sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Jout Jout Prazer =)

Descobrir algo muito bom, por acaso, não tem preço! Foi assim que eu encontrei o canal da Júlia (Jout Jout Prazer) no YouTube. Algum amigo meu curtiu um vídeo dela que falava sobre brigadeiro (sim, o docinho, que foi mal falado pelo Jamie Oliver) e não consegui mais parar de assistir aos seus vídeos!
De um ano pra cá ela angariou uma legião de fãs com seus vídeos simples, engraçados e que, muitas vezes, nos fazem pensar. Apesar de alguns vídeos serem bem tranquilinhos e falarem "sobre nada", muitos são necessários, maravilhosos, bem adequados a esse momento em que vivemos! Abaixo o meu vídeo preferido - Não tira o batom vermelho - e outros que eu adoro!







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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Julia & the Doogans

Fuçando em blogs aleatórios, vi um post em que alguém indicava a banda "Julia & the Doogans". Foi paixão à primeira vista! =)

Eles são de Glasgow, Escócia, e fazem um som calminho, com letras muito bonitas! Pena que ainda não têm muita coisa. Gosto especialmente da montagem que fizeram para a música "Bound", com vídeos do Fred Astaire:


Interessante que se você olhar nos comentários do vídeo vai encontrar um monte de gente querendo saber mais sobre eles, dizendo que os escutou na rádio e foram procurar mais a respeito na internet, etc. Espero que eles continuem criando mais músicas lindas!


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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma pontinha do Rio de Janeiro

A minha ideia do Rio de Janeiro foi aquela formada quando eu tinha 15 anos de idade. Nesta época, em 1995, estive lá somente por um dia, voltando da Bahia, e tive a chance de conhecer o Cristo Redentor. Esse foi o ponto alto de uma viagem maravilhosa e eu deixei a cidade muito impressionada com a imensidão de tudo, as cores, os enormes espaços abertos que mais pareciam uma pintura, o fato daquele lugar incrível ser aqui mesmo no Brasil, tão perto de Minas. E lá se foram 20 anos sem nunca mais pisar no Rio. Até que... em Junho deste ano estive por lá!

Escolhemos ir de ônibus, o que nos deu a chance de chegar cedo e aproveitar desde o primeiro dia do feriado de Corpus Christi. As minhas impressões bem rápidas ficam aqui, datadas por dia, mas com certeza eu precisaria de algumas outras viagens para conhecer o basicão dessa cidade tão bonita.

Dia 1 - Morro da Urca, Bondinho e Pão de Açúcar
Resolvemos deixar o primeiro dia, quando estaríamos mais cansados da viagem de ida, para conhecer um só lugar e um dos mais famosos. Com ajuda de google maps e vários blogs conseguimos nos virar na cidade e pegar boas dicas. Fomos de ônibus pro morro da Urca e, é claro, descemos no ponto final (bem depois do que deveríamos) e tivemos que voltar tudo a pé. Isso não foi nenhum problema, já que andamos um bom tempo pela mureta da Urca, aproveitando a incrível Baía de Guanabara e a vista do Cristo Redentor.

Mureta da Urca

Demos sorte também no horário que chegamos para pegar o bondinho. A fila foi rápida e logo subimos para uma das vistas mais incríveis que já vi na vida! Tanto do morro da Urca quanto do Pão de Açúcar é bem difícil tirar uma foto ruim, já que tudo é de chorar de tão bonito! =)

Cristo Redentor visto do Morro da Urca
Baía de Guanabara vista do Morro da Urca

Baía de Guanabara vista do Morro da Urca

Saímos de lá antes do pôr do sol e esta foi uma decisão acertada. Aparentemente esse horário é um dos mais disputados e as filas para descer são absurdamente grandes. Aproveitamos para passear um pouco no complexo que fica ali ao redor, da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Praia Vermelha e Copacabana vistas do Pão de Açúcar

Por fim, demos uma passadinha em um barzinho/restaurante em Botafogo (claro que eu não lembro o nome... mas é pertinho do metrô) e pedimos um galeto muito bom! Dizem que no Rio é tudo muito caro... e é verdade... mas morando em SP eu já me acostumei aos preços abusivos e achei tudo no Rio na média daqui ou um pouco mais barato.

Dia 2 - Confeitaria Colombo e Centro do RJ
Após muitas horas de sono acordamos para tomar café na Confeitaria Colombo do Centro do Rio e que decisão acertada! Tá certo que é caro (em torno de R$50,00), mas passado o susto entramos para comer e beber à vontade... e tem de tudo, meu povo! Frios, pães (inclusive pão de queijo, pão na chapa, torrada gigante, broas, sucos, café, leite, chás, bolos e bolinhos, biscoitinhos, frutas e a lista só continua. Comemos até acabar o horário do café e dali saímos em um passo moroso para conhecer a região.



Clarabóia da Confeitaria Colombo
 Seguimos para o Real Gabinete de Leitura, que é realmente uma biblioteca muito bonita com livros portugueses, e fomos procurar 2 igrejas que estavam na lista: São Francisco da Penitência e Igreja N. Sra. do Carmo da Antiga Sé. No caminho nos perdemos algumas boas vezes, paramos em todos os sebos e livrarias, compramos livros (hahaha!), descobrimos praças e chegamos à conclusão que o Centro do Rio é bem bonitão. Ao chegar no Largo do Carioca, finalmente encontramos a Igreja de São Francisco. Ela fica lá no alto, é preciso subir uma boa quantidade de degraus e ela é bem simples (e ainda assim bonita). Descansamos por ali mesmo e ensaiamos entrar no Teatro Municipal, mas isso atrasaria o passeio da tarde. Desistimos e continuamos até chegar à Igreja da Antiga Sé, um lugar lindo, que já foi palco da coroação dos "Dom Pedros" e do casamento da Princesa Isabel.

Real Gabinete de Leitura

De lá, fomos para o Museu do Catete e chegamos perto do encerramento. Apesar da correria para ver tudo este é um museu que vale muitíssimo a pena. Além de já ter sido a sede do Governo, abriga uma exposição bonita (quando fomos, era sobre o Getúlio) e o visitante ainda tem a opção de passear nos jardins enormes e lindos.

Jardim do Palácio do Catete

Sala de reuniões do Palácio do Catete

Tentamos passear na Marina da Glória e no Flamengo, mas a noite já estava chegando, as ruas ficavam cada vez mais vazias e estranhas, portanto resolvemos ir direto pra última parada: Beco da Sardinha! É um local super simples, com alguns botecos que servem principalmente esta iguaria e cerveja. Valeu o dia e o dinheiro! =)

Dia 3 - Lapa, Santa Teresa e Copacabana
Acordamos bem resolvidos a andar na Lapa e subir para Santa Teresa a pé. Com essa ideia em mente e o google maps preparado nos celulares, chegamos aos Arcos da Lapa e... vou te contar... não entendi a graça da coisa. É só uma praça sem muito o que ver e os Arcos ficam lá. Dizem que essa região ferve mesmo é à noite, é um reduto boêmio, e por aí vai. Infelizmente não foi nessa viagem que conseguimos ir pra alguma balada, portanto, da Lapa só vimos isso.

Escadaria Selarón
Chegamos à Escadaria Selarón, que é uma belezura e dá vontade de ficar lendo e analisando os quase infinitos azulejos grudados ali. Decidimos por conta própria subir toda a escadaria e rumar para Santa Teresa. Isso porque o famoso bondinho de Santa Teresa ainda está parado para reformas. No meio do caminho paramos pra descansar porque a subida é puxada! Quase derretendo de tanto subir morro e virar/se perder por caminhos, chegamos finalmente ao Parque das Ruínas, um casarão cheio de coisinhas artísticas e que é um mirante pra Baía de Guanabara, muito bonito! Ali recuperamos o fôlego, passou a sensação de que iríamos desmaiar de tanto calor e seguimos pro almoço no Bar do Arnaudo.

Escadaria Selarón
Escadaria Selarón

Parque das Ruínas
 Basicamente, o Bar do Arnaudo serve uma comida nordestina deliciosa! Pedimos uma carne de sol com mandioca, abóbora e batata doce e quase morremos de tanto comer. O que achei interessante foi o bar estar completamente vazio (na hora do almoço). Não sei se pela reforma dos trilhos do bondinho (que passa ali na frente) ou se por ser ainda cedo, mas acho bizarro um bar com uma comida tão boa estar sem ninguém. O famoso Bar do Mineiro ficava bem mais à frente, precisava descer morro no maior solão, portanto decidimos descer logo pra praia.

Chegamos a Copacabana (primeira vez na praia depois de dois dias no Rio), descemos em frente ao Copacabana Palace e resolvemos andar até a outra ponta. Mais uma vez, erro de cálculo, achei que a caminhada nunca chegaria ao fim. Mas quem liga, com uma paisagem incrível daquelas? O tarde estava perto do fim, o calor tinha ido embora, o mar estava maravilhoso e há anos eu nem passava perto de praia alguma. Depois de uns 40 minutos, chegamos ao Forte de Copacabana.

Dentro do forte tem um museu muito legal, uma exposição histórica-militar, e do lado de fora tem a incrível Confeitaria Colombo e o Café 18 do Forte. Como a Colombo tinha uma fila gigante, ficamos no 18 do Forte (que é literalmente do lado, a pouquíssimos metros um do outro), tomamos um café e descansamos num lugar verdadeiramente paradisíaco. Até tentamos ficar um pouco na areia e entrar na água, mas o sol já tinha ido embora e o friozinho não ajudou em nada.

Praia de Copacabana

Dia 4 - Pedra de Guaratiba e Praia do Recreio 
Fomos pra Pedra de Guaratiba e passamos por uma via crucis para chegar lá. Metrô, ônibus até um terminal, ônibus BRT mais demorado da vida, chegamos! O calor... o calor era indescritível! Paramos no píer, demos uma olhada no local e resolvemos ir mesmo pra praia do Recreio.
Pedra de Guaratiba
Paramos bem na pontinha da praia e, depois do almoço, conseguimos finalmente entrar na água e aproveitar o que o Rio de Janeiro tem de mais famoso! Último dia, quase na hora de embora e ATÉ QUE ENFIM tivemos uma tarde de areia e água salgada! Foi muito divertido, por umas duas horas, depois passamos uma outra hora inteira pra tirar areia das pernas, da roupa, do pé, da barriga, das costas... Mas, enfim, valeu a pena!

Voltamos com a sensação de que não vimos um nada do Rio. Uma cidade tão grande, linda, cheia de recantos!

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Alianças - por Simone Huck

"A viagem o libertou de bem-me-queres e malmequeres."

Um lindo texto da Simone Huck... e o Facebook me fez lembrar que eu o compartilhei há um ano! =)

http://febrecronica.blogspot.com.br/2013/06/aliancas-por-simone-huck.html

Alianças

Comprou o ramalhete de flores mais bonito e um cartão para escrever durante o percurso. Acenou para o ônibus vermelho e sujo na Av. Sumaré. Passou o bilhete sem dizer bom dia ao cobrador. Sentou ao lado de sua mudez. Não havia grandes palavras.

Sem perceber, começou a despetalar as flores. Uma por uma. Pela janela, a chuva umedecia intenções de coração enquanto seu olhar era lavado com a paisagem que passava rápido. O chão do ônibus, repleto de rastros molhados, lentamente transformou-se num tapete de pétalas sonâmbulas. Quem via, não ousava dizer nada. No ar, pairava uma vontade coletiva de choro. Os passageiros – cinzas - ajustavam seus cachecóis de uma maneira mais apertada ao pescoço e engoliam sobras de suas próprias vidas. Junto a pingos de chuva ácida, espinhos entravam pelas frestas das poucas janelas abertas. Em segundos, o ônibus ficou em total silêncio. Flores escorriam pelo assoalho molhado de um lado para o outro. A vida desapareceu no caminho.

Desceu dois pontos antes do final com um ramalhete de galhos enrolado a um papel opaco e amassado. Agarrado a intenções mortas, apertou a campainha do sobrado azul e, antes mesmo de qualquer pessoa aparecer, deixou o ramalhete de galhos no pé do portão, com um cartão em branco.

A viagem o libertou de bem-me-queres e malmequeres.

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PS: E tem mais outros ótimos textos neste link: 

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segunda-feira, 18 de maio de 2015

3 dias em Paranapiacaba

Com a ideia de viajar mais, veio o desespero de economizar e gastar menos nas viagens. Uma coisa é programar um passeio antecipadamente, ir juntando dinheiro e pagando aos poucos. Outra, bem diferente, é resolver aproveitar os feriados para pequenas viagens. Porque viajar em feriado é sempre caríssimo e muitas vezes nem compensa o esforço.

Pois bem, com isso em mente resolvemos conhecer algum cantinho interessante e próximo a SP. Li em algum blog que Paranapiacaba era uma vila próxima e muito bonitinha, no município de Santo André, que oferecia passeios ecológicos e um tour pela história ferroviária paulistana. Resolvemos que esse seria o nosso próximo destino.

Vista da malha ferroviária e da réplica do Big Ben
Pela internet já ajeitei tudo: pousada, como chegar de transporte público e fiz um roteirinho do que seria "imperdível". Todo mundo dizia que dois dias eram mais do que suficientes para visitar e descansar, mas resolvemos aproveitar o feriado de 01 de Maio e ficar de sexta a domingo.

Vista da malha ferroviária e do museu do Castelinho
Para chegar a Paranapiacaba, pegamos um trem na estação Brás (Linha 10 - Turquesa) com destino a Rio Grande da Serra e, de lá, pegamos um ônibus para o nosso destino final (uma viagem de uns 15 a 20 minutos). Chega-se a Paranapiacaba ao lado do cemitério da Vila e é preciso descer um morro, atravessar uma ponte sobre a antiga malha ferroviária e chegar ao miolo dessa aglomeração de casinhas todas muito parecidas! Ali estão vários barzinhos bem simples mas superfaturados, assim como o local onde os guias oferecem seus serviços para as trilhas e o Parque ecológico.

A pousada em que ficamos é a Shamballah e mistura uma decoração meio indiana e cores bem fortes. É um casarão tombado pelo patrimônio histórico, mas bem simples MESMO, o que não impede que o mesmo seja confortável e muito limpo. A pousada conta com 5 quartos (só um deles é de casal, o restante são quartos com uma cama de casal e beliches) e dois banheiros compartilhados (difícil encontrar banheiro privativo na vila). O café da manhã está incluso na diária e é bem gostosinho!
"Trenzinho" que roda a cidade
Nos 3 dias que estivemos em Paranapiacaba tivemos a chance de conhecer a Vila, o museu ferroviário, fazer um mini-micro-nano passeio de trem (o trem não anda nem 1 km, só percorrendo a distância do pátio), subir ao castelinho (uma casa antiga e muito bonita que agora é um museu), encarar uma trilha e passar muito frio!

Névoa se espalhando pela cidade
No primeiro dia, aproveitamos para conhecer alguns barzinhos e descansar bastante, já que chegamos no final da tarde. Infelizmente os bares só servem porções, lanches e pratos simples, além de fecharem bem cedo. Fico imaginando que uma cafeteria que servisse bons chocolates seria uma ideia genial, nesta vila onde a temperatura despenca à noite.

Praticamente um "fog londrino"
No segundo dia fizemos uma trilha até o Poço Formoso. Apesar do lugar ser muito bonito, achei que a trilha estava extremamente acidentada, já que tinha chovido nos dias anteriores, e até mesmo perigosa. Nestas condições faz mais sentido dar preferência aos passeios mais próximos. Quando voltamos, uma névoa se estendia pela cidade inteira, deixando tudo com uma cara de filme! Muito lindo!

Corredeira no Poço Formoso
No terceiro e último dia fomos conhecer os pequenos museus associados à história ferroviária local. Paranapiacaba foi uma vila construída para os funcionários da "São Paulo Railway" e as influências dos ingleses (que construíram a ferrovia que ia até Santos) são bastante nítidas em todos os prédios. Tem até uma réplica do Big Ben! Os museus mostram locomotivas e todo o maquinário utilizado para o seu funcionamento, além de curiosidades de época. O passeio na Maria Fumaça não dura nem 15 minutos e o trem anda somente alguns metros, enquanto um guia explica um pouco da história da Vila e das máquinas presentes no museu. Mas mesmo assim valeu a pena só de estar naquele vagão cheio de história e memórias.

Museu Ferroviário

Museu Ferroviário
Por fim, pudemos conhecer os vários produtos feitos com uma frutinha chamada Cambuci, muito famosa por lá. Gostei do licor, do sorvete, da geléia e até do suco, mas detestei a cachaça (muito azeda!)! =)

A vila tem um charme especial e é uma visita muito interessante pra um final de semana. Caso você vá ficar para o almoço, procure os restaurantes que estão a alguns quarteirões do centrinho, pois são muito mais baratos e come-se à vontade por um valor fixo. E se você pretende passar só o domingo, não perca a oportunidade de pegar o Trem Expresso Turístico, que sai da estação da Luz. Neste caso o passeio é completo e é preciso comprar ida/volta.

PS: Dizem que shows e festivais em Paranapiacaba são incríveis, principalmente por causa do visual local, da névoa que chega de uma hora pra outra e da sensação de termos voltado para uma vila perdida no tempo.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma Semana em Bonito-MS!

Uma das minhas metas para o resto da vida é viajar mais. Sim, porque a gente só percebe como é curta a vida útil quando algum parente sofre de uma doença, algum conhecido morre ou nós mesmos estamos impossibilitados de realizar uma viagem, seja por falta de dinheiro, de tempo ou porque nosso corpo já não aguenta mais o tranco como antigamente. Neste ano de 2015 eu decidi ir pra Bonito, no Mato Grosso do Sul!

Como sou bióloga, Bonito sempre foi um lugar que esteve na minha lista de "locais para conhecer antes de morrer", mas era um destino caro e exótico demais para se conseguir companhia facilmente. Lembro que. há uns anos atrás, Bonito era um passeio tão caro quanto Fernando de Noronha! Pois bem, recentemente decidi que era pra lá que eu iria, mesmo que fosse sozinha. E eu já tinha feito toda a programação de vôos, hospedagem e passeios quando um amigo também decidiu ir junto.

A ideia deste post é mostrar um pouco de como foi essa viagem incrível! Começo falando da hospedagem:

1- Escolhi um albergue para me hospedar e a partir de hoje esta é definitivamente minha primeira opção para futuras viagens!

Bonito HI Hostel
Após pesquisar em vários blogs (pesquisei toda a viagem em blogs de outros mochileiros que passaram por lá) decidi ficar no Bonito HI Hostel. A Hostelling International é famosa por abranger bons albergues em todo o mundo e, como já tive a carteirinha deles antes (mas nunca a usei em nenhuma viagem, que vergonha!), resolvi fazer uma nova e ver se essa decisão vai me estimular a viajar mais e melhor! Dei muita sorte! O albergue é muito simples, porém espaçoso, limpo, organizado, com uma equipe extremamente prestativa e um ambiente pra lá de agradável! Lá mesmo existe uma agência que vende todos os passeios (tudo tabelado), o que facilitou a vida!

Sempre imaginei que ficar em um albergue envolvia um certo desprendimento e isso, apesar de ser verdade, está longe de ser algo ruim. Em 8 dias conheci gente do Brasil todo e de vários outros países. Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que viajam sozinhas, simplesmente porque estão com vontade de conhecer tal lugar e não acharam companhia. Conheci um casal belga que tirou 14 meses para fazer uma volta ao mundo. Uma mineira que decidiu se aventurar pelo Chile, Peru e Bolívia. Um paulista e uma goiana que, individualmente, aproveitaram o fato de estarem trabalhando por uns dias em Campo Grande e decidiram dar uma esticada em Bonito. Um outro paulista que já havia passado semanas em uma viagem de moto pelo Chile... a lista segue e segue! Praticamente todos os dias, ou no café da manhã ou na volta dos passeios, conhecia gente nova e falante, que se interessava por uma boa troca de ideias e tinha sempre algo rico e interessante para passar adiante!

2- Estudei meu roteiro com antecedência para não perder nada importante em Bonito

Isso mesmo, li uma infinidade de blogs até conseguir montar um roteiro de passeios que englobasse pelo menos um pouco de cada coisa que a região tem a oferecer. Percebi que alguns passeios são muito melhor falados do que outros. Vi, também, que os preços variam e são sempre um pouco salgados (apesar disso, tudo é extremamente bem organizado e vale a pena o investimento!). Decidi fazer:

- Buraco das Araras: O passeio é rápido e envolve a visitação, com guia, de uma cavidade enorme, com paredões onde araras vermelhas fazem seus ninhos. Lá no fundo existe toda uma fauna e flora contida e conseguimos até observar um jacaré tomando sol.

Buraco das Araras
- Rio da Prata: Flutuação que dura cerca de duas horas e permite a observação de peixes numa água cristalina. É incrível! Com certeza o tipo de passeio que tornou Bonito um destino tão disputado! Tivemos ainda a sorte de ver um jacaré e uma ariranha, que resolveu pegar e comer um peixe inteiro na nossa frente. Deu um tantinho de medo!!! Almoço incluso*

Flutuação no Rio da Prata
Flutuação no Rio da Prata
- Estância Mimosa: Fizemos os passeios das cachoeiras, muito bonito! A água super verdinha/azulada e várias paradas para banho. À tarde fizemos a cavalgada que, apesar de ser muito legal e te oferecer a chance de conhecer partes distantes da fazenda, não é tão emocionante porque é super lenta! Almoço incluso*

Cachoeira da Estância Mimosa
- Passeio de bote no Porto da Ilha: O Porto da Ilha é um local parecido com um clube, que oferece passeios de bote, caiaque, boia-cross, etc. Fizemos o passeio que seria mais parecido com o rafting. Foi bem divertido, mas a verdade é que as descidas nas cachoeiras não são tão emocionantes como eu pensava (a maior parte são corredeiras pequenas) e, como demora um bocado entre elas, a diversão consistia em ficar jogando água de um bote para o outro, numa guerra sem fim entre as pessoas. Foi engraçado, principalmente pelas pessoas hilárias que estavam conosco!

Peixes no Porto da Ilha

- Trilha Boca da Onça: Uma caminhada das mais puxadinhas, mas também é o passeio de cachoeiras mais incrível que já vi! De todos os tipos: altíssimas, que caem em caverna, que possuem formações rochosas muito diferentes! Sem dúvida o passeio que indicaria para quem só tem um final de semana em Bonito, junto com o do Rio da Prata! Almoço incluso*

Vista do Rio Salôbra. Foto tirada da plataforma de rapel.
Cachoeira Boca da Onça
- Balneário Municipal: Fomos de bike, alugada no próprio albergue. A pedalada é meio cansativa, ainda mais sob o sol escaldante, mas valeu a pena! O balneário é pequeno, feito para a população bonitense, e o que há pra fazer é alimentar os abundantes peixes naquela água límpida, nadar com eles, descansar, descansar, descansar, almoçar e voltar pra casa. Perfeito para um dia de preguiça!

Peixes no Balneário Municipal - Rio Formoso
- Boia-cross: Fizemos esse passeio no Hotel Cabanas e, apesar de ter sido divertido e engraçado, foi o que menos gostei. Primeiro porque foi muito rápido e segundo porque eu ficava sem jeito naquela posição de bruços sobre uma boia gigantesca. Mas rendeu boas risadas!

- Grutas de São Miguel e do Lago Azul: Gostei bastante das duas! A de São Miguel permite um passeio maior no seu interior e dá pra ver cada formação e ornamentação interna bem de perto. Já a do Lago Azul, aquela mesma que é exibida em fotos e postais por todos os lados, é pequena (e incrível!). A água é de um azul meio escuro, só aparecendo como nas fotos se a pessoa tiver uma câmera boa e usar uma alta exposição. Coisa que eu não tinha...

Araras próximas à entrada da Gruta de São Miguel
* Os almoços são maravilhosos! A comida feita em fogão de lenha é muito saborosa e após a comilança é possível se estirar em um dos tantos redários que os passeios possuem!

** Os guias foram todos muito bons!

3- Viagem feita, o que eu indicaria para a montagem de um roteiro?

- Gostei de TUDO e a viagem foi épica, mas uma coisa eu mudaria com certeza: tiraria os passeios de bote e de boia, que podem ser feitos em várias regiões e não só em Bonito, e acrescentaria um passeio de dois dias no Pantanal! Mas fica pra uma próxima vez!
- Os melhores passeios foram, sem dúvida, Rio da Prata e Boca da Onça.
- Ouvi falar maravilhas do passeio do Rio do Peixe (onde é possível tirar uma selfie com uma arara linda) e do Aquário Natural (flutuação que parece ser muito boa, mas ainda perde pro Rio da Prata).
- Indico a Casa do João, um restaurante delicioso e super bonito, onde tocou Marisa Monte, sambas de raiz e onde servem caldos e peixes maravilhosos!

Piraputangas na fonte da praça central
No mais, esta viagem vai ficar eternamente na minha cabeça como uma das mais incríveis que eu já fiz! =)


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quarta-feira, 18 de março de 2015

"Quando a democracia implodir no Brasil, restarão apenas baratas"

Dia desses o Leonardo Sakamoto, cientista político que escreve pro portal UOL, nos presenteou com um texto muito lúcido e necessário. Fala do absurdo que anda acontecendo atualmente, no nosso cenário político: o ódio entre os principais partidos, escancarado para a sociedade. A isso eu ainda acrescento que ando de estômago revirado com o ódio crescente entre as pessoas... Sabe-se lá onde isso vai parar, mas eu realmente mal consigo ler metade das postagens nas redes sociais e me decepciono a cada comentário maldoso, machista, superior, nojento, com a intenção de acabar com a imagem "daqueles que não votaram em quem eu votei, afinal, eu sou o senhor da verdade e todos os que não forem da mesma opinião merecem de fato o pior de mim".


Quando a democracia implodir no Brasil, restarão apenas baratas

Leonardo Sakamoto

Um experiente parlamentar do PSDB me disse, nesta terça (3), que, se nada for feito, ao final dessa guerra nuclear política, vão sobrar apenas baratas em uma ditadura conservadora pós-apocalíptica.
Pois os dois partidos que eram a maior esperança do país e em torno do qual a democracia brasileira se consolidou nos últimos 20 anos, vão garantir que ocorra Destruição Mútua Assegurada.
Segundo essa doutrina militar, conhecida por quem viveu o horror da Guerra Fria, como cada um dos lados (EUA e União Soviética) tinha armamentos nucleares suficientes para destruir o outro e que, uma vez atacado, retaliaria com força igual ou maior, a escalada resultante levaria ao fim de ambos. E talvez do mundo como o conhecíamos. Esse medo também levou o outro lado a, sabendo disso, evitar ao máximo começar um ataque. Um equilíbrio tenso mas, ainda assim equilíbrio.
Para o parlamentar, essa ponderação – de que o final de uma escalada de ataques sujos e rasteiros virtuais e analógicos colocará em cheque a utilidade das instituições democráticas – não está sendo feita. É o vale-tudo.
Ele reconhece que a classe política é a responsável pela situação a que chegamos, com toda a corrupção, incompetência e ignorância que minou a credibilidade de instituições. Mensalões, Trensalões, Lavas-Jato e a maioria dos escândalos, que permanece longe dos olhos do grande público.
Mas atacar a democracia, é jogar fora a criança com a água suja do banho. Pois é apenas em um ambiente democrático que a democracia consegue mudar seus próprios rumos e corrigir-se.
O parlamentar, em questão, está horrorizado com tantas mensagens que vem recebendo, exigindo o fechamento do Congresso. Pessoas decretando a inutilidade não só do parlamento, mas também da própria atividade política – que, teoricamente, deveria ser uma das mais nobres práticas humanas. Outros solicitam que se encontre um “salvador da pátria'' que nos tire das trevas, sem o empecilho de pesos e contrapesos. Ou que Jesus volte.
Pessoas que, em sua maioria, são muito jovens para ter ideia do que estão falando porque não viveram a desgraça da ditadura. Ou, em sua minoria, que sabem muito bem do que estão falando e querem, patologicamente, essa desgraça de volta.
Nesse contexto, o parlamentar reclamou que qualquer pessoa com posicionamento político tem sido criticada pesadamente. Ter opinião virou crime, defender um ponto de vista agora é delito, abraçar uma ideologia é passível de morte. Ou, nas suas palavras, “fazer política se tornou escroto''...
(para a postagem na íntegra, siga o link:)


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Expurgo do Capeta - ou, Como foi o meu primeiro dia de depilação com luz pulsada

Imagem: Marutaru/REX
Chega um momento na vida da pessoa que os pelos corporais, independente do quão frequentes e irritantes eles são, começam a pelar o saco de uma maneira indescritível! Nessa hora, para aqueles que já não aguentam mais usar gilete ou sofrer com a cêra, o negócio é apelar para o laser. E existem as pessoas frescas e medrosas, como eu, que nunca na vida teriam coragem de enfrentar a dor do laser e optam pela luz pulsada.

Pra quem não sabe, a luz pulsada é usada para depilação e apesar de ser menos dolorido e custar menos são necessárias mais aplicações para se observar um bom efeito. TODO MUNDO ME DISSE: NÃO VAI DOER NADA! Aprendi com essa experiência que “todo mundo” tenta te enganar, para que você sinta a mesma dor que a pessoa sentiu antes!

Tá... OK... Estou sendo um pouquinho dramática... Mas tenho certeza que se houvesse uma forma de se avaliar a sensibilidade à dor eu estaria na ponta da escala onde ficariam as pessoas mais sensíveis. Eu sou daquelas que vai ao dentista e pede logo 5 ampolas de anestesia e prefere sair babando no tapete a arriscar qualquer tipo de sensibilidade.

Voltando à depilação: hoje foi meu primeiro dia enfrentando o novo método. Me muni de pensamentos positivos, do tipo: “se todo mundo consegue, eu tb conseguirei”, "no pain, no gain", "dor do parto é pior" ou ainda “pensa que a bolsa de pós-doutorado logo acaba e você vai ficar desempregada, nada é mais dolorido que isso...”. Portanto, com essa atitude pra lá de positiva lá fui eu.

Pra começar, a sala onde o procedimento é realizado é super gelada por causa do equipamento que esquenta muito. Foi entrar no quartinho e fazer cosplay de porco-espinho arrepiadíssimo! Depois me deitei na caminha, fazendo pose de quem estava muito à vontade, e comecei a me preocupar quando me trouxeram uma proteção pros olhos. Oi?? Quer dizer que eu não vou ver nada? Me bateu o pânico daquilo não ser pra proteger ninguém, mas sim pra me impedir de ver o banho de sangue que se seguiria. Daí sinto algo geladíssimo nas pernas e a moça me explica que “assim ia doer menos”. Ué... mas não é sabidíssimo que esse método é indolor?? Humpf... De repente ela diz: “vou começar, ok?”, e eu sinto uma leve picadinha na pele. “Ok”, pensei – “não é tão mau assim”, e as coisas foram bem suportáveis até, do nada, eu sentir uma dor de agulhada. Acho que devo ter feito uma careta tão feia que a moça soltou um: “doeu um pouquinho, né?”. Eu não consegui falar, por causa do susto, e ela emendou um “Dói mais onde tem mais pelinhos”. Me agarrei aquilo como quem segura uma boia em alto-mar.  A cada mini-agulhada eu pensava: “Queima, pelo maldito dos infernos, expurga, capeta!”. E foi assim que eu sobrevivi ao primeiro dia de luz pulsada, com uma boa dose de humor porque eu acabava rindo do minha própria frescura e maneiras de “comemorar” o fim desses pelos indesejáveis.

Saí de lá e comi hambúrguer, refrigerante, sorvete e doritos, pra comemorar essa vitória hercúlea!! (kkkkkk)

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Quando a Morte bateu à minha porta

Imagem: NET
Quando a Morte bateu à minha porta ela veio somente para uma visita social, nada muito sério. Ou, melhor dizendo, nada sério pra mim, mas fatal pra outro tanto de gente. Ela entrou assim sem cerimônia, foi logo sentando à mesa e servindo um café meio amargo (o que me pareceu combinar bastante com a situação). Soube da sua chegada por uma mensagem no whatsapp que dizia: "O Tio morreu!". Em outras três vezes bastante próximas recebi mensagens semelhantes, só mudando o gênero da pessoa. Tio, Tia, Tio e Tia, nessa ordem, sem muita dó ou piedade, como se ela estivesse mostrando que ninguém pode ficar por muito tempo protegido da sua visita, principalmente quando se tem uma família grande como a minha.

Sentada na minha cadeira nova, ela me olhava sem pudor nenhum, bebericando o café e fazendo cara de quem não estava ali pra fazer amigos. Eu bem que fingia que estava muito ocupada, arrumando os meus cadernos, lendo as notícias no jornal e amarrando os cadarços em um laço duplo, mas sentia aquele presença indesejada me analisando de uma maneira fria e calculista, como quem dissesse: "não adianta achar ruim... você viveu uma vida inteira sem grandes perdas, não venha reclamar que agora eu resolvi fazer uma limpa neste terreiro".

Encarei aqueles olhos de ressaca com a evidente resposta-muda pronta: "Não se leva quem está bem, quem ainda tem muito o que fazer, quem sequer tem idade pra ir embora!". Achei que ela repuxou o canto da boca, num escárnio superior, como quem mostra que a minha opinião era tão ingênua e irrelevante quanto um gato tentando apanhar uma sombra: "E desde quando você criou as regras do jogo? Como vocês gostam tanto de dizer - Para morrer, basta estar vivo - e isso vale pra qualquer um. Inclusive você."

E foi essa lembrança que restou desse encontro inusitado, uma frase persistente que tem me acordado todas as noites, que tem dançado nos meus sonhos e gritado no meu ouvido:
"Para morrer, basta estar vivo..."

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PS: A lembrança será eterna, assim como a saudade. Ainda lembro dos trejeitos, das brincadeiras, de situações únicas! E o que ficou foi a certeza de que não se deve perder um minuto, uma chance, uma oportunidade...
Obrigada por tudo, tios!

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Os livros de 2014

No ano de 2014 eu consegui, em meio a tanta coisa rolando, ler 28 livros. E acho que já fazia um tempo enorme que eu não lia uma seleção de livros tão boa e variada. O resumo que sempre faço das leituras do ano que passou segue abaixo.

1. O Quarto de Jacob, por Virginia Woolf
Odiei esta leitura. Comecei o ano lendo o que pode ser um dos piores livros que li na vida. Morro de tristeza de admitir que Virginia Woolf não é a minha praia (infelizmente!). Acho a narrativa cansativa, cheia de detalhes que acabam por tirar meu interesse pela história. Mas me forcei a pelo menos completar a leitura.

2. O Arroz de Palma, por Francisco Azevedo
Um livro incrível! Ao contrário da primeira leitura, esta entra fácil na minha lista de preferidos. Te dá vontade de chorar, de rir, te faz ficar triste quando chega ao fim! A saga de uma família portuguesa no Brasil, contada do jeito mais emocionante possível. Um livro "de família", sobre famílias, que traz à tona um monte de sentimentos bons! Daqueles que você precisa parar pra tomar nota das tantas passagens sensacionais que aparecem!

3. The American Book of the Dead, por Henry Baum
Um livro estranhíssimo, que mistura guerra, alienígenas, viagem no tempo e motivações religiosas. No final eu gostei, mas admito que não foi assim um super "must read". Mas vale a pena pela estranheza que causa.

4. As Vantagens de Ser Invisível, por Stephen Chbosky
Ao contrário do que vejo em tantos blogs, eu gostei dessa leitura, principalmente por algumas passagens bem impactantes, mas não amei como todo mundo. É um livro bem infanto-juvenil, apesar de tratar de um tema sério que acaba se revelando mais pro final da história. Vale a pena, mas saiba que é um jeito de escrever um tanto quanto adolescente.

5. Fundação e Terra, por Isaac Asimov
Asimov (junto com Arthur C. Clarke) está no topo da minha lista de escritores preferidos e este livro só comprova isto. Um ótimo final para esta saga maravilhosa, mesmo com algumas repetições cansativas durante a leitura. Essencial para quem gostou de Fundação!


6. e 7. The Fall (A Queda) e The Night Eternal (A Noite Eterna), de Guillermo del Toro e Chuck Hogan 
Esses dois são a continuação do terror "Noturno", que li no ano anterior e gostei demais! Conta a história desses vampiros absolutamente aterrorizantes que chegam a New York dispostos a escravizarem a raça humana. Realmente fiquei empolgada com esta leitura, apesar de vários absurdos, mas afinal de contas é um livro de monstros sugadores de sangue e almas, poxa...

8. The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared (O Ancião que Saiu Pela Janela e Desapareceu), por Jonas Jonasson
A ideia do livro é fantástica: contar as peripécias de um velhinho que resolveu fugir do asilo aos 100 anos de idade e se mete em uma série de aventuras. Tem um toque de Forrest Gump, já que o vovô vai relembrando os causos da sua vida, recheados de personagens históricos. Mas acho que o livro cansa um pouco. Não sei bem o porque, talvez pelo ritmo meio repetitivo da história. Vale sim a pena, mas eu esperava mais.

9. The Paris Wife (Casados com Paris), por Paula McLain
Gostei bastante desse livro que conta o período em que o Ernest Hemingway foi casado com sua primeira esposa, Hadley, e o tempo que o casal passou em Paris. É interessante observar a evolução do casamento dos dois, até chegar ao fim. Tem momentos felizes, muito tristes, revoltantes... bom pra gente lembrar que a vida dos outros também é cheia de altos e baixos.

10. O Velho e o Mar, por Ernest Hemingway
Após ler o "The Paris Wife" fiquei tentada e reler "O Velho e o Mar". Gosto desse livro, mas acho um pouco cansativo também. Acho que poderia ser um tiquinho mais enxuto, mas, no geral, é uma leitura rápida e fácil... também bastante poética.


11. The Uncertain Consolation, por Vardan Partamyan
Um mini-livro/conto muito interessante e futurista. Com uma sacada legal sobre as nossas "certezas e incertezas". 

12. O Chamado do Cuco, por Robert Galbraith
Um livro da J. K. Rowling, usando este pseudônimo, mas muito diferente tanto da série Harry Potter quanto do "Morte Súbita". É uma história de detetive, cheia de mistérios. O problema é que não consegui achar nada tão interessante... na verdade penso que a escolha do tema/mistério foi bem fraca, já que o detetive por si só é um personagem bem construído e engraçado.

13. A História Sem Fim, por Michael Ende
Simplesmente o melhor livro infanto-juvenil já escrito. E um dos meus favoritos da vida. Contém tudo pra impressionar uma criança e marcá-la pro resto da vida. Cheia de fantasia, aventura, mágica! Sensacional!!! E uma história muito mais longa do que a mostrada no filme.

14. Além de Darwin - Evolução: O Que Sabemos Sobre a História e o Destino da Vida, por Reinaldo José Lopes
Um livro sobre evolução, abordado de maneira "biológico-filosófica". Vale muito a pena, se você quer uma leitura tranquila, cheia de bom humor, muito parecida com uma conversa informal. Como sempre, o Reinaldo escreveu um ótimo texto!

15. e 16. Crime e Castigo, Volumes 1 e 2, por Fyodor Dostoyevsky
Adorei esta leitura. Nunca tinha lido nada de Dostoyevsky e sempre imaginava que seria uma leitura difícil, cansativa, antiga demais. Mas tive uma excelente surpresa ao começar o livro. Gostei da forma sofrida com a qual o personagem principal conta sua história de pobreza, crime e redenção.


17., 18. e 19. The Maze Runner (Correr ou Morrer), The Scorch Trials (Prova de Fogo) e The Death Cure (A Cura Mortal), por James Dashner
Apesar dessas livros estarem no auge da fama, eu tenho que admitir que a leitura foi penosa! A ideia dos livros é incrível, mas extremamente mal escrita e desenvolvida. Dá até tristeza ver como um autor ruim consegue estragar uma premissa interessante.

20. Stranger Things Happen, por Kelly Link
Uma coletânea de contos da autora, que só escreve coisas bizarras e surreais. Adorei alguns contos e achei outros super cansativos. Mas, em geral, ela é extremamente imaginativa e só por isso já vale a leitura de seus textos. Admito que do meio do livro pro final eu já estava um pouco cansada, pelo fato de todos os contos serem muito estranhos e manterem a "mesma fórmula", muitos exageradamente com finais"abertos".


21. Big Bang, por Simon Singh
Um livro SENSACIONAL! Mostra a evolução da astronomia ao longo do tempo, associado ao relato das descobertas e dos problemas enfrentados pelos cientistas. Um livro que me fez ter vontade de ler mais a respeito. E que me fez aprender muito sobre o assunto!

22. Slaughterhouse-Five (Matadouro 5), por Kurt Vonnegut
É bizarro: mistura viagem no tempo com episódios da segunda guerra, um zoológico num planeta alienígena, a rotina de um optometrista, entre outros tantos... mas também é divertidíssimo! O autor tem uma maneira única de escrever. Quero muito ler seus outros livros!

23. As Pequenas Memórias, por José Saramago
Eu adoro memórias e achei essa leitura muito interessante. Fala de um período de vida muito específico do Saramago: infância e parte da adolescência. Ele sabe escrever com simplicidade e poesia, fazendo um texto muito bonito!

24. 1Q84, por Haruki Murakami
Ai, ai... o que dizer desse livro? Ficou parado na minha estante por 3 anos: trouxe essa edição de luxo pesadíssima que ganhei de presente quando estive da última vez em Boston e achei meio sem graça. Um livro que não tem uma história forte, que deveria encolher as mil páginas em não mais de 300, que cansa pela enrolação, fixação com cenas picantes desnecessárias e final decepcionante. É claro que tem pontos bons, mas a canseira é maior.

25. The Picture of Dorian Gray (O Retrato de Dorian Gray), por Oscar Wilde
Gostei demais deste livro, talvez porque o personagem Dorian Gray acabou por exercer um fascínio sobre mim pelo fato de ser tão absolutamente narcisista e mimado. Um clássico fácil de ser lido e bem interessante.

26. Nas Montanhas da Loucura, por H. P. Lovecraft
Enquanto lia este livro, achava tudo muito curioso, já que o mesmo se apresenta como um diário "científico" de uma situação. Em certos momentos eu chegava a pensar "que absurdo", "agora foi tanto exagero que perdeu um pouco da graça", etc etc etc... o que importa é que, continuando esta leitura comecei a ficar extremamente incomodada com as descrições das coisas terríveis que aguardavam os personagens. E entendi porque normalmente se define Lovecraft como o pai do "terror inominável". Sim, é um terror inominável de fato. Existe uma construção de uma situação e eu realmente senti calafrios ao me imaginar nela. Muito bom!

27. A Dupla Hélice, por James D. Watson
Ótimo livro que conta de maneira bem humorada (e um tanto quanto politicamente incorreta) como se deu a descoberta da estrutura do DNA. Recomendadíssimo pra quem se interessa pelo assunto.

28. The Giver, por Lois Lowry
Já tinha assistido o filme e o livro não é muito diferente, já que é bem pequeno. Gostaria que fosse mais descritivo, pois achei o mundo retratado interessantíssimo. Achei o final um pouco decepcionante por ser "aberto demais". Mas sem dúvida uma ótima leitura.

Pra finalizar, um link contendo todos esses livros no próprio Goodreads (em inglês).Seguindo o link e clicando sobre cada exemplar, você será direcionado para a página onde dei minha opinião sobre o mesmo:


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