sexta-feira, 6 de junho de 2014

Cabeça de Vento

Imagem do filme: Up
Acorda, Cabeça de Vento... Acorda que o dia já vai tarde... Acorda e vem ver mais uma manhã que passou, mais uma oportunidade que deixou de ser, mais um passarinho verde que amadureceu. Enquanto você dormia a sono solto o mundo rodava a sei-lá-eu-quantos-km-por-hora, gente nasceu, gente morreu, galo cantou, aquela celebridade se casou e já se desquitou, o mapa geopolítico mudou (pelo menos umas três vezes), até o bolo desandou!

Acorda, Cabeça de Vento! Presta atenção no detalhe que parecia tão ínfimo, tão desinteressante, tão pouco empolgante... Para de pensar que o único jeito de engrenar a marcha é voltando atrás e desfazendo aqueles momentos de distração que te custaram tão caro: um emprego melhor, uma escolha mais acertada, um futuro menos confuso. Larga desses castelos de ar, que ninguém vive de sonhos fugidios. Olha pro lado, mas olha bem olhado, porque essa sua cara de quem acabou de acordar e ainda não se livrou do sono não convence.

Acorda, Cabeça de Balão... para de adiar o despertador e se joga na viagem, no plano engavetado, na dúvida que só pode significar mudança. A mesmice é uma algema, um sonífero, um sossega-leão que te afunda na cama da sua zona de conforto... acontece que o tempo passa diferente aí dentro... um simples cochilo e quando você volta pra realidade já se passaram, cinco, dez, vinte anos, uma vida inteira... e você naquela falsa realidade de conforto e desânimo.

Acorda, Cabeça Oca!!! Mais um sonho desses e a coragem vai embora! Mais um piscar de olhos e a vida passou. E depois? Depois é virar museu e viver do passado... inteiramente.

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