras pessoas. Pronto, abri a boca e falei. Agora não tem mais volta. Tenho certeza que muitos leitores ficariam abismados com essa afirmação, já que "cheirinho de livro" é algo quase unânime entre os book lovers. Admito que cheiro de livro novinho é até gostoso. Obviamente não se compara ao cheirinho do papel que passou pelo mimeógrafo (êta lembrança que entrega a idade!!), mas uma boa inspirada entre as páginas de uma obra nova recém adquirida tem o poder de nos pré-transportar para a história que está por vir. Mas cheiro de livro usado, principalmente livros que tiveram vários donos, não é comigo!

Acho que tudo tem a ver com aprendizados paralelos, que levaram a um desfecho negativo, e que me ensinaram a ter o "pé atrás" em algumas situações. Para ilustrar o que eu acabei de falar, trago à tona o fato de que sou super alérgica a pelos de gato. Eu tenho um gato (que fica na casa dos meus pais) e quando criança eu também tive um bichano e, nessa época, não era nada alérgica. Pra piorar a situação, eu não só adquiri essa sensibilização, como eu sei exatamente o momento quando isto ocorreu. Foi em 2001. O meu gato não tinha nem um ano de vida e gostava de brincar de me morder. Um dia eu devolvi a mordida! Claro que foi fraquinha, sem doer e de brincadeira, mas a quantidade de pelo que caiu na minha boca me deixou tal qual um paciente durante uma crise de asma. Até hoje, tantos anos depois, apresento uma reação violenta ao passar muitos dias perto de um gato.

O segundo exemplo vem da época das brincadeiras de esconde-esconde na casa dos meus avós. O local era enorme e minhas primas e eu brincávamos de esconder dentro de casa ou no jardim. Eu sempre me escondia debaixo das camas dos quartos pouco usados, ou atrás de um colchão velho... sempre em meio à poeira... Isso porque minhas primas eram alérgicas e dificilmente iriam mexer num local empoeirado. Na tentativa de ganhar a brincadeira, acabei ficando bem sensibilizada à poeira.

Figura: NET
Portanto, ao analisar esses e alguns outros casos/fatos da minha vida eu percebi que, hoje em dia, tenho pavor de me aventurar em situações "potencialmente hostis". Pior que a crise alérgica seria ficar impossibilitada de terminar o livro!! Imagina se eu começo a empolar sempre que tentar ler uma história? hahahahah! Sendo assim, cheirar livro antigo, nem pensar! Se possível, leio com um prendedor de roupa no nariz! =)

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sábado, 7 de setembro de 2013

Uma vez fui viajar e não voltei - por Marcelo Penteado

Não lembro que postou esse texto no facebook. Mas foi ler e me apaixonar instantaneamente. É um texto que descreve de uma maneira muito bonita e real o que nos acontece quando viajamos! O autor é um carioca que mantém um blog chamado sigoescrevendo.com e vale muito a visita!

"Uma vez fui viajar e não voltei.
Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.
Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.
Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.
Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.
Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.
Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.
Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.
Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.
Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.
Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.
E quer saber?
Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.
Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.
E ainda tenho muito que aprender.
Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.
Uma fez fui viajar…
e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta."
(Marcelo Penteado)
Essa figura também apareceu no meu feed do Facebook, compartilhada por uma amiga

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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Eternamente Marisa!

Esse ano decidi fazer mais coisas que já gostaria de ter feito e, seja lá por qual motivo, ainda não fiz. Não falo de coisas profundas e necessariamente edificantes, mas de pequenos e médios prazeres, que acabamos empurrando para "algum dia" serem feitos.

Desde os meus 15 anos de idade lembro de shows da Marisa Monte que aconteciam de tempos em tempos. Em três ocasiões distintas eu resolvi não ir aos shows porque era caro ou porque ninguém mais estava indo e eu não teria companhia. Pois bem. A Marisa está encerrando a temporada 2012-2013 da turnê "Verdade Uma Ilusão", onde apresenta as músicas do mais novo álbum "O Que Você Quer Saber De Verdade" e revisita tantas outras que foram verdadeiros hits. Já fazia uns 4 anos que ela não saía em turnê. Resolvi que ia no show, comprei o ingresso duas semanas atrás e fui! Ainda consegui uma amiga para me acompanhar (mas eu já estava decidida a ir até se fosse sozinha).

O show foi tão incrível, tão prazeroso e reconfortante (isso mesmo, me fez lembrar de tempos ótimos e que já se foram) que me bateu um arrependimento absurdo por não ter ido aos outros. A Marisa Monte continua linda e diva! E como ela envolve a platéia! Estou pensando seriamente em ir a mais um dia de show!

Abaixo uma playlist do youtube dessa mesma turnê:



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